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25 outubro 2015

Uma história de horror (bem conhecida)


Minha vontade em relação a alguns assuntos é de subir em uma montanha e gritar até que alguém me escute. Fico exausta de ver mulheres caindo nos mesmos erros, apenas porque suas crenças não funcionam neste mundo.

Eu não nasci com respostas e tudo o que me foi dito estava errado, não me serviu para nada, é como se eu tivesse crescido escutando lendas, fantasias, histórias de marinheiros. Nada era real, nada me guiou na escuridão que tantas vezes atravessei.

Mas não posso negar, o que me diziam era fofo, era bom de escutar. Gosto muito de uma coisa repetida a exaustão, o amor é maravilhoso e vale a pena confiar no Romeu, a vida a dois é cheia de alegrias que só a intimidade pode dar e se você não pode confiar no homem que divide a cama e a vida com você, então quem te resta? Ninguém.

Levei a sério. Nunca amei sem confiar, nunca amei sem fechar os olhos. Carreguei durante décadas a certeza de que amor é confiança, um não existe sem o outro.

E continuo pensando assim, é preciso confiar em quem amamos, caso contrário nos resta a dúvida e todo seu amargo sabor. Eu ainda confio em quem amo e espero continuar assim, a única diferença é que abri os olhos, durmo com eles fixados no teto, atenta de que nada é o que parece ser.

Me custou alguns anos perceber que confiar em alguém é como confiar em uma nuvem, nunca sabemos se ela vai estar ali. As pessoas mudam, todos mudam, também mudei. O mundo acelerou e não sou mais a mesma, tenho outras prioridades.

Há dez anos quase me casei e agora sei que não seria a mesma pessoa hoje, eu mudei, cortei cordas, avancei no mar, e muitas vezes me pego pensando se posso confiar em mim, diante dessa pergunta vem outra, eu posso confiar em alguém se tantas vezes duvido de minhas escolhas? Não, cada dia isso fica mais claro, eu não poderia confiar em ninguém porque nem sempre confio em mim, mudo sem aviso, de repente quero outra coisa, em um minuto não estou feliz e quero novos ares.

E percebi que o mundo desconfia das mulheres, somos as más da história, aquelas bruxas que mudaram o rumo da humanidade. Até hoje sentimos as consequências dessa desconfiança, somos ignoradas pelo Estado, maltratadas pela sociedade e apertadas por um sistema machista e misógino. Ninguém confia em nós e não temos nenhum apoio.

Diante disso me pergunto -Então por que nós continuamos confiando nos homens, se sabemos que eles não confiam em nós? 

Porque estamos hipnotizadas com a ideia de ''amar é confiar''.

Tenho meses assistindo uma situação sem poder fazer nada. Já tive meus momentos de raiva, de ódio, de vontade louca de vir aqui no blog e escrever sobre isso até cansar. É um assunto conhecido e sempre levanta polêmicas, um nervo exposto, mas cada dia me convenço mais de que a teoria não está tão errada, como muitos insistem em me dizer.

Já disse mil vezes, diante de uma vida desenhada no romantismo, na crença de que se somos amadas podemos confiar, cair na lama é questão de tempo.

Há um bom tempo escrevi um texto falando sobre a importância de ter um caixa dois (link), uma reserva de dinheiro em casos de emergência. Mesmo sendo clara, o post foi considerado ofensivo por muitas pessoas, dizendo que eu aconselhava as mulheres a mentirem para seus maridos e esconderem dinheiro.

Resumindo, eu apenas escrevi sobre uma coisa que conheço e me parece lógica, é melhor ter uma reserva de dinheiro e não dizer nada ao namorado ou marido, a tendência dos homens é se acomodar quando sabem que a mulher tem dinheiro guardado.

Na semana que publiquei o texto fui jantar na casa de uns amigos, um casal encantador. No meio da conversa eles comentaram sobre o post, tanto a moça como seu marido me disseram que era um ponto de vista meio extremista e desanimador, que não era legal incentivar esse tipo de atitude, melhor era escrever sobre o lado bom dos relacionamentos, das pessoas e como hoje as relações são mais transparentes do que as da época de minha avó.

Respondi que nem todos tinham a mesma sorte que o casal teve, ela é uma pessoa incrível e o marido também, não se podia achar que todos no mundo encontram companheiros tão decentes.

Desde que minha amiga me disse que iria se casar com esse Romeu, fui uma das primeiras a comemorar. Me pareceu durante muito tempo um homem íntegro, doce, meigo, sensível, inteligente, divertido e bonito. Uma raridade e além disso era atento com tudo que envolvia a namorada.

Na época do casamento eles decidiram comprar um apartamento. Acharam um muito bom, no centro, mas precisariam dos dois salários para cobrir todas as despesas e a parcela. É muito comum nos dias de hoje, um salário compra um apartamento bom, mas duas fontes de ingresso compram um melhor. Muitos casais fazem isso, juntam seus salários para ter uma vida mais confortável.

Minha amiga ganhava bem e seu marido também, assim decidiram ter um bebê. Na época que a menina nasceu eu voltei a insistir para que minha amiga fizesse um ''caixa 2'', guardasse dinheiro para a criança, sem o marido saber. Ela me disse que pensava economizar, mas não via nenhum motivo para esconder isso do rapaz.

Meses depois minha amiga me comentou que não conseguia abrir uma poupança porque Romeu sempre aparecia com um gasto de última hora e ela deixava para o mês seguinte. Insisti que fizesse sem ele saber, mas ela continuou dizendo que não iria construir um matrimônio mentindo em coisas triviais.

De repente, no fim do ano passado o barco virou. Os médicos descobriram que a filha do casal, de apenas dois anos, tinha leucemia.

Minha amiga me ligou e contou sobre o que tinha acontecido, estava confusa porque o marido ficou tão desesperado com a notícia que foi correndo para a casa de sua mãe, queria ficar um tempo ali. Naquele momento eu defendi o Romeu, disse a minha amiga que todos precisamos de um espaço para discutir com Deus e chorar à vontade, Romeu estava sob o impacto da doença da filha e precisava se recompor, não tinha sentido chorar na frente da mulher e acabar assustando a filha. 

Mesmo assim minha amiga não gostou, disse que precisava do apoio de Romeu e ele não estava. Eu continuei batendo na mesma tecla, cada um reage à sua maneira e ele iria voltar, apenas queria chorar sem fazer o que tantos fazem, acabam ligando o chuveiro para ninguém escutar que estão chorando.

Eu era amiga desse Romeu e por que não iria confiar na volta dele? Ele é decente, consciente e apaixonado pela filha, nunca deixaria a mulher sozinha no meio dessa batalha.

Os dias se passaram, as semanas voaram. Quando minha amiga percebeu que precisavam decidir sobre tratamentos para a filha, a menina sentia falta do pai, as contas continuavam chegando e ela não poderia resolver tudo apenas com um salário, resolveu procurar Romeu e tirar ele do seu isolamento tibetano. Foi a casa da sogra e lá ficou sabendo que Romeu tinha ido embora, caiu no mundo. Levou o carro, claro, porque ninguém gosta de cair no mundo pegando ônibus.

Quando ela me contou isso fiquei desnorteada, mesmo com minha experiência de vida e de Romeus, a história me pareceu muito sórdida, como é possível que um homem como ele, tão correto, tão luminoso, abandonasse a mulher e a filha doente?

Minha amiga pegou a lista de telefones e começou a ligar para todos, queria ver se achava alguma pista de onde ele poderia estar. Acabou achando o telefone da psicóloga que o Romeu chegou a frequentar algumas vezes antes de sumir. A moça foi muito educada e disse a minha amiga que Romeu estava perdido, mas era questão de tempo ele voltar, assim que assimilasse tudo o que estava acontecendo iria retornar, mas que no momento ele não tinha condições de dar o apoio que a esposa e a filha precisavam.

Não restou mais nada a minha amiga além de respirar fundo e continuar sua vida. Engoliu o choro de raiva porque não queria que a filha percebesse o que tinha acontecido e seguiu a vida, até que bateu com uma parede, aquela velha conhecida de tantos, o dinheiro.

Ela não tinha condições de pagar a parcela do apartamento sozinha, até que seu salário poderia cobrir, mas isso sacrificaria o seguro de saúde da filha, justo o que ela mais precisava. Tentou pedir ajuda aos sogros, mas eles não quiseram se envolver, alegando que era ''problema de casal'' e quando o Romeu voltasse ele resolveria. Ela insistiu com o sogro, pediu o dinheiro emprestado para liquidar o apartamento e iria pagar depois, mas ele respondeu- Minha querida, pense bem, eu posso te emprestar o dinheiro e depois? Se meu filho demorar você vai acabar colocando outro macho dentro de casa e eu fico com papel de palhaço, vou acabar pagando o apartamento para você morar com outro homem! A única responsabilidade que tenho é com meu filho, quando ele voltar a gente resolve tua situação.

Diante disso, o inevitável aconteceu, ela perdeu o apartamento. Tentou negociar com a construtora, mas não deu certo e ela acabou se mudando para a casa de sua mãe, na periferia da cidade, longe do trabalho, da escola da menina e do hospital.

Ficou sem o carro, que Romeu levou e agora tem que acordar as quatro da manhã para pegar ônibus, trem, lotação, van, o que for. E não vai sozinha, sai de casa carregando uma menina de dois anos com leucemia, debaixo do sol, do frio, da chuva, do que for, para levar a menina ao seu tratamento.

Esconde de todos na empresa o que está acontecendo em sua vida, ficou com medo de perder o emprego se ficarem sabendo que ela mora tão longe e está no meio de tantos problemas. Sua mãe é um apoio incostante, às vezes age como mãe e segura as pontas, às vezes se irrita pela presença da criança e fala barbaridades.

Tudo o que ela construiu, veio abaixo. Toda a luta para comprar um apartamento no centro, morar perto da escola e do trabalho, tudo sumiu no vento. 

Como a maioria das mulheres ela sorri e evita o assunto. Esconde no olhar todas as nuances do que deve estar sentindo, o abandono do Romeu, a doença da filha, a falta de dinheiro e a raiva de ter perdido o que tanto trabalhou para ter. Eu a acompanhei quando comprou seu apartamento, a vi pintar as paredes e fazer um grande desenho no quarto da filha, desenhou animais, flores e um pequeno lago. O prédio tinha piscina, que ela gostava de usar nos fins de semana com a menina. Me contava sobre a felicidade de saber que a filha teria um patrimônio, iria crescer em uma casa bonita, cercada de conforto.

A casa que ela mora hoje é cinza e tem infiltração em algumas partes. Como é longe do centro, em um lugar alto, nem sempre tem água, nos últimos tempos a água chega bem fininha durante umas horas, duas vezes por semana.

Eu poderia ficar horas aqui fingindo ser romântica e lamentando o amor perdido, mas nada disso me afeta. O que me dá vontade de chorar de raiva é o apartamento perdido, o dinheiro que foi pelo ralo, apenas porque ela confiou em um homem. Não me interessa se ele foi embora ou vai voltar, é o apartamento que se perdeu. Pode não parecer grande coisa, mas era. Garantia a ela de patrimônio, permitia sair de casa e estar no trabalho, escola e hospital, em menos de vinte minutos. É uma área segura, iluminada e cheia de possibilidades de transporte.

Não tenho pena dele, nem de suas crises de covardia. Já me disseram que ele está sofrendo muito, mas isso não me comove. Sofrendo ou não, é minha amiga que vai ao hospital levar a menina, é minha amiga que fica no ponto de ônibus escuro carregando uma criança e vai trabalhar todos os dias.

E ''se'' ela tivesse feito caixa 2? O que teria acontecido? Poderia ter comprado um carro, ter salvo o apartamento, ou ter feito uma negociação para trocar por um menor? Poderia ter tido tempo de se organizar melhor?

Esse é o ponto. É apenas o que eu penso e sinto. Vamos ser claras, o mundo não gosta de mulheres, o sistema não protege as mães e as mulheres ficam à deriva, tentando se agarrar a um pedaço de madeira, junto com os filhos. E alguém ainda vai me dizer que dinheiro não é tudo na vida e pra que fazer caixa 2?
Quer avisar o marido? Poxa, e ele avisou quando ia embora?

Pra que continuar fingindo e dizendo que podemos confiar nos outros, que o marido nunca faria uma coisa dessas, pra que continuar um jogo onde somos prejudicadas, apenas pelo excesso de romantismo e falta de senso comum.

As pessoas mudam e não sabemos como vão reagir, o Romeu era perfeito, mas se revelou um fraco e minha amiga está pagando por isso. Mulher tem que pensar nela, mas se tiver filhos têm a obrigação de pensar neles.

A sociedade não dá espaço a uma mulher para que ela erre, o homem pode ir embora e ninguém diz nada, mas imagina se uma mãe abandona um filho? O povo cai matando em cima dela.

Ninguém perguntou a minha amiga se ela tinha condições emocionais de lidar com a doença da filha, se ela poderia estar por perto ou gostaria de ''dar um tempo''. Ela ficou ali, do lado da criança, seja por condicionamento cultural, social, ou apenas instinto,não teve a oportunidade de ser ''fraca'' e de falhar com a menina, teve que se segurar em cordas invisíveis, Deus sabe como segurou e se segura.

A única certeza que ela pode ter hoje é que o universo e as forças do planeta vão recompensar todo seu sacrifício, pelo menos é o que eu acredito e digo a ela. Todo esse amor e apoio direcionado a criança está fortalecendo a relação das duas, a menina vai crescer e se tornar uma mulher maravilhosa, porque está vendo uma mãe que não abaixou a cabeça e não a abandonou. Todas os dias frios que as duas passam esperando um ônibus está soldando o amor que as une e as mantém unidas. A menina já está melhorando e isso não se deve totalmente a ciência, é o amor dessa mãe que empurra a criança, que ajuda a curar.

Aprendi que confiar é uma coisa, dinheiro é outra. Confiança é uma nuvem, dinheiro é certeza. Ter uma reserva sem que ninguém saiba é a diferença entre a vida e a morte, a dor constante e uma dor passageira.

E que não venham me dizer que estou contando a história da minha amiga para reforçar minha teoria, não é isso, pelo contrário, ainda tenho raiva do que aconteceu e nenhuma vontade de falar sobre o assunto, quem jogou pilha e me pediu para escrever foi ela. A amizade nos últimos meses passou por alguns constrangimentos, ela reclamou que eu nunca fui ''enfática'' o suficiente em relação a ter um caixa 2, mas o que eu poderia fazer? Não posso obrigar ninguém a pensar nisso. Também me disse que eu nunca percebi que seu Romeu era um merda, isso é verdade, nunca vi nada nele que indicasse ser igual a milhões de homens. 

Fico chateada, magoada, com tudo que aconteceu a ela porque cresci vendo isso acontecer com mulheres da minha família, que dedicaram tudo ao Romeu e um dia acordaram sem nada.

Nos dias cinza conto a ela sobre minha prima, conheceu um Romeu, se casou, teve uma filha e um dia acordou e Romeu não estava. Ela ficou em uma casa alugada, com um salário e uma criança para criar. Mas deu a volta por cima, pegou outro emprego, economizou e comprou uma casa linda, deu tudo certo. É chato dizer isso, mas às vezes os homens atrapalham, se as mulheres se concentrassem mais nelas e nos filhos chegariam mais rápido a uma estabilidade econômica.

Um dia minha amiga suspirou e disse -Preferiria ter perdido minha casa para o fogo, água, terremoto, qualquer coisa que eu pudesse jogar a culpa sabe? Porque olhar para trás e pensar que perdi tudo por amar alguém me rasga a alma.

Beca, você não é a única! Eu também já perdi tantas coisas por amar! Também demorei e não sabia dessa história de ''caixa 2'', fui educada para confiar, não para ter contas de banco escondidas do meu marido. Mas a gente supera as coisas, por mais difíceis que possam parecer. E mantenho a promessa que te fiz, o dia que você comprar um apartamento, que será muito melhor do que o anterior, vamos desenhar um mar no quarto da tua filha, chega de lagos pequenos, também podemos colocar um barco ali e dizer a ela que o mundo é grande, a vida é um mar aberto e tudo vale a pena, desde que ela pense sempre em si e perceba que sua única obrigação no mundo é se cuidar e procurar sua felicidade.

Beca, vai passar, pode ter certeza. E um dia vamos rir desse otário, esse coitado, que ao ir embora não percebeu o quanto perdeu. Não só deixou uma mulher linda e um apartamento perfeito, mas deixou uma menina que parece um raio de luz quando sorri, uma criança maravilhosa que não se cansa de cantar e dançar, apesar de tudo. Tenho pena desse infeliz, porque ao abandonar a filha largou sua melhor parte, a única coisa que justificava sua miserável passagem pelo mundo.

E tenho dito, o amor é lindo, mas fazer caixa 2 não mata ninguém, pelo contrário, salva.


Iara De Dupont 

6 comentários:

C.Belo disse...

Putz, q história triste, absurdo! Os homens sempre são isentos de julgamentos, estão autorizados a agirem como nenéns a vida toda, impressionante!

Gente, nada justifica o q esse infeliz fez! Não sex trata de largar uma mulher, o q já é ruim, trata-se de abandonar uma FILHA DOENTE pq "não pode aguentar"! AFF!!!

Vamos resumir dando nome aos bois? O q ele fez foi EGOÍSMO em sua forma mais covarde: pensou em si mesmo apenas, SE COLOCOU COMO MAIS IMPORTANTE QUE A PRÓPRIA FILHA, CAGOU PRA ELA, PRA MULHER, PRO CASAMENTO!

Ele merece, NO MÍNIMO, q essa menina cresça (e em NOME DE JESUS ela vai crescer forte e saudável pq Deus é justo) e ganhe nojo do pai, reconheça q foi apenas a mãe q segurou a barra num momento tão difícil.

Anônimo disse...

Ja li aqui sobre a " lata do biscoito" e ainda nao fiz a minha,mas antes tarde do que nunca,eu ja estaria milionaria se nao gastasse tudo que vem na minha mao..


Anna Lara

Suzana Neves disse...

Eu tento amenizar sempre achando que as pessoas tem seus motivos,mas espero de coração que esse cara se foda muito.
Pai dele é um filho da puta também.

Cristina disse...

Nem mesmo os próprios filhos podem contar com um homem, quanto mais a mulher... até quando vão emburrecer as meninas com mentiras?

Claudia disse...

Pro pessoal mais jovem talvez isso seja algo impensável, mas eu cresci com isso minha mãe precisando separar dinheiro pra conseguir arrumar o cabelo dela, comprar algo que queria pois pra alguma coisa que a deixasse feliz meu pai nunca tinha dinheiro sobrando....
Uma reserva financeira nunca fará mal, espero que sua amiga passe por esta fase com serenidade.
E que o "pai" da criança amargue arrependimento ( se ele for capaz de sentir isto), mas muitos homens quando são assim fracos é por terem a família passando a mão na cabeça, e foi o que fizeram, o cara some e ninguém pra ver se a neta estava bem? e ao invez de se preocupar em ajudar em manter uma vida pra criança o cara não quer gastar pois um dia ela pode casar de novo.... é por isso que dizem q o fruto não cai longe da árvore....
Enfim, torço para que as duas superem isto e vc poste um texto sobre como ela usou uma fase ruim para ser e conseguir o melhor dela.

Anônimo disse...

E o pior: quando sua amiga estiver melhor de vida novamente, é capaz de o cara voltar como se nada tivesse acontecido. E, caso haja divórcio, ainda querer metade dos bens. (Quem não conhece uma caso assim, né?)

E não vou nem falar dos "avós" dessa criança, porque dá até tristeza. Uma neta gente, doente, passando necessidade, e não oferecem uma ajuda.

Acho que esse é um dos melhores conselhos que se pode dar a uma mulher: seja independente. E tenha uma reserva financeira. Não confie 100% em ninguém. NINGUÉM.

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