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10 setembro 2014

Não adianta jogar (etiquetas não grudam mais na minha pele)





Às vezes ao passar a esponja durante o banho posso sentir na minha pele a cola, aquela que foi usada durante anos para grudar tantas etiquetas jogadas na minha direção.

Pode ser uma experiência assustadora perceber como as pessoas estavam erradas e disseram coisas sem sentido.

Eu achava que era de um jeito, mas levei algumas décadas para perceber que esse ''jeito'' era o que as pessoas diziam, não o que eu era realmente.
Uma das etiquetas grudadas dizia ''ciumenta'' e acreditei durante anos que era assim. Muitas coisas aconteceram para perceber que meu grau de ciúme era normal, nada fora dali. Mas me fizeram acreditar que eu era muito ciumenta.

Pessoas se alimentam em um relacionamento do que é jogado a elas, eu era insegura, namorava Romeus inseguros e essa conta nunca fechava. Para eles era necessário ter uma namorada ciumenta, era como reafirmar seu poder, então faziam algum jogo estúpido e eu na minha ingenuidade o seguia.

Um Romeu tinha fotos da sua ex-namorada em casa, quando eu dizia que aquilo me parecia fora de lugar ele respondia dizendo que eu agia como maluca, ciumenta e possessiva. Jurava ter as fotos da ex apenas porque achava a moça bonita e não tinha razão para apagar seu passado, apenas porque a desequilibrada era eu.

Hoje percebo o quanto ele se alimentava dessas discussões, como se estivesse no meio de uma briga de mulheres por ele, a atual e a falecida. Era uma situação doente, mas eu não percebia.

Outro Romeu estava sempre cercado e atendendo ligações de suas amigas, mas fazia aquilo na minha frente e sempre acabava em briga.

Sem querer criei de mim mesma uma imagem que não correspondia à realidade, ser ciumenta é uma coisa, mas eu não brigava por ciúmes, estava apenas desesperadamente tentando ser respeitada, coisa que não acontecia.

Isso é uma coisa que muitos homens sabem manipular, inventam situações de uma maneira que a mulher acaba caindo na jogada e se comporta como se fosse super ciumenta, quando na verdade ela apenas está sendo desrespeitada.

Cansei de escutar o mesmo lado da questão, as mulheres malucas que dão chiliques de ciúmes, mas nunca escutei críticas aos homens que provocam as mulheres e as desrespeitam na frente de todos.

Estar com uma pessoa exige um comportamento elegante, quem não quiser isso que não namore, mas não faça o outro se envolver em seus shows particulares.

Só o tempo mostra como esse jogo doente funciona, eu não sabia disso, e ninguém nunca me avisou para não cair nessas armações baratas de homens inseguros que vivem emocionalmente desses conflitos. São essas coisas que ninguém ensina, justo o mais importante, como fugir de mentes doentes e pessoas que vivem de energias baixas. Eu namorei vários Romeus assim porque era insegura, mas jamais ninguém nem psicólogos, vieram me dizer que eu deveria prestar atenção nesses namoros, arrumar minha insegurança e não me envolver com pessoas assim que me faziam sofrer.

Em um grupo de teatro que estive vi uma situação horrorosa, mas hoje entendo que tinha sua lógica. 

Era aquela velha história da mãe frustrada que empurra a filha a ser atriz. Mas neste caso era uma menina de dez anos, assustada, sem talento e sem vontade. A mãe atormentou o diretor e a peça precisava de uma criança, então a menina entrou. 

Durante ensaios a menina sofria demais, não gostava daquilo, uma vez desmaiou, outra fez xixi nas calças, era uma tortura ver ela e sua mãe ali, que ficava parada assistindo tudo.
No dia da estreia a menina não parava de chorar, a mãe a puxou a um canto e disse:

-Você cala tua boca porque ninguém tem nada a ver com teus medos e pânicos, a única coisa que interessa aos outros é teu melhor lado, vai lá e mostra teu talento.

Fiquei chocada com essa cena, foi uma das coisas que nunca esqueci.

Mas hoje pensando com calma penso que existia uma verdade atrás de todo aquele horror, o que interessa aos outros é nosso melhor lado, assim como nós estamos interessados no seu melhor lado também. Jogar inseguranças e medos em relacionamentos é como virar um imã para malucos, não vale a pena. E depois ainda terminamos com uma fama que não tem a ver com o que somos, nem pensamos.

Durante anos achei que era uma ''descompensada'', ciumenta sem controle, e só consegui mudar essa percepção depois que namorei um Romeu super tranquilo que sempre me respeitou, assim comecei a perceber que não era de natureza ciumenta.

É a loucura dos outros que joga etiquetas em cima de nós, a única coisa que resta a fazer é passar bastante óleo de amêndoa na pele e na mente para que todas essas etiquetas escorreguem até o lixo, o lugar delas.

Iara De Dupont


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