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12 fevereiro 2015

Cuidado! Homens amamentando! Santa paciência, Batman!


Nunca escondi que tenho meus momentos de misandria e não sinto o menor remorso ou culpa por isso.

Nos últimos tempos venho acompanhando uma mudança social e me divido em duas, uma parte minha diz que é uma grande conquista, mas a outra quer jogar uma cadeira na cabeça da pessoa que começou a mudar.

Começa a aparecer no horizonte uma nova geração de pais, homens que entenderam o seu papel e resolveram encarar suas responsabilidades na criação de um filho.

Quando eu nasci, apesar do feminismo estar no meio da discussão, nos anos setenta, isso não chegou lá em casa. Minha mãe ficou cuidando dos filhos e meu pai saía para trabalhar, ele nunca deu banho, esquentou mamadeira, trocou fraldas, nem educou, isso era função de ''mulher'', segundo ele e sua família. Minha mãe foi condenada a aquele papel desenhado pela misoginia, a mãe-bruxa, que educa, tira a criança da cama de manhã para ir a escola, mesmo debaixo de frio, manda ficar quieto, agradecer, comer direito, sentar como gente, falar de boca fechada. Ao meu pai restou o papel de santo, eu nem tinha cinco anos e já sabia ligar para seu trabalho para pedir que trouxesse pão-de-queijo e ele trazia.

Parece que esses são tempos passados e isso me dá muita alegria, acabou esse martírio das mulheres levarem tudo sozinhas nas costas.

Vem surgindo essa nova geração de pais, atentos, cuidadosos, responsáveis. Mas mudanças levam décadas, segundo os sociólogos, o ser humano leva quase cem anos para erradicar uma atitude ou crença. E estamos no começo desses novos tempos, por isso tudo pode parecer tão cansativo.

É  a nova geração de pais-zumbis. Trabalho com eles, por isso sei que parecem mortos-vivos, passam à noite acompanhado a mulher e o bebê, amamentam a criança energeticamente e chegam para trabalhar podres de cansaço.

Mas a mulher consegue! Sim, mas são séculos de condicionamento físico e mental, os homens nunca passaram por essa situação, ainda estão começando a sentir o duro que pode ser.

Ficam à noite inteira sem dormir, são solidários com as mulheres, mas no trabalho vivem cochilando, respondem emails errados, esquecem o que é dito e pedido, se arrastam o dia inteiro, trocam o almoço por uma soneca e vivem com dores, parece que de um jeito ou outro assimilam alguns desconfortos fisícos da mulher e reclamam o tempo inteiro, como se tivessem os mamilos em carne viva.

Vai levar muito tempo ainda para que um homem possa ter a rotina escrava de uma mulher e aguentar fisicamente o tranco.

Acho meigo um homem que amamenta energeticamente a criança, fica ali dando colo, tentando fazer dormir, mas trabalhar com eles é um pesadelo, parece que não estão nem vivos.

Tenho visto essa mudança no meu primo, que foi pai recentemente, parece que todos os dias volta da guerra, sempre se jogando no sofá para dormir.
O que não me parece muito equilibrado em alguns casos, é que a mulher está de licença maternidade, poxa, então se o homem tem que sair para trabalhar doze horas, deixa o rapaz dormir um pouco, dispense seu apoio à noite inteira, porque depois eles não aguentam, não se pode exigir deles agora um condicionamento que nunca tiveram, inclusive emocionalmente.

Minha mãe diz que algumas mulheres conseguem cochilar durante o dia se estão amamentando bebês, mas a maioria que conheço está de pé as seis da manhã arrumando a casa.

Ando muito irritada com essa nova geração de pais no trabalho, apoio o que fazem, mas sou da teoria americana de vida, não me importa o que a pessoa faz ou deixa de fazer em sua casa, desde que se mantenha na linha no trabalho e ter que dividir espaço e trabalhar com esses pais-zumbi tem sido um pesadelo para mim. Isso sem contar nos episódios  ''fofura', onde tiram o celular e começam a mostrar as fotos e dizer ''meu filho nasceu há uma semana e já fala sete idiomas'', ''meu filho nasceu há um dia e já ganhou a Copa Libertadores'', ''meu filho nasceu há um mês e já é presidente do Google''.

Outro dia um pai-zumbi dava risada com umas fotos, resolveu pentear seu filho recém-nascido com gel, fez um penteado maluco e achou aquilo ali incrível porque a criança de dois meses se divertiu horrores. Mas nessa idade a criança não tem nem cabelo, eram três fiapinhos que ele colocou o gel e nem sei se algum ser humano ''se diverte horrores'', aos dois meses de nascido''.

Apoio a pedagogia e sei que ela garante que seres humanos que recebem amor de mãe e pai são mais fortes emocionalmente, é importante a criança receber todo o amor possível, é fofo, lindo e meigo, mas o começo de todas as mudanças traz alguns desgostos e lidar com tantos pais-zumbis me tira do sério, gostaria que eles fossem ótimos pais em casa, mas estivessem pelo menos acordados na hora de trabalhar.

E de um jeito ou de outro sempre sobra para a mulher ter que ser paciente, agora sou eu que tenho que ter paciência com esses pais-zumbi. Poxa, que faça o que quiser em casa, mas que chegue inteiro para trabalhar, milhões de mulheres fazem isso e chegam de olhos abertos no trabalho e eles não podem?

Meu primo está tão cansado que eu digo (pelas suas costas) que ele sofre de ME (mamilos exaustos), parece que amamenta o filho a noite inteira.

Ainda vai doer muito neles, as mulheres foram condicionadas e existem relatos de militares contando o pesadelo que é torturar uma mulher pela sua resistência a dor, homens são mais fracos para isso e uma noite em claro já os deixa arrastando corrente.

Tem seu lado ''ai que fofo'', um deles estava me dizendo todas as vantagens do parto natural, sua esposa escolheu esse método, eles estudaram juntos, ele viu o parto e agora divulga, ah, que meigo, ótimo que chegou essa nova geração de homens, mas em alguns momentos não aguento ouvir tanta fofice.

Socialmente apoio essa mudança, acho fundamental e tenho vistos esses pais-zumbis muito felizes e realizados, com certeza vivem a paternidade de uma maneira mais plena e saudável, que vai fazer toda a diferença na sua vida e sociedade.

Caso eu fosse ter um filho amanhã, optaria por um pai-zumbi, porque alguns, além de cuidar da criança, ainda fazem o jantar, me parece ótimo. 

Mas no trabalho eles me cansam, me deixam irritada e sou obrigada a dizer, já trabalhei com mães de gêmeos e nunca escutei uma palavra, aqui vivo escutando o puxado que é ficar a noite inteira acordados, as cólicas do bebê, a criança que não mama direito e sei lá quantas coisas mais, eu nem escuto direito, porque me irrita tanto ''mimimimimi''.

A sociedade sempre massacrou as mulheres no ambiente de trabalho, foram acossadas e silenciadas, quero ver como vai ser agora com esses pais-zumbis, se os chefes vão ter tolerância com funcionários que perdem a hora porque a criança não dormiu a noite inteira e o pai tem dor no mamilos. Quero ver se esses pais-zumbis vão perder o seu emprego porque tiveram filhos ou vão ser pressionados e impedidos de sair para levar o filho a um médico. 

E no meu momento ''misandria total'', me pergunto, o que está por detrás dessa mudança social? Porque para mim tudo tem que ter um motivo, me pergunto da onde saíram esses homens tão conscientes e cheios de vontade de fazer sua parte? Nunca escondi que não sou fã da humanidade, não acredito no ser humano e desconfio de toda a fofice que vem de um homem.

Mas tenho plena consciência que a mudança é positiva, só resta saber quantos séculos os homens vão levar para entrar na linha e poder trabalhar como as mulheres, sem levar assuntos de casa para o trabalho, nem parar de render.

Ah, mas vão me dizer que meu ponto de vista é capitalista e fruto da revolução industrial, estou mais preocupada com o rendimento do homem no trabalho do que com o desenvolvimento de seu filho. Ora, para começar a criança não é minha e quem disser que meu pensamento é capitalista, desafio a aguentar oito horas ao lado de um pai-zumbi, que não faz a sua parte no trabalho e os outros que se virem, inclusive as mulheres, ou quem você acha que está pagando o pato dessa nova mudança? De novo as mulheres, é nas costas delas que está caindo o trabalho que o pai-zumbi não consegue fazer de tão cansado. Sorte da mulher que se casou com um pai-zumbi, pelo menos não fica sozinha na criação do filho e azar das mulheres que trabalham com um pai-zumbi, como foi meu caso, porque o trabalho dobrou.


Iara De Dupont


5 comentários:

Anônimo disse...

Uma coisa que poderia ajudar pai e mãe, nesses casos, é uma mudança na convivência. Em famílias mais humildes daqui e em tribos indígenas, quando a mulher tem um filho, as parentas costumam se juntar pra ajudar a nova mãe por um tempo. Acho que só na classe média brasileira a mãe costuma ficar sozinha pra cuidar da criança, e esse é um péssimo momento pra deixar a recém mãe sozinha principalmente se for uma mãe de primeira viagem. Ah, e seria ótimo incluir os parentes homens nessa. Eles precisam começar a se acostumar com o lado difícil da paternidade.

Anônimo disse...

Ah, então você finalmente admitiu a sua misandria!

Já estava ficando ridículo negar, não é mesmo? Melhor assumir mesmo que este blog é um antro de ÓDIO e PRECONCEITO.

E quando a misandria for criminalizada você responderá por isso na justiça.

Lembre-se que não sentir "remorso ou culpa" é o critério clínico para diagnóstico da psicopatia.

Iara De Dupont disse...

Poxa, anônimo, está atrasado hem? Já tinha assumido com o maior orgulho minha misandria, te mando até o link pra você ver como perdeu o bonde:

http://sindromemm.blogspot.com.br/2014/05/anonimo-1400-posts-depois-voce.html

Ah, neném quer criminalizar a misandria? Eu quero criminalizar a homofobia e a perseguição as mulheres, a misoginia. Então vamos todos pra justiça né, inclusive você que me persegue.

Muito obrigado por me lembrar que remorso ou culpa é critério clínico para o diagnostico da psicopatia, tá lendo bastante site do UOL? Continue, faz bem, se puder ler aquele livro de 'Psicopatas que perseguem blogueiras'', leia, você vai adorar. Boa sorte meu bem!

Patricia disse...


Sou mãe casada com pai zumbi.Sim,ele está desempregado faz muuito tempo e sofre preconceito.Lado bom:um cara que faz de tudo por mim e pelas crianças.Lado ruim:um cara que amadureceu tão rápido que esqueceu das minhas necessidades de antiga namorada,e ,se fica um pouquinho mais sem dormir,reclama à beça.Bom,mas ele é super discreto,é a exceção pois não fala fofices por aí. Você tem razão,sempre é a gente como mulher que se sobrecarrega mais,mesmo com eles acordados,pois bebe chorou,mãe levanta automática,mesmo que ele tenha a gentileza de segurar o bebe,mas ele quer mesmo é o peito coisa que pai não pode dar,e aí,já viu...a pessoa que comentou sobre o ideal dos parentes homens ajudarem,acho uma utopia braba,e eu mesma confesso que odiaria meus parentes(e os dele)entrando na minha intimidade,dando pitacos na criação dos filhos.Mulher é territorialista,a gente não deixa,preferimos sofrer,temos sangue de guerreira teimosa,Iara!

Anônimo disse...

Exagero. Não precisa ficarem tão chatos como certas mulhers ficam, falando de cor de caca do reizinho. Assim são muitas mulheres que para se dizerem iguais aos homens assimilaram o que eles tem de pior. E não tem nada demais se a mulher fica em casa dar a possibilidade do homem poder descansar para ter condições de trabalhar. Já trabalhei só com homens e era ótimo não ficar ouvindo assunto sobre fraldas. hoje talvez eu não teria este alívio. Sou mulher mas realmente acho um porre este endeusamento dos filhos.

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