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13 março 2015

Meus dias de Rocky Balboa (talvez) chegaram ao fim


Nunca gostei de filmes de lutas nem de torturas. Mas sempre tinha alguém assistindo em minha casa esse tipo de entretenimento.

Não lembro ter visto ''Rocky'', mas em algum momento vi aquela cena clássica, quando ele acorda de madrugada, sai correndo pelas ruas, luta em um frigorífico usando os pedaços de carne pendurada, sobe escadas e quando chega no topo começa a pular e levanta a mão luta em sinal de vitória. Parece que o personagem tem apenas uma oportunidade de mudar sua vida, com uma luta, por isso se dedica tanto ao treinamento.


E por mais incrível que possa me parecer, já fui assim. Já acordei cedo, subi escadas e nada parecia me derrubar, eu parecia alinhada com o universo e fazia as coisas com vontade.


Mas de uns tempos para cá, alguma coisa mudou. Foi uma mudança interna externa, sem que eu encontre explicação. Tem horas que acho que é frustração, outras me parece tédio ou filme antigo.


Nos meus dias de Rocky também subia as escadas, para endurecer as pernas, depois tomava banho e carregava no hidratante. Hoje tudo isso junto me parede demais. A última vez que subi escadas foi quando elevador quebrou e subi xingando e reclamando, jogando praga em quem faz a manutenção dessa ''porra de elevador''. Meu hidratante acabou e levei um tempo para comprar outro, não achei o que eu queria e desencanei.

Não vejo essa atitude como a certa nem a melhor, mas acredito em épocas e não me encontro em uma cheia de energia e vontade de fazer as coisas. Entrei no espírito brasileiro de empurrar com a barriga tudo o que der e no resto ''deixa como está para ver como é que fica''.

Alguém dizia que ''não é por correr que amanhece mais cedo'', uma coisa assim. Já tive meus momentos de Rocky e jogo a culpa neles da minha apatia atual. Corri, fiz, tentei de novo, caí, levantei, comecei, trabalhei e nem por isso as coisas mudaram. Me dei conta que dependo de algum fator externo, não sei se Deus, o Universo, não sei, e não adianta sair correndo e fazendo tudo, só acontece o que parece destinado a acontecer. Não tenho o menor poder sobre o destino, tanto que meu caminho já foi desviado centenas de vezes contra minha vontade.

Sempre fui observadora e isso vem se acentuando, histórias se repetem na minha frente e eu só olho. Não tenho mais a necessidade ou pilha de intervir, antes eu me levantava e dizia ''vou mudar isso'', agora me pergunto o que o ''isso'' me muda.

E são dias sombrios, sou obrigada a concordar que na pilha do Rocky a vida passa de maneira diferente, estar ligada em tudo e acelerada me dava a falsa impressão de que eu fazia muitas coisas, já no tédio de hoje tudo parece parado.

Mesmo assim não sei se esses dias de Rocky vão voltar. 

Em algum momento que quis muito emagrecer saía de minha casa as seis da manhã, todos os dias para andar de bicicleta, hoje só saio a esse horário se for paga para isso, caso contrário nem acordo.

Talvez fui faminta demais, gastei muita pilha correndo e cansei. Não soube dosar a energia nem o tempo, me joguei em tudo intensamente e quando não vi os resultados comecei a desanimar. Perder a fé vai desfazendo nossas certezas na vida, os fios arrebentam e começamos a duvidar de todas aquelas coisas  que nos dizem, como ''quem planta, colhe''. Pois é, mas tanto se planta e nem por isso se colhe. Ver a plantação seca ou inundada, desanima qualquer um. A gente se levanta uma vez, duas, três, quatro, cinco, mas um dia tudo cansa. E aquela escada que em algum momento subimos na pilha se transforma em um monte Everest, alguma coisa que parece impossível de ser alcançada. Nesse momento talvez só nos reste dormir e esperar o dia amanhecer, quem sabe tudo muda e acordamos no nosso momento Rocky novamente, correndo para ganhar e prontos para a luta que mudará nossa história.

Iara De Dupont

3 comentários:

Suzana Neves disse...

Faz tempo que tive energia para alguma coisa.tamo junto rs

Cristiane Aparecida Silva disse...

Entendo você perfeitamente.

Anônimo disse...

Me sinto exatamente assim, mas no fundo tenho esperanças de ter esperanças novamente.

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