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21 novembro 2014

Meu blog não é sobre feminismo



Nunca escondi  a perda de tempo e energia que tive com meu peso. Só Deus sabe do que fui capaz de fazer e que tão longe fui.

Mas no meio dessa loucura conheci uma ''curandeira'', que me disse duas coisas, não sei se são reais ou tem seu fundo de verdade, mas guardei comigo e não esqueci.

Ela dizia que poderíamos colocar uma garrafa na mesa e cada vez que tivéssemos um pensamento ruim era só pegar um conta-gotas e jogar na garrafa. No fim do dia poderíamos ver como nossa energia pode se materializar e quanto dela perdemos em pensamentos obscuros.

Ela disse que quando morremos passamos por uns juízes e eles nos fazem duas perguntas, a primeira é  ''o que você podia ter feito e não fez?'', parece que no mundo espiritual o que deixamos de fazer tem mais peso do que o que é feito. E a segunda pergunta é  ''o que você fez para evoluir espiritualmente?''. Caso a gente se enrole nas respostas estamos com problemas, porque dizem que o mundo espiritual é muito rígido.

E por que eu vim falar disso hoje? Porque chegou ao meu correio um email gigante, cheio de links, explicando em detalhes porque eu não sou feminista e dizendo que eu ofendo a causa, já que segundo essa pessoa misturo feminismo e auto-ajuda, coisas que por princípio são elementos opostos.

Não lembro ter jurado ao pé de nenhuma bandeira, nem faço parte de um grupo de feministas, eu apenas me identifiquei com a causa e a adotei  para me salvar e sou grata porque me salvou, mas jamais jurei com a mão em cima de alguma cartilha. E como abordo o feminismo no meu blog considero um direito meu, quem não se sentir à vontade não precisa voltar.
Mas tenho que reconhecer uma coisa, meu blog não é sobre feminismo nem feministas, nunca foi, apesar de parecer isso em uma leitura rasa.

Comecei a escrever porque isso era a única coisa que me acalmava e colocava meus pensamentos em ordem e meu único guia aqui são as duas perguntas da curandeira  ''o que eu podia ter feito e não fiz? ''  e  ''o que eu fiz para minha evolução?''.

Percebi nesse dia com a curandeira que eu tinha que correr atrás do prejuízo, não poderia dizer que perdi minha vida inteira tentando emagrecer, jogando no lixo toda a minha capacidade.

Quando me perguntei a primeira vez o que tinha feito para minha evolução percebi que nada. É nesse momento que o feminismo entra na minha vida e me mostra que sou um ser individual, não sou uma fonte constante de amor para amigos, familiares e Romeus.
Cada sabe das suas escolhas, mas não vejo minha evolução espiritual ligada a um homem.

Não falo sobre feminismo, isso é um subtexto, falo sobre uma consciência maior, que mostre a todas as mulheres que eles são indivíduos que devem lutar pela sua independência espiritual, emocional, econômica e familiar.
De longe parece  feminismo, mas é apenas um despertar para que nós mulheres possamos procurar nosso lugar no mundo e viver além dos muros que nos são permitidos.

Não é o que essa moça chamou de ''mistura nauseante feminismo e auto-ajuda'', é sobre acordar e perceber toda a energia que está vazando e sendo consumida de maneira errada por amores que não resumem nossa vida e não representam nossa enorme capacidade. 

Não quero morrer e responder por Romeus que amei. Entendo quem queira isso, mas eu não quero. E só tento dizer o que tanta gente amável me disse durante anos  ''Iara, acorde, tome consciência do seu ser''.

Antes de ser filha de, irmã, prima, sobrinha, neta, mulher, trabalhando na empresa de fulano, antes de tudo quis saber quem eu era e isso não era uma luta do feminismo, foi um caminho espiritual que eu escolhi.

Digo muitas vezes  ''mulheres acordem!'', e não estou dizendo com isso que joguem seus Romeus na rua, é apenas ''acordem'' para quem realmente são, procurem sua essência, pensem na sua contribuição para o planeta, na sua realização pessoal e no seu caminho espiritual. E isso não tem nada a ver com a vida doméstica, com ser ou não casada, ter filhos ou não, mas com aceitar e entender que é um ser individual que um dia vai responder pela sua vida e vai dizer o que? Que só pensou em Romeu?

Sou grata ao feminismo porque me deu politicamente a base que meu espírito precisava, a liberdade que conquisto na vida vai de acordo a que procuro espiritualmente.
Mulheres somos educadas para ser o poço da família, sempre fornecendo todas as belezas da água e para fazer tudo florescer, mas isso cria em muitas de nós a mesma estrutura mental de um poço, ficamos cinzas, escuras e com mofo. Poços de água são lindos por fora, mas assustadores por dentro.

Não nego em algum momento dizer que conheci um Romeu e me joguei na emoção, mas tenho consciência que isso não sou eu, nem representa o que vim fazer ao mundo, nenhum espiríto é tão pequeno que vem ao planeta apenas para amar um homem.

Um corpo preso ao peso como o meu foi durante anos aperta e machuca, mas um espírito amarrado e sufocado pode levar qualquer uma a morte.

Existem grandes blogs sobre feminismo, excelentes e que valem a leitura, mas meu blog não está nessa categoria, não falo sobre feminismo, falo sobre libertar o espírito e ir mais longe do que já se foi. Escrevo todos os dias sobre a mesma pergunta, o que fazer para evoluir? Isso inclui ser feliz, livre e se perceber como uma coisa maior do que a esposa de Romeu.

E parte de muito do que escrevo vem da dor de ter visto tantos mulheres na minha família iluminadas, que foram se apagando aos poucos nas mãos de Romeu. Já me peguei olhando uma delas e pensando '' que incrível teria se tornado o mundo se tivesse recebido teu talento como o Romeu recebeu teu amor incondicional''. 

Cansei de ver tantas luzes desligadas, velas apagadas, espirítos neutralizados, parece que isso me leva a escrever no desespero, como se pudesse reverter a história das mulheres da minha família. Tantas mulheres que conheci teriam feito tanta diferença no planeta se apenas tivessem sido livres!

A quem faz uma leitura rasa parece que falo sobre feminismo, feminista, Iara, Iara e Iara. Mas não existe nada disso aqui, eu apenas digo uma frase todos os dias, podem ser quatro posts, pode ser um, mas todos dizem a mesma coisa '' mulheres libertem seu espiríto''. O resto é consequência disso, inclusive virar feminista.

Iara De Dupont

5 comentários:

Suzana Neves disse...

Eu vivia bem, mas depois do nascimento do meu filho comecei a notar as grades em volta de mim.
Eu fiquei aficionada naquele filme crepúsculo fiquei meses assistindo o filme li os livros em uma semana.
Mas é porque eu estava dentro de um casulo e a personagem do livro tbm .
Comecei a fazer perguntas para mim mesma e não encontrando respostas nessa época nem net eu tinha .
Acho que o humano perde muito querendo medir os atos dos outros eu não caibo na sociedade minha bunda não cabe meu jeito de pensar tbm não .
Achava que meu blog era inútil até que me disseram que lia e se sentia mais normal porque acontece coisas iguais a gente pessoas que tem vagina.
Seu blog faz o mesmo por mim me toca em coisas diferentes do que já aprendi por mim mesma.
Seja lá quem for que te mandou o email perdeu o tempo dela porque todas nós lutamos mas cada uma escolhe o que tem de arma todo mundo está lutando contra uma força poderosa que é o Patriarcado .

Anônimo disse...

Bom, o feminismo também me ajudou a ver que o problema não era comigo, era com uma sociedade machista que me cobrava ser o que eu não era e agir de um jeito que eu odiava. Me ajudou a parar de me angustiar com o que me cobravam e mandar toda essa gente chata se lascar e ser eu mesma. Me ajudou a assumir que sou uma pessoa esculhambada e relaxada, mesmo que mulher tenha a obrigação de ser vaidosa, e mandar quem discordar ir carpir um lote. Me apresentou os mascus e machistas e me deu umas dicas preciosas sobre como evitá-los. Me ensinou a respeitar os diferentes e até mesmo a amar meu semelhante mais do que qualquer igreja pretensamente cristã já me ensinou. Me mostrou que minha família não sabe tudo e eu não devia ficar triste por não corresponder às expetativas deles. Me ensinou a me impor e não ser uma banana que faz tudo que me mandam só pq é o que uma "boa mocinha" faz. O feminismo inclusive me esclareceu sobre outros problemas sociais que não costumam me afetar, como racismo e homofobia. Onde entrego a carteirinha que eu nem tirei?

C.Belo disse...

Mas meu Deus do céu, até as feministas são insuportáveis e querem cagar regras? Afinal, elas são parte de um movimento inclusivo????? Pq desse jeito não parece!

Para mim, o que percebo é que seu blog alerta as mulheres sobre muitas situações que vivem e não percebem como sendo abusivas, foi útil pra mim e certamente está sendo útil para muitas outras mulheres, Se segue ou não segue a cartilha do feminismo, de que isso importa? Que coisa mais sem noção a dessa mulher, viu!

Anônimo disse...

Iara, você não sabe o bem que o seu blog me faz. Me ajudou/ajuda a me libertar de algumas amarras que me sufocavam/sufocam durante anos.
As reflexões e experiências, que você compartilha com quem passa por aqui, sobre o mundo e sobre a sua própria vida me fazem refletir sobre como reajo em situações parecidas; sobre como eu não sou uma deslocada, porque existem sim pessoas que têm pensamentos parecidos aos meus, que também se sentem oprimidas e buscam evoluir numa sociedade tão esmagadora.
Com seus textos, eu não aprendo somente sobre o feminismo... eu aprendo sobre as pessoas, sobre a vida real, sem enfeites, sem a falsa bondade e a falsa doçura que insistem em mascarar a realidade.
Muito obrigada.

Anônimo disse...

rsrs, feminismo não deixa de ser autoajuda...
sinceramente, eu leio muita autoajuda, sou viciada nisso, e tenho lido muito sobre feminismo e a mente se abre, mesmo que aos poucos, o feminismo é autoajuda.
quando descobri que grande parte dos problemas que tenho com minha mãe são porque ela é machista, não por eu ser desse ou daquele jeito... ajudou muito. ela continua machista mas hoje eu sei que posso ser mais que isso e nem estresso mais o tanto que estressava... e é só um pequeno exemplo. espero que o feminismo autoajude muitas outras mulheres!!

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