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24 dezembro 2015

Amo ser ridícula! Dá licença?


Fui uma criança estranha, sensível demais. E como sempre fui alta me tratavam como se fosse mais velha, quando tinha quatro anos falavam comigo como se tivesse sete e assim por diante. Eu nem sempre entendia o que me diziam e começava a chorar.

Minha sorte foi ter crescido em uma época onde as emoções humanas não eram medicadas, não existiam ''psiquiatras pediátricos''. Se tivessem existido teriam me jogado remédios desde criança, porque nunca demonstrei um comportamento considerado normal, chorava demais e à toa.

Ninguém entendia minha maneira de ser, minha mãe sofreu muito, estava longe de sua família, sem a quem recorrer e com uma filha ''sensível demais''. Hoje diriam que é um transtorno de excesso de sensibilidade, mas naqueles tempos era ''coisa da Iara''.

Fui assim até a adolescência, eu segurava o choro, mas não conseguia e acabava aos prantos. 
Mas aos dezesseis anos entrei no teatro e começaram a arrancar isso de mim no grito, diretores são assim, tentam te fortalecer para o que possa acontecer no futuro e pessoas sensíveis como eu acabam sendo ''domadas''.

Melhorei muito, ou parecia isso, mas eu chorava escondido depois de levar broncas e escutar gritos.

Levei a vida assim durante anos, já tinha me acostumado a escutar ''a Iara vai chorar''.

Um dia meus pais fizeram um jantar, eu deveria ter uns dez anos e todos os convidados tinham sido presos e torturadores pela ditadura, nunca entendi bem essa maneira de agir de alguns amigos do meu pai, mas ele falavam tranquilamente dos lugares que tinham passado, quem os tinha torturado e como as coisas aconteciam dentro dos quartéis. Eu escutava aquilo sem entender e um dia perguntei a um deles:

-Por que eles bateram em você?

E ele respondeu:

-Porque na porrada você arranca tudo da pessoa, até a maneira dela ver a vida.

Não entendi, mas guardei a frase. 
Anos depois me vi obrigada a aceitar toda a verdade que existia nela, depois de muito apanhar a gente acaba mudando nossa maneira de ser e de encarar as coisas.

Fui tão criticada e detonada por ser ''chorona'', que de repente congelei, até porque entrou outro fator na história, eu cresci e não podia mais chorar sem escutar de alguém ''está de tmp (tensão-pré-menstrual) ou já desceu?''. Percebi logo que como mulher não tinha autorização para me manifestar, tudo o que eu sentisse tinha que ser engolido, caso contrário era apenas outro ataque de tpm.

Como todas as mulheres apanhei por todos os lados, amigos, amigas, família, namorados e chefes. Eu nao podia chorar, não podia jogar meu trabalho no chão dando a impressão de que estava em uma tpm. 
E eu era desesperada para fazer as coisas bem, não queria ser ''mulherzinha'', queria que me respeitassem, eu não sabia que isso era machismo, nem que era uma maneira de diminuir a mulher, eu pensava que as pessoas deveriam ter alguma razão quando viam uma mulher chorando e diziam que ela estava de tpm.

Depois de muito engolir o choro e a raiva comecei a esfriar em relação as coisas. Nesse momento entrei para trabalhar em uma emissora e por estar tão chateada com as coisas, recuei no meu comportamento. Eu não dizia o que pensava, nem sentia, não chorava nem ria, apenas fazia meu trabalho e voltava para casa.

Minha vida lá dentro foi um paraíso durante dois anos, ninguém conseguia me ''ler'', não sabiam o que eu pensava ou queria.

Acabei escorregando com um Romeu, me envolvi com um rapaz lá dentro e  tivemos uma discussão em uma festa, quase todos já tinham ido embora, então me sentei em um sofá, cercada por quatro pessoas, que pensei serem minhas amigas e amigos, e chorei. Eles foram legais, me consolaram, tentaram me convencer a ficar para dormir ali, não voltar dirigindo do jeito que eu estava, tão chateada, mas eu insisti em ir embora e um dos rapazes me seguiu até minha casa no seu carro.

No dia seguinte fui trabalhar e as duas moças foram legais comigo, mas percebi que mudaram comigo, eu não era mais a mesma para elas, me olhavam assim, com cuidado, como se eu fosse chorar do nada e os rapazes começaram a fazer brincadeiras bobas, me viam e faziam caras de choro. Fiquei muito magoada com tudo aquilo e dois dias depois houve uma reunião para algumas mudanças no trabalho. Eu tinha dois anos aguentando um diretor que me odiava e justo naquela reunião eu acabei saindo da linha, dizendo o que pensava e fui demitida. Não disse nada demais, não ofendi, apenas mostrei que as mudanças propostas por ele não tinham dado certo no meu setor, mas errei porque esqueci que sou mulher e uma mulher jamais deve se posicionar no mundo machista.

Eu adorava o emprego e fiquei morrendo de ódio, sai de lá jurando que nunca mais iria dizer o que pensava e ninguém iria saber o que eu sentia.

Meu silêncio também foi uma ótima saída com minha familia, todos sabiam de quem eu gostava ou não, mas de repente ninguém entendia porque eu tinha parado de reagir as coisas, simplesmente dizia ''foda-se''.

Mesmo sendo uma decisão tomada por mim não foi tão simples, chorei muito as escondidas, chorei e chorei, mas consegui parar de chorar na frente de qualquer pessoa.

Só não sabia do lado ruim desse ajuste, a partir do momento que decidi não chorar mais também congelei outras partes de mim, que nem sabia que existiam.

Meu ''foda-se'' ficou cada vez mais real e percebi que eu estava deixando de ser uma boa pessoa, me afastando de muitas coisas emocionalmente.

De repente me comecei a ver em diversas situações e me perguntava ''por que isso não me comove mais?''.
Olhava algumas coisas que me horrorizavam antes e percebia que não sentia nada.

Quando tive consciência disso só não surtei porque não atingia os animais, ainda hoje se vejo uma foto de um animal sofrendo me afogo em lágrimas. Então conclui que foi um processo pessoal com o ser humano.

Fiquei assim um bom tempo e talvez por sobrevivência comecei a escrever, queria ter um registro real de quem eu era, antes de me perder no meu fingimento. E passei anos me perguntando o porquê da minha indiferença com tantas coisas, ficava assustada com a espontaneidade que saía da minha boca quando eu dizia ''foda-se''. Ao mesmo tempo eu sentia alguma coisa apodrecer dentro de mim e aquilo me dava uma sensação de sufocamento.

E tudo isso coincidiu com o fim de um relacionamento abusivo, onde não dei opinião nem na cama, eu fazia o que ele falava para fazer, era parte do meu processo de ''despersonalização''.

Mas no ano passado as coisas começaram a mudar, depois da morte do meu pai, que foi uma surpresa. Nem eu imaginei que sentiria o golpe da maneira que senti, mas fiquei absolutamente perdida e pareceu que um barreira tinha quebrado, eu chorava dia e noite. Me afastei de muitas pessoas que tentaram me ajudar, mas eu simplesmente não conseguia parar de chorar. E mesmo agora, um ano depois, não consigo nem ver comerciais de Natal.

Voltou toda aquela sensibilidade que eu achei dominada, tudo veio com a força da água, da barreira que se rompe,  a água que transborda. 
Mas um lado parecia intocável, de pedra, o lado dos Romeus, do amor, dos relacionamentos. Nada mudou ali, pelo contrário, parecia cada vez mais forte meu cinismo e péssimo humor a respeito disso. Minhas amigas se aproximavam e me diziam ''vou te contar que estou apaixonada, mas por favor não me detona''.  
Algumas vezes em reuniões elas começavam a contar sobre seus Romeus e eu me levantava e ia embora, aquilo me cansava, dava náuseas, achava um saco ter que escutar um assunto tão tedioso e como eu dizia: ''essas doenças crônicas intermináveis''.

Cansei de conversar sobre esse assunto com algumas pessoas, eu queria continuar do jeito que estava, mas ao mesmo tempo não queria ser tao cínica a respeito dos Romeus. Alguns amigos tentaram me ajudar e me apresentavam conhecidos, mas meu tédio crescia na mesma proporção desses encontros e a única coisa positiva que saia disso eram os posts daqui.

Isso me causou muito ressentimento, porque tenho ótimas lembranças do meus tempos de apaixonada e me diverti, mesmo no sofrimento, e de repente me sentir parada, congelada, me fazia sentir mal, como se eu não estivesse viva. E as pessoas jogavam lenha, diziam que era a idade, que o tempo nos muda e não conseguimos mais amar com a mesma intensidade do passado.

E acreditei nisso e não sou ingrata com a vida, ter visto as coisas de uma maneira gelada me permitiu ter meu blog sempre cheio de textos e de pessoas incríveis que passam por aqui. Ter tido os olhos vazios me deu oportunidade de analisar o mundo que me rodeia de maneira mais concreta e menos abstrata. Pude perceber coisas que nunca tinha visto e entender como funciona um planeta machista e misógino. A distância emocional dos Romeus me deu espaço para notar toda a violência que existe nos relacionamentos  e os abusos constantes. E nada disso teria sido percebido se eu continuasse no meu modo ''impulsivo e intenso'' de viver, eu precisava parar no tempo para mudar o rumo das coisas.

E há um mês tudo mudou, com a volta e desaparecimento de um antigo Romeu, meu primeiro amor. No começo pensei que eu estava carente e reagindo demais ao encontro, que nem foi frente a frente, foi virtual. Mas os dias se passaram e comecei a sentir como tinha ficado perturbada com tudo o que tinha sido dito e as coisas que senti.

Dois dias atrás bebi e liguei para o Romeu, dizendo que o amava, na verdade mandei um áudio. Para quem não me conhece pode ser uma história igual a outras, mas quem convive comigo sabe, eu não bebo nem café e as poucas vezes que bebi acabei enjoada, sem nenhuma tendência a fazer besteiras nem pegar no celular.

Mas esse dia tudo estava virado, sinistro e confuso. Vi que ele tinha curtido uma foto minha no Facebook e peguei aquilo ali como porta de entrada, disso a ligação foi um passo.

E agora tenho dois dias escutando de amigos que fui e sou uma ri-dí-cu-la.

É, ridícula, patética, boba e sonhadora.

Um amigo me disse:

-No teu lugar não sei o que foi pior, ligar e dizer que ama, ou ligar bêbada, comprovando que você é uma retardada que na tua idade nem aprendeu a beber!

Né! A lista é de obstáculos é enorme em relação ao Romeu. Para começar ele nunca me procurou dizendo que sente minha falta, me achou alegando um antigo recado, de três anos atrás, quando aconteceria uma reunião na escola que estudamos. Ele disse que viu o recado agora (coisas do Facebook) e queria saber como eu estava, finalmente éramos bons amigos. Foi isso que ele disse.
Nessa volta nunca me disse nada sobre sua namorada, mas eu vi no seu Facebook as fotos e as declarações de amor dele. Também estamos divididos por países e em planetas diferentes, cada um leva sua vida.

Tudo isso carimbou mais ainda o quanto fui ridícula, o quanto minha ligação ficou patética e parecendo coisa de gente desesperada.

Minha mãe navega em dois sentimentos, de repente me diz que eu deveria pegar um foguete à Marte e ficar por lá, pra evitar passar mais vergonha, mas às vezes ela suspira e diz ''vocês ficavam lindos juntos e agora ele melhorou bastante né, tomara que dê certo um dia''.

Já as amigas alucinam, também se dividem em dois discursos, um é o famoso ''já foi, merda feita, paciência, agora some'' e o outro ''poxa, dá um tempo, de repente ele muda de ideia''.

Mas a palavra ''ridícula'' volta com frequência, já cansaram de me perguntar como eu consegui ser tão ridícula em tão poucos minutos de áudio.

Tenho um ex-Romeu, que também amo loucamente e se tornou um dos melhores amigos que alguém poderia ter, ele me ligou para desejar feliz natal, não aguentei e contei o que tinha feito e ele me disse:

-Tá brincando Iara? Você nunca faria uma coisas dessas nem que bebesse um litro de tequila, teu cérebro é como de Robocop, analisa as coisas e você sabia desde o começo que essa ligação não iria dar em nada.

Mas eu disse que o amava.....

-Depois de velha vai ficar ridícula? Não acredito, me manda o áudio dessa merda para avaliar a bosta que você fez.

E dez minutos depois ele responde:

-De boa, aproveita o fim do ano e considere essa besteira como a maior que você já fez, esse áudio é para você se jogar de um penhasco. Não consigo nem imaginar a cara dele escutando tanta bobagem. Foi mal.

E por que tão mal?

-Olha, vou te ajudar para não levar outro fora, se ele voltar e te disser alguma coisa a respeito do áudio, você diz que ele não tem moral para falar nada, porque ele mentiu para você.

Mentiu como?

-Ele te disse que viu um recado teu no Facebook e te procurou? É mentira. Eu vi ele há três semanas, por uma entrevista, sobre o trabalho dele, eu sabia quem ele era, mas ele não sabia quem eu era. Me aproximei e disse que tínhamos uma amiga em comum e falei sobre você, na hora ele pediu teu telefone, mas eu achei que você iria surtar se ele ligasse assim, então eu passei teu Facebook e ele te mandou a solicitação de amizade na minha frente. Ele te disse que cruzou comigo?

Não! 

-Agora para de agir como ridícula, tá parecendo fã dele e não quero ser chato, mas a namorada dele estava ali também, não escutou o que conversamos, mas estavam juntos.

Né! Agora quero saber os detalhes, como ele estava, que roupa vestia, que cara fez quando você falou sobre mim, o que ele disse antes, durante e depois.....

-Deixa de ser ridícula, ele não disse nada, apenas te adicionou e falou que iria entrar em contato, do resto nem lembro. Mas que porra eles colocam no saquê no Brasil que você ainda está sob o efeito da bebida? Iara, para com isso, você está sendo muito, mas muito, muito ridícula. Você só tem uma chance de se redimir dessa merda.

Qual é?

-Ele te conheceu bem na época que você era totalmente fora do padrão, super intensa, falava tudo, chorava pra caramba, reclamava, mandava à merda e sempre vinha com aquela frase ''sabe o que eu acho?''. Ele vai aliviar para o teu lado porque te conheceu no auge da tua maneira de ser, você já mudou muito, mas ele deve ter na memória a tua intensidade, então é capaz de escutar o áudio e dizer ''é a Iara sendo Iara''.

Nossa, que alegria que eu senti ao ouvir ele dizer ''é a Iara sendo a Iara''. Não dá para descrever, de tão maravilhosa que é essa sensação. Sou eu, vinte anos depois, sendo eu, sendo o que sempre fui, provando para mim mesma que nem todas as porradas do mundo me dobraram nem consumiram minha essência.

E verdade seja dita, amo ser ridícula. Não pensei que me sentiria tão bem sendo ridícula, mas a sensação é plena. 
Logo depois de mandar o áudio para o Romeu eu sentia minhas pernas tremerem, tudo parecia fora de órbita, só de pensar no que eu tinha dito. 
Meu irmão estava comigo quando escutamos o barulho do celular, avisando que tinha uma mensagem. Meu irmão pegou e disse ''é dele''. E meu coração parou, eu estava no meio de uma sala, sentada, parada no tempo, me sentindo como se tivesse dezoito anos de novo, sentada na escada da escola esperando ele chegar.

Me levantei para pegar o celular como se toda minha vida dependesse daquilo, eu escutava minha amiga dizendo ''não importa o que for, não se abale nem responda''. E parece que levou um século para abrir a mensagem inteira, que não dizia nada de especial, apenas que estava viajando e não poderia atender.

Fiquei tremendo com meu irmão dizendo ''já fez a merda, agora quero ver quando passar o efeito do saquê''.

Horas depois passou o efeito do saquê, achei que iria morrer de vergonha, mas nada disso aconteceu, pelo contrário. O assunto me dá ataques de riso e de orgulho, pensar que não apodreci por dentro e continuo sendo a mesma.

E pode parecer contraditório, mas eu quero ser a mesma, quero evoluir, mas não quero que destruam mais a minha essência na porrada, nem quero neutralizar minha personalidade. Eu sou assim, ridícula, chorona e imprevisível, capaz de ficar em silêncio e do nada ligar e dizer que amo.

Todo mundo acha que estou arrasada, que o dia que eu cair na real vou morrer de tristeza e quando perceber que Romeu é apenas um amigo vou chorar por séculos, mas nada disso me parece real. Conheço Romeu, já namorei com ele, é uma das pessoas mais indecisas que já conheci, não é de resolver nada, e duvido que tenha mudado, se está com sua namorada vai continuar assim. E sei do mundo que nos divide, mas nada disso me importa, nem interessa.

Como dizia minha avó, o amor é meu, não dele. O que eu sinto me diz respeito, não a ele.

Ele fez uma passagem relâmpago e histórica na minha vida, conseguiu em poucos dias puxar para fora o pouco que restava de quem eu fui. Me provou que continuo sendo a mesma, amo do mesmo jeito e com a mesma intensidade. 
E quando meus amigos me dizem ''você foi ridícula'', eu respondo ''fui e que ótimo ser assim e fico mais feliz de saber que ele sabe que o amo, porque o importante não é ser apenas ridícula, mas usar isso para dizer a alguém que o amamos.

Eu poderia ter sido séria e ter dito as coisas de outro jeito, mas fui eu, ridícula. E que ele saiba mesmo que eu o amo ridiculamente, pateticamente, irremediavelmente e incuravelmente.
Sei do fundo da minha alma, aquela mesma que estava massacrada e anulada, que ele sabe o que eu quis dizer. E sabe que quem ama é ridículo, faz parte do amor. Ele pode duvidar de tudo, menos do meu amor por ele, esse amor ridículo, mas verdadeiro e sincero. Ele pode dizer o que quiser, mas foi a primeira pessoa que escutou ''a Iara'' depois de anos, foi o primeiro a ouvir da minha boca o que eu calei durante décadas. E para muitos eu fui ridícula, mas tenho certeza que para ele fui apenas eu sendo eu. E só eu sei a liberdade que existe nisso depois de tanta dor e silêncio. Dizem que o amor liberta, mas eu digo que ser ridícula liberta mais e leva ao amor, aquele que me parecia perdido no meio da neve. 
E sim, eu amo ser ridícula, porque graças a isso o homem da minha vida ficou sabendo que eu ainda o amo, mesmo que ele não volte nunca mais, ele agora sabe e isso me traz luz e sorrisos. Coisa de gente ridícula, mas de gente que ama e nunca deixou de amar, apesar das porradas.


Iara De Dupont

3 comentários:

C.Belo disse...

Mas que caralhos!!!! Esses teus amigos, hein! Gente fresca, chata, sem sal! Parece até que VC fez algo MUITO grave!!! Então falar o q sente sem joguinhos e sem rodeios é ser ridícula??? A vida é um sopro, quando menos esperamos passaram muitas oportunidades de sermos felizes.

Deixa eles chegarem no leito de morte "escondendo" o medo do desconhecido ou a vontade de estar rodeado pelas pessoas q ama, afinal, falar o q sente é "ridículo", o legal é esconder e fingir. Deixa ELES!!!

Cris disse...

Que bom que você se encontrou e gostou do que achou, Iara. O importante é você se amar e se sentir bem, se não está fazendo mal a ninguém por que não ser como você é? Seja feliz sendo você mesma, e o resto pode mandar um “foda-se". Também não entendo por que as pessoas de hoje não sabem nem querem lidar com emoções, as próprias e as das pessoas que ama. Emoções são parte fundamental da mente humana, não querer lidar com elas geralmente te transforma numa concha vazia ou num monstro, a vida perde a graça, você não se conhece mais. Por que evitar algo tão fundamental? Aceitemos nossas emoções, cuidemos delas e sejamos felizes como der pra ser! Felicidades, Iara.

Patricia Gabriel disse...

nossa,que libertador ler este texto,como eu também me sinto assim,muitas vezes!E,quer saber mesmo duma coisa?O melhor de tudo é ser a gente mesma,xô hipocrisia,xô mentiras,sejamos nos mesmas ,sempre!

Uma pessoa verdadeira é um tesouro,para si e para o mundo!E para Deus!

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