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07 abril 2015

O fim do blog


Napoleão dizia que para um soldado se manter vivo precisava estar em movimento. Exércitos no mundo inteiro usam táticas de Napoleão até hoje, especialmente essa, a do movimento.

Já Cezar Bórgia, outro militar, do século XV, grande estrategista, gostava do fator surpresa. Em algumas batalhas chegou a dividir seu exército, colocava uns usando uniformes e atacava a cidade de frente, mas ao mesmo tempo seu outro exército, camuflado, quase invisível, entrava pelos fundos.
Tudo na vida é estratégia, quando erramos sentimos na pele. A parte romântica de ir no impulso, na correnteza, no amor, no fluxo da vida, nem sempre dá certo, a maioria dos nossos movimentos exige uma mínima estratégia.

E logo por isso venho, com muita tristeza, comunicar que não vou mais escrever no blog. Não sei se é um fator temporário, ou não, ainda não vislumbrei o futuro em relação a isso.

Digamos que minha estratégia nos últimos meses não deu certo, por isso preciso a mudança.

Quando comecei o blog não sabia nada sobre esfera virtual. Tive vários blogs anteriores, mas nunca dei sequência a eles, então não conheci nem o lado bom nem o lado ruim.

Acho que foi em 2007 que aconteceu uma coisa que me deixou muito chateada. Eu fazia parte de uma comunidade no Orkut e todos ali sabiam que eu não me dava bem com um ator, que também não gostava de mim. Nosso santo nunca bateu, mas não brigávamos na comunidade, a gente simplesmente se ignorava.
De repente entrou um anônimo ali e começou a jogar pilha de uma maneira estranha, atacando o ator. Desde o começo a maioria pensou que eu tinha feito um perfil anônimo para dizer horrores a esse ator. Ficaram do lado dele e não levaram em conta que eu não sabia na época fazer um perfil anônimo e não tinha motivos para ter tanto ódio do ator, pelo menos não no grau das ofensas que eram publicadas.

Os atores que estavam na comunidade cruzavam comigo em testes e nas ruas, moro no mesmo bairro que alguns, mas não voltaram a falar mais a me dirigir a palavra. Fiquei muito chateada, porque assumo meus erros e meus inimigos, mas jamais criei esse perfil para detonar alguém que não gosto. Tive a sensação durante um tempo que foi o mesmo ator que criou esse perfil, porque na hora que começou o ataque ele assumiu o papel do coitado, perseguido por uma louca, que deveria estar apaixonada por ele. 

Gravei o episódio na mente, não esqueci, mas durante um bom tempo esqueci o ''poder'' desses anônimos.

Quando comecei o blog naveguei durante um bom tempo no sossego, tinha poucas visitas e os temas eram distintos, nada que atraísse algum grupo de ódio.

Mas ao começar a escrever sobre mulheres e nem digo ''feminismo'', digo ''mulheres'', o panorama mudou. Eu tinha deixado aberto a possibilidade de comentários anônimos, isso gerou uma onda de ''trolls mascus'' (link) no meu blog  e na minha ingenuidade achei que era só fechar essa porta e tudo voltaria a ser como antes. Fechei e não deu certo, eles foram para meus e-mails e twitter.

Peguei alguns conselhos com blogueiras que também sofrem com esses trolls e a vida seguiu. Foi assim durante quase quatro anos, porque o primeiro ano de blog não tive nenhum incidente.

Mas nestes últimos quatro anos as coisas se intensificaram e conheci o lado sinistro da internet. É uma guerra declarada, um Iraque pessoal de cada mulher que se atreve a escrever.  Só quem tem um blog direcionado ao assunto sabe do que falo, é um cyberbullying constante, que vai de segunda a segunda, em todos os horários. Mesmo eles lotando meu email segui uma regra interna, jamais publiquei um comentário deles aqui.

Tentei nestes anos dar uma ''driblada'', escrevia sobre televisão e eles sumiam, mas assim que postava algum texto sobre mulheres, a onda vinha novamente na minha direção.

Nos  últimos meses piorou, a ponto de me fazer mudar de números de telefone, diante das constantes ameaças.
Um desses ''trolls mascus'' tem um blog e chegou a comentar algumas vezes aqui. Fui no seu blog perguntar se ele era ameaçado por feministas todos os dias e me disse que jamais nenhuma mulher mandou um comentário, ele não conhecia nenhuma feminista que saísse por aí ofendendo e ameaçando os outros. Em uma atitude estranha- nem eu entendi- ele me deu um endereço de um blog, fui ver e era uma página de ''trolls mascus'', homens que se unem para defender o mundo do feminismo.  Eles vão pela internet  ''caçando'' blogs que consideram perigosos para a humanidade, que mencionem pensamentos de esquerda, defesa das mulheres, gays e feminismo. Fazem uma lista e dividem os ''trabalhos'', se dedicam a perseguir e atormentar quem os escreve.
Para minha surpresa meu nome estava lá, junto ao meu blog, endereço e telefones.

Diante disso e das constantes ameaças me vi obrigada a repensar minha estratégia, até porque não sei com quem estou lidando.

Em relação aos diretos das mulheres o Brasil ainda está no século XVIII, mas em relação a internet e a falta de leis sobre o assunto, o Brasil está  em alguma data antes de Cristo. Nas ruas parece que as mulheres têm os mesmos direitos, no mundo virtual é como escrever em Países Árabes, como se nós, mulheres, não tivéssemos direito a dizer nada. Senti muitas vezes como as mulheres devem se sentir em países onde não podem nem aprender a escrever. É tanto ódio que essas pessoas não se dão mais o trabalho de ler nenhum post, já vão direto ao ataque pessoal.

Nas últimas semanas me vi diante de um conflito interno terrível, escutei todos os lados e tive que pensar quem sou e o que quero da minha vida. Já ficou claro que não existem leis nem limites no mundo virtual, entra aqui e se expõe quem quer, fora isso o aviso já está lá, se for mulher a guerra é declarada.

A minha sensação é de estar no meio da guerra do Vietnã. Os americanos perderam a guerra por uma razão simples, eram mais e estavam bem equipados, mas não conheciam o Vietnã, o terreno pantanoso e em uma brilhante estratégia de guerra os vietnamitas construíram túneis subterrâneos, se esconderam ali e foram derrubando os americanos, que não os ''enxergavam''. 
Escrevendo me sinto assim, sou vista, mas não sei por quem. Caminho por lugares onde todos podem me ver, mas eu não os vejo.

Pensei se queria fazer do meu pouco tempo disponível um rosário de visitas a delegacia, para registrar boletins de ocorrência, conversas com advogados e tentativas de retribuir a perseguição dos trolls, indo atrás e divulgando quem são. Tive que analisar com calma se queria escutar com frequência frases como ''dá um print'', ''vai na delegacia'', ''muda teus horários'', ''avisa todo mundo o que está acontecendo''.

E cheguei a uma conclusão, essa pessoa não sou eu. Tenho um espírito pacifista, acredito no diálogo, tenho certeza que um mundo equilibrado, que respeite a todos é a melhor solução, existem países que já provaram essa teoria de uma sociedade igual para todos e ninguém precisou ir à guerra nem sair ameaçando. Sou de uma geração que não acredita em violência para resolver os conflitos nem em mortes para se chegar a um acordo. 
Me interesso por diferentes coisas e assuntos e gosto de escrever. Mas me sinto mal com a energia negativa derramada em meus e-mails e mensagens no celular. Tudo aquilo me vira o estômago e me lembra que errei de estratégia. Ser ameaçada todos os dias é uma das piores energias que existem no mundo, uma das mais baixas. Ninguém quer chegar em casa e apertar o play no telefone para escutar recados e ouvir alguém dizendo como vai te torturar, estuprar e matar. E quem leu meu blog algum dia sabe disso, nunca foi sobre feminismo, foi sobre liberdade. E falo sobre tudo, sobre nada. Gosto de histórias e preciso de espaço para contá-las, acredito em energias e mudanças astrais, espirituais e mentais, tudo isso se reflete no que escrevo, não sou apenas uma feminista escrevendo sobre os direitos da mulher, sou uma pessoa escrevendo sobre a vida. Mesmo assim não passei impune, minha condição e meu gênero neste mundo machista limitam meu espaço e movimentos, fazendo de uma coisa simples, como escrever, um ato de guerra. E sempre disse que as duas maneiras de fazer uma revolução são com uma espada ou uma caneta, eu prefiro a caneta, mas preciso de uma estratégia para usá-la, caso contrário ela é arrancada de minha mão.

Existem blogueiras que vivem mil vezes o que estou vivendo, são perseguidas por todos os lugares, como a Lola, do blog EscrevaLolaEscreva. Mas para mim essa é a base do feminismo, o direito de escolha e a prova de que não somos todas iguais. Lola tem um blog maravilhoso sobre feminismo e aguenta muitos ataques por isso, não sei seus motivos e fato dela ter tanta resistência, mas merece a admiração de muitas e o respeito de todos, porque várias vezes enfrentou os trolls e chegou a colocar um deles, o principal, na cadeia.

Esse é outro ponto na vida, o direito de escolher no que vamos focar nossa energia. E não é sobre abandonar a luta, mas mudar de estratégia.

Não vou deixar de escrever, nem de ser feminista, pelo contrário, ver a liberdade que os trolls mascus tem na internet só reforça minha ideia de que precisamos urgentemente mudar a sociedade.

Tenho claro isso, pelo menos o mundo virtual é bem pior do que parece para as mulheres.
E internamente não mudei em nada, continuo agradecendo ao feminismo porque me libertou e mostrou o mundo, continuo sendo feminista e não penso abandonar a causa que me deu a liberdade que eu tanto precisei. Não mudo uma vírgula do que já escrevi, não tiro um post, não reescrevo nenhuma frase. São quase mil e seiscentos posts, que vão além do feminismo, além das mulheres. E não sou um soldado rendido, nem me entrego aos inimigos, pelo contrário, me retiro procurando outra estratégia que mude a posição, onde eles fiquem mais visíveis e eu mais invisível, porque no momento a única sensação que tenho é de estar sendo observada e não saber quem está me observando. Sair da mira é apenas uma medida de guerra, não é levantar a bandeira branca.

E não nego que fui ingênua e não tinha a remota ideia de onde estava me metendo, eu só queria escrever e contar histórias da mulheres da minha família e sem querer entrei no meio de uma guerra. Reconheço que errei de estratégia, que não me preparei para o que acontece com todas as blogueiras feministas, ignorei centenas de avisos e passei por cima de conselhos. Achei que podia escrever sobre o que tivesse vontade e que mulheres tinham essa liberdade. Aprendi que mulheres escrevendo sem serem agredidas ainda é uma utopia, um sonho e talvez bem distante.

Em algum momento de sua vida, Cezar Bórgia, decidiu invadir uma fortaleza. Foi avisado por todos que era impossível, eles estavam já a par dos planos da família Bórgia e estavam protegidos, tinham levantado as pontes e espalharam soldados por toda a região. Mesmo assim Bórgia insistiu, dizendo que aquela cidade era crucial para sua estratégia de invadir a cidade que estava mais a frente. Diante de um exército em dúvida e inseguro, Cezar disse:

-O que eles estão fazendo ou não, não me interessa. Meu dever é achar uma porta e entrar.

É essa frase que define meu futuro de agora em adiante. Não sigo com o blog, mas meu dever continua sendo achar uma porta e entrar. E que seja uma porta bem grande, porque somos muitas mulheres que vamos passar por ela.

Iara De Dupont  

22 comentários:

Anônimo disse...

Bom, é uma pena, me sinto muito triste por que uma batalha foi perdida .... por todas as mulheres do mundo! E justo hoje q ouvi de uma colega de trabalho q por sinal esta grávida de uma menina, q o abuso Serguei q sofri do meu irmão mais velho era nada, q e ceia esquecer e deixar pra lá. É uma pena, q ainda existam mulheres q apóiem e disseminem o machismo. Só eu sei como me senti acolhida no seu blog e como foi bom saber q eu não era abnormal ou louca. Seus abençoe você e te proteja e te dê forças pra continuar lutando por todas nós. Ah, e me desculpe por usar o "anônimo", mas depois da dor de ser traida pelo meu herói, meu irmão, não tenho a força suficiente para me expor! Travo minha lutas todos os dias, e não passado ter mais inimigos dos q já tenho, simplesmente pelo fato de não acompanhar o rebanho. Deus esteja com você!

C.Belo disse...

Poxa....absurda essa perseguição gratuita. O mundo tá podre por causa deste tipo de gente. Te entendo e vejo sua decisão não como derrota, mas como uma manobra inteligente para manter sua sanidade mental, e vc está certa. Espero manter contato com vc, viu? Não sou stalker, mas vou ficar "de olho" em vc, quero estar à par quando vc voltar à ativa! Rs!

Carolina disse...

Iara,
vou sentir muita falta do seu blog. Como vc bem disse, eu tb sempre o vi como um blog sobre a vida, que me ensinou muito!
Tb acredito muito em energias e entendo o que vc sente. O importante é vc estar bem.
Beijos,
Carol

leaveinsilence disse...

É uma pena. Eu gosto muito do seu blog.

Patricia disse...

importante é você estar bem...
muita saúde,paz e não esqueça da gente...
me achei no teu blog,continuo com vontade de conversar contigo pessoalmente(pelo menos assim,acho que não haveriam trols na conversa...)
aprendi muito com o blog,com você
...mas,tudo tem um ciclo,e cada um de nós precisa se cuidar bem...
...então,o meu muito obrigada por tudo,e que Deus te abençoe e ilumine em tuas novas estratégias!
fé,luz e foco,amiga!

Patricia

Anônimo disse...

Oi, Iara. Que pena. Como me identifico com você e com seu blog. Quantos posts que li e me tiraram um peso, pois vi que não estava sozinha...mas você está certa, na vida temos que ter estratégia...ficar de "peito aberto" no mundo que a gente está vivendo não dá...Recarregue suas baterias, monte sua estratégia, e siga sempre forte e blindada, e não esqueça jamais que você tem um exército de mulheres amigas torcendo muuuuiiiiitooo por você. Boa sorte, Iarinha. Bj, Mônica.

Anônimo disse...

Já imaginava isso quando não postou nada no dia 03 nem no dia 04... Uma pena, mas super entendo seu lado.

Só acho que eu estou pé-frio, porque todo blog que começo a seguir, a pessoa para de atualizar. =/

Gab. Rios disse...

Iara, nunca comentei no seu blog, mas acompanho seus posts e sempre me identifico com eles.
É uma pena e um absurdo que mais uma mulher se cale por pressão de homens que passam o dia todo tramando pra "dominar o mundo". O mais incrível é que são eles que tanto falam de liberdade de expressão (mas pelo visto não se estende a nós)...
Enfim, só queria agradecer e te desejar que fique bem!

Anônimo disse...

Poxa,vou sentir muita falta,entro aqui todos os dias, voce fez muita difeença na minha vida e na vida da minha filha,minha filha nunca leu seu blog,mas vai levar pra vida dela muito do seu trabalho,seu legado,vou prepara-la melhor para a vida. Voce tem que se preserver mesmo. Achei seu blog atraves de uma menina que tinha um blog de emagrecimento que nem tem mais mas deu tempo de eu voltar pra agradece-la por ter conhecido atraves dela seu blog. Vou me comunicar com voce por email pois nao posso simplesmente deixar morrer essa amizade ( sim,me sinto sua amiga de longa data hahaha).
Tudo de bom pra voce Iara,espero que voce saiba a intensidade e alcance de cada palavra sua,ri e chorei muito aqui. Deus te abencoe muito,sempre.
Bjs
Sua amiga.
Anna Lara

Amábille disse...

Também sentirei muita falta do seu blog! Gosto tanto de ligar a net e vir ver o que voce nos preparou! Uma pena mesmo. Tanto blog ruim proliferando e os bons se acabando.
Mas sua segurança e bem estar em primeiro lugar! Um dia esses monstros terão o que merecem. À voce desejo do fundo do coração muita paz, muita luz em sua vida! Gosto muito de voce mesmo sem te conhecer!

Iara De Dupont disse...

Vocês são umas fofas lindas! Agradeço muito todas as palavras, me ajudaram e consolaram demais, no meio da tristeza de ter que tomar uma decisão dessas, de não continuar com o blog.
Mas de resto não muda nada, continuo a disposição no Face e no email, todas são bem vindas, considero todas vocês minhas amigas, que sempre foram generosas comigo e com meu blog. A porta está sempre aberta e assim que alguma coisa for resolvida, eu aviso! Um grande beijo e muito obrigado pelo carinho!

Iara De Dupont disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Certamente vou sentir sua falta, Iara, mas o importante é que você fique bem. Realmente, não é todo mundo que consegue ficar de pé com tantos ataques e ódio pra todo lado. Poupe-se disso e cuide de si mesma, esses perdedores estão fadados ao fracasso mesmo. Gostaria de dizer que você sempre terá minha admiração e meu apoio pro que quiser fazer. Felicidades e paz na sua estrada.

Só queria fazer uma perguntinha, você vai apagar o blog ou os textos já escritos continuarão disponíveis? Bjus, Cristina.

Cristiane Aparecida Silva disse...

Saudades é oque define meu sentimento. Sigo vc a muito tempo e aprendi muita coisa amadureci pensei repensei sobre muitos assuntos. Fui realmente ajudada e outras vezes ouvida por vc, isso pela sensação de identificação com suas palavras. Suas verdades sempre tão intensas cheia de liberdade e amor. Entendo sua retirada estratégica e anseio por um retorno seu. Abraços de carinho!!

Anônimo disse...

Não senti transparência nessa retirada.

Os motivos me parecem meio convenientes.

Acho que você está passando por uma transformação interna mais profunda e ainda não tem condições de verbalizá-la.

Espero que algum dia você retorne, mas não igual. Talvez esse recesso sirva para compreender que o seu posicionamento diante da vida tem sido injusto e ofensivo não apenas para os "mascus trolls", mas para os homens em geral, inclusive os bons, que você mesma estaria disposta a amar, segundo a lógica dos seus sentimentos.




Iara De Dupont disse...

Cris, não se preocupe, vou deixar o blog aberto por um tempo.....

Iara De Dupont disse...

Rolei de rir com teu comentário anônimo...

Vamos ver se desenvolvi meu sexto sentido aqui no blog. Se meu instinto não me falha, você deve ter uns quatro anos aparecendo por aqui, sempre no mimimimimi de homens também ''choram'', se diz abusado pelas mulheres e tal. Mas vem me dizer que não sentiu transparência na minha saída, justo você que tem quatro anos escondendo a cara né? Cadê a transparência? Não conseguiu nem ser homem no último comentário? Ou está com medo de mostrar a cara e tua esposa te dizer um monte, já que você é do time dos oprimidos, coitados que apanham de mulheres furiosas.....

Bom, acho difícil pautar minha volta pensando em mudar e deixar de ser ''injusta e ofensiva'' com os homens, eu diria que minha saída se deve ao injusto e ofensivo que são vocês, anônimos covardes........

Mas enfim, não posso esconder minha felicidade ao perceber que este foi o último comentário teu que publiquei.

Te aconselho a parar de ler blog feminimos, melhor monte uma ONG direcionada a homens como você,que sofrem, são abusados e oprimidos todos os dias pelas mulheres. Boa sorte!

Ricardo Alferes disse...

Depois de passar um tempo sem vir aqui, não acredito que me deparo com uma notícia tão triste.
Vou sentir falta de ler seus textos, mas gostaria de agradecer pelo fato que graças ao que você escreveu, mudei minha visão diante de várias coisas por aí, sentirei saudades, mas espero que um dia a gente se encontre por aí pra bater um papo.

:)

Anônimo disse...

Obrigada Iara, vou gostar muito de rever meus textos favoritos por um tempinho. Também estou feliz que você não vai mais precisar aturar esse anônimo chato. Um mascu a menos é sempre motivo pra comemorar.

Trollzin, volta pro fórum e deixa as pessoas em paz. Ah, só pra estragar o seu dia (porque eu sou má mesmo, huahuahuahua) te lembro que ainda tem vários blogs "Misândricos" por aí: Lola, Aline Valek, Feminista Cansada, Feminismo sem Demagogia, and the list goes on. Você pode se jogar no chão e chorar agora.

Você e seu blog sempre terão um lugar especial na minha vida e no meu coração, Iara. Obrigada por dividir sua experiência e sabedoria com a gente.

Cristina.

Viviane Menezes disse...

Olá, Iara!
Nunca havia comentado no seu blog, embora o acompanhe há cerca de um ano. Não tenho palavras para dizer o quanto foi importante para mim ler suas palavras, tão fortalecedoras da autoestima feminina (é, deixei de entrar em muitas "roubadas" graças aos seus textos!).
O que você diz sobre os "mascus" pode ser comprovado por qualquer um que leia comentários de blogs: há algum tempo eu já havia percebido que eles buscam na net qualquer texto com as palavras "mulher" ou "feminismo" para despejar seus comentários insanos, muitas vezes em grupo.
A voz feminina já é calada em tantos contextos, e agora mais um: o virtual. Não sabemos como isso vai terminar, mas desejo de coração que você e todas nós encontremos força para continuar na luta. Por nós e pelas que virão depois de nós.
Grande abraço!

Fátima disse...

Boa sorte sempre, em qualquer nova investida. Quando resolver voltar vai ter seus leitores de volta, aguardando seus posts. Voce não tem tempo para ficar perdida em delegacias, justiça e afins, pois trabalha de verdade, mas pense na possibilidade de uma reportagem sobre isso, denunciando o que sofreu, como chegou ao seu nome na lista dos carinhas sem serviço...a meu ver, quem tem tempo para perseguir uma pessoa, ofender, ameaçar, não tem mesmo nada a fazer e um tempinho na cadeia faria bem...

Danilo Mendonça Martinho disse...

O mundo não evoluiu, ou o ser humano é realmente um projeto falido. A falta de argumento sempre acaba na violência e em ameaças, pessoas que só conhecem a força de impor sua vontade e ideais e crença. O mundo ainda precisa de mais gerações para mudar, infelizmente não veremos.

Espero ter notícias suas seja qual caminho vier a trilhar.

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