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20 fevereiro 2016

A escolhida (por que não eu?)


Fiquei sabendo que uma amiga está namorando sério e com planos de se casar. Adorei a notícia, porque a última vez que a vi estava deprimida, chateada, sofrendo com o que eu chamo de ''síndrome da não-escolhida''.

Já passei por essa situação diversas vezes, não é agradável, mas depois que a gente aprende a ler as frases e entender que ninguém vai ser sincero ao terminar um relacionamento, conseguimos achar paz na vida.

A primeira vez que isso me aconteceu foi com um Romeu. Nós começamos a namorar e ele nunca foi generoso, nem expressivo. Terminamos pouco tempo depois e como trabalhávamos na mesma área, também era ator, fiquei sabendo que tinha conhecido uma garota, se apaixonou e a tratava como rainha. Não namorei com ele mais de seis meses e ele nunca me deu nada de presente, nem parecia se importar muito com as coisas que me cercavam, mas me contaram que aos dois meses de namoro com a outra deu um carro de presente a moça, para que ela não tivesse mais que pegar ônibus. E assim fiquei sabendo sucessivamente dos generosos e grandiosos presentes que a moça ganhava e toda a atenção dele, que começou a ajudar a namorada na sua carreira.

Me perguntei durante um tempo porque comigo não tinha sido assim, nunca me deu apoio nem presentes, me senti pior do que já me sentia, a sensação é de que eu era um lixo e ela era melhor do que eu.

Para mim não adianta ter esse sentido tibetano na vida de dizer ''não importa a vida alheia, se concentre na sua'', somos seres humanos e aprendemos vendo os outros e copiando seu comportamento, eu via que ela era tratada de maneira diferente e isso sempre me deixou magoada.

Muito tempo depois comecei a namorar outro Romeu, mas o namoro não deu certo e ele terminou dizendo que queria se concentrar na sua carreira. 
Meses depois apareceu com uma namorada. Nós começamos a manter uma amizade por insistência dele e ele sabia que todos os sábados eu fazia jantares na minha casa, então passava lá, ficava um pouco e ia embora. Cansei de dizer que sua namorada era bem vinda, mas ele desviava a conversa, até que um dia me disse que ela preferia esperar no carro enquanto ele subia para me cumprimentar.
Na seguinte vez que ele foi a minha casa fiz questão de ir até o carro conversar com a moça, disse que era perigoso estar ali e ela era bem vinda na minha casa, mas ela me deu um sorriso falso e disse que estava com gripe.

Esse namoro interrompeu a nossa amizade durante os cinco anos que durou, eu via meu ex-Romeu quando ela viajava ou estava trabalhando, mas nunca aconteceu nada entre Romeu e eu, éramos apenas amigos e ele dizia estar apaixonado pela moça.

Um tempo depois me contrataram para um trabalho. Chegando lá percebi que estava a namorada do meu Romeu, mas não disse nada. As equipes foram divididas e ela ficou na minha. Trabalhamos juntas dois anos, sem nenhum problema, mas nunca fomos colegas, nem amigas, era apenas bom dia e boa noite. Ela continuava namorando com Romeu e um dia eu quis conversar com ela, quebrar o gelo, mas ela de maneira educada me disse que preferia continuar no ritmo que estávamos, sem nos dirigir a palavra.

Semanas depois desse incidente Romeu me ligou dizendo que o namoro com ela tinha terminado, mas estava tudo bem. Eu via a moça no trabalho e não parecia nada bem, chorava pelos cantos e chegava atrasada.

Dois meses depois do fim do namoro, Romeu me ligou, bem cedo, e deixou um recado que era urgente que eu ligasse para ele, acordei tarde e acabei ligando lá pelo meio-dia e ele me disse:

-Iarita, adivinha, acabei de me casar, estava esperando o cartório abrir, tenho dez minutos de casado.

Como quem?

-Com Beltrana, conheci ela há duas semanas e ontem a gente decidiu que seria legal se casar!

E quem é Beltrana?

-Ah, é do trabalho e se prepara, você vai ser madrinha!

Tá.

Ele nunca foi de piadas, mas achei que esse dia tinha começado a ser.

Achei tudo tão absurdo que não acreditei, além disso era fim de ano e todos estavam naquele pique de festas e bebidas.

Fui trabalhar e estava saindo para ir à festa de fim de ano da empresa quando me encontrei com a ex-namorada desse Romeu, aquela que trabalhava comigo e ela me ofereceu uma carona a festa. Durante o caminho falamos sobre o nosso chefe, uma figura bem polêmica, mas quando chegamos no lugar da festa, ela parou o carro e me disse:

-Você é a amiga mais próxima do Romeu, deve saber que ele se casou hoje de manhã.

Ah, que nada, é brincadeira besta dele, devia estar bebendo, mesmo que fosse cedo, imagina, ele iria se casar assim? Nunca né?

-Casou sim. Eu liguei para ele ontem à noite, pedindo para conversar e ele me disse ''ah, não dá, amanhã eu me caso''. 
Passei cinco anos da minha vida com ele! Eu queria me casar com ele! Comprei o apartamento, falamos sobre isso, mas ele dizia que precisava de tempo para ter mais dinheiro, acabamos o namoro porque eu queria me casar e ele não queria, disse que só topava namorar, casamento só depois dos quarenta anos, que não tinha nem trinta! Quem é essa mulher?

Não sei, na verdade continuo sem acreditar que ele se casou.

Então a moça chorou e chorou. Perdi metade da festa no carro consolando-a, eu não me sentia mal porque tinha certeza que era brincadeira dele.

Três dias depois Romeu me ligou e convidou para almoçar na sua casa. Fui e lá estava sua esposa, na hora entendi porque ele se apaixonou loucamente, uma garota inteligente, linda, meiga, educada, enfim, todas as qualidades que deixariam qualquer homem babando, além do corpo perfeito e uns gigantes olhos verdes.

O fato de ter gostado tanto dela me amenizou o choque, eu ainda gostava de Romeu e no fundo da minha alma pensava como sua ex-namorada ''por que não eu?''.

Anos depois me apaixonei por outro Romeu, que também terminou dizendo que eu enrolava o namoro e não parecia a fim de nada sério, ele sabia que eu não queria me casar e não parecia incomodado com isso, mas de repente se incomodou. Eu estava tranquila porque ele dizia que tinha ainda cinco anos livres, depois disso queria sentar cabeça e se casar. Mas fiquei sabendo que dois meses depois de terminar comigo conheceu um moça no aeroporto e se casaram em um mês.

Isso fez voltar a sensação que carreguei durante muito tempo, eu era a errada. Aquilo tudo descia pela minha garganta como ácido me corroendo. Eu me achava mais feia, inútil e desajeitada que todas, caramba, os três Romeus que gostei na vida se casaram com outra, e isso depois me jurar amor eterno.

Uma das minhas primas quis me consolar e me perguntou se eu tinha tido relações sexuais com um deles, sim, eu tive e daí?

-Ficou fácil né! Homem é tudo igual, na hora de casar vai atrás de mais santinha, da virgem.

Ah, então era isso?

Podia ser.

Minhas tias diziam que sou muito inteligente e isso assusta os homens, que preferem se casar com as mais sonsas.

Fiquei anos sem entender nada, parece que com as outras mulheres Romeus eram mais gentis, generosos, atentos e sérios, para mim sobrava sempre o pior deles.

E foi assim até que conheci um pintor em uma festa. Ele era meu vizinho, filho de um artista famoso, era herdeiro, boa pinta e fanfarrão, mas ótima pessoa.
Morávamos a uns quarteirões um do outro e tínhamos o mesmo gosto para tudo, então ele passava na minha casa e me chamava para almoçar, jantar, o que fosse.

Eu nunca me senti atraída por ele nem ele por mim, era apenas amizade e a mesma vontade de farrear, além disso eu adorava sua casa, cheia de quadros e esculturas.

Um dia ele veio me buscar e eu estava com uma amiga, por educação ele convidou as duas para beber alguma coisa. De cara ele gostou da minha amiga, ela resistiu, mas percebi que ficou abalada com a presença dele.

Na minha frente ninguém pediu o telefone de ninguém, por isso me surpreendi quando uma semana depois eu passei na casa dele e me disseram que ele tinha saído com minha amiga. Eu estava com outro amigo, que conhecia os dois e ele me comentou:

-Mas que porra ele foi sair com tua amiga? Fala sério!

Acho que rolou um clima quando se conheceram!

-Que clima? Olha para o cara, é bonitão, viajado, culto, cheio de mulher e tua amiga, posso falar? É uma caipira horrorosa, baixinha, gordinha, feia, sem graça, sem charme, sem cultura, pelo amor de Deus, isso deve ser ''amarração''.

Ele exagerou em relação a minha amiga, mas tinha suas verdades, perto de um homem como ele, ela ficava insignificante. Eu tinha conhecido os ''rolos'' dele e eram aquele clichê de todos os homens, mulheres lindas e perfeitas para o herdeiro do papai.

Por motivos que nunca entendi minha amiga resolveu me esconder tudo o que estava acontecendo, eu tenho a teoria que ela pensava que seu Romeu e eu tínhamos tido alguma coisa ou estávamos pensando em ter, porque ela cortou a amizade comigo.

Um dia meu amigo pintor me ligou e perguntou se eu poderia passar na casa dele à noite. Fui e aproveitei para dizer que minha amiga estava me dando um gelo, ele comentou que ela estava com um pouco de ciúmes, mas isso iria passar. Então me contou que estavam namorando e de repente pulou do sofá e disse aos berros:

-Você sabe que ela é virgem? Puta que pariu, olha a roubada que me meti! Ela nunca tinha visto um homem pelado, eu estava na sala e entrei no quarto sem roupa, ela estava sentada na cadeira e deu um grito, me pediu que me vestisse! Como é que pode uma mulher na idade dela ser virgem e nunca ter visto um homem pelado? Me senti ridículo.

Na época eu ainda gostava muito dela, então disse a ele que não se metesse a fazer besteira com ela, que não era para brincar, ela era de cidade pequena, acabava de chegar na metrópole e era melhor respeitar a garota. Ele suspirou e respondeu:

-Nem eu sei o que faço com ela. Não vou mentir para você, não sou desses homens que têm fantasias com virgens, eu não curto, gosto de mulher bem safada, daquelas que já chegam te amarrando na cama e pedindo para fazer isso ou aquilo, dessas virgens eu fujo, até disse para ela, vai transar com alguém e depois volte. E nem é meu tipo.
E a família dela? Te contei que fui visitar sua família? Cheguei lá dirigindo meu carro, quatro horas de estrada, aquele almoço bem classe média baixa, tudo ali classe média baixa e o pai dela me perguntou do que eu vivia, disse que era pintor e ele disse ''você não tem braço de quem pinta parede''.
Pode ser mais ignorante? E ainda me disse ''ah, então é por isso que você tem esse carro velho, ainda não deu para um melhor não é?''.
Eu pensei em explicar que esse carro velho é um carro antigo, restaurado, e que custa cinco vezes mais do que o carro classe média que ele tem na garagem, mas desisti, quando vi que deu tudo errado fiquei quieto.

Demos muita risada com a história do carro, porque dava para ver que não era um carro velho, tudo ali era novinho, mas o modelo era dos anos cinquenta.

Meu amigo sumiu umas semanas e depois apareceu na minha casa, meio chateado, dizendo que a namorada tinha terminado o namoro. E resolvemos sair em grupo com uns amigos dele. A noite inteira eles ficaram falando ''cara, a garota era feia'', ''caipira'', ''pobre, só ia querer tua grana'', ''ignorante'', ''sem graça''. Só não falaram ''gorda'' porque eu estava ali. E no fim da noite meu amigo me confessou:

-Ainda bem que acabou, meus pais não gostavam dela, a achavam muito provinciana, cheia de dedos e cafona. Não iria dar certo para o meio que circulo, ela teria que passar por um banho de loja, aulas de refinamento, enfim, não é a nora que meus pais querem e eles têm razão.

Eu nunca disse nada por diversas razões, a primeira é que ela estava me dando um gelo, então eu queria mais é que ela explodisse e a segunda razão é que sempre me pareceu um casal sem química e eu não entendia como um homem de mundo como ele poderia se encantar com uma moça de cabeça tão pequena, não porque viesse do interior, isso não tinha nada a ver, é porque ela tinha a mentalidade fechada, conservadora, fazia coisas que me tiravam do sério. Ela trabalhava perto da minha casa e morava longe, então ficava para dormir comigo quando não tinha tempo de voltar a sua casa, e algumas vezes meus amigos gays iam lá de noite e ela preferia se fechar no quarto, dizendo que não se sentia ''à vontade com homens que fingem ser mulheres''.
Eu passava vergonha com a atitude dela, me irritava profundamente. Imagina uma mulher assim se casar com um artista, um pintor do mundo? Nunca.

Meu amigo sumiu novamente e apareceu meses depois, com aliança de noivado, foi na minha casa se desculpar porque não iria me convidar à festa, a moça não deixou. Perguntei o que levava um homem como ele a se casar com uma moça como ela e ele disse:

-Sabe aquela história clichê de bater o olho? Coisa de filme? É isso, me encantei com ela desde que a vi. Sei que não é bonita, nem tem o padrão que eu estava acostumado, viemos de mundos diferentes e que não se cruzam, mas me encantei com ela. 
Eu quase me casei com minha ex-namorada, mas enrolei, não sentia que deveria fazer aquilo e de repente conheci tua amiga e fiquei preso no olhar dela, não tenho explicação, mas homem corre de casamento, quando cai é porque a mulher mexeu na alma dele, não tem como fugir. 
Se o cara enrola não quer nada, homem que se encanta com uma mulher casa no mesmo dia, nem pensa a respeito, naquele segundo que você se prende no olhar as outras desaparecem.

Sei.

-É assim Iara, se um dia você se casar vai ser assim, um mútuo encantamento, se a história enrolar fuja, porque homem quando bate o olho sabe com quem vai se casar.

No meu mundo isso de chama comportamento de psicopatas, esses homens doidos que fingem ser românticos e tal, tenho pavor.

-Pode ser, mas também pode ser o que estou dizendo, por que uma te encanta e outra não? Minha mãe me disse ''por quê fulana, se você tinha conhecido a Iara antes?'' e eu respondi ''porque a Iara não me encantou, e fulana sim''.

No fim, depois de idas e vindas, o pintor se casou com a moça, já devem ter uns dez anos de casados e dois meninos.

É, com o tempo entendi, eu nunca me encantei com ninguém a ponto de pensar em me casar, mas entendo o que ele diz. Não é romantismo, mas eu acredito em vidas passadas e pessoas que vem resgatar alguma coisa e almas que sempre andam juntas, pela eternidade. E acho que elas se reconhecem no olhar. Eu já passei por isso com amigos e amigas, as pessoas se conhecem e de repente tudo ali é familiar, conhecido, parece que se conhecem há anos.

Depois com o tempo e graças ao feminismo percebi que nenhum homem me ''escolhe'', eu não sou um pedaço de carne na vitrine e nem é sinal de existência ser pedida em casamento. 
E dos Romeus que não deram certo pude concluir que não era para dar e que não era pessoal, eu não era feia, nem inútil, nem desajeitada, apenas não ''era'' para eles nem eles para mim.

E em uma ocasião um Romeu entrou em um lugar onde eu estava segurando um monte de balões coloridos com a frase ''eu te amo'', na minha surpresa eu perguntei ''por quê isso?'' e ele respondeu:

-Porque você me inspira!

É outro fator, algumas pessoas nos inspiram, outras não, com alguma queremos abraçar e dar o mundo, outras apenas empurramos com a barriga.

Sentimentos não se controlam, nem mandam avisos, nunca sabemos quem vai mexer com nós nem de que maneira.

Para mim tudo isso me parece bem distante, porque eu nunca senti isso por nenhum homem, já gostei muito, mas nunca bati o olho e pensei ''é ele'', então não posso falar sobre as pessoas que passaram por isso. E não acredito que seja questão de gênero, conheço mulheres que fizeram a mesma coisa, conheceram um homem e se casaram na semana seguinte.

Quando um ex-namorado (a) se casa não é bronca pessoal com o anterior namoro, é apenas que a pessoa se encantou por outra da maneira que não se encantou com nós e ninguém tem culpa disso.
Nenhuma mulher é inferior a outra, nenhuma é superior, mas a vida é assim, nos afastamos de uns e nos encantamos com outros.

E já dizem que a vida não é de quem vai ou vem, mas de quem fica. A vida é de quem se encanta com nós e fica, de quem nos encanta e nos faz ficar.

Não é motivo de tristeza nem derrota ver um ex-namorado se casando, aconteceu com ele o que pode acontecer com qualquer um de nós, se encantar com outra pessoa.

E o poeta diz ''as almas se encontram e se reconhecem''.

Simples assim. Nunca é pessoal com o passado, é apenas o encantamento de almas que se reconhecem e decidem seguir seu caminho juntas. E pode acontecer com qualquer um, inclusive com você.


Iara De Dupont


7 comentários:

Anônimo disse...

Ola, Iara! Concordo muito com seu post! O amor não tem explicação. E vou te dizer o homem quando ama, ama de verdade... se entrega... Pena que este encantamento sincero seja tão raro de acontecer, a maioria funciona como interesse sexual, financeiro...tudo, menos encontro de almas... Poxa, as coisas poderiam ser mais fáceis...rsrs. Mônica

Cristina disse...

Se ensinassem isso pra gente (às vezes rola, às vezes não, se não foi com essa pessoa será com outra, dá tchauzinho e segue em frente) boto fé que muitas mulheres não sofreriam essa síndrome da não escolhida. Andaríamos pela vida leves, livres e soltas (O HORROR!) sem nos preocupar se o carinha não nos quis, aparecerão outros. Mas isso é justamente o que sistema não quer.

Patricia gabriel disse...

Iara,estou abismada com o preconceito dos teus amigos em relação á essa tua amiga...de repente,fiquei com curiosidade de ver a foto,dela e do pintor,para ver o porque de tantas 'diferenças' assim...

Sabe,ninguém é obrigado a comprar um pacote senão o agrada,mas ficar falando mal também é meio demais,não acha?

E,finalmente,sim,essa questão de atração é coisa séria,acontece mesmo,aconteceu comigo,namorei um cara quatro meses e não deu em nada,quando conheci o marido,foi rápido,em tres meses casamos...e quando essa lei de atração acontece,ninguém pergunta ou quer saber muito a qual classe social a outra pessoa pertence...se o refinado pintor apreciou tua amiga,ela tinha algo de valor que não tinha a ver com o que os outros chamaram de 'cafonice'...desculpe a falta de ética,mas fiquei curiosa,e um pouco indignada com esses amigos!

Iara De Dupont disse...

Então Patricia, às vezes as pessoas dizem uma coisa quando percebem outra que não conseguem verbalizar.
No caso desse casal, vou ser sincera, não parecia dar liga, não era só pela aparência ou nível social, mas alguma coisa ali não fechava, não sei dizer o que era, eles não combinavam, ela era muito aberta, espontânea, vivia dando risada e ele era mais sério, enfim, sabe aquele casal que você bate o olho e fala ''nossa, nada a ver''.
Mas foi só impressão alheia, porque eles têm uns dez anos de casados e dois meninos, então no fim deu certo.....
E ela não era tão feia assim, mas é que ele só saia com modelos, dai a diferença fica muito marcada né!

Patricia Gabriel disse...

..mas,deixa eu entender...como assim,agora estão casados,a moça provinciana não tinha terminado o namoro com o pintor??

Iara De Dupont disse...

Ah, Pati, eu perdi a conta de quantas vezes eles eles foram e voltaram, mas no fim deu certo e se casaram, faz um tempão que estão juntos.

Tadeu Diniz disse...

Aconteceu comigo, encantei com uma moça ao ver a foto dela, conheci, namoramos, comprei casa, fiquei noivo, seis anos de relacionamento. Ela não quis casar comigo, depois de um ano que terminamos ela casou. Tem anos que não me encanto mais. Quero um dia me encantar novamente.

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