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05 fevereiro 2015

AVISO: nenhum ser humano foi maltratado durante a realização do blog

Em cinco anos de blog aprendi coisas que nem imaginava.
Já disse isso antes, quando se começa um blog não se tem ideia de até onde vai, talvez blogueiros americanos, sempre tão cercados pelas estatísticas, possam ter uma ideia mais clara, mas para os brasileiros é aquela máxima  ''a gente vai indo''.

Quando comecei o foco aqui era a síndrome do pânico, eu falava disso e da minha experiência, mas de repente, não sei em que momento, houve um desvio e comecei a escrever sobre outros assuntos, que algumas vezes incluíam pessoas da minha convivência. Nunca pensei nem quis agredir ou ofender, mas tenho plena consciência que não escrevo no algodão nem usando canetas de luz, às vezes sem querer e querendo, carrego no verbo.

Quem convive comigo não se incomoda de ser mencionado, até porque respeito às regras do jogo, nunca coloco o nome de ninguém. Já teve quem reclamou que eu chamava todos os meus Romeus de Romeus e assim não dava para saber quem era quem, mas isso começou com uma observação e foi indo.

Meu critério é simples, eu conto histórias e infelizmente ainda não sei inventá-las, gosto mais das reais, ainda caminho longe da ficção. Mas isso não significa que não tenha ética ou limites, pelo contrário, aprendi uma coisa estranha nestes anos de blog, nunca sei quem passa por aqui, isso é um mistério.

Também descobri no blog que as pessoas têm mais senso de humor do que parece, muitas vezes acontece alguma coisa e a pessoa me diz  ''isso dá um post''. Meu irmão costuma dizer ''isso merece um post''. Várias vezes perguntei a pessoa se ela se incomodaria, caso eu contasse a história e jamais ninguém se negou, levaram na esportiva. A maioria sempre responde do mesmo jeito ''pode escrever, mas manda o link!''. Se alguém ficou magoado ou com ódio nunca soube.

Quando são  amigas mais próximas e não gostam do post, me ligam, conversam, damos risada e sempre me prometem que vão escrever uma resposta para que eu publique, mas nunca escreveram nada.

E escrever nem sempre acontece de maneira ligeira para mim, já tive alguns posts (link) que me deixaram com nó na barriga durante semanas, conversei com as pessoas que seriam mencionadas e elas não se importaram. No caso de um professor (link), ele me mandou um email dizendo que poderia escrever, mas sem mencionar seu nome, nem esperar que ele fosse ler, porque já não queria mais saber dessa história.

Trabalho alguns posts como se fosse uma cirurgia, se vou encostar no nervo, aviso a pessoa e converso com ela, se é mais superficial peço autorização por email.

Na categoria dos amigos que levaram tranquilamente o fato de serem mencionados, os Romeus não se enquadram. Não vou ser hipócrita e dizer que eles gostam da maneira como falo do que vivi ao seu lado. Já recebi e-mails com todos os tipos de reclamação, até um, o mais amado de todos, Rafael (link), mandou seu irmão me escrever um email dizendo que eu não tinha porque falar dele.
Ah, como não vou falar, se amei tanto!

Na família o blog nunca foi bem vindo, mas isso é desde o começo, quando apenas falava de síndrome do pânico. Acharam que era uma exposição desnecessária e gratuita. Quanto as primas e tias, não gostam mesmo, algumas mandam recados, outras ficam quietas. Mas essa questão com minha família é pessoal e direta, se elas são inteligentes vão entender meu posicionamento, se são burras vão ficar com ódio. E só conto a história delas porque é a minha, são os mesmos fios que teceram o tapete, não tenho como falar de mim  sem mencionar as mulheres da minha família, quisera eu ser um fio separado, mas não sou. E quem não gostava de mim, não precisou de blog para isso, continua sem gostar. E quem não entende minhas razões, não precisou de um blog para entender, continua sem entender.

O que é dito, que estou expondo amigas, corneteando Romeus, criticando a família, detonando conhecidas, tudo isso é uma leitura míope e rasa. As pessoas e me incluo nelas, não são tão especiais assim, nem tão únicas, o nosso comportamento é tão parecido que já cansei de falar de uma e a outra achava que era dela.

Se as pessoas mencionadas aqui fossem tão extraordinárias não existiriam tantas pessoas se identificando com elas, mas somos todos iguais e todos carregamos histórias parecidas, nada que seja do outro mundo.
Mesmo com tanta cuidado já errei e muito, mas quando percebo ou sou avisada, sumo com o post. Evito celebridades porque sempre tem seus fãs malucos a postos, loucos e salivando para atacar quem criticar seu astro.

Para algumas pessoas pode parecer que estou falando das amigas, conhecidas e da família, mas estou apenas falando de mim. Que culpa tenho se sou um mosaico, construído lentamente e todas elas são peças fundamentais de quem sou ou quem vou vir a ser? Parecem histórias de muitas mulheres, mas são minhas. Não sou uma mulher, mas todas em uma, cheia de histórias e ao me expor não estou expondo ninguém, pelo contrário, cubro com minhas palavras muitas delas, dou voz a quem não teve e conto o lado de quem não teve tempo de contar. Na minha versão da história, protego a todas, escondo suas falhas, perdoo seus erros, entendo seus motivos e justifico seus amores. No silêncio que muitas delas foram condenadas, eu faço barulho. Nas linhas de suas vidas que foram apagadas, eu escrevo de novo. Na sua existência que foi breve, faço eterna. Nas mentiras que todos criaram para elas, eu construo a verdade. Por isso meu blog existe, para dar as mulheres que me cercam o que elas merecem: a eternidade.


Iara De Dupont


2 comentários:

Tadeu Diniz disse...

Iara, você é surpreendente com as palavras. Amo isso.

Anônimo disse...

É gente demais vestindo a carapuça, ou então irritado quando vê que a "Família Margarina" usada pra irritar os outros e esfregar na cara dos inimigos foi desmascarada. Se as pessoas não vivessem tantas farsas, com essa obsessão por aparentar estar tudo lindo e perfeito quando lá dentro a estrutura já apodreceu e tá só esperando um ventinho mais forte pra cair, talvez houvessem mais famílias e mais indivíduos felizes de verdade.

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