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31 outubro 2014

Que chova na minha alma



















Uma vez me disseram que não acontece nada no planeta que não tenha acontecido antes na alma das pessoas. Não existe loucura nem desequilíbrio na natureza, apenas no ser humano e tudo que acontece de errado e ruim é culpa da sempre nebulosa  e sinistra alma humana.

E hoje uma amiga me dizia que estava pensando em se mudar de São Paulo, devido à crise da água. Talvez melhore um pouco com as com as chuvas, mas a lição já foi dada, só resta saber se as pessoas entenderam que é preciso reduzir o consumo para poder ter água por mais tempo, não é um recurso renovável e ninguém sabe se essa falta de água vai passar.
Já escutei de algumas pessoas essa vontade de sair de São Paulo pela falta de água e pela incerteza que isso gera.

Fiquei pensando muito no que minha amiga disse sobre ir embora. Desde que o mundo existe a água tem sido o norte do ser humano, que sempre tenta se estabelecer perto dela, sabe que longe seu tempo de vida será menor.

E desta vez tenho que concordar com essa teoria que diz que a natureza e suas mudanças são o reflexo da nossa alma. Não sei pelos outros, mas sei de algumas pessoas próximas a mim e posso garantir que o seu ano tem sido ''seco'' e ''árido''. O meu em muitos aspectos tem sido um deserto emocional, onde nem eu consigo explicar minha resistência a esse tempo quente no coração.

Este ano faltou muita água na minha vida pessoal, parece que grande parte da minha alma secou de tanto ficar à mercê do forte sol. Também senti a falta de água em alguns projetos profissionais, parece que os plantei no deserto e a areia cobriu.

Segundo os otimistas o ano só vira no dia 31 de dezembro, até lá muitas coisas boas ainda podem acontecer, mas se eu tivesse que escolher qualquer fenômeno da natureza para descrever meu ano, desde janeiro até hoje, véspera de novembro, a definição mais perfeita seria a seca, a falta de água, as nuvens que não chegam para dar um refresco e os dias quentes.

Me dizem, mas não tenho como confirmar, que a vida é longa e passamos por muitas mudanças como as árvores, nada é eterno e assim como atravessamos desertos também vamos atravessar mares lindos e calmos.
Mas falta de água também é aviso, pelo menos considerado assim por alguns nômades, é o momento de analisar os ventos e levantar acampamento.

De tarde caminhava pela rua quando vi o sol batendo forte no chão, fazendo ele brilhar, como se mostrasse outro caminho. E lembrei da minha amiga falando sobre a água e senti a alma seca, parece que São Paulo foi na minha vida como a reserva do Cantareira, secou lentamente apesar dos meus esforços para manter a mesma energia.

Meteorologistas garantem que as chuvas vão começar agora e toda essa seca será passado. Mas não tenho previsões para minha alma nem para minha vida em São Paulo. Uma parte de mim pensa que é melhor levantar acampamento e procurar água em outra lugar, mas a outra parte sonha que um dia vai voltar a chover em minha alma e vou ver novamente a grama dos meus sonhos crescer e ver todas as flores que um dia eu plantei. Tomara que chova na minha alma. Tomara.

Iara De Dupont



Um comentário:

Poeta da Colina disse...

É interessante pensar como a alma ficou associada ao tempo, o dia do aniversário, a virada do ano, como se precisássemos de um movimento e força coletiva para dar uma virada no nosso tempo. Mas acho que no final das coisas a mudança é extremamente nossa.

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