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13 novembro 2014

Adnet: a romântica sou eu

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MARCELO ADNET
Muita gente acha que falar da vida alheia é fofoca, mas nem sempre é assim. Vivemos em uma sociedade e nosso comportamento ainda é primitivo, olhamos para todos os lados para ver o que os outros estão fazendo e então definimos o que é o certo e o errado. Socialmente ainda somos como crianças, sempre observando como os outros se comportam para repetir a ação.

É interessante ver como uma simples situação rende tantos comentários e matérias (link), Marcelo Adnet foi fotografado beijando uma mulher que não é sua esposa, e hoje uma semana depois ainda se fala nisso.

Um conhecido espanhol me disse que o episódio mostra como nós brasileiros somos conservadores e ainda carregamos no que ele chamou de ''caipirice católica''.  Concordo com isso, sempre falo que o Brasil só tem tamanho, porque a mentalidade é pequena, igual a Asa Branca, a cidade fictícia  da novela Roque Santeiro, que tanto revelou o mapa das nossas atitudes.

Ainda vemos a  ''esposa'' como figura de respeito e a monogamia como um estado natural do ser humano, mas ninguém se perguntou se o casal Marcelo Adnet e Dani Calabresa têm esse acordo, porque podem muito bem estar juntos, apaixonados e viver um relacionamento aberto.

Mesmo assim intriga a todos, tanto que uma moça, ex-prostituta e hoje palestrante, Vanessa Oliveira, disse em um programa de televisão que a reação de Dani com a traição era de mulher que conhece o homem que tem, sabe que ele é assim mesmo.

Nem sempre estou de acordo com essa afirmação, acho muito fácil continuar jogando nas costas das mulheres o comportamento masculino, agora dizendo que nós sempre sabemos como eles  ''são''.

Ninguém sabe como é um ser humano no seu limite, nem até onde vai sua essência boa ou ruim, pessoas nos surpreendem o tempo inteiro e se Dani ''sabe'' que seu marido é meio galinha, tenho certeza de que se surpreendeu ao ver que era tão descuidado a ponto de se deixar fotografar com outra.

Eu tive meu momento de romântica em relação ao casal, achava eles fofos juntos, mas realmente escorreguei no padrão conservador e modelo burguês, monogamia  não é uma coisa implícita no amor. E a ausência dela não gera nenhum problema se o casal estiver de acordo.

Prefiro pensar que as pessoas falaram muito no assunto não pela traição em si, mas pela indiscrição, Marcelo poderia ter sido discreto, esse sim fator essencial para se viver em uma sociedade, quebrando essa regra todas as facas foram na sua direção.

Um dos meus tios se envolveu em um episódio de traição, no desespero tentou manter a moça calada, deu carro, casa, dinheiro, mas ela não parava de perseguir minha tia e mandar fotos.
Um dia na casa da minha avó outro tio se meteu a falar sobre o assunto e detonou o comportamento do homem que tinha traído, falou um monte, até que um dos meus primos não aguentou mais e disse:

-Tio, tá dando lição de moral por que? Ele foi pego, mas você também não é flor que se cheire, fica na pose, mas também já deve ter aprontado.

E meu tio respondeu:

-Você viu alguma coisa? Tem alguma prova? Não tem e sabe por que? Porque são rumores, fofocas.

Meu primo insistiu:

-Mas é fofoca demais viu? Todo mundo desconfia!

-E vai continuar sendo fofoca e te digo como homem, o problema não é trair, é envolver a tua família nisso, teu outro tio é um bosta, não sabe fazer nada direito, mas merece o perdão porque não é um traidor, é um idiota que foi seduzido. O homem que trai sabe bem fazer as coisas e entende que a primeira regra é tirar a família da jogada, ninguém pode saber. Mas quem é pego é moleque, e esses merecem o perdão, são amadores, não são profissionais. O homem que cai em conversa de mulher é pego, mas o homem que vai atrás para trair sabe bem como jogar com todos os elementos, inclusive a família. Teu tio agiu como moleque, não teve a malícia dos profissionais e por isso mereceu o  que eu disse a ele.

Talvez a situação do Marcelo tenha gerado tanto barulho pela indiscrição, a traição em si parece socialmente aceitável, já que todos sabem que se manter em um casamento sem trair é como mergulhar sem oxigênio, é  questão de tempo vir à tona respira.

Mas também defendo a tese de que somos um país de românticos e conservadores, ainda achamos lindo um casal de jovens, apaixonados e pensamos que devem se comportar como se estivessem no século XVIII.

Uma vez um sociólogo disse que ver casais trocando de pares nas ruas e bares um dia vai ser tão comum como ver uma mulher saindo para trablhar.

Como sou preguiçosa emocionalmente e nunca senti interesse por vários homens ao mesmo  tempo me apego à tese romântica, acho melhor ficar com um porque dá trabalho demais ter outro.

Outra teoria garante que todo esse assunto de traição nos desperta interesse porque não estamos seguros internamente, ainda duvidamos se a monogamia é a melhor escolha, caso fosse um assunto fechado e resolvido daríamos a ele a mesma atenção que damos aos escandâlos de corrupção que invadem o país, ou seja, nem olharíamos duas vezes.

E tudo isso bate com uma corrente de pensamento que garante que há anos estamos agindo de um jeito e sentindo de outro. Talvez nos nossos sonhos e fantasias ser fiel é uma coisa romântica e certa de se fazer, mas nossa realidade é outra. E é nesse choque que todos nos surpreendemos quando alguém, no caso Marcelo, mostra realmente como vivemos.

Iara De Dupont


2 comentários:

Fátima disse...

Tenho dois amigos cujo avô, era pastor de uma igreja evangelica muito proibitiva. Os netos foram criados nesse sistema, mas ao chegarem aos 14, 15 anos se rebelaram e passaram a ter uma vida fora da igreja. O avô os chamava constantemente, para ensinar o caminho do bem, do bom comportamento e do respeito, aos netos com seus 20 e poucos anos. Num dia de carnaval, os dois primos arrumaram companhia para uma noite menos musical, levaram as meninas para o motel e iam dividir o quarto para a brincadeira. Ao chegarem à rua do motel, quem eles veem aos amassos com uma jovem? O vovô-pastor!!! Acabaram os sermões, tudo que os netos faziam e os pais pediam que ele os ensinasse,a resposta era a mesma: " Deixem os meninos, isso é coisa da idade!"

C.Belo disse...

Olha, pode me chamar de retrógrada, mas eu jamais iria perdoar uma traição, já fui traída, sei a dor que foi, sei bem como me senti, entendi a falta de respeito que sofri, e portanto jamais poderia pensar diferente. A única coisa que mudou com os anos vividos foi que não acho mais que traição seja a pior coisa numa relação, entendi que falta de respeito à individualidade, sufocamento de uma das partes devido a altas expectativas e mania de querer controlar os passos do outro é que é o fator decisivo para a derrocada do relacionamento.

Eu preferiria MIL VEZES ser traída pelo meu marido do jeito que ele é e me trata do que viver a vida inteira ao lado de um louco controlador que não gosta que eu saia NEM MESMO com meus irmãos e cunhados, faz infernos por qualquer coisa e me põe pra baixo em todos os meus planos, me diminui, me vê como um ser inferior.

Portanto, de fato, tem sim um bom fundo de razão em tudo o que vc disse, a sociedade CAGA pros casais de famosos com problemas realmente sérios, a mídia tende a simplificar os problemas botando, CLARO, a culpa sempre na mulher "louca" (lembrei do caso da Catherine Zeta Jones sobre o qual vc até escreveu), mas dão demasiada atenção a um caso extraconjugal.

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