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10 março 2015

Aqueles dias que falamos merda (e depois a gente se arrepende)


Não tive o melhor fim de semana do mundo e foi por minha culpa.
Nos últimos dias estava saindo com um Romeu e tudo parecia normal. Então fomos jantar na quinta-feira passada e estávamos conversando sobre a vida. Foi uma noite muito agradável, um Romeu muito brincalhão. No dia seguinte ele me ligou dizendo que tinha se divertido muito, eu disse que também tinha gostado e do nada fechei dizendo:

-É, a noite foi boa! Até eu me surpreendo de vez em quando com minha tolerância a babaquice.

E ele respondeu:

-Está me chamando de babaca?

Não, não estava, quis dizer que nos divertimos tanto que parecíamos dois babacas e isso foi engraçado.

Mas não deu certo. Ele entendeu que o chamei de babaca e não consegui mais consertar o erro.

Me senti péssima porque não me expliquei e caí em um erro que já deveria saber evitar, quando estamos com uma pessoa, ao vivo, podemos dizer qualquer coisa, ela pode ver nosso rosto e saber se estamos brincando ou não. Mas isso não acontece com um celular, principalmente se estamos distraídos com outra coisa e não prestamos atenção suficiente ao que falamos ou escutamos. Se Romeu estivesse na minha frente poderia ver que eu estava dando risada, lembrando da noite anterior, mas em uma ligação distante ficou com a impressão de que o chamei de babaca.

Já aconteceu isso antes, esqueci que por celular não dá para fazer brincadeiras nem falar nada cortado. E não sei porque disse o que disse, se eu sabia que a comunicação ali não é a melhor.

Fiquei muito chateada o fim de semana, sei que não teve conserto, na hora percebi que tinha dado merda. E lamento pelo Romeu, não quis ofender, a frase foi mal dita, pessimamente construída e infeliz ao extremo.

Mas também me bati em outra parede, sera que é justo a super reação de Romeu? Ele foi rápido, não me ligou mais e bloqueou no Facebook. Não nos conhecemos tanto a ponto de um saber como o outro age, ele não tem a menor ideia do meu jeito de ser, nem eu dele.

E sei que essas coisas não tem conserto, também fico chateada quando alguém me diz uma coisa que eu me sinta ofendida, também mando à merda mentalmente e não procuro mais.

Fiquei muito, muito chateada, mas o que posso fazer? O tempo não volta e essas coisas não tem explicação, já me ferrei por mensagens e telefonemas, esqueço que a pessoa não pode me ver e faço uma brincadeira ou falo uma coisa com dois sentidos. 

Meu único consolo é pensar que não sou mulher de um Romeu sensível, se o homem ficar com essa delicadeza e qualquer brincadeira magoar o Romeu, não dá certo comigo, porque eu posso ser bem bocuda na convivência, falo coisas que ninguém acredita que estou falando, nem eu. Já melhorei muito, mas ainda pego pesado com pessoas do meu círculo, o resto eu ainda seguro a língua.

Quem me conhece sabe que sou uma dama, mas nem sempre ela aparece, de vez em quando falo besteira e quebro a cara. Doeu o fora que levei, o mal entendido, mas a vida é assim, alguma coisa irritou Romeu além do que eu disse, não sei se foi porque comecei a dar risada na hora de tentar me explicar, mas a lua caiu, o cristal quebrou, o chão rachou, o vidro trincou, a terra secou, a chuva começou e a ligação separou os dois.


Iara De Dupont

5 comentários:

Anônimo disse...

As pessoas andam sensíveira, talvez até intolerantes, e isso mesmo pessoalmente. Acho que posso me incluir na lista. Também tento me policiar no que digo e como digo, mas às vezes sai sem querer e é aquilo, palavras ditas, nunca mais voltam.

Anônimo disse...

O problema com a sua fala não foi a "babaquice", mas a "tolerância". As pessoas querem ser aceitas, não toleradas. Tolerância é forma política de não-aceitação.

E certamente a atitude dele não é proporcional à sua fala e por isso mesmo não pode ser explicada apenas com base nela.

Pode apostar que ele decidiu cair fora para salvar a própria pele depois de ter lido este blog repleto de preconceitos, rancor, arrogância e apologia do abuso contra os homens.

Iara De Dupont disse...

Tem razão anônimo! Não tinha pensado no blog! Se ele passou por aqui, então já deve saber que pratico o ritual asteca com todos os homens, arranco seu coração, depois corto o corpo em pedaços e janto tudo!
Vou pensar em um planoB, talvez fazer o blog de maneira anônima, como você, e assim nenhum homem vai saber da minha vida secreta, nem do congelador cheio de ex-namorados. E talvez assim eu possa achar um namoradinho né? Valeu pela dica, é o que eu sempre falo, o que seria de mim sem as pessoas que passam aqui e me ajudam?

Glenda Cândido disse...

Iara, me identifiquei com essa sua postagem. Acho que já estive dos dois lados, recentemente falei várias merdas e afastei uma pessoa de quem eu realmente gostava, não um romeu qualquer. É triste quando a gente sente que tem uma "culpa", mas que na verdade não é bem uma culpa, já que você apenas não se expressou bem...essa era digital dificulta mesmo as coisas. Também recentemente, já estive do outro lado porque essa mesma pessoa me falou coisas que eu defini como "merdas".. não cheguei ao ponto de bloquear e tals, mas não tinha uma reação muito boa..enfim... essa era digital. Fique bem, se for pra ser, o Romeu volta. Se não, aparece alguém menos sensível, rs. bjux

Patricia disse...

Iara,ele não gostava de ti,senão iria sofrer,mas no outro dia,iria querer conversar mais a sério sobre o mal entendido,com calma,esse daí era bundão mesmo!

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