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08 março 2015

A pulseira de rosas (mulheres não se odeiam)


Durante muitos anos para mim o feminismo foi assunto resolvido, não precisava dele. Me disseram que as mulheres eram livres e acreditei. Eu podia estudar, fazia parte de um grupo de teatro e escolhia meus namorados. Estava a milhões de quilômetros de distância do sofrimento das africanas mutiladas e das mulheres vendidas para o tráfico.

Me diziam que um dia me casaria, caso encontrasse um homem que ''aguentasse'' meu gênio, mas não me obrigaram a casar com ninguém aos oito anos de idade, nem me forçaram a nada. Então eu tinha certeza, era livre.

Escutava pelos corredores da escola sobre uma menina, diziam que era uma ''galinha'' e já tinha ''dado'' aos doze anos. Mas eu estava dentro do sistema, olhava para seu batom carregado,  o perfume forte e pensava ''é galinha mesmo!''.

Sabia que existia violência sexual, mas o mundo é cheio de loucos, a cidade é imensa, a polícia é pouca, então essas coisas aconteciam, nunca parei para ver os números. E quanto as mulheres mortas pelos maridos e namorados? Eu pensava ''poxa, soubesse escolher né? Não viu que era louco?''. 

O mundo era simples. Perdi papéis no teatro porque não aceitei as insinuações do diretor e acreditei que era um problema do ''ambiente'', se eu fosse médica jamais teria acontecido isso comigo, porque o teatro é um lugar mais livre, mas em um hospital as pessoas se comportam. Escutei milhões de piadas misóginas e machistas a vida inteira, mas os homens estavam apenas tentando ser simpáticos, coitados, nunca sabem como agradar!

Me diziam que eu era louca, impulsiva e sem noção, falava o que pensava. Mas achei que era isso mesmo, eu aprontava, botava a boca no trombone, não me segurava. Era meu gênio, a educação que recebi, culpa da minha mãe que trabalhava e não soube educar ''essa menina''.

Talvez tivesse ido pela vida assim, fortalecendo a ideia de que mulheres como eu são loucas, falam demais e não se adaptam. No silêncio do meu quarto eu queria apenas ser normal, sonhei durante anos com isso.

Lembro de um episódio que aconteceu quando eu tinha sete anos. Uma prima ganhou uma pulseira de ouro com umas rosinhas. Me apaixonei pela pulseira, via minha prima subindo e descendo com ela e queria uma igual. Minha avó resolveu comprar, saiu e trouxe a pulseira. Me chamou, pediu meu pulso para colocar e de repente a pulseira não fechava, ao contrário da minha prima, nunca tive o pulso fininho, eu era gordinha e meu pulso era quase de uma adolescente. Com um pouco de esforço a pulseira fechou, mas não ficava balançando como no pulso de minha prima e as rosas não se mexiam. De tão apertada me machucava, então minha avó tirou e prometeu ir a loja para pedir que colocassem mais umas argolas, para aumentar a pulseira. Fiquei parada, frustrada, engolindo o choro. Eu só queria correr e ver a pulseira se mexendo no meu pulso, como da minha prima. Uma das minhas tias viu o que aconteceu e disse ''nossa, essa menina não é normal em nada mesmo''.

A pulseira virou febre e de repente todas as primas tinham, menos eu, a que não era normal.

Minha avó cumpriu a promessa, mas de outro jeito. Na loja foi avisada que não poderiam mexer no modelo, que era de criança, mas tinham o mesmo modelo para adultas, então ela comprou. Não era o mesmo modelo, as rosas eram maiores e com uma cor diferente. Agradeci a pulseira, mas nunca usei, eu era criança e queria apenas coisas de crianças, sem pressa de crescer e usar pulseira de adulta.

Mas se meu pulso era diferente das minhas primas, por que minha maneira de viver não seria? Elas eram comportadas, a ''doida'' era eu. Minhas tias e tios reforçavam a união entre os primos, mas faziam questão de causar discórdia entre as primas, dizendo que uma era mais bonita que outra, uma era doida (eu), a outra comportada. Tudo ali era transformado em competição e briga.

Eu fazia amizades na escola, mas sempre tinha alguém me lembrando que não posso confiar nas mulheres, elas são traiçoeiras, interesseiras e invejosas.

No teatro sempre tinha uma mulher querendo me colocar o pé, roubar meu papel e fazer intriga. Na época que trabalhei em produção de teatro, não tive um incidente com os atores, mas com as atrizes! Ave Maria, todos os dias aquelas malucas aprontavam, viravam minha paciência, porque mulher é assim, pega no pé, enche o saco de todo mundo, fica bisbilhotando e fofocando.

Aprendi a ficar com receio das minhas amizades femininas, cuidei minhas costas, quase sempre estava cercada de homens, esses sim confiáveis e seguros.

Foi assim, até que um dia comecei o blog, que era para falar sobre síndrome do pânico. Uma dia, muito chateada, resolvi contar sobre um Romeu abusivo. 
No dia seguinte, pela primeira vez, meu email lotou. Vários relatos de mulheres que passavam pelo mesmo e homens reclamando, me chamando de ''vadia'', dizendo que mulher que fala mal de ex-namorado na internet é ''mal comida''.

Naquele momento fiquei chocada. Os homens sempre tinham sido meus amigos e as mulheres as ''colegas''. E de repente minha caixa de email inverteu essa ordem, agora eu recebia o apoio das mulheres e o ódio dos homens.

Não sei como fui desenrolando o blog, no começo me senti obrigada a passar a pouca informação que tinha, depois parece que ele foi sozinho. Toda a minha vida tive relacionamentos abusivos e pensava que eram minha culpa, mas depois do fim do namoro, fui estudar e comecei a perceber que não era meu problema, era do mundo. Meu ex-namorado fazia exatamente o que todos os homens são educados para fazer, subestimar, ignorar e humilhar uma mulher. É a cultura machista, misógina, e mesmo que eles aprendam em casa a ser de outra maneira, a rua distorce e os transforma em seres que vêem as mulheres como animais e inferiores.

Comecei a falar sobre abusos em relacionamentos, inclusive o abuso econômico. Isso para mim foi como brincar com a ''quija'', aquela tabuleiro que dizem pode se comunicar com o outro mundo. Abri a porta do inferno, todos os dias recebia emails cheios de raiva, de ódio e de frases violentas. E não foi só aí que a misoginia se manifestou. Pessoas da minha familia se horrorizavam com o que escrevia, amigos reclamaram, Romeus se afastaram.

O argumento de todos foi o seguinte ''precisa mesmo escrever essas coisas? Poxa, você sabe muito, fale de assuntos legais!''.

O blog me mostrou o tamanho do mundo, o abismo do horror e a contaminação cultural que o planeta sofre. 

Dos amigos próximos ninguém se aproximou e disse ''continue'', pelo contrário, escutei durante meses que estava me ''expondo'', que um dia iria me arrepender e que poderia me prejudicar no futuro. Também me disseram que eu estava velha para brincar de adolescente revoltada.

Quanto mais eu insistia em escrever mais se dissolvia minha loucura. Percebi que não sou maluca, nem estranha, diferente ou anormal. Lembrei de muitos episódios com mulheres, onde houve confrontos comigo e me dei conta do deprimente que era tudo. Não era um conflito de  ''mulheres'', era um ''conflito'' de prisioneiras, de pessoas abusadas, torturadas e no seu limite. Cada mulher que conheci era como eu, subjugada, anulada, humilhada, tentando ficar em pé, sem ter onde se apoiar e com as crenças distorcidas repetiam o que tinha aprendido de pequenas ''mulheres não prestam'', fui educada para ficar longe de ''coisas que não prestassem'', então como me aproximar das mulheres, esses seres sinistros?

De criança escutei milhões de histórias, mas não lembro de nenhuma envolvendo uma grande conquista de uma mulher, talvez uma astronauta, médica, engenheira. Nunca me disseram nem contaram sobre essas mulheres, mas sobre as ''putas'' da família, as ''vadias'' do escritório, as ''piranhas'' da rua, as ''malucas'' das amizades e as ''interesseiras'' das namoradas, escutei tudo e durante anos. 

Todos repetiam a mesma frase ''mulheres não são unidas''. 
Mas como era possível serem unidas, se todas estão prensadas na parede e com alguém dizendo ''as tuas amigas vão te trair''. Se fosse uma prisão real, isso daria um motim em minutos, todos desconfiados de todos.

Cresci assim, fui educada para manter as mulheres longe, não confiar, porque ''eram bichos estranhos''. 

Em um almoço de família meu tio se levantou e disse: 

-Qual é o bicho mais perigoso do mundo?

Todos os primos levantaram a mão, falaram onça, leão, cobra, tubarão. Depois de várias sugestões, meu tio respondeu:

-É a mulher! Porque sangra cinco dias e não morre!

Eu tinha seis anos e não entendi nada, mas ficou na minha mente a risada de todos, meu tio quase foi aplaudido.

Mulheres não eram boa coisa e eu sendo uma, talvez também não fosse. Isso destruiu minha auto estima de um modo que não posso nem descrever. Eu queria prestar para alguma coisa, mas sendo mulher, como iria fazer isso?

Tinha tudo isso misturado na cabeça e só quando comecei a estudar o feminismo as coisas começaram a ter explicação e da maneira mais simples. O que não presta é a cultura machista, não as mulheres.

Um dia mostrei para uma amiga alguns emails que tinha recebido dos trolls mascus, aqueles malditos que perseguem blogueiras feministas. Ela ficou horrorizada e me disse:

-Esses emails são doentes, de pessoas malucas, mas você não precisa de um blog, você não precisa se expor, você não precisa receber essa merda, se você está aceitando  é porque alguma coisa está errada na tua vida, você nem é paga para escrever! É absurdo se arriscar tanto à toa.

Algumas vezes pensei como ela. Nem todos os dias são fáceis, nem todos os dias eu consigo usar minha capa de mulher maravilha. Às vezes acordo humana e ninguém gosta de abrir o email e ver centenas de ofensas gratuitas ali. Três vezes cheguei a copiar os posts e arquivar, pensando em fechar o blog. Duas vezes saí de férias e me disseram que era um bom momento para recapacitar e esquecer o blog. 

Mas eu volto sempre, porque existe o outro lado do blog. Assim como abri a porta do inferno, vi o tamanho do misoginia, da agressividade do mundo, percebi o quanto minha família é machista, também apareceu outro elemento, as mulheres que eu não conhecia.

Foi pelo blog que percebi todas as mentiras que vieram na minha direção durante anos sobre as mulheres, inclusive eu.

No próximo mês, dia doze de abril, o blog faz cinco anos. E durou até hoje, se manteve, por essas mulheres que eu não sabia que existiam. São as mulheres que me dão todo o apoio, incentivam, aplaudem, criticam quando precisa e me mantém de pé. Descobri que mulheres são unidas e se ajudam, percebi que todas são prisioneiras massacradas tentando conquistar sua liberdade, assim como eu, tentando desfazer os nós errados e as ideias equivocadas sobre o gênero. O blog me ensinou muito sobre mulheres, sobre mim. Me mostrou que tão pouco eu amei as mulheres da minha vida! Vivia tão presa a ideia de que mulheres não são nada, que não amei minhas amigas como amei meus amigos, não dei meu amor a tantas mulheres porque achava que um dia iriam me trair, como todas.

O que precisamos todas é primeiro limpar a casa de todo o lixo que recebemos durante anos, é mentira que mulheres se odeiam e são invejosas. Nenhum ser humano está imune de sentir coisas negativas, mas não é uma questão de gênero. 


Mulheres são educadas para se odiarem, para se olharem com desprezo, inveja e dizer ''eu não sou uma vadia como você, sou melhor, mais magra, rica, jovem, loira, eterna, amada''. Mas tudo isso foi criado pelo patriarcado, usando aquela velha teoria de que prisioneiros que se odeiam entre si são mais fáceis de controlar, caso eles fiquem unidos podem começar a rebelião contra o sistema. E quem quer mulheres unidas destruindo o machismo? 

Acredito que lentamente isso começa a mudar. Vejo por aqui, pela quantidade enorme de mulheres que passam e vão para o meu email ou Facebook conversar. Também perceberam como eu, não somos as prisioneiras que se odeiam, mas as prisioneiras de um mundo que nos odeia. Começamos a ter consciência que a única maneira de derrubar as paredes é unindo as forças. Sabemos agora que a nossa dor é a mesma, todas fomos maltratadas desde que nascemos, somos obrigadas a viver vigiando nossas costas e cuidando nossas palavras. Criamos filhas sem saber o que dizer a elas, são livres ou não? 

Eu posso dizer na frente do espelho ''sou livre''?
Acho que ainda não. Mas não estou mais sozinha, tenho centenas de histórias guardadas na alma e os emails, nas conversas, nas risadas. Recebo palavras de incetivo generosas, presentes amáveis e o consolo que preciso nos dias de tormenta. Nesses cinco anos de blog percebi o tamanho das mulheres, de sua generosidade e comprometimento por um mundo melhor.

E escrevo este post em agradecimento a todas elas, porque o nosso dia não é hoje, dia oito de março, o nosso dia é aquele no qual aprendemos a olhar para uma mulher sem o ódio que tanto nos cultivaram, sem a má vontade que foi ensinada.

A quem tem amigas, primas, irmãs, tias, sobrinhas, peço que olhem de uma maneira compassiva, amem muito, conheçam sua história, contem a sua, elas são prisioneiras como todas, estão submetidas as mesmas torturas, as mesmas dúvidas, ao mesmo horror. No desespero fazem o que patriarcado manda, começam a odiar as mulheres e jogam ali toda sua fúria, sem saber que as outras sentem a mesma dor.

Eu levei cinco anos e um blog para conhecer um pouco das mulheres e hoje me parecem todas como aquela pulseira de ouro com rosas que um dia ganhei de minha avó, é preciso que na pulseira existam diferentes elos, de todos os tamanhos, para que ninguém fique de fora nem seja considerado ''estranho''.  A pulseira não pode caber em apenas um pulso, mas em todos. O pulso que carrega a pulseira é o mesmo que se defende, que carrega a vida. 

E por isso falo com tanta certeza, vale a pena apagar esse olhar de desprezo, de inveja por outra mulher, entender que nós não nos odiamos, fomos doutrinadas para odiar.

E mudar a frase que nos ensinaram pode nos ajudar a mudar o mundo, em vez de dizer ''eu sou melhor do que você'', diga ''eu sou igual a você, na verdade, eu sou você''.

Iara De Dupont 

10 comentários:

C.Belo disse...

Iara, tentei mandar um comentário pelo celular, mas acho que não foi, caso tenha ido, desconsidere-o.

Olha, vc deve ter nascido com a missão de ser a única guerreira de sua família a questionar e a lutar contra tantas barreiras e conceitos engessados no ranço do machismo. E não satisfeita ainda fez o favor de criar este blog para contagiar outras mulheres e compartilhar com elas as suas conquistas rumo a uma vida cada vez mais livre das amarrras dessa cultura misógina em que vivemos. Não deve ter sido à toa que vc nasceu com pulso maior e mais forte!

Não importa quantos defeitos digam que vc tem, para mim e para tantas mulheres que te acompanham e que vc ajudou a libertar, vc É, SIM, uma SUPER MULHER! Parabéns pelo dia de hoje, parabéns todos os dias por ser quem vc é!

Anônimo disse...

Vamos amar e apoiar nossas irmãs porque temos um mundo inteiro contra nós. Unidas somos fortes e esse é o maior terror, o medo dos medos do patriarcado. Lembro de quando discuti com um troll e ele jurava que o patriarcado não tinha medo da união feminina, mas é só ver todo esse esforço que fazem pra impedir que mulheres se unam pra saber do que eles realmente tem medo...

E parabéns pelos cinco anos do blog!:D Eu sei eu sei, falta mais de um mês, mas tudo bem, dia 12 de abril eu dou os parabéns de novo.

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Suzana Neves disse...

Ficou lindo o texto!

Anônimo disse...

Eu estava sobrecarregada no trabalho, cumprindo as funções de tres pessoas, não estava mais aguentando e depois de muito insistir, no mes de agosto, mandaram um rapaz para me ajudar. Muito bonito e simpático, o rapaz logo se enturmou, conversando com todos, promovendo festas, jogos aos finais de semana, mas trabalhar que era bom...nada. Continuei com muito trabalho e ainda passando raiva por ve-lo no telefone namorando, marcando encontros com várias durante o expediente, andando de sala em sala, tomando cafes por uma hora e meia,sumindo com uma e outra, ou simplesmente marcando ponto, indo embora e voltando ao final do dia para marcar ponto novamente. O meu chefe também ja tinha visto isso,o chamou para conversas a respeito da produtividade dele duas ou tres vezes e nada mudou. Agora no final de fevereiro houve uma reunião para análise de desenvolvimento e eu informei a gerencia a falta de produtividade dele. Ele não tinha um relatorio para apresentar, não havia feito nada durante esses meses que justificasse a presença dele ali e pedi sua transferencia. Ele foi finalmente transferido e para um local com fama de ruim, onde existem poucas chances de crescimento. Quase apanhei das " colegas"! Como posso pedir a transferencia de um homem tão bonito, simpático e galante? Me tornei a bruxa, simplesmente por não tolerar mais alguem que não fazia nada... Eu devia manter um malandro apenas porque a visão dele era agradável aos demais...

Anônimo disse...

Muitas ilusões nesta postagem aqui.


Cuidado! Não pense que essa claque virtual pode servir como ponto de apoio.

Se você acreditar nisso, a queda será muito dolorida.

Quando você enfrentar uma grande dificuldade na vida, a claque vai se omitir e as únicas pessoas efetivamente capazes de ajudá-la serão justamente aquelas que você despreza e repudia publicamente, com ou sem razão.

Anônimo disse...

Eu também era assim antes de conhecer o feminismo. Achava o máximo ser amiguinha dos homens e não gostar das coisas de "mulherzinha". Mas é um alívio a gente descobrir que não é culpa nossa e que podemos mudar isso. Seu blog é maravilhoso, continue sempre! <3

Anônimo disse...

Anônimo mascu, toda mulher que já se quebrou na vida sabe que o último lugar onde encontrará apoio é do lado dos homens. E as mulheres que estão comentando aqui provavelmente não estão dispostas a cometer o mesmo erro duas vezes. Desista, cara. Ninguém aqui vai sair correndo se jogar aos seus pés só porque você é homem. Olha, mentiram quando te disseram que você merece tudo e todas as mulheres do mundo iam abrir mão de si mesmas pra te agradar, viu? Mentiram. Senta e chora que dói menos.

Patricia disse...

Onde assino?Identificação total!

Sou mulher
tenho síndrome do panico
escrevo em um blog
me identifico com cada palavra tua;(só que meu blog é oculto,ainda nunca tive a coragem tua de publicar o que escrevo,e isso eu admiro muito em ti - gostaria muito de te conhecer pessoalmente,bjs!

Patricia

Anônimo disse...

Perfeito! Eu tambem ja pensei assim,que as mulheres sao carrascas umas das outras,julgando o corpo,roupa,cabelo,mas precisamos ser mais generosas mesmo,conosco e umas com as outras.
Anna

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