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09 setembro 2014

Alegria! (um dia volta)

Uma amiga me disse:

-Vou te apresentar um Romeu pra ver se você se alegra um pouco!

Misericórdia divina! Estamos no século XXI, agradeço minha amiga, mas já aprendi que sou responsável pelos meus sentimentos e estados emocionais, não preciso de nenhum Romeu para ficar ''alegre''.

A conta é simples, caso precisasse de alguém para gerar alegria na minha vida poderia funcionar muito bem durante um tempo, mas e se depois Romeu vai embora? O que eu faço? Sento na calçada e choro, lamentando que minha ''alegria'' foi embora?

O outro não é muro nem mola de fundo de poço, somos nós mesmos que temos que nos resolver, querendo ou não. E os melhores relacionamentos são aqueles que os dois estão resolvidos com seus problemas e não jogam isso na relação, não ficam alimentando coisas erradas.

Alegria é um estado interno que no momento não aparece com frequência na minha vida, paciência, todos temos épocas assim que não conseguimos sair distribuindo alegria pelo mundo, mas nenhum Romeu pode mudar isso, porque nem eu mudei, imagine outro que nem me conhece.

Não tenho nada contra quem pula em relacionamentos mesmo sabendo que não está bem, cada um que faça de sua vida o que quiser, mas eu não consigo mais ver as coisas dessa maneira. E também cansei dessa coisa artificial de ''conhecer alguém'', no meu planeta tudo acontece naturalmente sem a minha ajuda, não tenho mais pilha para criar situações de laboratório.

Uma vez uma amiga me convidou para um almoço, dizendo que ia me apresentar ''alguém''. Cheguei lá e estava cheio de pessoas, inclusive esse Romeu que era seu amigo. Desde o começo não gostei dele, achei metido, passou o almoço inteiro falando de suas expedições no gelo, com as focas, um assunto interessante, mas em uma boca presunçosa e arrogante aquilo virou uma chatice. 

Na hora da sobremesa tinha um rapaz ao meu lado e ele começou a quebrar uns chocolates para jogar no sorvete, me perguntou se eu queria e aceitei. 

Dali saiu uma conversa despretensiosa, era um doce de pessoa, amigável, meigo, uma graça. Conversei com ele a tarde inteira e depois fiquei sabendo que era a paquera de minha amiga, então tive que recuar e nunca mais o vi. Mas entendi a mensagem, não adianta criar situações, nem cair em ciladas de amigas que te apresentam ''alguém'', isso fica sintético e perde o sentido, prefiro a espontaneidade e as situações que surgem naturalmente.

Pode dar certo em alguns casos amigos que apresentam outros, eu já vi isso, mas no meu não funciona e muito menos para me ''alegrar''.

Levei anos para perceber que o ''outro'' não sou eu. Procurar se apaixonar para sair de um estado emocional catatônico só leva a mais problemas. 

Ninguém tem o poder de fazer o outro se sentir melhor, a gente só consegue isso quando está bem por dentro e tem controle das emoções, então o outro soma, mas não é responsável pelo que sentimos.

Momentos ruins todo mundo tem, mas não adianta achar que uma nova paixão pode amenizar e resolver isso. Não quero que me apresentem Romeus para me alegrar, quero achar sozinha minha alegria novamente, sei que deve estar por aqui, mas não achei ainda. E o dia que isso acontecer pode ser que eu me encante com outro Romeu, mas antes disso não acho viável. Não tem ninguém no mundo que possa me devolver minha alegria, apenas eu. Mas eu vou encontrar ela.

Iara De Dupont




Um comentário:

Carolina disse...

Está certíssima!
Beijos,
Carol

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