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23 fevereiro 2015

Fujam de choques energéticos (não dá!)


Há tempos me prometo uma coisa: fugir dos choques energéticos.

Sempre tive, desde criança, um problema com uma prima. Na infância nenhuma das duas segurava a onda e acabávamos brigando. Mas na adolescência, começo de vida adulta, queríamos fingir que éramos maduras e toda aquela má vontade era coisa do passado. Eu tentei e tenho certeza que ela também, mas era questão de luas, dias e segundos, de repente, do nada, alguma coisa virava e começávamos o ataque novamente. Meu problema era maior do que o dela, porque ela tem um personalidade doente, é uma psicótica e controla toda a família, sempre conseguiu chorar mais e garantir que era a vítima.

Esse assunto sempre me deixou chateada, até que um dia conversei sobre isso com um amigo, contei que eu e minha prima temos a mesma idade, uma visão parecida da vida e coisas em comum, de onde vinha tanto ódio?
E ele me respondeu:

-Existe uma coisa que se chama energia e campos de repulsa ou atração. Você não precisa ter nada em comum com a pessoa, nada contra, mas não dá para ficar no mesmo lugar, a energia de uma vampiriza a outra e isso cria elementos que explodem a energia do espaço.

Perguntei o que poderia fazer para melhorar e ele me respondeu:

-Se afaste meu bem, não dá para ser amigo de todo mundo, quando a energia não cruza, nem cumprimente, são como duas pessoas que pertencem a mundos diferentes tentando conversar, esqueça isso. Iara, entenda uma coisa, nem todas as energias são compatíveis, tente fazer experiências com elementos químicos, alguns vão explodir e isso não é culpa do cientista, são os elementos que não se cruzam.

Resolvi me afastar da minha prima, mas não conhecia seu grau de loucura, ela leu meu afastamento como um grito de guerra e veio para cima.

Fiquei tão traumatizada com tudo o que aconteceu que resolvi seguir os conselhos do meu amigo e me afastar de todas as pessoas que me fizessem sentir um choque energético. Eu ficava desgastava, irritada e com dor de cabeça.

Em algum momento fiquei um pouco deprimida, porque meu afastamento incluía pessoas que gosto, mas eu não tinha mais forças físicas para lidar com tudo e procurei meu amigo novamente, que me deu outro grande conselho:

-Te falei sobre elementos químicos que não batem e geram 
explosões, se afaste disso e esqueça esse assunto. Agora comece a se concentrar no outro lado da questão, a química que dá certo, elementos químicos que misturados geram um elemento melhor ainda. Não pense na dor de se afastar de pessoas da tua família que não te fazem bem, melhor pense na alegria que será conhecer novas pessoas que tenham química com você e sua energia seja compatível. Quando a química é positiva essas pessoas se tornam um combustível na tua vida, você vai pra frente, mas se a química não dá certo o resultado é a explosão, e explosão só causa dor e destruição. Foque na química positiva, essa que te faz bem, aquece, mas nunca explode.

Apesar de ter presente seu conselho, eu escorrego algumas vezes, como hoje.

Moro em um prédio onde não conheço todos os moradores, mas os que conheço sei que minha energia não bate com a deles. Estamos em lados opostos de uma questão, eu sou contra reformas cosméticas e gastos desnecessários, que já triplicaram o valor do condomínio, eles acreditam que passar maquiagem no prédio é subir na vida. Sei que a energia não dá certo, por isso evito me meter em discussões, mas nos últimos tempos com o aumento das contas de luz e água, gastar dinheiro em futilidades é uma coisa que me irrita cada vez mais.

E hoje conversando com uma moradora sobre esse assunto, outro morador se meteu na conversa, depois outro e de repente era uma discussão enorme em cima de mim, porque segundo eles sou a única que critica a administração e reclama dos gastos fúteis, sou a única moradora que não gosta de pagar três vezes mais o valor do condomínio. Fiquei tão irritada que passei a tarde inteira com dor de cabeça, mas não por eles, por mim, por ter sido trouxa e ter me envolvido em uma questão que não posso fazer nada a respeito, todos sabem que coisas estranhas acontecem e o prédio está movimentando muito dinheiro, mesmo assim acabamos de ser premiados com outro aumento de condomínio.

Me envolvi na questão porque o dinheiro é meu, mas no fundo sei que não vale a pena e não vou poder provar meu lado, dentro de um pensamento provinciano e limitado não adianta discutir o inútil que podem ser tapetes com o nome do prédio. Não adianta perguntar se alguém está acompanhando de perto os gastos, todos dizem que as coisas são assim, paciência, ninguém pergunta, ninguém questiona, ninguém desconfia nem liga os cabos.

Já jurei mil vezes que é mais barato pagar o condomínio do que reclamar e ficar com dor de cabeça. Até porque a situação vai longe, a administração não gosta das pastilhas no chão, quer mudar, quer uma nova decoração, elegante. Concordo com isso, se é fácil arrancar dinheiro, por que não? Estamos no Brasil, cada um que garanta o seu.

E acabei me envolvendo nessa discussão sem sentido, com pessoas que não gosto e batem de maneira ruim comigo energeticamente, me fazem mal, só de olhar a cara deles já tenho vontade de vomitar.

E meu amigo tem razão, não vale a pena, por nada neste mundo bater de frente com energias diferentes e muitas vezes opostas as nossas. Não digo que a minha energia seja a melhor do prédio, digo apenas que não bate com o resto.

Já deixei empregos, namorados e lugares pelos choques energéticos, porque causam desgastes enormes e existe um ponto que poucos conhecem, nós não somos obrigados a tolerar nem passar por isso, podemos nos afastar sem culpa de quem não bate com a nossa energia.

E no mundo inteiro existem diversas formas de nomear, alguns dizem que o ''santo não bate'', ''os anjos não se cruzam'', mas todas dizem a mesma coisa, fuja do confronto com energias opostas as tuas.

Tenho uma amiga que me diz:

-Só convivo com pessoas que a energia flui na minha, se fizer curva e virar um choque de água na pedra, eu saio fora na hora.

Já vi pessoas se afastando dos pais e eu ficava sem entender, mas hoje posso compreender, não interessa quem é, se bate com a gente, vira um choque energético, não adianta querer amenizar.

Manter a energia, se proteger, exige de todos nós desviar e evitar essas explosões químicas. Não achei até hoje outro remédio, além do afastamento. Mas essa é uma visão pessoal, conheço pessoas que se alimentam desses choques, adoram o conflito. E boa sorte para eles, eu aprendi hoje, da pior maneira possível, não quero mais saber, podem trocar as pastilhas do chão do prédio por pérolas jamaicanas, que façam o que quiserem, não me interessa. Não vibro nessa frequência, não estou nessa estação e não tenho condições de lidar com tanta energia ruim, mais ainda em um mundo que nos vampiriza o tempo inteiro, até quando assistimos uma novela.

A única coisa que faz a vida valer a pena são os encontros, esses onde a química dá certo. O resto é choque energético e não importa que choque seja, alguém sempre sai machucado. 

Iara De Dupont

5 comentários:

Tadeu Diniz disse...

Não há nada no mundo que pague meu sossego! Eu sempre evito esses choques.

Anônimo disse...

Levo pra vida o tal do SANTO NÃO BATE. O meu é bem ranzinza e não bate com quase nenhum outro, hahaha.

Quanto ao seu condomínio, não é um estresse à toa. Minha maior ressalva em morar em apartamento é justamente isso: depender de outras pessoas pra decidir alguma coisa. E, na maioria das vezes, pessoas sem noção.

Alessandra Tofoli disse...

Esse negócio de mudar de frequência é um exercício diário e como é difícil !
Parece que algumas pessoas existem apenas pelo simples fato de atormentar a vida dos outros e baixar a energia de todos à volta.

Anônimo disse...

E quando o choque é com gente da família próxima (tipo, irmãos)? Além de ter o choque com o indivíduo, ainda tem o choque com toda a velha guarda que vive na fantasia de família margarina e acha que você tem que relevar tudo e fingir que tá tudo bem. Afe! E aí tem que brigar de novo pra pararem de encher o saco... não entendo por que as pessoas não podem simplesmente aceitar que, às vezes, não dá! Não bate, e forçar só piora tudo.

Anônimo disse...

Tenho uma tia que acha que simplesmente pelo fato de ser tia, tem o direito de mandar e desmandar na minha vida, escolher o que é bom e o que é ruim para mim...porém eu nao aceito isso e dei o grito do Ipiranga! Deixei de conversar, se encontro dou um oi e vou logo saindo, não me misturo no lugar em que ela está. O curioso é que alguns primos, quando eu passei a fazer isso, me censuraram, falaram que eu estava errada, que esse era o jeito dela, agora também a evitam, mantém a vidinha deles longe da tia. Será porque? Era só o jeitinho dela...

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