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31 janeiro 2015

Mantenha a ''chama acessa'' (casamento exige viu?)


Não são nem as dez da manhã e uma amiga corre para me dizer:

-Iara, estou indo viajar, vou para Cuba!

Que legal! Não conheço, mas todo mundo que já foi me disse que é incrível, que vale muito a pena conhecer.
Disse a minha amiga que a escolha me parecia perfeita e ela respondeu:

-Ah,é, lugar quente! Estou indo lá porque vou fazer três anos de casada e é importante manter a ''chama acessa'' né?

É sério isso? É. Na minha cabeça se viaja para conhecer um lugar, mas para algumas pessoas a viagem serve para manter a chama do casamento acessa.

Me pergunto em silêncio se é um problema local ou no mundo inteiro as mulheres se preocupam tanto em manter a chama do casamento acessa.

Não me casei, mas minha lógica diz que é impossível manter uma chama acessa, pelo menos se inclui outra pessoa e suas vontades. Já cansei de ver amigas  fazendo mil coisas por essa famosa  ''chama acessa'', desde aulas de dança do ventre até viagens, mas me parece que estão correndo atrás de fantasmas.

Casamento é uma coisa que não sobrevive ao tempo, por uma simples razão, nem nós sobrevivemos a ele, que passa varrendo tudo. A convivência e rotina com qualquer pessoa leva ao tédio e mesmice, é humanamente impossível manter o interesse de outra pessoa o tempo inteiro direcionado a nós, principalmente se falamos do interesse masculino, esse tão cheio de vontades.

Me surpreende ver a quantidade de mulheres investindo tempo e dinheiro nessa chama fantasma, que não existe.

Não nego que seja bom viajar com alguém que gostamos, mas pelo prazer de estar ali, não porque tem que manter a ''chama acessa'', ora, isso é coisa de abertura de Olimpíadas, aquele pessoal que fica correndo durante horas.

Corto todos os dias da minha agenda a chatice, tenho trauma de excesso de compromissos e promessas, por isso não gosto de tratamentos de beleza nem de academias, me parecem obrigações que não acabam nunca e não levam a lugar nenhum.

Não me vejo no  ''tenho que manter a chama acessa'', porra, tenho tanta coisa para fazer na vida, vê lá que vou perder meu tempo jogando lenha em uma fogueira que não vai dar em nada.

Me pergunto se muitas pessoas lutam para manter o casamento por amor ou porque querem continuar dentro do esquema fofo de ''eu sou casada há vinte anos''. Uia, exemplo de mulher!

De longe me parece cansativo correr atrás dessa chama, dessa obrigação em manter o casamento acesso, como se isso fosse possível.

Uma vez minha mãe me contou que uma das minhas tias era obcecada com isso, queria manter a chama acessa e lá pelos anos setenta já era moderninha, viajou para a Holanda para comprar brinquedos sexuais.

O outro dia eu estava na casa dessa tia, em um bairro classe média de São Paulo de gente metida a besta. Minha tia e meu tio nem se olham na cara, me parecem ser aquele tipo de casal que não separa mais, porque a vida é assim, casou, ficou ali. No fim da noite ela discutia com ele sobre o lixo, ela queria colocar na rua e ele não, ficou uma discussão besta que trouxe à tona o cansaço que existe ali, o tédio, o tempo, a vida. E me perguntei de que porra serviu trazer brinquedos da Holanda, se no fim a vida não se faz toda na cama e os casais acabam envolvidos em discussões domésticas e bestas, como essa do lixo.

Caramba, tanta coisa para ver na Holanda e minha tia gastou tempo e dinheiro comprando brinquedo! Ah, mas de algo serviu na época, pois é, tudo tem sua época, depois passa e não dá mais para segurar.

O amor acaba, o tesão acaba, não sei porque tanta dificuldade em lidar com isso. Poxa, se acabou, começa de novo com outro Romeu e segue em frente, me parece menos desgastante isso do que ficar mantendo a  ''chama acessa''.

Ah, mas o amor não pode ser eterno? Não sei, faz tempo que não vejo nenhum desenho da Disney, mas acho que nenhum amor resiste a convivência, acaba se desgastando.

Por que Jesus, me explique, de onde vem essa necessidade maluca de investir tanto tempo e energia no outro? Será que só isso vale a pena nesta vida? Não tem nada além?

O ser humano me parece preso a ideia de manter o tempo, o amor, a vida, sexo, tudo aprisionado para que seja eterno. E mulheres são presas fáceis dessa ideia, compram logo o conceito de manter o casamento e a ''chama acessa''.

Que chama porra nenhuma! Quando rola, rola, não precisa de calcinha nova nem viagens a Cuba. Mas quando o tédio entra, não adianta ficar se matando para mudar a história, é o tempo que chegou, nem sempre é a pessoa.

Casamento me dá um tedio, não preciso nem me casar, só de pensar me cansa. Nossa, tenho tantas coisas para fazer que não me imagino pensando as duas da tarde ''o que posso fazer para manter a chama acessa ou acender de novo?''. 
Deus que me ampare, não tenho mais lugar no meu cérebro para esse tipo de pergunta. Acho que me casei mil vezes na última vida e nesta não posso nem pensar nisso. E também fico pensando, por que as mulheres se preocupam tanto em manter a ''chama acessa'' e os homens não? É, deve ser aquela coisa machista de manter as mulheres ocupadas agradando um homem e assim ficam longe do sistema.

Nada, absolutamente nada, do que a gente fizer pode manter o outro interessado sempre em nós, isso é inviável na curiosa natureza humana.

Sou a favor do fogo que deixamos consumir sozinho, a gente conhece alguém, o fogo aparece, a chama cresce, nos apaixonamos, casamos, viajamos, transamos bastante e quando o amor acaba, a gente vai embora. Isso me parece sensato, ao contrário de muitas mulheres que vejo por aí se esfolando para manter a ''chama acessa'', passam os anos e elas não percebem que o fogo apagou e agora caminham em brasas, que logo se tornarão cinzas. E o pior de tudo é que não vale a pena, investir no outro sempre é queimar sua vida por nada.


Iara De Dupont 

3 comentários:

clarissa disse...

Oi, Iara... Acredito que nem lá, nem cá... Eu sou casada há quase 15 anos, vou te falar, tenho desejo pelo meu marido e ele por mim, o sexo nunca diminuiu (fora a época pré e pós parto), nunca ficamos mais de 3 dias sem sexo e isso não era para manter a chama acesa ou coisa que o valha, a chama ainda existe... Vejo que você fala bastante em casamentos em que falta o básico : gentileza! Se você é gentil com quem você ama, dividir as alegrias e tarefas se torna fácil e natural... exemplifico:
eu e o manoel somos médicos, trabalhamos muito, porém temos uma casa para organizar e duas crianças para sustentar, então,como eu odeio ir ao supermercado, quem vai é ele; ele leva as crianças à escola, eu busco; eu pago algumas contas, ele outras; se um trabalhou à noite, o outro controla as crianças para quem trabalhou poder dormir... às vezes, tipo hoje, vou sair do trabalho às 19h; ele também, eu vou passar no supermercado para comprar um vinho para nós, se estiver cansada, peço a janta, se não, cozinho algo na boa. Quem cozinha no domingo é ele, porque eu durmo até tarde. Percebe como dá para negociar? Lógico que não foi assim sempre e que eu não casei com um cara feminista... Mas conversamos, nos ajustamos... Ele gosta que eu pegue o pijama dele de noite, se eu estou em casa, eu pego; não é cobrança, é gentileza! Eu gosto de tomar café com torradas feitas na hora... todo domingo tem torrada para mim quando eu acordo... Vês a diferença? Ele me cobrava que eu não cuidava da casa como a mãe dele, conversamos, brigamos e acabou que ele viu que eu trabalho loucamente e que cuidar de casa está a anos-luz das minhas prioridades. Temos uma empregada mensalista ( lembra do post do pai que trabalhava, mesma coisa, se precisa temos uma babá. Saímos juntos, uma vez por semana, para conversar, beber, falar besteiras, conviver... alimentar o amor... isso é manter a chama acesa, e isso é todos os dias... com todo mundo... bjoo

Anônimo disse...

Acho que, no fundo, tudo se resume a: casamento, pra mulher, é um investimento de vida. Se não der certo, o que ela vai fazer?

Iara De Dupont disse...

Olha, Clarissa, teu caso é raro viu? Tem umas três ou quatro mulheres que passam por aqui e também tiveram sorte de encontrar alguém legal e a coisa dar certo, mas a grande maioria ainda quebra a cara.....

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