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03 janeiro 2016

Com quem você está viajando? Chega de gente tóxica!


Às veze escrevo um post e percebo que aquilo é apenas o começo da conversa.  Foi assim com o POST ''Conselho de ano novo''. Recebi muitos emails me perguntando como eu cortava as amizades tóxicas, principalmente as que estão na mesma família. E algumas pessoas me parabenizaram por ter cortado algumas pessoas. Mas não é tarefa de um dia, eu faço isso todos os dias, não é tão fácil cortar uma pessoa e seguir a vida, logo na frente aparece outra com comentários maldosos, alegando que me amam e apenas querem me abrir os olhos com a ''verdade''.
Recebi emails dizendo ''eu não posso cortar a pessoa porque trabalho com ela, porque é minha irmã, porque é minha nora.....''.

Mas não é assim que a vida funciona, não importa o grau de parentesco nem o trabalho, ninguém é obrigado a tolerar uma pessoa que não gosta de você, nem aguentar os comentários agressivos. Pode ser irmã e aí? Vai aguentar uma vida inteira tóxica porque é irmã? Não é assim que as coisas tem que ser, temos que nos preservar de tudo, e Deus nos deu uma vida para cuidar e isso não inclui levar pancadas de pessoas que dizem que nos amam! 
Ora, se amam que aprendam primeiro o que é amor!
Não temos que aceitar o lado ruim de todos, como se fôssemos depósitos de lixo.

Tive uma educação rígida para não responder as agressões, o que é a unica coisa que lamento quando olho pra trás. Não me dói tanto lembrar as agressões, mas o fato de que nunca ter reagido a elas. Levei anos para entender que reagir seria minha única saída, em qualquer situação. Escutei coisas terríveis de familiares, amigos e Romeus e nunca respondi, parece que minha mente congelava junto com minha língua.

Depois que resolvi parar esse trem de agressões fiquei sensível demais a tudo, mas também percebi que existem pessoas que não importa as circunstâncias, elas não pisam na bola com você, não interessa o que esta acontecendo, elas te respeitam.

E lamento muito que falte tanta honestidade e clareza nos relacionamentos, as pessoas deveriam entrar dizendo ''olha, eu posso te oferecer isso, mas se você precisar de outra coisa, não é comigo''.

Falta um aviso nas amizades e venho percebendo nas últimas semanas devido a meu tsunami particular. Pensei que já tinha limpado bem meu armário, mas então apareceu Romeu, bagunçou minha vida e me dei conta, graças a ele, que teria que cortar minha lista de amigos novamente, porque escutei coisas que hoje não estou mais disposta a tolerar de ninguém.

Tenho uma amiga, ou melhor, tinha, que o ano passado se viu envolvida em um problema dos cunhados e do marido, brigando por uma herança. Ela ficou deprimida, não só pelo dinheiro, mas por ver o marido chateado se pegando com os irmãos. Fui ótima amiga, a aconselhei no que pude, escutei durante horas essas histórias chatas sobre cartório, advogados e inventários.

Neste ano não tinha surgido nada que me alterasse de maneira séria, então eu devo ter sido ótima companhia, mas agora no último mês o barco virou para mim e acabei contando a ela sobre Romeu. E na última vez ela me disse:

-Nem me conta mais, não quero entrar nessa vibração, estou bem com meu marido e não quero pegar raiva de homem!

Ah, tivesse me dito antes né! Concordo com ela que em alguns momentos estamos em outra sintonia e evitamos vibrações diferentes, também faço isso, mas eu teria agradecido se ela tivesse usado esse argumento o ano passado, porque eu também não estava na sintonia de escutar tanto lixo sobre os irmãos brigando.

E culpa dela? Não, a culpa é minha, por ter mantido uma amizade dessas, de apenas uma via. A burra fui eu, quem mandou ser legal e dar apoio? Tinha que dar merda. Neste mundo ser boa pessoa não é garantia de nada, pelo contrário, é apenas a porta aberta para todos os tipos de abusos.

E há uns cinco anos atrás eu tinha uma amiga que gostava muito, éramos muito próximas. Naquela época minha vida estava muito bagunçada, mas pelo menos eu tinha um Romeu que amava muito, até que descobri que ele tinha outra namorada. Então me desesperei e chorei. Um dia estava comendo com essa amiga em um restaurante quando voltei ao assunto do Romeu e ela disse:

-Se você falar mais alguma coisa sobre ele, jogo a cadeira na tua cabeça e vou embora.

Fiquei tão chocada que ela percebeu e tentou remendar:

-Ah, me desculpe, mas é um método que aprendi com outra amiga, não adianta dar corda para assunto que puxa pra baixo, é melhor cortar pela raiz.

Caramba! Que método eficiente! Pena que não me avisou sobre ele uns meses antes, quando se envolveu com um Romeu, descobriu que era casado e veio chorar durante semanas no meu ombro! Poxa, esse método teria me evitado muita enchação de saco!

Ah, então é assim, cada pessoa suas regras, que elas só aplicam quando é conveniente? Bom saber.

Pessoas ficam chatas em alguma época e quem é amigo sabe disso e também é direito da pessoa não querer escutar lamúrias dos outros, eu entendo essa parte, também evito algumas situações.

Tenho uma amiga que vive enrolada em uma questão romântica, ela tem dinheiro e se apaixonou pelo personal trainer, vive em crise, escondendo isso da família. Eu não tenho mais paciência para escutar essa história de novela mexicana, porque para mim não existe ali um problema real, tudo está resolvido, os dois são jovens e ela é rica, mas ela vive na sintonia do sofrimento, da história de amor que precisa da luta para dar certo, isso me cansou e me afastei. É meu direito e de qualquer um fazer isso, o que ninguém tem direito é de fazer comentários idiotas ou agressivos. Eu deixei de falar com minha amiga, mas não fui até lá e disse o que pensava sobre o assunto, porque seria ofensivo e desnecessário.

E cortar pessoas que quando precisam de nós sabem onde nos encontrar, mas se precisamos delas somem, é um gesto para manter a saúde. 
Tenho percebido isso com o último Romeu, quem me conhece e convive comigo sabe quem foi ele na minha vida, então quando a pessoa me diz ''não tô com saco para escutar sobre ele'', eu escuto ela me dizer ''eu sei que ele foi alguém importante para você, mas eu quero mais é que você se foda''. 

Quando alguém se queixa de uma situação não podemos ser míopes e pensar que é apenas aquilo, existem milhões de cordas que nos puxam diante de algo que nos incomoda. Para quem é insensível e míope emocionalmente me vê apenas falando de Romeu e do seu fora, mas quem é um ser humano inteiro entende tudo que envolve o assunto. E me pergunto, para quê servem pessoas míopes emocionalmente na minha vida? Para nada, podem ir embora.

E deixar essas pessoas de lado é mais simples do que parece. 
Venho observando há anos minha prima mais velha, porque sempre tive a impressão que ela passa imune em todos os fuzilamentos familiares. E percebi que ela é mais inteligente que todos, adotou desde pequena uma táctica de vida que funciona, ela simplesmente não abre a boca diante das minhas furiosas tias, mantém o sorriso e não se abala. Também foi agredida por todos, mas nunca reagiu, não se explicou nem se justificou. E ao manter a boca fechada nunca deu  munição para que os outros atirassem por muito tempo, ninguém sabe o que ela pensa da vida. E ela cresceu em uma época que não tinha como fugir pegando o celular, ficava um canto da sala observando ou lendo revistas.

Conseguiu desse jeito cansar toda a família, ninguém fala mal dela porque não sabem o que dizer. Ainda tem alguém que a chama de egoísta, fria e distante, mas hoje me parecem elogios. Também nunca fez amizades com as primas, nos manteve longe, não éramos convidadas nem no seu aniversário, ela tem um grupo pequeno de amigas e se mantém ali. Pode parecer horrível, mas isso permitiu a ela circular com poucas agressões em uma família onde todos têm a língua afiada e ela não perdeu nada se afastando das primas, pelo contrário, evitou muita dor de cabeça.

O grande problema de pessoas como eu, que são mais expressivas, é que levamos tempo para entender que tudo o que falamos é munição para arma alheia e isso não é uma coisa boa. Me custou anos perceber que minha prima estava certa em se manter quieta diante do barulho familiar.

Tenho feito isso lentamente, muitas pessoas se confundem, acham que porque tenho o blog aberto posso escutar qualquer coisa, mas com o tempo fui me blindando, já analiso de quem vem o comentário e deleto na minha mente, não sofro mais.
Mas deletar as pessoas exige anos de treinamento militar, porque não são todas que aceitam o corte tranquilamente, tem gente que volta e quer saber o que aconteceu. Dependendo do dia até explico, mas evito o confronto, quero mais é que se dane, não tenho mais paciência nem tempo. Claro que fico chateada se é uma amiga próxima, mas o que eu posso fazer? Continuar com uma amizade que na hora que eu preciso ela diz que está em outra vibração?
Não funciona isso para mim, ela deveria ter me avisado, assim eu teria evitado aguentar suas conversas também.

Minha avó dizia que uma ofensa é como um corte que não fecha, fica ali e pessoas ofendidas não superam a ofensa. Eu acho que é verdade, se eu fico chateada ou magoada, ainda posso conversar a respeito, mas se me sinto ofendida vou embora sem querer escutar mais nada. 

E ainda funciona aquele velho ditado, só vamos saber quem são as pessoas quando precisarmos delas, antes é quase impossível, mas dá para ter uma vaga ideia.

Não mudo minha posição, continuo sendo boa amiga, se posso vou dar apoio, mas estou com os olhos bem abertos, se eu precisar e não tiver esse apoio, então fim de linha e também não admito mais comentários do tipo ''você só faz merda com Romeu né''. É? Tchau.

E não quero nem saber dos sensíveis de coração, aquele pessoal que vive dizendo ''você tem que dar sem pensar em receber'', ''você tem que amar apesar dos golpes'', ''você tem que ter compaixão'', ''você tem que perdoar fulana''.

A boa notícia do ano: EU NÃO TENHO ''QUE'' PORRA NENHUMA!
Deus não me mandou nenhum contrato para perdoar e justificar os outros, quero mais é que as pessoas que não foram legais comigo se explodam. E falo isso tranquilamente, porque eu sou uma pessoa legal e cansei de tantos abusos, então agora quero mais é que se dane.

Se dou uma amizade legal espero receber o mesmo em troca, caso não fosse assim teria apenas amigos monges, no desapego total.

É muita hipocrisia dizer que não devemos esperar o que damos, ora, então para que estamos aqui se não para trocar as energias?

E não é só de um lado, eu também já fui cortada por muitas pessoas, mas entendo o que elas fizeram e estavam certas, foi um favor para os dois lados.

E não quero nem saber se é minha amiga ou familiar, quando escuto um comentário negativo ou recusa de me ouvir, eu corto a pessoa mentalmente na hora, sem dó, porque eu sei que não faria isso com alguém que amo.

E muita gratidão ao Romeu, que purificou minha vida no ultimo mês, nem eu sabia que ainda estava rodeada de tantas pessoas que não estão nem aí para mim, já foram pelo menos quatro. E nem penso dizer nada, não explico, nem justifico.

Eu sou ótima como amiga e não aceito menos do que isso de ninguém, se eu não ofendo não vou mais permitir que me ofendam, se eu não largo um amigo sozinho na estrada, não aceito mais que me larguem.

O mundo é enorme e existem pessoas maravilhosas nele, não precisamos das migalhas de quem no fundo não gosta de nós e nem sabe o que é amor ou amizade. E nem sei onde vai dar meu caminho, mas quero essas pessoas longe de mim.

E sim, não sei porque quanto tempo vou falar de Romeu, falo o tempo que eu quiser e não é uma questão de ''quem for meu amigo que aguente'', não é isso porque ninguém está obrigado a nada nesta vida, mas quem realmente é meu amigo entende tudo o que se mexeu na minha vida. E quem não entendeu e saiu dizendo ''não aguento mais'', tchau. Eu também não aguentava mais muitas coisas em diversas amizades e fiquei quieta, mas admito minha culpa, não temos que ficar onde não estamos à vontade.

A estrada diante dos nossos olhos é a mesma para todos, mas Deus é tão grande que ainda nos deu oportunidade de escolher com quem queremos dividir nossa viagem, mas não é tão fácil como parece, exige fazer constantes escolhas e pensar bem se queremos viajar leves, cercados de amor e risadas, o vamos carregar malas humanas durante o trajeto. A decisão é nossa, cada um que sabe. E não adianta dizer ''mas é minha irmã, não posso cortar ela''. É?  E ela honra o posto de irmã? Sim, porque tudo nessa vida é honrar o que somos, não adianta pisar em cima, se as pessoas querem nosso melhor que comecem elas se mexendo, mas no tapa não resolve.

E minha conclusão sobre o assunto é a seguinte: quando estamos cercados de amizades e familiares tóxicos não tem viagem nenhuma, nem estrada aberta, ficamos presos ao mesmo lugar, no mesmo tempo. A liberdade só acontece e a estrada só se abre quando falamos ''chega de agressões'', então o sol aparece e a vida começa.



Iara De Dupont



4 comentários:

Erres Errantes disse...

Quando tinha algum problema, eu também costumava recorrer a amigos, mas logo me sentia culpada pensando se não estava enchendo muito o saco deles e me afastava. Afinal, o problema era meu e eu que devia meditar e buscar uma solução para ele. Eu pensava assim talvez por admitir que sou uma péssima ouvinte. Ouço os problemas de uma pessoa por educação, mas reconheço que nunca sei o que dizer e morro de impaciência.
Além do mais, eu resolvia logo me calar e guardar o sofrimento para mim porque não gosto de dar nem de receber conselhos. Geralmente, diante de uma situação que nos aflige, uma amiga diz pra gente fazer uma determinada coisa que ela mesma não faria se estivesse passando pelo mesmo problema. Muita gente deve ter dito pra Iara: "que mico ter ligado bêbada para esse Romeu, agora esquece ele etc.", mas falar da boca pra fora é fácil, quero ver como essas pessoas agem quando estão apaixonadas. Então, prefiro me isolar e guardar minhas questões pra mim. Até porque amizades vão e vêm, muitas vezes forçamos a barra e não vemos que uma pessoa que consideramos nossa amiga não nos vê da mesma maneira, sempre tem pessoas mais importantes pelas quais elas gastariam seu tempo e atenção. No primeiro indício de que não sou tão importante assim para a pessoa, aceito tranquilamente e me afasto.

Cris disse...

Mais uma aqui pra provar sua teoria, Iara. Foi difícil, mas cortei um monte de "amigos" e familiares que me faziam mal e minha vida melhorou 99,9%. Pessoal que acha que só porque é parente ou amigo (da onça) não pode cortar da sua vida pode sim, corte sem dó nem piedade. Melhor aguentar uns dias de cara feia e pirraça da família do que ficar a vida toda carregando gente tóxica nas costas. Vai por mim, é bem melhor sem eles.

Anônimo disse...

Minha família tá passando por umas tretas e a melhor coisa que fiz foi me afastar. Assim, ainda frequento o ambiente, mas resolvi não participar do assunto. Nem tem a ver comigo, mas eu tinha que ouvir a história dos dois lados e acabava me envolvendo em situações que só me deixavam mais pra baixo. Tive uma crise porque eu internalizo muito tudo que acontece e fico sofrendo com coisas que nem são minha responsabilidade, mas cortei o mal pela raiz. Não quero saber, não quero ouvir e nem vou ficar no mesmo ambiente quando o assunto estiver sendo discutido. E quando alguém agora vem me contar algo eu pergunto, tem a ver comigo? Eu posso resolver a situação? Posso ajudar? Caso não, nem me conte.

Alessandra T. disse...

Sempre fui uma pessoa de poucas e boas amizades, mesmo assim me abri com pouquíssimas delas, mas sempre fui aquela amiga que sempre escutou e sempre esteve aberta para escutar quando elas precisassem, engraçado que nem sempre vi essa mesma abertura com elas e isso me entristecia muito, acho que até por isso evitava falar de mim.
Mesmo entre as poucas amizades aprendi a selecionar aquelas que realmente valiam a pena, e que estavam no mesmo barco para trocar, não só para tirar coisas da nossa amizade, isso também vale muito pra família.

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