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18 outubro 2014

O enigma Facebook


Tenho um professor que sempre dizia duas coisas, uma delas é que a internet não é feita por alienígenas, não existe uma divisão, o que acontece de ruim lá fora, acontece aqui, é tudo a mesma coisa, o mesmo lixo feito por pessoas. Ele também dizia que vamos ter que nos acostumar com essa nova realidade tecnológica e aprender a ver o lado positivo, abandonar essa mania que todos temos de condenar a vida virtual, dizer que cria dependência e faz a pessoa se isolar.

Já escutei milhões de críticas ao Facebook e twitter, todos dizem a mesma coisa, que não serve para nada, que não leva a nada, além da perda de tempo.
Como muitas pessoas tenho reclamações sobre a vida virtual, mas nada além do normal.
E nos últimos dias venho pensando nisso por uma coisa que aconteceu e acabei lembrando o meu professor.

Há alguns anos precisei de uma consultoria em um determinado assunto e uma amiga me indicou um conhecido. Fui ao seu escritório e ele foi muito gentil e me ajudou.

Hoje quando lembro da história me parece estranha, mas naquela época não me pareceu. Depois que o conheci lembro que comecei a falar com ele no Messenger ou por telefone. Tentamos várias vezes outro encontro, mas sempre aparecia algum imprevisto. Ele me ligava pelo menos uma vez por mês e ficávamos horas no telefone falando sobre a vida. Lembro de um dia que ele me ligou ao celular, em uma época que custava uma fortuna a ligação e ficou conversando um bom tempo. 
Minha mãe e umas amigas sempre me perguntaram o que ''rolava'' entre nós, mas eu garantia que era apenas amizade. Quando o conheci tinha pouco tempo de ter terminado o namoro com o meu amado Romeu, Rafael, e eu carregava a esperança e a falsa sensação de que ele voltaria, então não tinha interesse em nenhum homem, mas nunca me perguntei se o rapaz tinha algum interesse em mim ou o porquê dele me procurar tanto. Não lembro de conversas sobre sua vida amorosa, nem namoradas, sempre foi discreto. 

Falei com ele durante anos, mas de repente mudei de cidade e cortamos o contato.
Um tempo depois ele veio à cidade por questões do trabalho, me ligou, mas de novo não conseguimos nos ver. Essa vez foi minha culpa, ele chegou um dia antes de que eu prestasse vestibular e fiquei ansiosa para descansar e dormir, por isso decidi que era melhor deixar para outra ocasião. Ele garantiu ter entendido, mas sei que não gostou porque depois disso sumiu.

Se  passaram outros anos e um dia ele me achou no Facebook e me adicionou. Falamos algumas vezes, mas sempre o senti frio, parece que nunca superou a vez que cancelei o jantar. Resolvi então ficar na ''minha'', se ele fala comigo eu respondo, caso contrário não o procuro.
Mas sem querer comecei a acompanhar ele pelo Facebook, pelas atualizações. E de repente apareceu diante de mim uma pessoa que eu não conhecia ou não cheguei a conhecer. Lembro dele como um rapaz educado, gentil e focado, mas não lembro de ter tido interesses em comum com ele. E vendo seu Facebook comecei a me surpreender com ele, não sabia que estava envolvido na luta pela libertação dos animais, nem que procurava respostas para a existência humana na terra.

Comecei a pensar que se eu tivesse conhecido esse perfil dele há alguns anos teria me apaixonado loucamente, porque é semelhante ao meu. Não sei porque não prestei atenção nele na época que o conheci nem porque nunca me senti atraída. Talvez ele mudou radicalmente, já se passaram dez anos e pessoas caminham em outras direções.

A vida é estranha e o Facebook transforma muitas coisas em enigmas. Para mim pensar nisso tem sido reconhecer o lado positivo do Facebook, que mostra pessoas que pensamos conhecer, não conhecemos e um dia nos surpreendem. E no caso dele não é uma questão de fofice nem de perfil falso, ele mudou o foco de sua vida e trabalha em outras coisas hoje, se dedicou a  umas paixões antigas, o comércio, e aos animais.

É tudo tão novo ainda no mundo virtual que olhamos para uma pessoa no seu Facebook e nos fazemos algumas perguntas. Tenho pensado nisso, por que fui tão amiga dele em uma época que não parecíamos ter nada em comum e hoje que temos tanto nem nos dirigimos a palavra? Parece que o tempo passou entre nós e tudo mudou, um encontro que virou um desencontro, mesmo que virtual.

Lembro de um amigo que tinha um avô que era obcecado com relógios, ficava maluco se via um com a hora errada. Um dia meu amigo se irritou com o avô e perguntou porque tanta obsessão e o velhinho disse:

-Meu filho, não tem nada pior na vida do que estar atrasado e nada mais angustiante do que estar adiantado. Tudo na vida só acontece no tempo certo e estar fora dele  muda nosso destino. Acerte sempre seu relógio menino, não deixe que o tempo adiantado ou atrasado  te tire do teu caminho.

Acho que foi isso que aconteceu entre meu amigo e eu, o tempo errado.

Iara De Dupont



3 comentários:

Anônimo disse...

Ola!!!!

Eu nao tenho paciencia para o facebook,reconheco seu valor em colocar em contato pessoas que por meios comuns jamais se reencontrariam,mas com rarissimas excessoes o facebook e um rascunho de pessoas,ou o que elas gostariam de ser,ou apenas a melhor parte e muito enfeitada do que são. O vicio do face que me incomoda não é o de as pessoas ficarem 24 horas conectadas acompanhando a vida alheia,é a necessidade angustiante de mostrar que esta bem,feliz,linda e otimista. Tenho uma pessoa proxima que esta passando por um momento terrivel e ao inves de se recolher entra no face pra postar fotos para parecer bem,acho essa dependencia triste,mas como voce bem disse,o que acontece la acontece ca,porque desde que o mundo é mundo as pessoas meio que dependem da opinião,aprovação e admiração alheia,mas ver isso no dia-a-dia em doses homeopaticas eu aguento,mas de centenas de pessoas que eu gusto diariamente eu não tenho saco. Eu entro no face raramente porque para a maioria dos amigos e familiarés é o unico meio de comunicação,eles se recusam a usar outro. Talvez seja orgulho da minha parte , talvez eu me sinta melhor se visse pessoas piradas como eu.

Anna

Suzana Neves disse...

Essa época de eleição ta um saco , eu gosto mais do face de amigos virtuais do que tenho da minha cidade porque Vc conhece a pessoa , mas enfim cadaum é cada um .

Patrícia disse...

Eu não tenho facebook, abri uma conta uma vez mas no dia seguinte cancelei, acho patético, não gosto mesmo e se ninguém mais me achar só porque não tenho facebook, pra mim tanto faz.

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