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12 fevereiro 2016

Mendiga do amor (semana boa)


No mundo machista no qual vivemos os lugares estão definidos, sabemos desde crianças onde nossa presença é tolerada e por onde podemos caminhar.

Tudo é dito e ensinado a exaustão, por isso nem pensamos a respeito, assimilamos o caminho e seguimos reto.

Só comecei a questionar esses ''lugares'' depois que conheci o feminismo, mas mudar meu ''mundo'' não quer dizer que mudei o mundo e ainda que eu esteja consciente, me sinto mal em alguns lugares, como por exemplo, uma oficina mecânica, porque sempre sou tratada como uma idiota que não tem ideia de porquê o carro não está funcionando mais.
Não sou curiosa nessa área, mas aprendi muito para evitar ser enganada, mesmo assim ainda sinto os olhares de reprovação e zombeteiros.

Hoje tive uma prova de como o mundo continua funcionando. Um vizinho, de uns cinquenta anos, alega que o vazamento no banheiro do seu apartamento é culpa do meu, então resolvi ir lá e conversar a respeito. E o que ele me disse?

-Olha, você não sabe de nada, é mulher. Manda teu namorado ou encanador falar comigo.

E bateu a porta na minha cara.

Bom, azar o dele, porque eu resolvo meus problemas, se não quer falar comigo, então que espere sentado eu levar um namorado e um encanador, de mais a mais nem é na minha casa que tem vazamento, então foda-se. Nem sempre educação resolve a situação e eu só queria que ele me explicasse sobre o que eu chamo de ''vazamento seletivo'', eu moro dois andares acima dele e nenhum apartamento, incluindo o meu, tem problemas de encanamento, não sei como a água desce desde o meu andar, desvia dois e chega justo na casa dele!

Mas são os espaços e as pessoas ocupam da maneira na qual foram ensinados, na cabeça dele só um homem pode discutir um vazamento, então para que perder seu tempo com uma mulher?

Mas enquanto vejo a nossa luta para poder ocupar todos os espaços que temos direito sem sermos julgadas e desprezadas, percebo como eles são muito mais espertos do que nós e se recusam a ocupar os espaços que deveriam, como por exemplo, a casa.

Eu já tinha reparado, comentei em vários posts, mas ainda não sabia como lidar com um homem e o espaço que ele se nega a preencher.

Cresci em um ambiente de homens folgados e cheios de si e mulheres rápidas, ágeis e que dominavam todos os espaços da casa. No começo não havia razão para que elas tentassem puxar eles ao espaço da casa, porque assim era, mas depois as coisas mudaram e eles se recusaram a se mexer, coisa muito esperta deles. Mas estou vendo uma nova geração pior que anterior, que inventa mais desculpas e não carrega a bandeira da ignorância, sabem muito mais do que dizem e isso os transforma em mais filhos da puta do que meu avô.

Um amigo me ligou e disse que tinha comprado uma máquina de lavar igual a minha, eu poderia dar umas dicas?
Fosse antes eu teria corrido a casa do rapaz e resolvido tudo, mas esses tempos são passados e já me curei da demência que sofria, então indiquei que ele lesse o manual, eu fiz isso e achei ótimo, não tira pedaço dar uma olhada.

Mas ele insistiu e fui a sua casa. Chegando lá ele tinha colocado umas roupas na máquina e me perguntou qual botão apertava, eu perguntei como ele podia instalar tantos aplicativos e não sabia ler botões de máquina de lavar roupa?

Logo ele respondeu:

-Eu adoro aplicativos, mas acho essas coisas domésticas um porre!

Bem vindo ao clube, meu amor! Vou te dar carteirinha e garantir que jamais vai ter desconto, sempre vai ser a mesma merda e de vez em quando pior, assim, quando a máquina quebra e você tem que correr atrás de uma assistência técnica. E quando dá vazamento e você só percebe depois que alagou tudo? Calma meu bem, pode ficar pior.

E para meu pesadelo chegou a esposa dele, ficou sabendo da dúvida do ''mozinho'' com a máquina e o que ela fez? Foi logo dando colo e risada! Eu comecei discretamente a subir pelas paredes, dizia a ela telepaticamente ''tá vendo, porra, porque o feminismo não anda pra frente?''.

Sim, o feminismo de vez em quando emperra porque nós, mulheres, adoramos pegar qualquer coisa no colo, desde um urso de pelúcia, um gato, cachorro, bebê e o Romeu. Mas bebês precisam ser carregados, e os Romeus? 

Ah, a santa manipulação masculina. Vou contar como funciona, sei de cor, tenho doutorado no assunto, não cruzei com nenhum homem que não tenha me manipulado por esse lado.

As coisas domésticas, que envolvem o lar, são chatas, maçantes e eternas. E com a divisão de tarefas em uma casa os homens perceberam que teriam que se livrar disso, mas como poderiam sair dessa responsabilidade e ainda ganhar uns beijos? 
Espertos como eles só, inventaram uma tática, maravilhosa, primeiro começaram com uma frase ''isso é coisa de mulher'', mas a frase ficou muito machista e começou a dar problema, eles tinham que escutar coisas que não queriam e ainda perdiam a moral com a mulher.

Então resolveram mudar a frase, fizeram dessa frase machista a versão neo-machista-soft que diz ''amor, eu não sei dessas coisas, você sempre faz melhor do que eu''.

Pronto! Frase dita, efeito desejado. Quem nunca se derreteu com uma frase dessas? Eu já!
E para que serve? Para o homem ficar no sofá coçando o saco à vontade e ainda ganhar uns beijinhos!

Eu tinha um namorado que vinha muito na minha casa, eu pedia para ele lavar sua louça e sempre me dizia a mesma coisa:

-Amor, a casa é tua, não quero atrapalhar, tenho medo de fazer do meu jeito e estragar, sei que você gosta das tuas coisas a tua maneira.

Pode ser mais meigo? E lá ia eu e caía no abismo, acabava lavando a louça dos dois.

Quando ficava o fim de semana eu pedia para separar a sua roupa suja e colocar em sacos de plástico, várias vezes ele esqueceu, eu reclamava, ele sorria e super calmo me dizia:

-Amor, não esquece que você como mulher foi educada para pensar em tudo, eu não, sou mais lento.

Nossa, como ele era compreensivo, legal, generoso e consciente! 

E lá ia eu separar suas roupas.

E isso era o mais incrível? Não! Levei minha demência amorosa ao extremo, eu ia na sua casa e ele me dizia:

-Amor, faz aquele mousse de chocolate?

Faço! 

Um dia pedi ajuda e ele disse:

-Amor, não quero estragar a receita, faz do teu jeito que você sempre acerta.

Pedi então que fosse pelos ingredientes e ele respondeu:

-Amor, e se não tiver as marcas que você está pedindo? Tenho medo de errar e comprar outras, não é melhor você ir?

É!

E por que era tão fácil me manipular assim? Porque também mexia com meu ego, aquele que o machismo diz que eu não deveria ter. Mas eu me sentia útil e poderosa, dona de um conhecimento secreto, porque como mulher sei desde como se faz um mousse de limão até tirar manchas de comida e bebida da toalha da mesa, eu sou um poço de conhecimento doméstico, sei desentupir pias usando vinagre quente com bicarbonato de sódio e sei colocar açúcar em molho de tomate sem estragar! Categoria master!

E Romeu reconhecia isso! Era como os homens da minha família, que nunca fazem nada, nem se levantam do sofá, alegando que nós, mulheres, somos maravilhosas e sabemos arrumar tudo em uma casa. E nós, mulheres, da minha família, somos como um bando de cachorrinhos, sempre correndo atrás de um dono para que nos faça um pouco de carinho. E eles fazem, desde que a gente não peça ajuda nem colaboração.

Para mim exploração era o que eu via nos filmes, pessoas sendo espancadas, humilhadas, puxadas por correntes e obrigadas a fazerem muitas coisas, mas não era meu caso, imagina, Romeu me pedir para fazer um mousse era exploração? Eu teria dado uma surra em quem me falasse isso na época, por isso entendo quando aparecem algumas pessoas aqui e dizem ''você é revoltada e nunca amou, quem ama jamais se atreveria a escrever as barbaridades que você escreve''.

Tudo bem, sem ressentimento, a pessoa está em outro estágio de evolução, ainda dormindo na mesma cama que eu dormi, no mesmo sono profundo, sem perceber que amor para as mulheres é amor, para os homens significa ''a otária que eu vou explorar''.

E depois do mousse? Sexo! Olha que delícia! 
Mas aparecia um problema, eu fui educada para ser prestativa e me incomodava a louça do jantar, me virava na cama e dizia a Romeu:

-Não é bom deixar a louça suja, depois a cozinha fica cheirando mal, a gente acorda de manhã e não tem nada limpo e isso trava as energias da casa, as pessoas se aborrecem com louça suja de manhã.

E Romeu ficava dengoso e começava com aquelas famosas frases, as que eu mais escutei durante minha infância:

-Amor, mas tem que lavar agora? Tem que ser já? Te incomoda tanto?

Em tempos passados ele teria dito ''deixa de ser louca, maníaca por limpeza, doida'', mas agora ele corre o risco de ser processado ao dizer isso, então muda a frase e fala sonolento:

-Amor, não dá, tô cansado, trabalhei o dia inteiro, amanhã eu lavo.

Frase mágica abrindo os portões do paraíso ''macho cansado, alerta, macho cansado''.

Tadinho! Trabalhou o dia inteiro! Tadinho! Tadinho! Para tudo, para mundo! E eu aqui exigindo uma louça dele? Ele trabalho o dia inteiro! Eu também, mas sou mulher e quem se importa? Levanto e resolvo! Qual o problema? É o homem que eu amo, ele é meigo comigo e não vejo nada de errado em resolver esse assunto.

Enquanto me levanto e vou à cozinha (hoje sei), que Romeu pensou ''trouxa, idiota, babaca, vai lavar minha louça sim, mulher presta pra isso''.

Mas quando eu terminar e voltar a me enfiar debaixo dos lençóis, ele vai dizer ao meu ouvido:

-Amor, você é maravilhosa!

Ponto pra mim! Eu sou fodona mesmo!

Vim a casa de Romeu, poupei a ele do trabalho de ir à minha, fiz o jantar, depois um ótimo sexo, levantei, lavei a louça, arrumei a tigela do cachorro e ao passar pela sala, antes de entrar no quarto, dei um jeito, coloquei as almofadas no lugar e arrumei as coisas que estavam jogadas. E qual meu prêmio? Romeu me chamou de ''maravilhosa''.

E ponto para ele, que sem me ameaçar, levantar a voz, nem gritar, conseguiu me manipular, explorar e tirar o melhor de mim! O cara é bom!

Esse é o problema, eles são ótimos para manipular as mulheres e nós ainda estamos na categoria infantil, não avançamos, vemos tudo com olhos de amor.

Exploração não é só feita no berro, também é possível fazer fingindo amor e usando palavras doces na hora certa, principalmente se é com mulheres, nós, que fomos acostumadas a viver correndo atrás de migalhas de homens.

Eles fazem dengo e dizem ''poxa, amor, quebra essa pra mim, você é ótima com as crianças e cozinhando''.

E lá vamos nós! Mas ele pediu com tanto amor! 
Pois é, mais esperto que dez raposas juntas. Garantiu assistir seu futebol em paz e ainda vai ganhar beijos e ser chamado de ''fofo''.

Nossa, como eles são espertos! Cada dia me surpreendem mais, como conseguem manipular as mulheres de modo tão grotesco e eficaz.

Mas eu aprendi um truque, com uma grande amiga, uma sábia, se chama o truque de ''pega na mãozinha''.

É bem simples. Um casal está assistindo televisão e ele vem dengoso, manhoso e diz:

-Mô, faz aquele teu macarrão maravilhoso?

E a mulher responde:

-Você não pode fazer?

E ele diz:

-Não do teu jeito amor, você é uma cozinheira de mão cheia, tudo o que você cozinha eu adoro, você é maravilhosa.

E as migalhas de amor foram jogadas ao chão, a mulher percebe isso e se levanta hipnotizada para cozinhar para o ''Mô''. O poder da manipulação é bem simples, nós, mulheres, não somos elogiadas com frequência pelas pessoas que amamos, assim acabamos desenvolvendo uma estupidez crônica que nos faz mendigar elogios do Romeu, eles sabem disso e sabem que UM só elogio, mesmo mentiroso, abre as portas do paraíso para eles.

É nessa hora que entra o truque de ''pega na mãozinha''. A mulher para no meio do caminho à cozinha, volta e diz ao marido:

-Vem aqui amor.....

Mas tudo tem que ser dito suavemente, com muito amor, como se fosse uma criança quase de colo.
Ela leva o marido a cozinha e começa: agora a gente vai pegar a panelinha, cortar a cebolinha, jogar com azeitinho, dar uma fritadinha, cortar o tomatinho, jogar e misturar. Enquanto cozinha a gente coloca aguinha em outra panelinha e espera esquentar, depois joga o macarrãozinho.

E vai assim. Não sabe tirar o lixo da cozinha? Pega pela mãozinha e vai dizendo ''fecha a sacolinha, tira para fora da casinha, para que os homens do carrinho de lixo levem embora''.

Não sabe ligar a máquina? Pega pela mãozinha e diz ''separa a roupinha por cores, joga sabãozinho, liga o botãozinho''.

É importante fazer isso até o homem se adaptar ao ambiente e souber fazer de tudo. Leva tempo, eles fazem manha, dengo, choram, batem o pé, mas quem conhece criança sabe, a gente tem que ter paciência.

E ao mesmo tempo temos que fechar um pouco os olhos, porque eles agem de má fé para nos irritar e assim nunca mais vamos pedir coloboração, então mancham a roupa, queimam a comida, quebram a louça, fazem qualquer coisa para poder usar a frase ''eu te avisei que não sei lidar com essas coisas''.

Diante do caos a gente tem que pegar a mãozinha de novo e ensinar a usar a vassourinha, colocar no lixinho e parar de fazer birra, porque amanhã tem mais.

E ainda vão voar frases pela casa como ''se fosse fulana não me trataria assim'', ''agora eu entendo porque homens têm amantes'', ''você é tão bruxa quanto tua mãe'', ''maldita hora que me casei'', ''você quer se vingar'', ''acha que está me humilhando, mas não tô nem aí pra você'', '''eu nunca vou ser como os cornos mansos da tua família'', ''vou pro futebol e quero ver você me encher o saco''. 
Enfim, o repertório deles é enorme para não ter que fazer nada em uma casa, nem ocupar seus espaços.

A nós só fica resistir, fingir que não estamos escutando e não exigir nada do nosso jeito, cada um faz as coisas à sua maneira, não dá para encher o saco de ninguém com isso.

Mas é fundamental abrir os olhos e perceber como somos exploradas por migalhas, como estamos condicionadas a agradar um homem que não nos agrada e ainda por cima manipula. Somos tratadas como escravas porque damos espaço para que isso aconteça e aceitamos fazer tudo em troca de um elogio barato.

É nossa falta de autoestima, de amor própio, que nos joga nesse abismo e nos transforma em escravas de homem.

Eles sabem de tudo isso, são ensinados desde pequenos a explorarem todas ao seu redor e fazem isso na maior tranquilidade, não espere um ataque de culpa de um homem, isso não existe, pelo contrário, o mais comum neles é o ataque de surpresa, ficam abismados quando reagimos e não aceitamos mais ser manipuladas, logo eles vem com suas frases favoritas ''mas eu sou um ótimo namorado'', ''isso que dá respeitar mulher, daí ela passa por cima'', ''tá achando que todo homem é legal como eu?'', ''nossa, eu sempre fui incrível com você''..........

É, e eu ainda recebi um email grosseiro esta semana, dizendo que tirei ''a semana'' para linchar os homens. Não! Tirei a semana para acordar as mulheres! Também já fui ''mendiga de amor'', ''pega migalhas'', ''aceita qualquer coisa'', ''um elogio vale a exploração''. Fui educada para agradar macho, ninguém me disse para fazer o contrário.
E fui tão educada nisso que um dia umas meninas me ensinaram como se fazia sexo oral em um homem, mas nunca me disseram como eu deveria me masturbar. Qual a porra dessa lógica? Primeiro devo aprender a dar prazer a um homem, antes de conhecer meu prazer? Pois é! Foi assim e eu segui a ordem que me foi indicada, aprendi primeiro a fazer sexo oral em um homem e só depois a me resolver sozinha! Que merda!  Mas eu era outra ''mendiga do amor'', revirando lixo atrás de restos.

A parte mais triste da história é que passei uma semana inteira escrevendo posts sobre o mesmo assunto, a exploração de mulheres. Parece que foi uma semana produtiva, mas no fundo há muita melancolia e tristeza, porque lamento comunicar, apesar de tantos posts enormes, eu ainda não acabei de contar todas as formas de manipulação as quais, nós, mulheres, estamos sendo submetidas e pior ainda, ESTAMOS PERMITINDO ISSO! SOMOS ESCRAVAS COM O NOSSO CONSENTIMENTO!

A semana foi boa, mas parece que está só começando.

Iara De Dupont.

3 comentários:

Anônimo disse...

Falou tudo, Iara!! Antes de começar um relacionamento devemos observar se o"cara" vale a pena (se vale o esforço em "reeducar" este homem)...caramba, chega de mulher burra, "mendigar" amor não dá!! Eles só vão mudar, quando nós, mulheres, mudarmos... essa lógica, nós, mulheres, devemos entender... vamos acordar mulherada!! 10 pra você, Iarinha! Mônica

Anônimo disse...

Arrasou, comento em todos os posts porque é isso mesmo
Se você não faz é a bruxa insensível,a monstra do mal.
Hoje eu domino a arte do: olha meu anjo não fiz pq não estou me sentindo bem, sabe. Ate o dia que já cheguei e disse não vou fazer agora de quiser espera, come pão enquanto isso.
Para muitas isso é absurdo. Uma vez uma amiga do trabalho estava com romeu e jogou uma piada sobre mim: disseram ela só vai a cozinha para beber água, eu muito safa (sei que vou a cozinha para o necessário, se eu tiver bem faço comida e com gosto, se não parceiro é sanduíche e é lasanha de caixinha mesmo) para essa amiga que vive cozinhando pro marido eu sou a bruxa, aí eu respondi: amiga eu só vou onde quero. Então se dá sede vou lá e bebo água porque ela não vem até a mim, se o meu querido a sua frente tiver fome ele tbm pode ir cozinhar porque não? Só homens podem ser "alérgicos" a cozinha?
Ah vdd fugir da cozinha não é coisa de mulher. Enfim é isso.
Eu não vou falar que sou a empoderada. Porra nenhuma se não fico na cozinha, sou explorada em outros cômodos varrendo, limpando e ouvindo graça quando romeu está azedo que é outra coisa que nos ensinam a segurar ondinha.
Então moça acorde mesmo as mulheres, não liga para quem vem te encher por você falar a verdade. É homem com medo de perder a boa vida e mulher que não gosta da verdade.
Relacionamentos heteros são isso a mulher sempre sai perdendo, as mulheres tem que estar cientes disso quando entram em um. Estou sendo misandrica jamais to falando a verdade. Gostar de homem é o mel e o féu entao quanto menos otária, menos leva preju.
Desculpa a escrita de sempre. E obrigada pelos posts pena que só as mulheres calejadas conseguem absorver.

Cristina disse...

Mais uma vez tenho que aplaudir, porque é a mais pura e absoluta verdade. Macho folgado é uma coisa triste, e mulher otária é de chorar. Machismo puro. Mais uma vez o exemplo é o tratamento dado ao meu irmão. Depois de uma manhã no trabalho, uma maratona de busu, uma tarde inteira assistindo aula na auto escola, volto pra casa a pé, chego em casa e vou fazer meu jantar; abrir o pão, procurar as coisas na geladeira, lavar a panela usada e fazer minha janta. Depois de uma manhã e parte da tarde no estágio, meu irmão pega um ônibus, chega em casa e minha mãe vai perguntar o que bonito quer pro jantar e mostrar o que tem na geladeira (como se ele não pudesse abrir e olhar sozinho) depois vai minha mãe fazer o jantar dele enquanto meu irmão assiste futebol no sofá. Como ele mora com meu pai a maior parte da semana eu até entendo que ela queira mimar um pouquinho, mas pô, já é minha mãe quem geralmente faz o almoço no fim de semana, o bonito não pode cozinhar umas salsichas com molho pronto e fazer seu próprio cachorro quente?

Obrigada por dedicar essa semana e tantos outros dias a abrir os olhos da gente, Iara :) imagino o tipo de otária que eu seria não fosse você e outras mulheres incríveis da internet, e isso me apavora. Obrigada por abrir meus olhos.

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