ADICIONE O BLOG SMM AOS FAVORITOS! OBRIGADO PELA SUA VISITA E LEITURA!

NOVIDADE!

NOVIDADE!

Nota:O formato PDF dos livros acima pode ser acessado em qualquer plataforma, inclusive Windows, Mac OS e plataformas móveis como Android e iOS para iPhone e iPad.

Os posts mais lidos viraram livros e não estão mais disponíveis no blog.

DESDE 2010. ANO VI. MAIS DE 2.000 POSTS.

GUEST POST NO ESCREVA LOLA ESCREVA

CURTA NO FACEBOOK


E-MAIL
sindromemm@gmail.com

30 junho 2016

A nossa cura (se livrando da dor)


Há muitos anos, talvez foi em 2001 ou 2002, eu procurava por todos os cantos qualquer resposta para a minha síndrome do pânico. Fui a bruxos, xamanes, médicos, qualquer um que me pudesse ajudar.

E lembro de um que me disse sobre o tempo, comentou que eu ainda tinha um tempo para resolver o pânico, até que aquilo fosse arrancado à força. Me falou que em 2012 o mundo seria modificado, teoria que circulava na cultura maia, onde o calendário deles mostrava o fim de uma era e começo de outra.

A leitura que as pessoas fizeram sobre essa teoria é que seria o fim do mundo, tudo acabaria, mas era apenas o aviso de um novo começo, onde o grande drama humano seria o tempo e sua nova administração.

Quanto a minha síndrome do pânico ele falou:

-Você tem agora pelo menos dez anos para resolver, depois de 2012 o tempo será modificado e o que a alma não resolver vai sair pelo corpo, depois de 2013 vai ter um surto de doenças pelo mundo, não é só a doença, é a sensação dela, lá por 2014 a grande maioria das pessoas vão se sentir doentes o tempo inteiro, vão carregar um mal estar constante, tonturas, dores de cabeça, sintomas assim. Tudo isso é pelas mudanças do planeta, o corpo físico não está aguentando mais tanta pressão da negatividade, as pessoas não entendem que seu corpo reage as emoções e depois de 2012 a resistência vai descer, a pessoa vai ter que mudar sua maneira de viver, caso contrário o corpo não vai aguentar.

E por que aconteceria isso?

-É parte da evolução, o ser humano tem que aprender a viver bem e respeitar seu espaço físico, porque ele vem acumulando emoções ruins e se acostumando a viver ao redor delas, mas o corpo não vai mais aguentar.
O tempo para a gente se jogar no chão e ter dó de nós mesmos vai acabar, não vai mais ser tolerado, antes havia um espaço de tempo entre dez e vinte anos, era o tempo que a pessoa levava para ficar doente  se vivesse em função do medo, pânico, ansiedade, ódio, mágoa, preocupação e angústia. O corpo humano estava programado para suportar toda essa carga negativa sem reclamar até por três décadas, mas depois de 2012 esse prazo vai ser reduzido para horas.
Se não for assim o ser humano não se mexe, não aprende e vai continuar vivendo da maneira errada, se alimentando só de emoções ruins.
Depois de 2012 só vai ter um jeito de viver saudável: controlando a mente, cada vez que ficar doente tem que parar tudo e se perguntar que emoção ruim gerou esse mal estar, que pensamento negativo atraiu essa doença e se livrar da emoção que puxou a dor. Foram dados aos homens mais de cinco mil anos para aprender a viver de maneira positiva e saudável, mas ele não aprendeu, então agora vai na dor.
Quem não mudar sua maneira de viver, vai sentir a dor na pele. O ser humano vai ser obrigado a ser positivo, caso contrário o corpo vai arrebentar de dor.

É aquela história de ser sempre positivo que a vida melhora?

-Não é ''aquela'' história, é uma energia que gera outras na mesma frequência. O corpo humano vem aguentando descargas de negatividade, tudo o que você pensa, faz e sente é o corpo que registra, em algum momento ele não vai ter mais como aguentar tantos pensamentos ruins, ele quebra.
Pensa na sintonia que o corpo humano tem sido colocado nos últimos anos, a comida cheia de agrotóxico, a água suja, as pessoas vivendo longe da natureza, ao redor do nervosismo, da pressão econômica, infelizes na sua vida pessoal, você não acha até que o corpo humano aguentou demais?
Mas esse prazo acaba em 2012 e depois de 2013 tudo vai começar a apertar cada vez mais, enquanto a ciência vai recuar, não vai dar conta do recado, os antibióticos não são tão potentes, os diagnósticos vão ficar confusos e muita gente vai viver com dor o tempo inteiro. Não vai ter cura na ciência, a unica cura vai sair da mente da pessoa, é ela que tem que resolver viver de uma maneira mais positiva e confiante, caso contrário a alma vai jogar a dor no corpo e ele vai puxar a força aquela emoção, vamos sair da vibração astral e entrar na física, sentindo tudo o que está na nossa alma, o corpo vai traduzir toda essa dor, ninguém  mais vai dizer ''minha dor é na alma'', o corpo vai te puxar essa dor, fazer você sentir como a emoção que você vive é ruim.

Mas quem decidiu mudar as regras?

-Existe uma ordem no universo, as coisas não são improvisadas e tudo é pensado em relação a evolução humana. Digamos que uma ordem maior pensou o seguinte: eu dei um corpo para as pessoas, para que desfrutassem a vida, o contato com a natureza, a comida, a água, o sexo, todas as sensações maravilhosas que o corpo recebe e o ser humano fez o que? Transformou o corpo em um depósito de lixo, de comida e emoções intoxicadas, obriga o própio corpo a trabalhar em um ritmo acelerado, ignora os sinais, pensa que o corpo é uma peça sem importância, como se fosse parte de uma rede de esgoto mental. Não era para isso que foi dado, então agora vamos entrar na lei do merecimento, quem quiser ter um corpo saudável vai ter que tratar bem o corpo e deixar de jogar em cima dele tanta negatividade.
Não te parece justo?

É, pensando assim me parece justo sim.....

Isso me foi dito há mais de uma década e me surpreende hoje ver como estava certo, talvez não para muitos, mas pelo menos no meu mundo isso funciona.
Tenho visto muitas pessoas ao meu redor doentes, do nada ficam mal e com sintomas vagos.

Comecei a passar por isso há uns meses, antes eu podia ter um ataque de raiva, ficar chateada e meia hora depois eu estava bem, mas algo mudou e comecei a perceber que se tenho um ataque de raiva ou fico irritada meu corpo ressente isso durante horas e as vezes dias.

Cheguei a pensar e também me disseram isso, que era consequência da idade, passando a casa dos trinta o corpo não é mais a mesma coisa, mas me parecia uma explicação rasa para tantos sintomas estranhos, mesmo assim em algum momento cheguei a acreditar que minha energia estava baixa e isso afetava meu sistema imunológico.

Mas comecei a prestar atenção e percebi que cada vez que eu me deixo levar por emoções ruins de maneira constante meu corpo avisa, deixando claro sua zero tolerância a minha falta de controle mental.

O outro dia eu estava no supermercado quando ao passar um produto deu um preço, diferente da etiqueta. Falei a moça do caixa que ela tinha que cobrar o preço da etiqueta, mas ela insistia em dizer que iria cobrar o preço que aparecia no sistema, bem mais elevado. Fiquei muito irritada na hora, morrendo de ódio e tive uma sensação ruim, de queda de pressão. Resolvi sair do lugar porque me sentia muito mal, depois pensei que talvez tivesse alguma coisa a ver, tinha sido um dia ruim e eu ainda estava na frequência de preocupação, meu corpo não aguentava mais ''treta'' esse dia e desceu minha pressão, me obrigando a sair do lugar e voltar logo para casa.

Ficou claro para mim que sem a cabeça no lugar meu corpo reage de maneira negativa, empurrando meus demônios para fora e me obrigando a pensar duas vezes.

Durante muitos anos sofri com a síndrome do pânico porque tenho emetofobia (fobia a vomitar) e na maioria das vezes, no meio de uma crise de pânico, o organismo fica tão descompensado que a pessoa vomita, isso para mim é um suplício.

E nos últimos tempos me vi obrigada a enfrentar isso, em situações de alto estres, de excesso de angústia, mesmo sem nenhum ataque de pânico me dá vontade de vomitar e começo a sofrer, é como se meu corpo colocasse diante de mim um demônio meu e me obrigasse a enfrentá-lo, eu lidei com a emetofobia durante anos ligada a crises de pânico, mas agora percebo que está relacionada a outros momentos onde estou e me sinto negativa.

E o xamã tinha razão, sem dor o ser humano não se mexe, continua hipnotizado por sua vida.
E vejo muitas pessoas usando quantidades enormes de remédios para dor, como se fosse possível controlar a dor da alma. E quem não sabe disso? Todos sabemos que a dor na alma é uma das piores dores que existem, que rasga tudo que encontra pela frente.

Vejo tanta gente doente ao meu redor que comecei a perguntar para todo mundo e a maioria me deu a mesma resposta, antes de ficar doente vinham de uma frequência de preocupação excessiva.

Esse é um ponto interessante, controlar a mente é mais difícil do que parece, mais ainda se vivemos em um sistema alimentado pelo ''medo'', um país sempre na beira do abismo, onde as pessoas têm medo de perder o emprego, de não conseguir pagar as contas e mil coisas mais. Tudo isso vai detonando o corpo por dentro, levando as pessoas a um estado de constante dor física, não me surpreende saber que o Brasil é o segundo maior consumidor de todos os tipos de remédios depois dos Estados Unidos.

Por onde a gente olhar estamos cercados da energia do medo, da insegurança, dos pensamentos ruins. Todos temos pessoas próximas que são extremamente negativas e acabam nos contaminando e quem pode culpá-las? A situação do país leva qualquer um a se preocupar, mas finalmente o Brasil nasceu e vai morrer na beira do penhasco, nunca vai cair, apesar da nossa constante sensação de que isso vai acontecer.

É fácil ser positivo e confiante se vivemos isolados e nosso contato com o mundo é pouco, mas para quem vive na realidade do planeta as coisas não são simples, tudo é preparado para levar as pessoas ao estres, as notícias, a economia, a incerteza, incerteza, incerteza que envolve desde os empregos até a vida pessoal de todos.

Mas a questão é simples: o corpo humano foi modificado na frequência e não tolera mais abusos, já deu seu grito de independência e vem com uma força que poucos conhecemos.

Há duas semanas passei por uma situação estressante, parte dela criada pela minha mente e obsessão com o futuro, em plena agonia por questões que não posso resolver, que não dependem de mim. Falei e falei sobre isso com pessoas perto de mim, falei de muitas coisas que sentia, só coisa ruim e pensamento negativo.

E de repente acordei sem voz, peguei uma infecção na garganta. Tive febre e muitas dores, a garganta é ignorada por muitos, mas sem ela não conseguimos comer, beber nem falar.

Tentei justificar minha dor dizendo que o tempo em São Paulo está ''maluco'', faz frio, comi mal nos últimos tempos, talvez bebi ou comi algo com uma bactéria forte, enfim, tentei usar argumentos que explicassem a força da doença, mas tudo isso é mentira, eu lembro os dias anteriores a ficar doente e eu vinha pilhada na agonia, na preocupação, com um excesso de pensamentos mórbidos e depressivos.

É impossível descrever a sensação de saber que a doença que você tem, que te provoca tanta dor, saiu da tua cabeça, não foi culpa de uma bactéria.

Sempre acreditei nessa teoria de que o corpo ''plasma'' as emoções que a alma não consegue expressar, mas venho percebendo que agora é no grito, não tem mais espaço para erros, se a alma é agredida pela mente, o corpo vai pagar por isso na mesma hora, sem margem de tempo.

Ficar na cama sentindo dor e remoendo tudo, pensando que todas aquelas sensações físicas ruins são fruto de uma mente negativa é deprimente, mas ao mesmo tempo nos liberta e ensina a controlar o que pensamos, já que finalmente estamos ''sentindo'' os nossos pensamentos negativos na pele.

É uma teoria complexa dizer que antibióticos não vão funcionar mais, daqui pra frente seremos obrigados a nos curar sozinhos, parando a fonte constante de negatividade que sai de nós.

E tudo vai ligado a uma teoria antiga, que fala sobre um ''poder maior'' que vem se cansando do comportamento dos seres humanos em relação a tudo.

Apesar de parecer duro, esse ''poder maior'' continua sendo generoso, ele não nos tirou a cura, apenas mudou ela de foco, não está mais nos remédios nem na ciência, está em nós, como sempre esteve, mas agora será nossa única alternativa para parar a dor, não vamos mais ter elementos exteriores.

A cura existe e continua no mesmo lugar, mas precisa circular por uma mente limpa e saudável, não consegue mais transitar pelo esgoto mental que muitos de nós criamos. É como uma caixa de água, se ela está podre e suja vai mandar essa água contaminada para todo o encanamento.

Depois desses dias tenho apenas gratidão, porque tive momentos de tanta dor e foram tantos dias que em algum momento pensei que não iria sair dali.

E não sai com receitas de remédios, nem conselhos de usar blusas quentes, saí com a dura missão de aprender a controlar minha mente, limpar minha alma e manter o ''encanamento mental'' funcionando de maneira saudável, porque senti na pele como os remédios foram ineficientes no meu caso, meu corpo chegou a exaustão de tantos sentimentos ruins e pensamentos negativos.
E posso garantir que quando o corpo dá um chega pra lá, a gente se arrepende de tudo, fica de joelhos, pede perdão a quem for.

Mas é bom saber que a cura somos nós e ela existe, ninguém está largado no mundo, ninguém está sozinho, mas depende de uma mente saudável para seguir o caminho.

O tempo de errar acabou, o tempo de se intoxicar com coisas ruins terminou. São novos tempos agora e exigem um novo comportamento, uma nova maneira de viver, ou vivemos de maneira positiva ou não vamos aguentar a dor. Mas a escolha ainda é nossa.



Iara De Dupont

Um comentário:

Anônimo disse...

Concordo 100% Iara! Quando fiz 30 anos percebi tudo isso tão drasticamente, que eu perguntava pra todo mundo que eu conhecia e 99% das respostas que ouvia era do tipo "Ai você ainda é tão jovem, pára de reclamar!", "Se você se sente assim agora vai ver só quando passar dos 40!", com exceção de uma única colega (que me respondeu "nossa, eu também me senti exatamente assim quando fiz 30! Parece que a energia da gente vai embora!") absolutamente ninguém teve empatia nem a preocupação de perguntar da minha saúde, e muitas vezes ainda diziam com sarcasmo que dali pra frente tudo só iria piorar. E eu nem estava reclamando, apenas relatando... Mas percebi que as pessoas não conseguem nem ouvir sobre 'alguém não se sentir bem' que já querem tirar conclusões, dizer que é frescura, preguiça, falta disso ou daquilo. Tempos depois fui diagnosticada com fibromialgia (pelo menos todas aquelas dores e mal-estar tinha um nome!), que já vinha, creio eu, sendo desencadeada desde os 29 (quando sofri um enorme baque emocional, que abalou minhas estruturas e recaí numa depressão). A partir daí tive que mudar minha maneira de pensar, voltei p/ terapia, e trabalhei MUITO meus sentimentos, a minha distimia, etc. Nunca imaginei que a minha dureza (em todos os sentidos) um dia afetaria a minha saúde, da pior forma possível... E estava me deixando debilitada. E é uma dor silenciosa e solitária que ninguém ao seu redor enxerga, quanto menos acredita, e você finge que está tudo bem quando na verdade não aguenta nem sair da cama. E só entendi a gravidade da situação quando repensei minha vida, quando lembrei de tudo que aguentei sozinha sem nunca ter contado pra ninguém, nunca ter pedido ajuda, nunca ter confiado nas pessoas (com motivos), tantas lágrimas que não derramei, sempre achar que 'tinha que ser forte, a todo custo'. Hoje, quase 7 anos depois e muitos tratamentos alternativos, ainda tem dias que sinto dores, que não to legal, mas é a vida... As dores me ajudaram a ser uma pessoa mais flexível e menos rígida comigo mesma e com o mundo. Pelo menos é assim que penso.
Ainda bem que você está melhor, Iara, e que bom que teve essa percepção... Não temos que ser pedras o tempo inteiro.
SY

Leia outros posts....

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...