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26 novembro 2014

Casamento com convidados classe média? NUNCA!

Minha mãe cresceu no mesmo lugar e estudou na mesma escola desde o primário até a faculdade, fez ali um grupo de amigas que se falam até hoje.
Todas elas se casaram, algumas tiveram filhos e na hora das festas estavam todas convidadas.

Foi assim até que as filhas e filhos começaram a se casar, não eram todos que achavam graça convidar as  ''amigas'' da mãe, mas a maioria convidou, até porque todo mundo se conhece.

E um dia uma nojentinha do grupo, não gosto da mãe nem da filha, resolveu se casar. Mas a moça ia se casar em um festa luxuosa, com um rico empresário francês e reduziu sua lista de convidados. A mãe dela ficou envergonhada e disse a cada amiga que não foi sua decisão, a filha não quis amigos nem amigas da família, queria apenas seu círculo mais íntimo e a família do marido.

Os  ''filhos'' das amigas não gostaram, é um grupo grande, não são todos amigos, mas não gostaram de ver que as mães não foram convidadas. Eu fiquei chateada porque minha mãe conhecia a noiva desde bebê, na verdade desde antes e ficou com vontade de ver ela vestida de noiva.

Talvez o erro foi a maneira como a coisa foi dita ou colocada, mas a moça era esnobe desde que nasceu, não foi apenas nessa hora que deu um chega pra lá em todo mundo, mas usou uma desculpa muito engraçada, primeiro disse que não podia convidar todo mundo porque os pais pagariam a festa e não tinham dinheiro para bancar tantas pessoas, mas depois comentou que não convidaria nenhuma amiga de sua família porque queria evitar  ''aquele ar de classe média baixa na festa'', já que o noivo e sua família eram ricos e parece que tinham alguma coisa de ''nobres''.

Planejou toda a festa no lápis, tudo o que foi escolhido era do bom e do melhor, menos de cem convidados escolhidos à dedo. E com uma estúpida indiscrição a mãe vivia contando todos os detalhes, como se alguém quisesse ouvir.

A moça era de classe média passando por um momento de sufoco, mas puxou todas as cordas. E não sei o costume no Brasil, mas isso aconteceu no México e o pais da noiva são os que pagam a festa, que sempre é paga 50% antes e o restante no fim da festa.

Não sei o motivo, mas o padrinho do casamento levava no paletó uma parte do pagamento para ser dado ao final e o pai da noiva levava a outra parte.
A festa rolou, todos se divertiam horrores e o pai e o padrinho resoveram ir ao escritório do salão para acertar as contas antes de cair na bebedeira. Ali perceberam que o dinheiro não estava mais no paletó. Ficaram desesperados, voltaram, mexeram em todos os paletós que estavam nas cadeiras, avisaram outros homens na festa e de repente tudo parou, os convidados perceberam e começaram a procurar o dinheiro, tentando ajudar o pai da noiva.

Alguém chamou a polícia, que fechou as portas e revistou até os garçons e o pessoal da cozinha. Até aquele momento ninguém tinha saído da festa, o que indicava que o dinheiro poderia ainda estar lá. As únicas pessoas que sabiam sobre os dois envelopes era a mãe da noiva e a esposa do padrinho.

No meio do desespero e com um pouco de bebida na cabeça, o padrinho subiu ao  palco e fez um discurso emocionado, disse que a família não tinha como repor o dinheiro, eles precisavam pagar para poder sair do lugar e para evitar problemas ele pediu a pessoa que tivesse pego o envelope deixasse discretamente em algum lugar, de maneira anônima, não queriam saber quem pegou, só queriam o dinheiro de volta porque não tinham como recuperar essa quantidade.

A festa já tinha parado, ninguém mais sabia o que fazer, todos os convidados foram revistados e a polícia não achou nada. O noivo que era francês não estava entendendo nada, achou que era tudo uma brincadeira, mas quando seus pais perceberam a gravidade da situação fizeram um cheque, tentando encerrar a confusão, mas o padrinho em um ataque de choro insistia em que a pessoa que tivesse roubado o envelope devolvesse, mas não deu em nada.

Minha mãe só ficou sabendo de tudo isso dias depois, quando a mãe da noiva contou sobre o  ''casamento maldito'', que já tinha começado com aviso dos deuses, porque algumas amigas da noiva ficaram na casa dela para se arrumar e no dia casamento faltou água na região e foi um sufoco.
                            
Nunca falei nada, mas uma amiga da minha mãe que tinha ficado muito revoltada com isso de ser chamada de  ''classe média baixa'', falou um monte para a noiva quando ela voltou da sua lua-de-mel na Grécia. Sei que durante meses os filhos e filhas das amigas tiraram barato com esse ''casamento chique'', até porque na mesma época outra moça tinha se casado em um jardim, convidou todo mundo, inclusive as amigas ''classe média baixa'' da mãe e não se cansava de dizer que não teve um ''alfinete'' roubado, deu tudo certo no casamento dela, ao contrário da outra.

Mas a moça esnobe ignorou uma coisa fundamental na vida, não se pode confiar em ninguém neste mundo, não importa o nível social da pessoa, achar que só porque os convidados eram ricos nada de errado aconteceria é a mesma coisa que dizer que o ser humano é nobre e quando é ruim é culpa da pobreza. O que aconteceu na festa poderia ter acontecido em qualquer lugar, até em uma feira livre. O dinheiro nunca apareceu, ninguém soube quem roubou e tudo o que a noiva não quis, aconteceu. O pânico dela era um casamento com algum barraco ou ambiente de ''classe média baixa'', queria mostrar aos convidados e ao marido que ela era chique e seu casamento seria coisa fina. Mas esqueceu o ponto mais importante, o ser humano é sinistro, nebuloso e suspeito, não importa a conta no banco. Na hora de fazer uma coisa errada e prejudicar muitos não pensam duas vezes, roubar e sacanear não são uma questão de nível social. É apenas o ser humano exercitando seu pior lado.

Iara De Dupont

4 comentários:

Anônimo disse...

Voce ja pensou na possibilidade desse dinheiro nunca ter existido? Soube de algo parecido, em que os pais da noiva não tinham como arcar com uma festa cara e deram esse golpe de que foram roubados...o dinheiro para pagar o restante da festa saiu de uma vaquinha dos parentes do noivo e dos convidados mais ilustres. Nem sempre a pompa da familia corresponde à situação financeira...

Anônimo disse...

A coisa mais rara do mundo é eu ir em casamento. Meus pais eram sempre convidados, mas a mesquinhês de ter que "comprar presente" eles não iam e por tabela eu também não.
Nos dois únicos que fui, não comi nada, mesmo pais se foram cedo da festa. E nunca fui convidada pra um, as amigas que tenho preferem juntar as troxas a casar.

Fátima disse...

É Iara, o primeiro comentário também me fez lembrar de algo parecido. Uma festa de 15 anos para a qual foi convidado um músico de relativo sucesso. Na cidade pequena só se falava na festa da filha do Dr. Fulano, que seria no melhor clube, teria a melhor comida e a presença do ilustre artista para cantar para a aniversariante. A metade do cachê do musico foi paga antes conforme o combinado e o restante seria pago diretamente a ele antes da apresentação. Nessa hora o pai deu o alarme de que tinha sido roubado na cozinha, que alguem o tinha rendido com uma faca e levado o dinheiro, a mae e a filha desmaiaram, a familia chorava assustada com a violencia chegando a uma cidade pequena. O cantor não queria mais se apresentar, os amigos do pai se juntaram e pagaram ao rapaz. A festa transcorreu normalmente apos a policia ir embora sem apurar nada...depois de uns dois meses só se falava da festa na cidade: Cheque sem fundos para o buffet, cheque sem fundos para boutiques de luxo na cidade mais proxima, cheque sem fundo para a empresa terceirizada de garçons, seguranças e faxineiros. O " poder " do pai da menina era só fachada, fez uma festa inesquecivel para a unica filha com cheques sem fundo que nunca pagou e o cantor, foi um presente forçado dado pelos convidados classe quase A ! Não duvide de que esses envelopes com dinheiro nunca existiram!

Anônimo disse...

Se era pra passar vergonha de todo jeito, devia ter convidado os amigos da classe média baixa. Pelo menos teria mais gente pra dar apoio aquele moral na hora do barraco policial.

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