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14 setembro 2014

Racismo é a coisa mais estúpida do mundo

Resultado de imagem para negros e brancos

Talvez um dia eu escreva um livro sobre os anônimos que aparecem aqui no blog. Já conheço alguns porque reconheço a maneira de escrever e sempre me pergunto porque voltam tanto se não parecem gostar.

Ontem recebi um comentário sobre um post meu, dizendo que eu falo sobre racismo, reclamo, bato o pé, mas sou branca, então quem disse que tenho moral para mencionar o assunto?


Concordo que muitas coisas só quem sente na pele sabe a dor que elas provocam, mas algumas pessoas podem nascer com gotas de compaixão e entender o sofrimento do outro, sem ter que passar pela mesma coisa.


Mas alguns sofrimentos estão entrelaçados, são a mesma coisa ou pelo menos se parecem bastante.

Não precisei nascer negra para conhecer o horror do preconceito, por ter nascido gordinha fui julgada desde o primeiro dia e assim como a sociedade fecha a cara com os negros faz a mesma coisa com os gordos.


O outro dia assisti o programa Conexão Repórter e falavam sobre racismo e preconceito, mostraram como gordos e magros são tratados de maneira diferente assim como brancos e negros.

E vejo isso nos testes para comerciais, lugar que frequentei durante anos. Quando eu era chamada entrava em uma categoria de ''perfil especial'', ou seja, precisavam de uma gorda. Chegando lá era normal encontrar atrizes negras, porque faziam o teste para seu perfil no mesmo dia. Não conheço todas de nome, mas de vista já sei quem são. Os testes eram em horários diferentes e longe dos testes do ''perfil tradicional'', ou seja, as atrizes magras e brancas. Escutei uma produtora chamar um teste de ''circo'' porque estavam ali vários perfis, anões, gordos, negros, asiáticos. 


De longe pode parecer uma coisa normal, mas de perto isso machuca. Conheço atrizes magras e sei que elas são chamadas a testes e podem ir tranquilas, mas se eu sou chamada ou uma negra é, não sabemos o que nos espera, em geral é alguma humilhação, se existem gordos em comerciais é porque alguém vai humilhar e se aparecem negros é porque serão empregados dos brancos.


Nada disso acontece em silêncio, atores e atrizes reclamam, se escutam vozes nos corredores e sempre é constrangedor, até porque atores de ''perfil especial'' ganham menos dos que os atores de ''perfil tradicional''.


Como mulher meus direitos estão ligados com os outros, uma sociedade racista é também machista, se não respeitam uma negra também não vão respeitar uma mulher ou gay.


E nada atrasa mais o Brasil do que o racismo, nada é tão infeliz e sem sentido como isso. Não sou idealista, nem acredito em grandes mudanças, mas um país que não supera o racismo está condenado.


Não preciso ser negra para ver o horror que acontece no Brasil, como todos sinto as consequências de tanta ignorância e também pago por isso, assim como os gays, outras vitímas do preconceito.

E como mulher me sinto com toda a moral do mundo para falar de preconceito e perseguição, infelizmente sei o que é isso.

Não fico sonhando com dias melhores, mas perceber que existem pessoas no mundo que dividem problemas que afetam a todos como uma questão de ''moral'' me desespera. É justo essa divisão que amarra as mãos, brancos podem falar sobre problemas de brancos, negros sobre problemas de negros e assim por diante.

Esse é um ponto que aprendi no machismo, não é uma coisa que atrapalha apenas as mulheres, é um fator que muda para pior a vida dos homens também. 

Os negros podem falar sobre o racismo que sentem, mas a sociedade inteira paga o preço de tanta estupidez, porque todos os direitos estão conectados, quando um deles é negado o outro lado também sofre. Uma sociedade racista é um pesadelo para qualquer país.

E não falo como mulher, nem como branca, falo como uma pessoa inteligente que sou e sei que quanto mais burrice no mundo pior fica, e racismo é uma das coisas mais estúpidas que existem. Posso até não viver em um mundo justo, sei que isso é impossível, mas não me conformo de viver em um mundo tão burro.

Iara De Dupont

2 comentários:

Fátima disse...

Concordo com voce, racismo para mim é total burrice! Penso que no Brasil, ninguem é 100% branco. Eu sou clara e meu pai era mulato, isso se repete em várias famílias por aí. Ainda continua distante o dia em que o preconceito vai sumir da nossa vida, porque a escola além da família, deveria ensinar e costumam ser esses os lugares onde o racisco e o preconceito são adubados.

Anônimo disse...

Ridículo achar que tem que ser negro para sentir compaixão e apoiar a luta contra o racismo. Como se "empatia" não existisse, como se a gente só lutasse por si.. a dor do outro, é a nossa. Sou mulher, sou branca, sou heterossexual e classe-média, e por mais que não sinta exatamente as dores que o preconceito causa em um homossexual, em um negro, em uma pessoa gorda, eu sinto empatia e luto por eles. E continuem me achando hipócrita, falsa e etc..

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