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30 abril 2016

Vai confiar?


Hoje tive uma longa conversa com um amigo sobre aborto, um tema espinhoso, eu nem gosto de usar a palavra ''aborto'', acho densa demais, prefiro interrupção gestacional.

Não tenho a menor paciência para o tema porque primeiro me parece que temos que tirar o Estado e a Igreja da mesa, para depois chegar na questão que envolve o casal.

Em relacionamentos estáveis acredito que a conversa é dos dois, sempre deveria ser, mas não é assim que funciona. Eu mesma já passei pela experiência de achar que estava grávida e ver Romeu desaparecer como se nunca tivesse existido.

Insisto na teoria que mulheres sabem como engravidaram e nos seus motivos para interromper a gravidez.

O ponto é o seguinte, a namorada do meu amigo engravidou e não quer continuar a gravidez, mas ele é louco para ser pai e quer ficar com a criança, então está implorando para que ela espere a criança nascer e ele vai assumir e ficar com ela, vai criar, assim a mãe continua livre para seguir sua vida que inclui um mestrado na França no meio deste ano.

Entendo meu amigo, é um relacionamento antigo e o homem não pode ser descartado no meio de uma decisão tão importante, se eu fosse homem e um namorado legal, iria ficar louco da vida ao ser ignorado diante de uma situação dessas.

Mas a moça alega que se tiver o filho sempre vai ter vínculos com a criança, vai ser obrigada de um jeito ou outro a ver a criança e ela não quer ser  mãe, não quer ficar presa a nada e nunca pensou em ter filhos. E nem ele queria, mas de repente foi invadido por um espírito paterno que nem ele sabe de onde veio.

E o velho dilema, o que é menos injusto, negar a paternidade a um homem que quer isso, ou obrigar uma mulher a ser mãe, um mulher que não quer?

É uma escolha pesada, difícil, como eu disse ao meu amigo, porra, tivessem pensado nisso antes né! Tantos métodos para se proteger e se a moça está a um mês de ir embora do país nem deveria ter tido sexo, para evitar qualquer escorregão! Eu não conseguiria nem entrar no clima!
Diante da mudança que ela vai fazer, os dois tinham que ter se protegido mais, usando camisinhas até no nariz!

De resto não posso apoiar o que ele diz. Eu sou conservadora em alguns aspectos, acho que quando uma mulher não quer uma criança, ela deve ser respeitada, mas não conheço nenhuma mulher que tenha tido um filho sem querer e depois se arrependesse disso. De um jeito ou de outro os filhos se adaptam a vida dos pais e no fim tudo dá certo.

Já tive amigas que engravidaram sem querer e hoje são mães apaixonadas pelos filhos, mas me parece fundamental respeitar a mulher que não quer ter, nem se envolver ao deixar a criança com o pai.

E outra questão aparece, se pode confiar em um homem?

Pois é, eu diria que sim, antes, hoje digo que não. E vi de perto uma história que me provou esse lado sombrio da decisão de abortar ou não.

Tenho uma amiga e um dia eu estava em sua casa quando ela me convidou para subir no seu quarto, queria me mostrar uns perfumes que tinha comprado. Fechou a porta e me perguntou se eu conhecia algum lugar que praticasse abortos seguros, porque sua prima estava grávida. Eu não conhecia nenhum, mas tinha uma amiga que acabava de fazer um aborto, então me comprometi a conseguir o endereço.

Dias depois liguei para ela, eu tinha conseguido o endereço, ela me disse que não precisava mais, a prima tinha desistido.

Achei aquela história muito estranha, conheço sua prima há anos e em segredo sempre admirei o fato dela ser tão jovem e firme, falava de maneira direta e olhando nos olhos, não parecia se intimidar com nada.

Uma semana depois encontrei com minha amiga e sua prima em um jantar, e acabei conversando com a prima, que me contou sobre a decisão do aborto. Ela tinha acabado de entrar na faculdade, conseguiu um emprego e estava pensando em sair da casa de sua mãe. Mas engravidou de um namoro curto, de um rapaz meio crianção, e não tinha certeza de querer ficar com ele, e não queria desistir da faculdade, então achou o aborto a melhor solução.

Mas o rapaz contou a sua família, que era de posses, e a mãe dele foi procurar a moça, ofereceu ajuda, disse que ela poderia continuar estudando, mas eles queriam que ela tivesse o bebê. E sendo uma família conservadora e católica jogaram a conversa de que Deus ficaria furioso e castigaria o casal pela decisão.

O que a moça queria era estudar e gostou da ideia de ter o bebê e poder deixar com sua futura sogra, para assim voltar a faculdade, mas esbarrou na sua mãe. 
A história de sua família é igual a milhões, quando ela era pequena seus pais se divorciaram, o pai sumiu, aquele movimento masculino, que acreditam que se divorciar da mulher inclui se divorciar dos filhos.
A mãe dela ficou com duas meninas pequenas e teve que se virar em dois empregos para sustentar as garotas.

Quando ficou sabendo que a filha estava grávida, primeiro deu uma surra de chinelo e depois disse que pagaria o aborto, mas que a filha não largaria a faculdade, já que a mãe sacrificou seu futuro para que as filhas tivessem algo melhor.

E quando a mãe ficou sabendo que a moça recuou em relação a fazer um aborto, a mulher não pensou duas vezes e a colocou para fora de casa.

Não dá para julgar uma mãe dessas, me parece horrível colocar um filho para fora de casa, mas só Deus sabe dos sacrifícios que uma mulher faz para sustentar duas crianças, sozinha, e ainda tem que ver a filha grávida na véspera de entrar na faculdade.


E lá foi o rapaz e sua família tentar dobrar a mãe da moça, mas não conseguiram. A moça se mudou para o apartamento do rapaz e começaram a fazer tudo seguindo o figurino, casamento, chá de bebê, e batizado.

Mas antes de tudo aconteceu um episódio estranho, sempre senti que essa moça não ia com a minha cara, era gentil, mas me olhava com desconfiança. E no dia do seu chá de bebê eu estava na cozinha quando ela entrou, na época eu trabalhava em uma emissora fazendo reportagens sobre o mundo místico, e a moça me perguntou:

-Você já escutou falar sobre aquelas pessoas que colocam a mão na barriga da mulher grávida e podem dizer um monte de coisas sobre o bebê?

Não.

-Eu vi na televisão, em um programa, a moça colocava a mão e falava tudo.

Ah, não acho essas coisas legais, de repente a energia da pessoa assusta o bebê. E depois você vai ter tempo para saber tudo sobre o bebê.

-É........De vez em quando sinto algo errado e não sei o que é, só acho que alguma coisa vai acontecer e não sei, tenho medo de que o bebê tenha alguma doença ou o parto seja difícil....

Eu não sei sobre gravidez, mas minha mãe diz que é uma época que a mulher só pensa besteira, começa a ficar com um milhão de medos, tudo aumenta, mas depois que o bebê nasce as coisas voltam ao lugar.

-Pode ser né? Espero que seja assim, porque sinto algo fora do lugar.

E a conversa acabou ali.

Fui a todas as comemorações e sempre vi ela de maneira diferente, não me parecia à vontade dentro de sua história. Já o rapaz era só meiguice, derretido com ela e com o bebê, falava sem parar e beijava a barriga dela.

Seis meses depois do bebê nascer o rapaz decidiu que não tinha talento nem paciência para ser pai, que aquilo tudo exigia demais dele e se mudaria para a Espanha para estudar.

E em um movimento sórdido, que ninguém entendeu, o rapaz disse que o filho não era dele, que fez um favor à moça se casando, porque ela estava grávida de outro homem.

E foi embora. Ela ficou umas semanas no apartamento dele, mas antes de ir embora ele vendeu a maioria das coisas, sem avisar a moça. A família dele ficou constrangida e não sabiam o que fazer, por um lado adoravam o bebê, mas por outro lado o filho insistia que o bebê não era dele, sendo assim a família não devia nada à moça.

Ela ficou com raiva e não quis mais conversar com a família dele e sem condições de manter o apartamento voltou a morar com a mãe, que a recebeu aos gritos e berros.

Foi avisada por dois amigos que não deveria deixar a história barata, tinha que meter um processo de DNA, exigir a pensão e processar o ex-marido por difamação e calúnia. Mas ela ficou na parede, não tinha condições de brigar e sua mãe ficava atrás dela o dia inteiro dizendo ''eu te avisei''.

Os amigos pressionaram e ela foi atrás dos seus direitos, mas a família do moço tinha ligações fortes com juízes e conseguiram barrar o processo centenas de vezes, no fim ela apenas conseguiu uma mísera pensão alimentícia, porque ele alegou que era estudante e não tinha emprego fixo.

E levou sete anos para receber essa pensão.

E no fim da história ela trabalhava como recepcionista de um consultório, cuidava sozinha de um filho e morava com uma mãe histérica.

Porque essa é uma questão que não se fala muito, mas homens podem ''abortar'' a hora que quiserem os filhos, não faz diferença se está na barriga da mãe ou já tem sete anos de idade.

O erro da moça foi ter confiado em um namorado, que um dia jurou amor eterno e que seria um pai presente. A moça esqueceu que homens podem ir embora a hora que quiserem e ninguém reclama disso, ela acreditou em uma palavra que jamais nenhuma de nós deveria acreditar.

E sendo de uma família de posses o rapaz mostrou duas vezes que era um calhorda, primeiro quando foi embora e depois quando a deixou desamparada, ele conhecia a situação dela, poderia ter sido homem e ter deixado pelo menos o apartamento e dinheiro para as despesas do bebê.

É por essas e outras histórias de abandono que as mulheres acabam tomando para si a responsabilidade de decidir se vão ou não ter o filho. Porque ver Romeu beijando a barriga da mulher não significa nada, nem é garantia de que vai ser um homem e bancar sua família.

Não são as mulheres que tratam os homens como seres descartáveis, são eles que descartam a família antes.

Meu amigo carregou no verbo com sua namorada, disse horrores, alegando crueldade da parte dela em não querer ter o filho, chorou naquele discurso de ''quando os homens somos desrespeitados ninguém aparece para dizer nada'', ''vocês, feministas, são terríveis, só defendem os direitos das mulheres'', ''me sinto agredido pela decisão dela, também é meu filho, mas quem se importa?''..........

Mas o que eu posso dizer? Todas nós, mulheres, aprendemos ao longo dos anos, de outras vidas, o peso da responsabilidade que uma criança traz, e já vimos muitos abandonos para sair confiando em palavra de homem.

Homens podem ir embora, quem fica é a mãe. Não sei quantos homens existem na minha família, nem mulheres, mas vários deixaram suas famílias, e temos apenas um caso de uma tia que abandonou seus filhos.

A vida dos homens é socialmente plástica, eles podem sumir e não são perseguidos por isso, mas as mulheres ficam com crianças que dão trabalho e despesas, que exigem cuidados e paciência.

E cada vez que eu vejo alguém no supermercado comprando fraldas percebo o quanto custa uma criança, como deve ser difícil para uma mulher carregar esse peso sozinha nas costas, principalmente em países como o Brasil, onde o estado se ausenta e não presta nenhum apoio.

E sem contar as noites sem dormir, porque a criança tem febre, diarreia, ou qualquer coisa assim.

E os homens querem sentar na mesa e discutir o aborto? Complicado.
Não assumem nem a paternidade responsável e agora querem se fazer de vítimas?

Entendo meu amigo, o bebê foi feito por duas pessoas e elas merecem sentar na mesa e decidir o futuro, eu entendo a importância de um homem que é honesto com a mulher, mas hoje posso dizer com a maior tranquilidade que eu faria o que achasse melhor, sem confiar em um homem jamais.
Porque eu vi mulheres da minha família se arrebentando em diferentes empregos, sem vida social, sem vida amorosa, para cuidar dos filhos que o homem abandonou.

Aprendi que palavra de homem é vento, não deixa marcas nem é garantia de nada. 
E também acompanhei histórias trágicas na minha família, vi um bebê especial ser abandonado pelo pai, mas amparado e amado pela mãe, porque isso o mundo não conta, pais se querem largam a corda, mulheres depois que são mães vão ser assim até o último dia, não abandonam os filhos, não conseguem se imaginar sem eles, enquanto os homens caem no mundo e esquecem os filhos.

Por isso eu não confio nos homens, porque sei que o sentimento de paternidade não tem a força da maternidade e minha abuelita dizia:

-Um homem pode escolher amar o filho ou não, a mulher não, ela ama o bebê de qualquer jeito, porque é um amor que nasce nas entranhas, nas vísceras, é amor que vem do mais íntimo, do mais sagrado.

Quando uma mulher escolhe ser mãe, ela vai se ligar a criança, quando um homem escolhe ser pai, pode mudar de ideia. É por essa flexibilidade masculina que eu não dou meu voto de confiança a eles.




Iara De Dupont

8 comentários:

C.Belo disse...

Com certeza, eu tb concordo que a decisão é SEMPRE da mulher. A responsabilidade é igualmente dos dois, mas a decisão é primordialmente da mulher, simplesmente pq o corpo que está em jogo é o dela. Fala pra sua amiga que ela tem mais uma apoiadora aqui! O namorado dela que vá pastar, tem que aceitar de uma vez que ele não apita em nada nessa decisão. E q vá chorar na cama q é lugar quente!

Musicista Feminista disse...

Nunca pare de postar suas história Iara, eu nunca adivinharia que existem homens tão retardamente babacas no mundo se não lesse no seu blog.
Filho não é brinquedo, comprou e depois de 6 meses descobre que não quer mais e devolve. Ou pior, deixa a mãe se fudendo com ele.
Eu penso seriamente em não ter filhos porque eu duvido que um ia vou confiar tanto num homem para ser pai de um filho/ filha que vai sair de mim.Prefiro morrer sozinha do que acabar que nem a minha mãe, tem marido mas é figurativo, o maior estúpido, fica de braços cruzados vendo o circo pegar fogo pra depois dizer que a minha mãe não deu educação pra gente. E não jogam nem a roupa suja no cesto, joga no chão.

Eu já pensei em adotar um dia e criar sozinha eu mesma, pra não ser escrava de marmanjo, pelo menos vai ser eu e a criança. Só vou limpar o que a gente sujar, de mais ninguém, não vou ter medo de ser abandonada e me fuder sozinha com tudo. E ainda ser julgada.

Patricia Gabriel disse...

penso que,se a moça sabia que queria o mestrado na frança,nem transasse com o cara sem proteção alguma...foi irresponsável,e neste caso,a criança já decidiu,e na minha opinião,deveria nascer...existem situações que nunca mais terão a mesma chance de acontecer,e,se ela realmente não quisesse,pensasse bem antes,pois lógico que o cara vai querer segurar uma mulher assim,ela que estivesse experta,pois mulher,de um jeito ou de outro se ferra e homem só se desforra;se ela tiver a criança,se arrependerá,se abortar,se arrependerá também!

Cristina disse...

Nunca, nunca, NUNCA um homem deve poder decidir sobre um aborto. Nunca. Homem tem plena liberdade pra abortar, e pior, abortar não o punhadinho de células que não pensa nem sente, mas a criança nascida que tanto precisa de cuidados materiais quanto de educação, apoio e amor. A mulher sempre deve ter a prioridade e jamais se deixar conduzir por choro de macho, porque macho é assim, faz o maior espetáculo da Terra pra impedir que a mulher aborte mas na hora de se lascar pra cuidar da criança, ele faz beicinho e corre dizendo que não aguenta tanta dureza. E todo mundo vai ajuda-lo a fugir da responsabilidade enquanto joga pedras na mulher que aguenta o rojão sozinha e luta pelos direitos do filho. Homem NUNCA deve decidir sobre aborto. Só a mulher sempre.

Existem sim mulheres que odeiam ser mães, que não gostam dos filhos. Mas essas mulheres não tem liberdade pra dizer que odeiam a maternidade, nem os filhos pra dizer que sua mãe é péssima. Além disso existem as que cometem violências físicas e psicológicas, que negligenciam os filhos, que permitem abusos e estupros. Mas quem quer impedir isso? Aborto não pode porque a maternidade, pra essa nossa sociedade machista e doente, não só a maior arma pra manter a mulher no "seu devido lugar" (inferior) como também é punição pra piranha que se atreveu a transar. E a criança é o "castigo" que a 'vadia' deve carregar pela vida afora. Esse é o jeito que a sociedade vê a maternidade e as crianças! E depois não entendem porque estamos na merda, maternidade responsável pra quê? A vagabunda que se atreveu a transar tem que ser punida! Cobrar paternidade responsável dos homens? Aquela puta que devia ter fechado as pernas se não quisesse engravidar! Enquanto essa mentalidade ridícula não mudar, nós merecemos continuar na merda.

Patricia Gabriel disse...

quando li o post corações e úteros,então,entendi porque não aprovo o aborto...porque há situações e situações,e existem situações na vida da mulher que,de inicio,podem parecer erradas,mas no futuro poderão ser a maior benção de suas vidas,ou um longo aprendizado...eu não escolhi ter tido um filho com síndrome de down,muito menos escolhi ou preferi sua morte,uma ano e quinze dia depois...mas,posso escolher ter uma consciência limpa e tranquila,dentro do possível,por saber que fizemos tudo o que foi melhor para ele e para nós e assimilar esse acontecimento como uma aprendizado,uma lição de vida...eu poderia ter ido até um país em que o aborto é permitido nestes casos,quando soube que ele teria a síndrome,mas nunca o faria,ainda que tivesse condições financeiras para tanto...o aborto que a mulher decide,ou que achamos que ela é que decide,muitas vezes é questão de amadurecimento...e,sinto informar,mas este amadurecimento demora beem mais que o período de uma gestação,o que pode levar a um sofrimento maior no futuro por uma decisão impensada...não era melhor ter se prevenido ou evitado a relação?

Cristina disse...

Patrícia Gabriel, me desculpe te dizer mas esse seu comentário é só uma versão mais meiga e açucarada do "Fecha as pernas sua vagabunda" que os machistas tanto amam. E mais uma coisa, ninguém se sente do mesmo jeito a respeito do aborto. Várias mulheres que já abortaram disseram que foi um alívio abortar, que mesmo para as que sofreram algum peso emocional foi a melhor decisão a tomar, tem as que odeiam o embrião e se livrar dele foi maior libertação da vida delas, tem as que foram estupradas. Essa sua noção do aborto NÃO PODE e NÃO DEVE estabelecer padrões pras mulheres que querem abortar; sua experiência e suas opiniões não podem ser NUNCA o parâmetro pra todas as mulheres. Seja contra o aborto pra você mesma, nunca aborte, mas não queira violentar outras mulheres forçando-as a carregar uma gravidez indesejada só porque você acha que é o melhor.

Maternidade não é caminho de iluminação, maturidade ou elevação espiritual pra mulher; maternidade tem que ser sempre uma decisão, uma escolha da mulher e de mais ninguém, nem mesmo de outra mulher.

Patricia Gabriel disse...

Cristina,estou a par das leis que regem o aborto permitido em nosso país,e quem sou eu para estar contra!Sabe-se que há casos hediondos de estupro,e quem somos qualquer de nós para julgar,inclusive a que deseja manter este tipo de gestação até o termo!Não estou julgando quem aborta e sabe o que está fazendo,estou apenas dizendo que esta moça se descuidou,este moço também,e,neste caso não foi estupro,foi um escorregão,e não,não a estou chamando de vagabunda,sei o que são os homens,e provavelmente este namorado a está tentando segurar com isto...mas sei que uma mulher não se faz nem se forma de decisões sociais alheias ou precipitadas, ou pelo menos nunca deveria,muito menos se constrói da noite para o dia e sei também que muito do que pensamos que somos nos foi introjetado culturalmente..é disso que estou falando desde o início;do como é difícil tomar uma decisão que seja REALMENTE da cabeça e do coração da mulher,porque todo movimento político,social,cultural,ou religioso demasiado é fanatismo,e nenhum de nós está isento destas coisas.Mas não sou eu que vou discutir isso,quando nascemos,acho que o mundo já era o que tem sido...ok?

Cristina disse...

Ok Patrícia. O importante é nunca tirar a decisão da mulher e sempre deixar claro pra elas que não se confia em homem jamais e elas nunca devem se deixar levar por pieguismo barato de gente hipócrita. Mas olha, na minha opinião as leis do aborto no Brasil tem sim que ser contestadas; as mulheres devem poder abortar quando e pelo motivo que quiserem, não apenas quando correm risco de vida, em caso de estupro ou anencefalia. Mulheres devem poder abortar sempre que quiserem sem correr risco de morrer nas mãos de um açougueiro ou de um assassino de jaleco porque não quis aceitar a "punição " por "vadiagem".

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