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10 fevereiro 2016

Mulheres, homens sabem como nos explorar! Vamos acordar!


Durante uma peça de teatro uma das atrizes entrou pelo lado errado e mudou o tom das falas. Eu fiquei sem saber o que estava acontecendo e tentei driblar. A minha saída era por um lado, mas ela ficou na minha frente e tive que disfarçar e sair pelo outro lado.

No outro dia, durante a reunião do grupo, as coisas pegaram fogo, falei de toda minha irritação e considerei um jogo sujo alguém ignorar as indicações, os ensaios e mudar seu movimento em cena. Para minha surpresa o diretor defendeu a outra atriz e me perguntou:

-Vocês ensaiaram durante dois meses, conversaram à respeito? Havia algum acordo sobre improvisação? As duas concordaram em fazer tudo de acordo a marcação?

Mas ora! E para que servem os ensaios? É sempre jogo torto improvisar sem avisar o colega, ninguém ali é criança!

A atriz alegava que durante os ensaios, feitos em uma sala, a marcação não correspondia a do teatro, por isso ao chegar lá achou melhor adaptar, mas só percebeu a necessidade de fazer isso quando já estava em cena.

Virou uma discussão e o diretor encerrou dizendo:

-A ideia é fazer sempre o que se ensaia, mas é fundamental conversar a respeito, ver se o colega tem a mesma visão, se estão de acordo e qual seria a margem de manobra, caso se precisasse, que poderia ser feita sem quebrar as pernas do outro. Mas você, Iara, errou ao achar que só porque está estabelecido de um jeito não pode ser mudado e a pessoa tem a mesma ideia que você, e ela errou ao não te avisar com tempo que precisaria se adaptar ao espaço.

Infelizmente cruzei muito com essa atriz e nunca engoli essa história, até tentamos ser amigas, ela sempre alegou que não deu tempo de me avisar, mas alguma coisa me dizia que não era isso.

Mesmo assim levei anos para entender a mensagem, quando vemos uma coisa damos por certo que todos vêem a mesma coisa e tem a mesma ideia sobre o assunto, então não jogamos na roda e não conversamos a respeito.

E começo a ver isso de uma maneira generalizada, entre minhas amigas casadas. Me pergunto se fizeram o mais importante antes de se casar, sentaram com o Romeu e conversaram a respeito? Os dois pensam de maneira igual sobre o que é estar casado? O casamento significa a mesma coisa para os dois?

Os homens levam todas as vantagens no casamento, podem sair dele sem responsabilidade nem condena social, não são obrigados a cuidar da casa e podem se comportar como solteiros, sempre alguém vai cobrir suas costas e o mais importante: homens têm uma visão clara e lúcida sobre o casamento, ao contrário das mulheres que somos doutrinadas com pensamentos românticos a respeito disso.

E é tanta besteira que as mulheres parecem que mergulham nessa piscina de açúcar e ficam ali, paralisadas.

Percebo em meus amigos uma ideia cristalina sobre o que é estar casado, mas vejo em minhas amigas o apego a ideias românticas, que as estão fazendo suportar mais do que deveriam.

Uma das minhas amigas está com o marido desempregado, deprimido, e ela está dando apoio. Fui a sua casa e achei tudo ali muito bagunçado, mas já aprendi a não mandar recado e fui logo dizendo:

-Ô fulano, assim, não dá pra arrumar um pouco a casa?

E ele respondeu:

-Não me sinto bem, prefiro ficar deitado.

Ah, não é? Eu também preferiria ficar em uma piscina no hotel de Mônaco, do que morar em São Paulo, mas digamos que nem sempre a vida é uma questão do que queremos, mas do que temos que fazer.

-Sério Iara, você nunca teve depressão?

A vida inteira, quando era criança e depois seguiu todos meus passos, mas ter depressão não te impede de perceber teu entorno e assumir algumas responsabilidades, por menores que pareçam.

-Mas você tem cabeça de mulher, vocês são preparadas para a vida, se mexem em qualquer circunstância.

Minha amiga teve que sair para comprar fraldas e fui com ela, porque Romeu está em um momento de evitar o stress da rua.

Eu não ia dizer nada, ou pelo menos me jurei isso, mas ela reclamou e disse:

-Poxa, você precisava dizer isso a ele, que limpasse a casa?

Não precisava, não é meu marido! Mas puta que pariu! É justo você chegar correndo da creche com o menino, abre a porta e o Romeu está vendo televisão? Ah, mas ele está deprimido! E você não está, ao se ver casada com alguém que não tem uma miníma consideração pelo espaço que vocês habitam? 

-Justo você falando mal de depressão, quem te viu, quem te vê!

Esse é o ponto! Por ter depressão e já ter passado por episódios ruins não adianta vir pra cima de mim, sei muito bem como a coisa funciona, a gente pode ficar trancado em casa, dormindo o dia inteiro, mas isso não te impede perceber que você mora em uma casa e pode pelo menos lavar a louça que suja. E falo por experiência, é terrível sair da cama quando você quer que tudo exploda, você se arrasta, mas dá para colaborar, principalmente se você não está morando com teus pais e está vendo tua mulher ralar todos os dias no emprego e cuidando da casa.

-Teu problema é pensar que homens pensam como mulheres! Aceita, eles não pensam. O outro dia chegou meu cunhado em casa e ficou assistindo televisão, minha irmã chegou em seguida e foi colocando roupa na máquina, arrumando a cozinha. Iara, nós fomos educadas como empregadas, nossa cabeça funciona nessa direção, a gente limpa as coisas até em sonhos, eles não.

Concordo com tudo, mas minha pergunta é: por quê você tem que aguentar esse cara?

-Você quer tudo fácil! Acha que casamento é só nos bons momentos, quando tudo dá certo? Não, também temos que aguentar as tempestades que o outro enfrenta.

É isso que digo todos os dias, eu posso apoiar Romeu e suas tempestades, mas e ele? Vai lidar com as minhas? PORRA NENHUMA! Porque Romeus são práticos, e eu sou uma mulher educada com sonhos românticos, com a falsa ideia de que o amor é luta e casamento passa por fases difíceis, é assim mesmo.

Ah, quanto tempo levei para ver todas as mentiras que me rodeavam e nem precisei casar! Me disseram desde menina que casamento exige paciência e adaptação, mas parece que só do meu lado, porque Romeu não precisa de nada disso, sou eu que seguro as cordas do casamento.

Sempre fui ótima namorada, só Deus sabe o quanto e tive um relacionamento longo, quase deu em casamento, mas depois que terminou fui fazer as contas e percebi que eu sempre tinha sido um grande apoio, mas não lembrava dele segurando minha mão nas horas que precisei. E se eu tivesse me casado com ele, teria mudado? PORRA NENHUMA. Continuaria sendo o mesmo egoísta de sempre, porque eu continuaria sendo a mulher da história, aquela fofa, meiga, cheia de ideias românticas sobre como ser uma boa namorada e futura esposa.

E dia desses levei um tapa na cara de um ex-Romeu, um tapa virtual, no meio de uma conversa sobre o nosso namoro, ele fez algum comentário brusco e eu reclamei, e veio a resposta do Romeu na hora:

-Eu sou sincero e direto, a romântica sempre foi você, principalmente naquela época.

Não é? Tem razão, as ideias estúpidas eram minhas, não dele!

E uma das minhas primas, a primeira que se casou, tinha ficado grávida e foi pressionada a se casar, um ano depois quis se divorciar. Naquela época minha avó morava com uma das minhas tias e eu estava na cozinha quando escutei a discussão na sala, nunca me dei bem com ela, então preferi ficar longe, mas ela comunicou a todo mundo que iria entrar com o processo de divórcio e o que aconteceu? Todo mundo, todo mundo, acho que até o cachorrinho de estimação, foi contra. Disseram que ''casamento é assim'', ''tem que levar'', ''tem que se adaptar'', ''é fase, vai passar'' e assim por diante. As queixas dela eram enormes, o rapaz continuava levando vida de solteiro e tinha uma amante fixa, mesmo assim minha prima foi colocada na parece, não tinha porquê se separar.

Ela aguentou seis anos, até que a amante fixa não aguentou mais e exigiu do marido dela a separação, o Romeu, mostrando o clássico comportamento masculino, foi fraco e acabou indo embora com a amante.

Lição aprendida: não faça pelos outros o que os outros não vão fazer por você.

Mas cadê a confiança no amor? Pois é, perguntem aos homens, não a mim.

São dois extremos, para o homem o casamento é conveniente em todos os aspectos, principalmente os casamentos modernos, onde a mulher já tem seu ganha pão garantindo, mais conhecimento sexual, mantém sua beleza, vira uma mãe moderna, mas continua agindo como sua avó dentro de casa, mantendo a ordem e deixando tudo como Romeu gosta.

E para mulher o casamento é um sonho romântico, um movimento cheio de expectativas erradas e ideias frágeis. Mulher entra pensando em viver aquilo de maneira total, plena, e defender o casamento até a última gota, mas esquecem o principal: os homens sabem disso e vão explorar cada minuto.

Ora, vejamos meu caso. Eu já morei diversas vezes sozinha e gosto de ficar em casa. Aprendi a fazer de tudo e adoro manter a ordem, se me casasse amanhã, mesmo dividindo tarefas eu ainda ficaria com a maior parte delas, porque estou acostumada e sei que precisam ser feitas. Não é só lavar o banheiro, mas trocar as toalhas, comprar sabonete e coisas assim.

Que prêmio seria então para o Romeu, que poderia ter a garantia que não importa o que aconteça, a casa vai estar brilhando porque é assim que eu gosto e faço.

Como é bom ser homem! Então Romeu chega a minha vida e já sabe que a casa está garantida, e ainda vai pensar que estou cheia de ideias românticas sobre como manter meu casamento e no primeiro problema a única coisa que ele precisa fazer é se ajoelhar e dizer: Iara, me perdoe, errei, mas você não pode desistir de mim, nem do nosso casamento, é apenas um obstáculo, por favor me dê outra chance, eu te amo e vou melhorar.

Escuto esse discurso desde pequena, em filmes, novelas e séries, provavelmente vou chorar com ele e aceitar seu perdão, ora, fui educada para aceitar um homem se desculpando e para salvar meu casamento à qualquer custo.

E essa cena vai se repetir durante anos, ele ajoelhado, pedindo para não destruir nosso casamento e cuidar do nosso amor. Vou ter amigas por perto que vão me lembrar que a rua está difícil, já não tem tanto homem disponível no mercado, que é melhor ruim conhecido do que bom por conhecer, talvez alguém da minha família me lembre que divido as contas com Romeu, então minha vida ficaria bagunçada sem ele, meus amigos vão me dizer que todos os homens são iguais, mas pelo menos Romeu me ama e os vizinhos vão comentar que ele é um bom rapaz, que aguenta meu gênio do cão.
E eu corro aos seus braços e o perdoo mais uma vez, porque casamento é isso, manter o amor flutuando no mar de lama.

Mas do lado dele, de maneira clara, e como ele mesmo diz ''brutalmente sincero'' não tenho garantias. De repente engravido sem querer e ele vai embora, gasta meu dinheiro com outras mulheres, mente, sai com os amigos sem avisar, volta bêbado,  gasta o dinheiro em bobagens, perde o emprego, fica deprimido e não ajuda em casa.
Mas Iara, deixa de ser chata, marido é assim mesmo!

É, eles são assim porque ganharam o direito de ser, não se casam com a cabeça nas nuvens nem dispostos a perdoar qualquer deslize. Querem a companheira, esposa, empregada e psicóloga a disposição deles, enquanto as mulheres se casam com a ideia de que estão se casando para sempre com o ''homem de suas vidas''.

Ah, vamos deixar de ser ingênuas! Eu já tive tantas vidas que nem saberia dizer quem é ou foi o homem da minha vida!

E quem senta com o namorado, antes de casar, e diz: quero saber exatamente o que significa o casamento para você.

E que mulher está disposta a encarar o casamento sem todas aquelas cordas românticas que nos apertam o pescoço?

E vejo minhas amigas resistindo bravamente e tentando salvar o casamento, e eu me pergunto, como elas não percebem que estão sozinhas?

Mas Romeu está passando por uma fase ruim! Mulheres, nós sabemos bem quando estamos sendo enganadas e usadas, não querer ver a realidade não é a mesma coisa que sentir a realidade e ignorar os avisos.

Cansei de ver tantas mulheres presas a casamentos com bebezões apenas porque estão petrificadas na ideia do casamento romântico, se vissem ele de maneira crua, como os homens vêem, nada disso estaria acontecendo.

Amor é um negócio para as duas partes, se está ruim para um, não é mais negócio, tem que sair fora. E dizer que ''mas não é assim, nós já temos família'', nesse caso me parece mais claro, a única responsabilidade que a mulher tem é com ela mesma, se tiver filhos com os filhos, mas jamais com um homem, marido não é filho, se não está bom, então dispensa.

E nem venham me dizer que casamentos não são fáceis de terminar, que o amor vence e algumas épocas são ruins. Engraçado, eu cresci só vendo épocas ruins para eles, que precisavam do apoio constante das mulheres, mas quando era uma época ruim para elas ficavam sozinhas, mesmo casadas não tinham o apoio necessário.

E não vale a exceção, aquela história que todos conhecemos de um Romeu maravilhoso que apoiou sua esposa em todos os momentos ruins dela, essa história eu sempre descarto por matemática, é uma contra milhões de histórias de Romeus que só sabem receber apoio, mas jamais dar apoio.

Meninos nascem e são educados para esticar as mãozinhas e começar a receber do mundo, crescem incapazes de dar qualquer atenção e amor, porque eles só recebem e meninas nascem e são educadas para ser essa eterna fonte de amor, esse líquido vital que escorre todas as horas na direção deles.

Mas não é lindo se casar? Sim, em sonhos até eu gosto, acho bonito, mas aprendi a não perder a noção do perigo e o mais importante, a saber que os homens sabem por onde explorar e eu tenho que estar constantemente fechando essas portas, para evitar cair no que eu chamo de ''escravidão consentida''.

Mesmo consciente defendo o matrimonio, mas de olhos abertos, sem esses sonhos românticos do ''amor perfeito'', nem de ser a melhor esposa do mundo. Aprendi o contrário do budismo, que diz que temos que dar sem esperar nada em troca, comigo não é assim, é a lei do merecimento, se fez por merecer eu sou um anjo, se não fez, acaba tudo ali.

Nossa, que mas que rigidez mental, a vida não é assim!

Então é o que? Ver como todas minhas amigas são exploradas sem dó e não percebem, pensam que estão vivendo um sonho de amor?

Falta as mulheres se desintoxicarem dessas ideias românticas e fantasiosas, falta que elas assistam uma comédia romântica e percebam que é a mesma coisa que um filme de ciência ficção, pode ser legal, mas são coisas que não existem.

Ontem mesmo assisti um filme romântico e adorei, beijei a televisão no final, chorei, bati palmas, mas estou acordada, sei que o rapaz do filme e suas atitudes são tão reais quanto o Yoda aparecendo para jantar na minha casa.

E por que minha obsessão com esse assunto? Porque é fonte de exploração, é isso que eu tenho vontade de dizer a todas as mulheres do mundo, vocês estão sendo exploradas pelos homens e eles sabem como explorar, são séculos de experiência em explorar tudo o que os rodeia.

Quer se casar? Se case, mas não faça isso como se estivesse em coma, fique acordada, não seja explorada e não permita que fantasias românticas te escondam a realidade, como um Romeu preguiçoso, chantagista, lerdo, mentiroso e encostado. E atenta a essas épocas ruins que não passam, Romeus inconstantes, mimados, que nunca se acham na vida, não sabem o que querem, é bom abrir os olhos com essa espécie.

Marido não é filho, dá para devolver em caso de erro.
Mas coitado dele! É? Todas as mulheres que vi pensando assim ficaram sozinhas no meio da rua, porque na hora que eles querem não pensam ''ah, coitada dela'', eles passam por cima, porque sempre viram o casamento de maneira realista, não cheia de flores, algodão e açúcar na boca.

Mas tudo isso é uma pena, é triste pensar que somos exploradas no amor e de maneira tão vil! Por quê é assim? Vida injusta.

Concordo! Adoraria que minha vida emocional fosse tão suave e romântica como nos filmes. Quando Romeu foi ''brutalmente sincero'', eu preferiria que ele tivesse dito que pensava como eu, que também teve sonhos azuis para nós dois. Eu queria mesmo viver em um mundo onde o amor fosse seguro, previsível e eu soubesse que ao subir no altar teria um companheiro decente para o resto da minha vida, alguém que eu poderia confiar até o último momento. Também seria lindo ter um filho com os olhos do homem que tanto amo, comprar uma casa com jardim e ter um cachorro bem amigável, assim eu poderia fazer vídeos fofos e colocar no Facebook. E queria muito que Romeu  me surpreendesse com uma viagem a Paris, apenas para reforçar os laços que temos e para abençoar mais ainda o que Deus colocou na minha vida. Queria ter a certeza de que se um dia eu não estou, Romeu vai criar os meus filhos com todo o amor e empenho, talvez não volte a se casar, porque eu sou uma mulher inesquecível.  E quando nós encontrássemos no céu, ele diria ''você é meu amor eterno'' e até os anjos iriam suspirar com essa declaração. Fim. Na verdade não, é apenas o começo, porque eu estaria com ele em várias vidas.

É lindo tudo isso, mas a vida real é outra coisa, é um gênero, o masculino, educado para explorar e encostar nas mulheres, para utilizar o discurso romântico delas a seu favor e manter o abuso emocional rodando no casamento.
O casamento é uma das melhores situações na vida deles, isso fica claro, na vida de uma mulher pode ser uma fonte de desgraças e sua energia será drenada.

E o pior de tudo é que não posso jogar a culpa nos homens, somos nós que entramos no casamento com a cabeça cheia de nuvens, somos nós que ficamos expertas em esconder a realidade e passar verniz nos homens inúteis, somos nós que calamos tudo de ruim que acontece para protegê-los, somos nós que aguentamos tudo deles em nome de um casamento que eles nem respeitam, somos nós que nos mantemos prisioneiras sabendo que não há futuro no relacionamento, somos nós que falamos bem do Romeu quando sabemos que ele não vale nada, somos nós que subimos no altar, fazemos um voto e lutamos até o último dia para cumprir, somos nós que não perguntamos ao homem se ele tem a mesma ideia do casamento do que nós, somos nós que nos destruímos para manter uma ilusão.
Eles sabem de tudo isso, melhor do que nós e o que fazem? Se aproximam, abrem um lindo sorriso e pensam ''outra trouxa para explorar''. E o que nós fazemos? Retribuímos o sorriso e entramos no inferno, por livre e espontânea vontade e ainda por cima crentes de que estamos vivendo um sonho romântico.

Mulheres, acordem, porque eles sabem como nos explorar. Chega de tanta alucinação romântica, isso só nos mantém presas as trevas e a vida vai embora.


Iara De Dupont

2 comentários:

Carolina disse...

Isso é tão verdade. Vejo um monte de mulheres em relações absolutamente insatisfatórias, mas que não saem delas por nada. Acho que em parte, é pelo status de ser casada, de ter alguém. Elas ainda olham as solteiras com pena, como se elas tivessem falhado. Nessas horas, nem fico com pena da exploração que sofrem, fico com uma certa pena da miopia em que vivem, se achando melhor que outras enquanto sorriem sendo destroçadas pelo amor de suas vidas.
Uma amiga minha é servidora pública, ganha bem e se juntou com um cara que tem um filho. O sonho dela sempre foi ser mãe, mas o cara não quer, então ela não quer mais. Ela fez acordo de união estável e agora paga plano de saúde pro amor e pro filho dele. Além disso, quando os dois saem juntos, ela entrega o cartão dela pra ele. Assim, ele paga a conta (com o dinheiro dela) e não se sente humilhado.
A faxineira aqui de casa, se rala o dia inteiro trabalhando pesado. Chega em casa, encontra o marido desempregado assistindo TV. Nem a garrafa de água na geladeira ele enche. E quando ela bebe o fim da água gelada, não enche a garrafa, ele ainda reclama. Parece que o sujeito nem procurar trabalho, procura, mas quer que ela troque o carro deles (comprado com o dinheiro dela) por um melhor.
Minha irmã, feminista, trabalhadora e independente, começou a namorar com um cara. O cara, que tem um ap dele, se enfiou no dela. Não ajudava com uma conta da casa, não fazia nenhuma tarefa de casa (afinal não era a casa dele). Minha irmã contratou uma faxineira que até as roupas dele de trabalho passava (ele não ajudava em casa, mas reclamava quando a casa estava desarrumada), ele não ajudava com um centavo. Nessa época, ele via que ela estava financeiramente ferrada, precisando de ajuda da minha mãe, com uma dívida enorme. Ela emprestou o pouco que tinha na poupança pra ele dar entrada no carro dele, não sei se pagou ou se faz planos de pagar.
Comecei a buzinar no ouvido dela que ela estava sendo otária. Ou ela terminava, mandava ele sair do AP dela ou exigia colaboração. No fim das contas, ela mandou ele pra fora. Ainda estão juntos, mas ele dorme raramente no apartamento dela. E ela deixa o AP do jeito que ela quer.
Agora me diz, a gente leva uma vida muito estressante no trabalho, na rua, tentando cuidar de tudo. Ainda chega em casa tem que amaciar ego de homem e deixar tudo bonitinho do jeito que eles querem enquanto eles assistem o jogo?
Mulherada está muito otária. O pior é que essas racionalizações de 'é uma fase, depois passa' só as colocam mais na merda. Mas aí de falar alguma coisa, as desculpas para o amor está na ponta da língua.
Se eu fosse rica, não teria problema em dar presentes caros, viagens lindas e etc, mas no momento que o cara pedisse pra eu colocar crédito no celular, seria o fim. No mínimo, o homem tem que ser capaz de pagar suas próprias contas. Sustentar marmanjo e ainda ter que ser maravilhosa, é demais pra mim.

Cristina disse...

Eu também passei por essa lavagem cerebral. Conselho sobre como lidar com o bullying que sofria na escola, como cuidar do meu dinheiro, apoio contra a violência doméstica que eu sofria em casa, estímulo pra ser independente e dona da minha própria vida, isso eu nunca ganhei. Mas pra cagar essas merdas machistas de como ser "a mãe e esposa perfeita" (pra algum explorador filho da mãe) sempre teve gente com tempo mais que suficiente. Felizmente tive ajuda de muitas pessoas legais e conscientes pra entender esse esquema maldito e mandar todo mundo que tentava me empurrar essa porra toda goela abaixo se foder. Muito obrigada, Iara, porque sem você eu não teria entendido como essas lavagens cerebrais funcionam.

E quanto a essa folga dos homens, eu vejo na minha própria família. Meu irmão vem passar uns dias com a minha mãe e não lava um prato. Enche a pia de prato sujo, cada vez que vai comer ao invés de lavar o prato que já usou tira outro do armário (não só prato né, garfo, faca, copo), não joga as embalagens de suco e de congelados no lixo. E o pior é que minha mãe não cobra que ele lave nada. A cozinha pode estar a maior porquidão, mas vê lá se ela vai mandar o pobre filhinho caçula lavar o prato que sujou? Quando estamos só eu e minha mãe em casa a cozinha fica até limpinha mas quando vem o meu irmão, misericórdia, a cozinha fica parecendo até um criadouro de armas biológicas. Eu não limpo sujeira do meu irmão, vê lá se vou limpar de Romeu folgado?

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