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09 dezembro 2015

A boa educação de Seu Alfredo.....


Uma das coisas que mais me intrigaram na vida foi o comportamento de algumas primas. Hoje eu entendo, graças a uma explicação simples, era uma maneira delas reagirem ao entorno, de se imporem em um ambiente tão abusivo com as mulheres.

Minhas tias estavam sempre arrumadas, minhas primas não, especialmente quando chegaram à adolescência e começaram a carregar na maquiagem gótica e roupa escura e rasgada. Usavam botas, escutavam Pink Floyd e tiravam sarro de tudo, eram agressivas, mal educadas e rebeldes. Eu tentava ser como elas, mas minha mãe me apertava muito e não deixava, ficava horrorizada de ver o comportamento delas e marcava em cima do meu.

O que sempre me deixou desconfortável é que minha avó era educada com elas e isso não tinha retorno. Elas chegavam na casa de minha avó, colocavam os pés em cima da mesa da sala de visitas, fuçavam as coisas, pegavam comida sem pedir e falavam alto. Nunca ajudaram a colocar uma mesa nem lavaram um prato, a maioria das vezes sobrou para mim e para outra prima, porque éramos as otárias boazinhas e minhas tias vinham pedir para nós. Só quando cheguei na casa dos dezoito anos tive coragem de dizer que não ia lavar nenhuma louça, só a que eu tivesse ensujado.

Mas minhas primas pareciam possuídas, nessa mesma época comecei a ter alguns enfrentamentos com a mais velha, porque ela dava ordens a todos e eu não aceitava isso. Também para me provocar ela ofendia minha mãe e eu me metia para defendê-la e começava a guerra. Até hoje, mesmo em idade adulta, se me colocarem na mesma sala que essa prima sei que uma das duas não sai viva.

Um dia minha avó estava dormindo e essa prima entrou aos berros no quarto dela, eu estava no quarto ao lado e começamos a discutir. Mas por um estranho motivo minhas tias pensam até hoje que sou eu que sempre persigo minha prima, não o contrário. Não sou uma santa nem a vítima, o que acontece é que fui a única pessoa da família que a enfrentei, só parei com isso quando percebi que ela realmente tinha problemas mentais, não é uma pessoa saudável, tem feito coisas terríveis na vida e continua sendo protegida pela família, que morre de dó, porque dizem que ela não está bem.

Minha prima foi embora e eu entrei no quarto para conversar com minha avó, perguntei porque ela não dava uma bronca nessa prima e ela me respondeu:

-Deixa pra lá.....é melhor ignorar, se der corda ela fica assim até cansar todo mundo....

Mas é mal educada e todo mundo aguenta de graça....

-Eu já pensei em conversar com ela de novo, na verdade já fiz isso, não é porque você não viu que não aconteceu. Mas não vou dar bronca na frente de ninguém. Na última vez me convenci que é o jeito dela e não quero ser a pessoa que vai convencê-la a mudar. Ela é mal educada e grossa, mas de repente isso pode ser bom para ela na vida.

Bom como? Desde quando ser mal educado na vida vai ser uma coisa boa?

-Não sei, cada vez que eu vejo tuas primas batendo porta lembro da Luchita, na verdade a gente nunca sabe o que vai nos proteger nesta vida.

Ah, a Luchita! A famosa Luchita, a filha do seu Alfredo, uma das piores histórias que escutei durante minha infância, mas lembro dela, alguma vez a vi na casa da minha avó, estava bem velhinha e meu tio a incomodou com essa história dizendo:

-Essas crianças não acreditam na história do teu pai, fala que é verdade.....

E Luchita dizia:

-É, mas faz tempo e quem quer mexer nisso? Eu não quero.

Luchita era amiga de infância da minha avó, amiga de tragédia, vizinhas em um sítio pequeno, um rancho, como dizem no México.

Durante a revolução mexicana, que começou em 1910, Luchita e minha avó, Esperancita, eram crianças. A revolução virou o país de cabeça para baixo, principalmente no campo, objeto de guerra entre os revolucionários e os militares. Os dois grupos se perseguiam, em um contexto eram muito parecidos ao que foi no Brasil os cangaceiros e a polícia, quando um passava em uma cidade ela ficava devastada, depois passava o outro grupo e as coisas pioravam. Os militares jogam sal na terra para que os revolucionários não pudessem colher nada e se alimentar, então os moradores do campo corriam para tentar salvar alguma coisa e daqui a pouco passavam os revolucionários e jogavam mais sal, para que os militares não se alimentasse. No meio da tragédia milhares de famílias passavam de fome no campo, no meio delas estava a da minha avó.

O pai da minha avó tinha morrido, ela era filha única e ficou com a mãe, Dona Margarida, mas os tios não queriam dividir a terra e cortaram relações, assim minha avó ficou sozinha com sua mãe em um pedaço pequeno de terra, que era da sua mãe, não do pai. E era vizinha de Luchita, a única filha do Seu Alfredo.

Luchita contou a história de que um dia estava com seu pai, tirando água do poço, de tarde, quando três homens se aproximaram e pediram um pouco de água. Seu Alfredo não conseguiu identificar de onde eles eram, não tinham uniformes militares e não eram revolucionários, estavam sem cavalo e pareciam bem pobres. Não era um lugar acessível, chegar até ali sem cavalos exigiria caminhar durante quilômetros apenas para encontrar um sítio. Ele ficou com pena e encheu o balde, então eles perguntaram se havia algo sobrando que eles pudessem comer e Seu Alfredo disse a Luchita:

-Vai lá dentro e avise sua mãe que temos visitas para jantar.

Luchita correu e voltou com o recado:

-Minha mãe disse que não.

Então Seu Alfredo pediu licença, pegou a menina e foi para dentro de casa, lá avisou a mulher que os homens iriam jantar com eles e ela respondeu:

-Você sabe quem são? Para onde estão indo? Não são tempos de abrir a casa, não vou deixá-los entrar!

-Vai sim, a casa é minha e nós somos pobres, mas não somos mal educados, são uns coitados, caminhando perdidos por aí, não vamos morrer de fome se dividirmos a comida.

- E eu estou lá preocupada em ser educada? Não vou ser educada com gente que não conheço no meio de uma guerra, prefiro passar por mal educada do que abrir a porta!

E Luchita disse que essa discussão durou alguns minutos, a mãe concordou em colocar algumas coisas em uma panela e que Seu Alfredo entregasse a eles, mas sem entrar na casa. Seu Alfredo não aceitou, bateu o pé dizendo que era pobre, mas educado e sabia dividir o que tinha.

Então a mãe de Luchita se aproximou dela e disse:

-Corre para o esconderijo das bruxas.

O esconderijo das bruxas tinha esse nome porque minha avó jurava que as bruxas que tinham levado ela lá, era um vão, um espaço pequeno, em uma cachoeira, ou queda de água, a pessoa atravessava a queda de água e podia se esconder ali, era como uma pequena gruta.

Minha avó descobriu esse lugar, ela falava sempre com muita dor, era um lugar frio, úmido e ela ficava em pé durante dias. No meio da revolução e dos militares e revolucionários passando pelas terras, aconteciam muitas coisas, os militares estupravam e matavam as mulheres e os revolucionários estupravam e as levavam embora, para servirem de escravas, algumas se uniram a causa, vendo ela como a única possibilidade de fuga de uma vida tediosa, novamente é uma situação parecida com algumas mulheres que se uniram a cangaceiros na Bahia.

Dona Margarida, a mãe de minha avó, era viúva e com uma filha pequena, quando passavam perto de suas terras ela tinha que se esconder, foi quando minha avó achou essa gruta, debaixo da água e a avisou. No começo elas iam lá sozinhas, mas conforme avançava a revolução começaram a chamar vizinhas e amigas, para que pudessem se esconder ali, inclusive a mãe de Luchita. Minha avó e Luchita eram muito pequenas, ágeis e rápidas, por isso eram encarregadas de voltar as casas para pegar comida, elas sabiam se esconder e corriam como gatos. Elas esperavam os militares ou revolucionários passarem e corriam para pegar comida. Mais de uma vez erraram, as casas estavam tomadas por militares e as duas escaparam por pouco, minha avó dizia que era porque a ''bruxa'' tinha prometido proteger as duas. A bruxa era uma bola de fogo, que mandava minha avó segui-la, mas é outro post, porque a história é bem longa.

Minha avó estava na gruta quando Luchita chegou contando a história sobre os três homens que estavam jantando na sua casa. Na hora que ela contou Dona Margarida percebeu que não era boa coisa, mas não poderiam descer da gruta para ver o que estava acontecendo, então ficaram ali três dias.

Depois desses dias de muita fome, elas resolveram descer e ver o que tinha acontecido. Chegando na casa da Luchita não encontraram a mãe, mas minha avó conta que tinha sangue até no teto, chamaram os vizinhos para procurar o casal e de repente um deles gritou:

-Achei Seu Alfredo! Ele está vivo, está no poço.

Dona Margarida se aproximou e confirmou, então os vizinhos começaram a puxar as cordas, tentando tirá-lo dali. Puxaram e ele saiu, mas estava morto, todo amarrado com correntes e com sinais de tortura, e a cabeça estava ligada ao pescoço por uma fina camada de pele, porque ele tinha sido decepado.

Chegaram a conclusão que os forasteiros que pediram água e comida, deveriam pertencer ao que eles chamavam os ''cachorros da terra'', eram três grupos, os militares, os revolucionários e ''os cachorros da terra'', pessoas que iam atrás de toda a confusão tirando partido e roubando o que pudessem. Eles devem ter entrado para roubar o casal durante o jantar, mataram o marido e levaram a esposa.

Os sinais de tortura tinham outra explicação. Na época da colonização, da chegada dos espanhóis no México, muitos astecas esconderam ouro, enterraram pedras preciosas e marcaram os lugares e minha avó morava em um território que diziam que tinha ouro escondido, por isso as pessoas que moravam lá, mesmo que trezentos anos depois, se recusam a sair, porque tinham esperança de encontrar alguma coisa. E algumas pessoas realmente encontraram as estátuas de ouro, o que só aumentou a fama do lugar. Os vizinhos concluíram que os ''cachorros da terra'' pensaram que Seu Alfredo tivesse algum ouro, apesar de ser um camponês miserável e o torturaram para conseguir alguma coisa.

O poço causou um problema enorme, ele abastecia mais de três sítios e levaram tempo para limpar, estava cheio de sangue.

Dona Margarida mandou avisar a tia de Luchita que a menina tinha ficado órfã e a tia disse que iria buscá-la em uns meses, então ela ficou morando com Dona Margarida e minha avó.

Se passaram um dias, até que uma tarde um militar bateu na porta de Dona Margarida. Pediu para pegar água do poço e ela deixou, congelada com a simples presença do homem.

Foi com ele até o poço, disse que o homem começou a se engraçar com ela, foi prensando ela ali, e de repente começou um barulho no poço, de correntes batendo. Ele olhou e disse a ela:

-Tem um homem dentro do poço.

Ela se aproximou e viu quando Seu Alfredo tentou tirar a cabeça para fora da água.

O militar se assustou e começou a mexer as cordas, tentando tirar o homem de lá, mas quando foi ver não tinha ninguém, concluiu que o corpo deveria ter descido e sumido do campo de visão deles.

Graças a isso o militar foi embora. E dias depois veio Luchita dizer a Dona Margarida que seu pai estava pedindo ajuda para sair do poço. Dona Margarida sentou com a menina, explicou que ele tinha morrido, já tinham tirado o corpo de lá e estava enterrado, não tinha nada naquele poço.

Mas a história começou a correr porque Seu Alfredo fazia muito barulho à noite, ele gritava pedindo socorro, mexia as correntes e jogava água para fora do poço. Era tanto seu desespero que dizem que de manhã dava para ver as pegadas ao redor do poço.

Com o tempo as pessoas deixaram de usar o poço, todo mundo tinha medo de chegar perto, mas ele não secava, minha avó dizia que era porque Seu Alfredo chorava tanto que mantinha a água lá dentro. 
Não demorou muito para apelidarem o poço de ''Seu Alfredo''.

Minha avó contou que elas se acostumaram com a história, porque muitas pessoas passavam por ali e pediam um pouco de água, elas deixavam a pessoa ir até o poço e cinco minutos depois as  pessoas voltavam dizendo que tinha um ''homem se afogando''.

Meses depois vieram por Luchita, mas ela não queria ir embora, dizia que todos os dias conversava com o pai no poço, que pedia ajuda e ela jurava que iria buscar. A tia de Luchita merece outro post, foi uma mulher cruel e maldita, Dona Margarida implorou para ficar com a menina, que já era inseparável de minha avó, mas a tia não cedeu, pegou a sobrinha e depois jogou a menina em uma escola interna, na verdade entregou a menina as freiras.

Décadas se passaram, o poço continua lá, no mesmo lugar e todos dizem que de noite se escutam as correntes que Seu Alfredo mexe.

Uma vez minha mãe foi com seus amigos, um bando de adolescentes marrentos, que foram fazer a brincadeira do copo, aquela onde as pessoas se unem em uma roda e fazem perguntas a espíritos. Minha tia disse que começaram a escutar um barulho na água e saíram correndo, a experiencia foi horrível porque ainda é um lugar isolado e o vento à noite é muito barulhento, parece que alguém está chorando.

Quando eu era pequena nós íamos a esse lugar e meus primos eram todos metidos, caminhavam perto do poço chamando Seu Alfredo, dizendo aquelas besteiras que crianças dizem.

Minha avó era muito amiga de padres e um deles sugeriu ir até lá e ver o que estava acontecendo, mas minha avó não quis e estava certa, tudo ali foi muito trágico, a tortura, a morte, a esposa roubada, enfim, não era uma coisa tão simples. Uma das bruxas, aquelas que minha avó dizia conhecer, disse que era melhor não mexer nisso, porque se tirassem Seu Alfredo de lá ele iria atrás de vingança e ficaria mais infeliz.

Quando ficou adulta Luchita foi atrás de resolver essa história e resolveu levar uma médium até o poço. A moça disse que seu pai estava inquieto, porque ele tinha sido torturado, morto e jogado no poço enquanto a mulher estava amarrada na sala, ele ficou com a sensação de que precisava voltar e ajudá-la, então a médium concluiu que o melhor era saber do destino da mãe de Luchita e assim dizer a ele o que tinha acontecido, para que pudesse finalmente ter seu descanso.
Mas se ninguém sabia o que tinha acontecido naquela noite, imagine achar uma pessoa roubada. Luchita foi até o fim, mas nunca conseguiu nada, nem uma pista sobre a mãe. Não chegou nem perto, ninguém nunca soube dizer. Ela conseguiu centenas de fotografias, onde apareciam alguns bandidos com as mulheres roubadas, mas nunca achou a mãe. E não teria como, porque durante a revolução dois milhões de pessoas morreram e apenas 450 mil aparecem registradas, foram encontradas e identificadas.

Com a venda de algumas terras e o sumiço de outras, o poço acabou ficando no meio da propriedade da minha avó, lá mora a prima dela, a Dona Marita, uma mulher prática, que colocou uma cruz enorme de madeira em cima do poço e disse que Seu Alfredo sossegou. Também disse que limpou o poço com umas ervas e deu tudo certo. Eu lembro dela dizendo uma coisa muito engraçada, falando sobre a cruz colocada em cima do poço disse:

-Levei semanas para cortar essa cruz, deu muito trabalho, mas eu tinha que fazer isso, esse filho da puta do Seu Alfredo não me deixava dormir, fazia barulho à noite inteira, eu tinha que sair da minha casa e gritar ''para com essa merda Seu Alfredo, você já era''. Nunca conheci um morto tão chato! E quando deu para molhar tudo ao redor do poço? A gente passava e escorregava ali. Morto escroto viu!

Minha avó dizia que Luchita ficou muito rebelde quando chegou a adolescência e tinha jurado ao pé da cruz que jamais seria educada, que seu pai morreu por excesso de educação e que se sua mãe tivesse sido mal educada teria largado o pai ali e fugido para o esconderijo das bruxas.

Acho que minha avó ficou muito marcada por essa história, outra das tantas que ela viveu nesses anos de revolução mexicana, mas a separação dela e de Luchita a machucou muito, ela tinha pouco tempo de ter ficado órfã de pai também, por isso eram tão unidas. Talvez no fundo de sua alma minha avó gostasse de ver as netas sem educação, pensava que assim não passariam o que Luchita passou por culpa da ''educação'' de seu pai. Minha avó sabia que suas netas eram todas mal educadas, sem noção, jamais fariam nada que não quisessem e algumas delas têm uma alma obscura, jamais dariam comida ou água para alguém, saberiam muito bem fechar a porta e dizer ''foda-se''. 

Uma vez perguntei a minha avó se ela tinha medo do poço e de Seu Alfredo e ela disse:

-Não tenho medo, ele sempre foi bom comigo, eu tenho é muita pena, muita dó. Fico pensando que ele bate aquelas correntes de dor, desespero e não merecia passar por isso. Ele era boa pessoa, só quis ser educado, dividir a pouca comida que tinha, todo mundo passava fome naquele tempo. Naqueles dias não tínhamos mais do que feijão, milho e tortillas, era tudo muito pouco, mas ele fez questão de dividir. Por isso às vezes me pergunto se vale a pena ser educada neste mundo, ser decente e dividir o pouco que temos. A mulher dele estava certa em fechar a porta, eram tempos sombrios, mas ela não tinha voz, nenhuma mulher ali podia dizer nada. E eu sempre lembro de minha mãe agradecendo Seu Alfredo no dia que bateu as correntes no poço e assustou o militar que iria abusar dela. Ele era um homem muito, muito bom. No começo nós não tínhamos nada, chegamos ali com a roupa do corpo, depois que os tios nos expulsaram da casa, após a morte do meu pai e Seu Alfredo nos deu umas galinhas para que pelo menos pudêssemos comer ovos. E sempre que conseguia leite levava a nossa casa e dizia a minha mãe ''é pouco, mas a menina precisa para crescer''. E tantas vezes gritou, nos avisando para correr porque os militares estavam passando, e nós corríamos. E ele ficou naquele poço e eu penso ''é justo alguém morrer daquele jeito porque foi educado e dividiu o pão com uns famintos?''.


Iara De Dupont


Um comentário:

Patricia Gabriel disse...

quanta lágrima de sangue,Iara,nossa!Estou conhecendo parte da hostória sangrenta do Mexico através dos seus posts!Parece que vejo Luchita e sua avó meninas,e me enche a alma de pranto ao imaginar a tortura daquele povo...

...que Deus ilumine todos!

Patricia Gabriel

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