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10 maio 2016

O amor que se conquista (pode isso, gente?)


A sobrinha da minha amiga, de doze anos, me perguntou:

-Por quê as mulheres te mandam perguntas sobre relacionamentos, se você não tem nem namorado?

Porque elas sabem que eu não sei porra nenhuma e vou ser honesta, minha visão é imparcial, até porque não estou presa a nenhum fio da existência amorosa. E não tenho namorado no momento, mas já tive e guardei toda minha experiência. Mas saber de algo, eu não sei de nada......

E cada vez me surpreendo mais, eu realmente não sei de nada, nada, nada, parece que tudo o que me disseram caiu naquela caixa de ''não é bem assim''.

Há pouco tempo uma moça me pediu a amizade no Facebook, quando fui ver lembrei dela, trabalhamos juntas há dez anos. Aceitei a amizade e acabei lendo algumas coisas na sua página, declarações de um marido apaixonado. Pois é, carimbo da minha cara de ''não sei''.

Quando começamos a trabalhar juntas há dez anos não éramos amigas, apenas colegas, a amizade até tentou dar as caras, mas depois de alguns incidentes paramos de nos falar.

Essa moça estava solteira quando a conheci e meses depois comentou que tinha conhecido um rapaz em uma festa. Durante um tempo ela trabalhava perto de mim e eu escutava as ligações que fazia, mas não sei o que o Romeu dizia, apenas escutava ela sempre chamando de ''meu amor'', ''docinho'', enfim, a lista era longa.

Um dia ela apareceu em uma festa da empresa com ele, um rapaz simpático e bonitão, que não perdeu tempo e deu em cima de várias mulheres.

Naquela época eu já tinha problemas em fingir que não estava vendo o que acontecia, e em algum momento ele passou por mim e perguntou pela moça, então perguntei a ele qual era sua preocupação, finalmente estava se divertindo na festa dando em cima de várias, na frente de sua namorada, ele olhou para mim e disse:

-Você é maluca? Fulana não é minha namorada, é amiga! Fala sério! Eu adoro mulher gostosa e por quê ficaria com uma baixinha, sem peito e sem bunda? 

Fiquei tão chocada que não respondi. Mas na segunda-feira encontrei com Fulana na empresa e disse a ela que o rapaz me contou que não eram namorados. E ela sorriu e disse:

-Não, não somos, mas eu estou na luta.


Tentei de maneira elegante advertir que o rapaz não servia nem para amigo, muito menos namorado, mas ela insistiu que era o amor de sua vida e iria ficar com ele.

Nos seguintes meses vi uma situação horrorosa passar na minha frente, ela ligava para o rapaz direto, saía com ele, se viam no motel, depois ela voltava ao trabalho e de repente ela contou que tinha começado a frequentar a casa da família do rapaz, onde ele morava, ficou amiga da mãe dele.

Essa moça era assistente de uma das diretoras do programa, eram muito amigas e cansei de ver a diretora ficar até tarde, tentando convencer a moça para que parasse de se humilhar e perseguir o rapaz.

Um dia ela tentava ligar para ele e todos na empresa sabiam que ela não dava folga, então um rapaz se aproximou e disse ''olha, sai mais barato mandar fazer um trabalho de amarração do que ficar ligando''. Ela respondeu que jamais faria algo assim, porque essas coisas voltam. Falei que nem brincasse com isso, porque Deus castiga, e ela me contou sobre um tio que fez uma besteira dessas e depois morreu porque o ''capiroto'' voltou para cobrar a dívida, ela viu a tio morrer e jamais faria nada assim.

No dia dos namorados ela veio me perguntar se eu poderia dar uma carona na saída, eu disse que sim e ela entrou no meu carro carregando uma cesta enorme, com vinho, bolachas, e outras coisas. Perguntei se ela tinha combinado com o rapaz, ela disse que era uma surpresa. Deixei ela na porta da casa dele. 

E no dia seguinte perguntei o que tinha acontecido, ela disse que ele não estava em casa, chegou mais tarde, tomou banho e disse que sairia com os amigos, mas voltaria para beber o vinho com ela. A moça ficou na sala, esperando, até que a mãe dele ficou com pena e deu um cobertor para que ela dormisse. Mas o rapaz não chegou e no dia seguinte ela resolveu abrir a cesta e comer no café da manhã com os pais dele.

Achei a história absurda, esse dia fiquei como maluca, dizendo um monte, que merda de humilhação tinha sido essa?

E ela me deu a resposta mais incoerente que já escutei:

-Não sei de onde você vem, mas eu venho de baixo, bem de baixo. Este emprego me custou muito, já lavei muito chão para poder estudar, moro longe, sofri demais na vida para achar que as coisas são fáceis. Faz menos de cinco anos que instalei energia elétrica na minha casa, não tínhamos dinheiro nem para isso. E estou conquistando as coisas, por que seria fácil com o amor? É a mesma coisa, eu trabalho duro pelo que quero.

Passei a tarde inteira dizendo que trabalhar duro pelo o que se quer não é a mesma coisa que envolver outra pessoa, que não quer ser envolvida. Mas ela insistia muito no argumento de que ''amor se conquista'', até que perguntei para ela de maneira clara, qual era seu plano?

-Chegar assim, derrubando porta não ia dar certo, não sou uma mulher atraente, não sou a mais engraçada nem simpática. Minha ideia é ficar perto dele até que perceba que precisa de mim, tento facilitar o que posso sua vida, estou sempre ali, um dia ele vai acordar e perceber que suas ''amigas de farra'' seguiram sua vida e só restou eu, nesse dia ele se declara.

Comecei a prestar atenção em um detalhe interessante, a empresa era inconstante nos pagamentos, sempre alegava estar à beira da falência, então atrasavam e depois nos mandavam pegar o cheque em outro lugar. Eu fui com ela várias vezes para pegar o pagamento e o rapaz ia também, o que me leva a pensar que ele gastava o dinheiro dela, porque fora isso ele nem aparecia.

Ele me irritava profundamente, era bonito, mas achava que era o único, era altivo, esnobe e mal educado, não disfarçava a má vontade com a moça.

Um dia arrastei a moça a casa da minha abuelita, achei que uns conselhos não a matariam. Era fácil gostar da moça porque ela era batalhadora, trabalhava duro, tinha a cabeça no lugar, falava de maneira clara, não bebia nem fumava, e era aberta a escutar. Ela contou a história para minha abuelita, que insistiu em dizer que não se amarra homem contra sua vontade, que homens são bichos indomáveis, quando não querem, não querem, ao contrário das mulheres que somos obrigadas a ceder desde pequenas, eles são ensinados a resistir.

E minha abuelita contou a história de um amigo do meu tio, uma moça se apaixonou por ele, o rapaz envolveu a moça e a levou para a cama, em tempos remotos, quando isso não era uma coisa boa de se fazer antes do casamento. Mas ele não quis nada com a moça, na verdade sempre alegou que nunca encostou um dedo nela, que foi mentira a moça ter dito que eles tiveram uma noite. A moça contou ao seu pai que tinha sido ''desonrada'' e queria se casar com o rapaz, então foram atrás dele, e o rapaz disse que não iria se casar porque não gostava da moça. O pai da moça sequestrou o rapaz, o levou a um cativeiro, o manteve ali durante uma semana, com pouca água, sem comida e apanhando todos os dias. A proposta era simples, o terno estava pendurado na cadeira, ele só sairia do cativeiro para se casar, caso contrário morreria de tanto apanhar.

O rapaz resistiu, disse que não se casaria e chegou a um ponto que nem o pai da moça aguentou mais, só faltava matar o rapaz, então resolveram deixar ele livre.

E assim foram outras histórias que ela contou sobre ''quando um homem não quer, ele não quer''. 
Teve também a de um tio avô, que foi arrastado para a igreja, mas um pouco antes de casar pediu para ir ao banheiro e mesmo vigiado pelos futuros cunhados conseguiu fugir.

Minha abuelita insistiu com a moça, ela tinha seu charme, encontraria algum homem bom que gostasse dela, mas ela insistia que amava esse e assim seria, mas que homem é ''bicho difícil'', só fica ''quando gosta'' e não tinha nada que uma mulher pudesse fazer.

Semanas depois escutei uma discussão na sala da diretora, e a moça saiu aos prantos. Ela passou por mim no corredor e disse ''por favor Iara, vem comigo''. E lá fomos para o banheiro conversar, ela me contou que foi a uma festa com o rapaz e ela encontrou a diretora, no meio da noite ele resolveu dar em cima da diretora, a moça viu, teve um ataque de ciúmes e foi lá dizer umas coisas ao rapaz, que sem se intimidar deu um tapa na moça, dizendo que não era sua namorada nem ''a dona do seu pinto'', por isso ele podia fazer o que quisesse.

A diretora se irritou e disse a ela no dia seguinte que se não fizesse a denúncia contra o rapaz pela agressão, ela perderia o emprego, porque ela não queria uma assistente que chegasse ao limite de proteger um macho que a tinha agredido na frente de todos.

Esse dia eu dei todo meu apoio a diretora, não sabia que as coisas tinham chegado ao ponto dele agredir a moça, e se era capaz de dar um tapa na frente de desconhecidos, o que faria com ela na intimidade?

Nunca vi ela machucada no rosto, mas sempre tinha umas manchas estranhas nos braços, que ela insistia em dizer que era porque a ''a manga da blusa apertava''.

Vi durante meses sua família, os amigos, as pessoas na empresa, todos dizerem a mesma coisa ''o problema não é só ele não gostar de você, mas ele também é um lixo''.

Eu via tantas coisas que acabei insistindo demais com ela, era uma lista de humilhações que não acabava nunca, até porque ele precisava se afirmar o tempo inteiro e sempre dizia a moça que iria sair com ''uma gostosa''.
Cansei de ver ela chorando no fim de semana, nas sexta-feiras, esperando a ligação dele, porque ele sumia com outras. 

Não lembro de ter tido nenhuma outra amiga que aguentasse tantas humilhações nem se submetesse aos horrores que ela se submetia. Vi ele ligar em uma quarta-feira à noite, dizendo que precisava de sexo e ela corria, como se fosse uma prostituta sendo chamada por um cliente.

Mas uma corda ela conseguiu apertar, ficou amiga da mãe dele, e a senhora estava cansada do comportamento irresponsável do filho, achou que a moça poderia colocá-lo em cintura e deu muito apoio. 
Em algum momento os pais da moça tiveram que viajar e para que ela não ficasse sozinha, a mãe do rapaz a chamou para ficar na sua casa. Ela chegou lá e se instalou no quarto da irmã do rapaz.

Quando ela me contou isso eu subi paredes, achei a coisa mais invasiva do mundo, eu quebraria o pescoço da minha mãe se ela resolvesse dar abrigo a um homem que me persegue.

Ela começou a me contar a rotina na casa do rapaz, logo foi acolhida por todos, era prestativa e o rapaz começou a se acostumar, chegava em casa e ela estava ali, assistindo televisão com sua mãe.

Mesmo assim continuava com seu comportamento de moleque, mas hoje não penso mais isso, eu teria feito a mesma coisa que ele fez, começou a dormir na casa de amigos para fugir da moça.

Nesse ponto eu voltei a dizer muitas coisas, mas na época me apaixonei por um garoto que trabalhava ali e ela foi uma das pessoas que me avisou que ele estava apenas escalando degraus, que não gostava de mim, que falava mal pelas costas, que era um interesseiro. Descobri tudo isso com o tempo, mas no momento que ela disse eu não percebia a situação, então me senti ofendida e nos deixamos de falar.

E não soube mais dela, me mudei de empresa e alguém me contou que ela estava grávida, teve um menino.
Encontrei a diretora uma vez na rua, me contou que o rapaz não queria se casar, mas estava assumindo o namoro e houve uma comemoração, na qual a mãe dele fez um discurso dizendo que a moça ''tinha ganho seu direito a ter esse amor''.

E agora a moça apareceu no meu Facebook e me surpreendi ao ver sua página. Já tem dois meninos com o rapaz, não sei se casaram ou não, mas ele enche sua página de declarações de amor e não cansa de dizer ''a mulher da minha vida'', ''a mulher que me salvou'', ''a mulher que me deu tudo'', ''a mulher que eu amo''.

Como eu sei que página de Facebook é de cristal, tudo ali é reflexo e podem ser mentiras, resolvi perguntar a uma pessoa que eu conheço, que ainda é sua amiga e a pessoa me contou que eu não acreditaria se visse, mas o rapaz mudou, é outro, se precisar ele se joga no chão para que ela possa passar sem sujar os sapatos.

Perguntei como poderia ter isso acontecido e a pessoa me disse que o rapaz sempre teve um bom caráter e no fim reconheceu todo o empenho da moça.

Minha mente não conseguiu assimilar a informação, ainda lembro dele em um corredor da empresa conversando comigo, perguntei porque ele não namorava a moça, isso foi bem no final, eu já tinha meses de conhecê-lo e ele me respondeu:

-Ah, ela é boa pessoa, mas eu adoro mulher jeitosa, e ela é bem feinha né? Imagina ver todos os dias! Não dá, gosto de mulher e bonita, Fulana não daria certo para mim nem como empregada.

Nem como empregada? Sem mais.

Bom, a história dela girou minha mente, então ela conseguiu dobrar o rapaz e hoje ele é apaixonado por ela, coisa que não é difícil, porque ela é muito doce e correta, aquele tipo de mulher que trabalha duro em uma empresa, mas chega e cuida da sua casa, deve ser uma mãe amorosa, sempre lembro dela tratando os filhos da diretora com muito carinho. É uma pessoa fácil de gostar, não reclama, e tem a mente dura, resiste as porradas da vida.

Mas não entendi nada, porque minha abuelita sempre tinha razão e eu também vi isso, homens que quando não querem, não querem. Eu vivi essa parte, levei muitos foras de homens que aparentemente não teriam motivos para me ignorar, mas sempre entendi que não se ''conquista'' ninguém, as coisas acontecem sozinhas.

Contei a história para minha mãe e ela também achou estranho, depois ainda disse:

-Mesmo que ele a ame loucamente agora, do que adianta? Foram mais de dez anos de humilhação e sabe Deus o que ela aguentou, se é que ainda não aguenta, de repente ele continua mulherengo!

É, vai saber. Eu ainda não entendo nada, no meu mundo as coisas continuam iguais, quem não gosta, não vai gostar nunca e grudar em um homem não faz ele ficar com você.
Eu nunca fiz o que ela fez, mas já banquei a amiga, fiquei por perto, imaginando que um dia ele iria reparar em mim, e claro que esse dia nunca chegou.

Duas coisas ficam claras na minha mente, uma é que não existe regra para os relacionamentos, o amor ou falta de autoestima, não sei, e a outra é que eu não entendo nada de nada, muito menos do misterioso jeito masculino.

Ela venceu? Conquistou o que queria? Estava certa desde o começo e viu amor onde nenhum de nós viu? Não sei. 
A vida é assim, de lutas e conquistas? Vale a pena aguentar umas humilhações em troca de anos felizes?
Estávamos todos errados ao dizer que ele era um lixo?

Cansei de dizer ''larga esse homem e vai ser feliz com outro'', então eu estava equivocada?

Talvez meus relacionamentos não dão certo porque eu não sei ''lutar'', logo mando à merda quando começam a achar que são reis e eu sua escrava.

Não tenho como saber se ela é feliz, mas sou obrigada a reconhecer que conquistou o que queria, e quem conhece a natureza masculina sabe disso, nem com uma arma eles mudam o status nas páginas sociais, se não quiserem, e nenhum deles se sente obrigado a escrever o tempo inteiro ''a mulher da minha vida''.

Só sei que nada sei sobre a natureza humana, os relacionamentos, o amor, a luta, a conquista, o sonho realizado, tudo isso é mutável e plástico, só quem passa conhece o caminho.

Não sei nem da minha vida, imagina da alheia.
Tive uma discussão com o Romeu da minha vida por questões feministas e nunca mais falei com ele. Então errei? Deveria ter aceitado as humilhações, as frases cortantes e ficar ali, esperando ele me amar de novo?

Contei isso a uma amiga que logo disse:

-É, te acho meio inflexível mesmo, o amor precisa de elasticidade, não dá para fechar a porta na primeira coisa que consideramos ofensiva.

É amor ou prova de resistência?

-É amor, mas às vezes no começo é confuso e causa algumas feridas.

É, deve ser para os outros, para mim é bem claro, pode ser amor, amizade, o que for, mas se não começa com respeito mútuo não serve para mim. Outra coisa desse mundo que não serve para mim, que me aperta, essa ideia de ''conquistar o amor''.

E não tenho mais dívidas, já paguei minha cota de ''humilhações em relacionamentos para manter seu amor feliz''. 
E não sonho com um homem me chamando de ''o amor da minha vida'' no Facebook. Que ele me trate bem na vida real já é suficiente para mim.

Mas continuo vendo muitas mulheres ainda acreditando nisso, que no começo é assim, tem que dobrar a fera, domesticar o animal, render o inimigo. 

E essa moça é um exemplo vivo dessas crenças de conquistar o amor, todos ao seu redor viram seu sacrifício.

Talvez a vida seja assim e eu não percebi, talvez. Mas esse amor sofrido não quero para mim, não funciona, não me alimenta. 

-E vai ficar sozinha?

Não sei, pode ser. Mas esse amor me parece quando atravesso a rua e vejo o pessoal do açougue descarregando o carro, olho e penso ''nossa, Deus, obrigado por existirem pessoas que podem fazer um trabalho que eu sei que não poderia fazer, obrigado senhor, por ter pessoas neste mundo que podem fazer coisas que minha alma jamais me permitiria fazer''.
É assim que vejo o amor alheio, agradeço a Deus que existem pessoas que querem viver uma coisa que eu sei que meu coração não me permitiria viver. 
Se isso é estar só ou ficar só, não sei, mas se for, tudo bem, eu sei do fundo da minha alma, das minhas entranhas, que esse amor cheio de humilhações e conquistas tristes não faz parte de mim. 
Sou mais feliz sozinha.

Iara De Dupont

5 comentários:

Alexandra disse...

Eu conheci uma sujeita que agiu assim é a história de amor durou 20 dias. Mesmo assim, cambaleando.
Pior, não sei o que ela arrumou pra ter esse amor, que o cara tomou pavor dela. E olha que desde então, já se passaram uns 10 anos ou mais.

Cristina disse...

Bom, eu já aguentei calada humilhações e violências verbais, já tentei por tudo me adequar às expectativas dos outros, não por um homem mas na esperança de conseguir aceitação e amizade de outros alunos da minha escola. O que eu realmente consegui? Merda nenhuma além de desprezo, isolamento e bullying. Não, nada disso vale à pena. E quem garante que ele realmente ama a mulher? Pode muito bem ter cansado da pressão, teve medo de perder a mamata porque a mãe gostava dela, então decidiu casar com a moça pra viver na moleza com a mãe e a esposa facilitando a vida dele enquanto ele sai pra vagabundear por aí sem elas saberem. Quem sabe? Só digo e reafirmo que NÃO vale à pena aguentar humilhação por amor ou qualquer coisa que seja.

Patricia Gabriel disse...

OLha,Iara,eu voltei recentemente para o face,por alguns motivos familiares,mas sei que face não é nunca o lugar para sinceridade...quando a gente é sincera e mostra o coração naquela merd@,a gente só se lasca...(eu que sei!),então,eu tbm não acredito que ela seja feliz,feliz,com ele,mas se ela aceita sofrer,se ela não tem amor próprio nem um pingo de orgulho,estas não somos nós!Eu jamais faria o que esta moça fez,meu amor pr´pprio e meu imenso orgulho jamais me permitiriam!E,sem essa de ficar com melação,isso tudo é falso,soa adolescente demais...

Anônimo disse...

Eu não acredito nessa mudança toda dele, não. Deve ter ficado com a mulher só por comodidade, já que ela engravidou. Primeiro que Facebook não é parâmetro pra nada, minha prima mesmo num dia quebrou a casa inteira com ciúmes do marido e no outro já estava dizendo que era o "amor da minha vida", "minha metade", nas redes sociais. Eu só sei do que se passa na casa dela porque minha tia (mãe dela) conversa com a minha mãe e desabafa, mas se eu fosse apenas uma amiga ou observasse o Facebook dela talvez pensasse que é o mais bem sucedido casamento do mundo, fora que eu também já conheci mulheres que entram no perfil dos parceiros e postam declarações de amor para si como se fosse eles, ridículo!
O rapaz pode ter assumido a família, incluindo a mãe dos filhos, mas sempre desconfio quando vejo casal que posta declarações de amor em excesso nas redes sociais: é chifre na certa!

Anônimo disse...

Da nossa intimidade, da nossa casa, só sabe quem vive em casa conosco, quem tá de fora só sabe o que a gente seleciona para que ele saiba, aquele pouco que comentamos durante uma conversa. Muito homem é lobo em pele de cordeiro.

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