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23 setembro 2014

Dinheiro: observando e aprendendo

DODA MIRANDA E ATHINA ONASSIS
O grande encanto da vida é que estamos sempre aprendendo e para isso só precisamos observar.
Não é pessoal, eu adoro o Brasil, mas a mentalidade jeca me irrita muito, principalmente quando envolve aquele complexo de brasileiro de querer mostrar quanto dinheiro tem.

Já li que são os restos da nossa convivência com a corte portuguesa, essa necessidade maluca de querer parecer com os nobres.
Gosto de ler e aprender com as pessoas, fico de olho naquelas que parecem ter um comportamento inteligente.

Aprendi muito lendo sobre a herdeira da família Onassis, Athina, uma das mulheres  mais ricas do mundo. A fortuna começou com Aristóteles Onassis, um empresário grego que fez fortuna. O destino parecia reto e seu herdeiro direto era o filho, Alexander, conhecido por ser tão ousado como o pai, mas ele morreu muito jovem em um acidente de avião. Aristóteles sofreu demais e começou a ficar doente, então o império foi entregue a sua filha, Cristina. A mesa de conselho das empresas não queria, consideravam Alexander perfeito para suceder o pai, mas Cristina era gordinha e cheia de complexos, timída, vivia procurando tratamentos estéticos, se envolvendo com homens que a exploravam, não parecia entender nada de negócios. Mas não havia outra solução e ela assumiu o controle das empresas. Em questão de meses triplicou os lucros e mostrou uma disciplina de ferro, a mulher que parecia sonsa permanecia no seu escritório até para almoçar, muitas vezes comendo apenas um sanduíche. Quando os números começaram a subir na empresa dizem que alguém da mesa do conselho disse ''ela é uma Onassis, sabe onde está o dinheiro''.
Ela morreu de maneira misteriosa com apenas trinta e oito anos, até hoje existem muitas teorias que envolvem sua morte e ao morrer sua única filha, Athina, herdou todo o império.

Athina cresceu com seu pai, sua madrasta e seus irmãos e com menos de dezoito anos se apaixonou por Doda Miranda, um brasileiro. O pai não aceitou o relacionamento e eles romperam relações, mas Athina conseguiu sair com o seu dinheiro, lutou na justiça pelo controle do império e ganhou.
O controle de tudo ainda estava ligado a essa mesa de conselheiros gregos, que acompanham a família há decádas e novamente eles ficaram gelados. Nunca gostaram do pai de Athina, um homem que sempre explorou a mãe dela, Cristina, mas acharam que deixar toda a fortuna nas mãos de uma garota de vinte e um anos seria uma tragédia.

Mas o que ela vem fazendo em dez anos de controle das empresas surpreendeu todo mundo. Parece que ela tem um problema com a palavra ''manutenção'' e foi se livrando de tudo o que a família construiu durante anos. Começou vendendo os apartamentos da mãe em Paris, Nova York e iate do avô, o maior barco do mundo e fez leilão das jóias da mãe. Essa parte chocou muitas pessoas, porque sua mãe tinha jóias exclusivas que não podiam ser vendidas porque não era possível colocar preço em peças tão exclusivas, mas as que conseguiram ser avaliadas Athina vendeu.

E não acabou nisso, seu avô tinha uma ilha na Grécia, dedicou anos para construir sua mansão e dizem que é um dos lugares mais luxuosos do planeta. Depois da morte do filho um mausoléu foi colocado ali e ele deixou claro que queria ser enterrado ao lado do filho.
A mansão era tão gigantesca e deslumbrante que tinha até uma padaria própia, onde padeiros franceses trabalhavam o dia inteiro apenas porque Cristina era louca por pães.
Depois da morte de Cristina ela foi enterrada na ilha ao lado dos pais e do irmão. E sem dó Athina vendeu a ilha. O governo grego tentou negociar, queria fazer um local turistíco, mas não tinha o dinheiro que Athina pedia, então ela vendeu a particulares.

Ela nunca deu entrevistas, nunca se explicou nem disse nada, mas pessoas ligadas a ela diziam que foi apenas uma questão de administração da fortuna, nada pessoal,  ela não gosta de gastar em ''manuntenção'' e a segurança da ilha, dos apartamentos, das jóias, dos barcos, custava uma fortuna e ela preferiu se livrar de tudo para não gastar mais. Parece que sua lógica de vida é alugar as coisas quando precisa delas, não comprar e gastar com a manuntenção.

A ilha foi vendida por milhões de doláres, coisa que não faria nenhuma diferença na fortuna de bilhões que ela tem e nem o fato da mãe estar enterrada ali mexeu com ela.
Um membro do conselho reconheceu que ela triplicou sua fortuna e esses movimentos de vender tem sido uma boa coisa e alguém disse novamente  ''ela é uma Onassis, sabe onde está o dinheiro''.
E ela fez tudo isso antes de chegar aos trinta anos e ainda transformou sua paixão por cavalos em grande negócio, é dona de um festival de hipismo que viaja pelo mundo inteiro.

Mas essa é a história dela, que mora na Bélgica, aqui no sítio Brasil o povo conta sobre outras ''personalidades'', como o rei do camarote, não sei o nome dele nem a que se dedica, mas aparece nos programas de televisão dizendo que gasta fortunas em festas, com aquela jequice tradicional do brasileiro, só vale a pena gastar se os outros estão vendo.

E agora ele anda exibindo um iate de 6 milhões de reais. Mas foi só ver a entrevista de uma pessoa ligada a marinha que entendi Athina. A pessoa disse que a manuntenção de um iate de 6 milhões de reais custa cinquenta mil reais por mês. E quando a pessoa quer usar seu barquinho ela tem que gastar mais vinte mil reais para dar um passeio, fora o que vai gastar em comida e bebida para seus nobres convidados. Se essa pessoa usa o iate apenas uma vez por mês durante um ano vai gastar  entre uso e manuntenção 840 mil reais por ano.

Então percebi porque Athina é uma Onassis e sabe como manter e triplicar o dinheiro. Se um dia ela precisar sugiro que dê aulas para todos esses jecas que se acham inteligentes mas são capazes de gastar quase um milhão de reais em manuntenção de um simples barco.
Se fosse para alugar o barco custaria trinta e cinco mil reais o dia, muito mais em conta do que pagar a manuntenção anual.

São essas contas que os jecas não fazem, ficam tão preocupados em mostrar o barco e dizer que compraram que nem percebem como são otários. Athina é um exemplo de inteligência e sobriedade, se quiser passear de barco ela aluga, não precisa comprar.

Ser burro como dinheiro é a coisa mais cafona que existe, gastar tanto em manuntenção apenas para dizer que comprou me parece a coisa mais provinciana do mundo, a mais brasileira de todas. 

E o dinheiro é tão generoso que ele nos mostra como gosta de ser tratado e burrice é uma coisa que ele não tolera, fica nervoso e vai embora. Todos os gastos de manuntenção aqui são o dobro do resto do mundo, porque além de tudo existem os abusivos impostos. Sou obrigada a reconhecer, ser jeca no Brasil custa muito dinheiro mesmo. Ser cafona é para poucos e burros. De um lado a mulher mais rica do mundo, sóbria e triplicando o dinheiro, do outro o rei do camarote torrando sem pensar. E não tem nada a ver com o dinheiro, tem a ver com inteligência, que sobra nela e falta nele. Sempre falo que o dinheiro gosta de amor, mas percebo que também gosta de inteligência e bom gosto. Na jequice ele sai correndo e quem o pode culpar?

Iara De Dupont




2 comentários:

Anônimo disse...

Sou fã da Athina! Ela sempre me pareceu ser uma mulher sensata, e depois de ler esse post, minhas impressões se confirmaram. Numa época marcada pela "ostentação", a atitude dela é admirável.

Anônimo disse...

Essa, sim, tem miolos! Tá cheia da grana, vivendo do que adora fazer, tem tudo que pode querer ou precisar... enquanto no Brasil as bestas ostentam até falir e depois choram na TV sem entender por que perderam tudo... é, jequice emburrece e empobrece. o pior é que essa droga é contagiosa, a corte portuguesa passou pro Brasil e a província recusa tratamento até hoje.

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