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24 setembro 2014

Ah, tá! Grande merda se casar!



No post sobre Fátima Bernardes mencionei o que ela disse em uma entrevista que está casada há vinte e cinco anos e muito feliz, admira o marido.
E recebi um e-mail muito engraçado dizendo que escrevi isso em ''tom de burla'' e que mulheres como eu que reprovam o casamento são ''imorais e ressentidas''. E  ''relacionamentos e maridos são uma parte importante da vida de uma mulher''.

Jamais disse que sou contra o casamento, apenas escrevi que sou contra os casamentos que conheço, mas se as coisas para muitos dão certo dou meu total apoio.
Sou a favor das pessoas serem livres e se elas querem viver relacionamentos estão certas, estamos no mundo para conhecer um pouco de felicidade e cada um sabe o que procura, estar com alguém é opcional, quem quiser que o faça.
O que achei engraçado na entrevista de Fátima foi ela mencionar o tempo de casada, porque é problema dela, não muda nada para ninguém e nos dias de hoje não é mérito.

Nos  tempos da minha avó existiam duas mulheres, as casadas e as ''perdidas''. Não tinha meio termo, era assim.
As coisas mudaram, não é mais uma obrigação social nem inclui o futuro da mulher, casa quem quer. As famílias ainda são arcaicas e medievais, cobram da mulher o casamento, mas isso não afeta as escolhas dela nem sua vida.

Minha mãe sempre me pergunta quando vai conhecer seu genro, então fui lá e grudei uma foto do ator Ryan Gosling na geladeira e disse que era o seu genro. Depois disso ela parou um pouco de encher meu saco, mas ainda escapa e acaba me perguntando se vou ''mudar de ideia'' e me casar.
Mesmo com a cobrança de minha mãe a vida continua do meu jeito, faço o que quero e se eu quero. Não é como nos tempos da minha avó, não fico esperando homem no balcão.

Se uma mulher como Fátima tem um casamento de vinte e cinco anos é uma questão de sorte, não de mérito. Tem gente que se encontra no mundo, decide se casar e são muito felizes. Acredito nisso como escolha pessoal, não como fator social determinante para ser alguém ou estar bem no mundo.

No meu mundo casamento não tem o menor significado nem importância e vejo de maneira direta, a única coisa para mim que justifica o casamento é o amor e ele pode ter data de validade, eu jamais pensaria hoje no eterno, acho que durando o tempo que tem que durar está bom.
Não acredito mais, porque um dia acreditei, em relacionamentos longos e cheios de promessas e também não cheguei a este mundo com a fibra necessária que o casamento exige, mulheres ignoram muitas coisas e relevam outras tantas para manter o casamento e não me vejo agindo desta maneira, sei que não tenho esse estômago para aguentar tudo o que uma relação exige.

Hoje fiquei confusa em relação a isso, na novela ''Império'' existe um casal que se ama e respeita, mas ele gosta de homens mais novos e a mulher lida bem com isso, aceita e protege o marido. Mesmo que o marido tivesse várias mulheres no lugar de homens continuo achando a situação confusa, me parece difícil entender como eu poderia lidar com um casamento onde o outro precisa de mais pessoas e ainda por cima do sexo oposto.

Entendo que a gente cresce com o outro, é nosso espelho e relacionamentos são ótimos para isso, concordo com todas essas teorias, mas casamento é outro patamar.

E não posso ser ingênua, anunciantes adoram gente casada e ''séria'', no caso de Fátima o casamento é antes de qualquer coisa um grande negócio.
Mas no meu caso casamento não me define, não determina meus caminhos nem ilumina meus dias. Isso ficou tão claro na minha vida que há anos ninguém da minha família me atormenta, passei uma época onde todos me diziam que era a última prima e sobrinha solteira, murmuravam pelas costas minhas preferências sexuais, como se isso fosse um impedimento para um casamento.

Em algum momento tive um pouco de culpa em relação a minha avó, sei que para ela seria importante me ver casada, mas com o tempo ela percebeu que eu era uma alma livre e conquistar minha liberdade passando em cima de todo o lixo que me jogaram em cima era mais difícil do que casar. Paguei um preço mais alto do que minhas primas que casaram logo e se divorciaram, mas mantive minha ideia de identidade, primeiro quero ser eu e depois eu, e talvez um dia possa incluir o outro, mas até lá estou em construção e para mim era importante não ser ''mulher de ninguém'', nem esposa. No tempo onde tudo isso acontecia o mundo foi mudando e percebi que tinha mais espaço do que pensei para ser eu mesma. E sei que assim como existem mulheres parecidas a mim também circulam pelo mundo mulheres que preferem se jogar de um penhasco do que não se casar. Tenho conhecidas que vivem péssimos casamentos mas carregam a certeza de que não querem ser divorciadas e é melhor ''mal casada do que bem sozinha''.

Falar de casamento me parece algo medieval, não me interessa o assunto e não me sinto ''imoral'' por dizer que  não é mérito estar casada e ser feliz, isso é sorte.
Quem quiser se casar que o faça, quem não quiser que não case. O importante é saber que não existe fórmula para ser feliz nem precisamos de alguém para ter identidade, nenhuma mulher é apenas ''esposa'', ela tem sua vida, vontades, sonhos e seu nome antes de qualquer coisa. Não somos acessórios nem relógios no pulso de uma humanidade falida e tenho a convicção que o mundo é tão machista, misógino e violento que não é o casamento que define a mulher, mas sua resistência diante de tantas agressões. Mérito neste planeta para um mulher é sobreviver nele, casar é apenas um opção no meio de tantas ou um momento na vida, não a definição da vida em si. A vida é enorme e cheia de possibilidades, o amor é uma benção na existência, não o caminho definido. 

Iara De Dupont 

2 comentários:

Rafaella disse...

Oi, Iara! Por coincidência ontem a coluna da Mirian Goldenberg na Folha era mais ou menos sobre isso. Ela fala da (triste) cultura do "Não sou feliz, mas tenho marido", ou, como ela bem define, o "capital marital":
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2014/09/1520526-nao-sou-feliz-mas-tenho-marido.shtml
Bjs!

Anônimo disse...

Foi dessa obssessão pelo 'status' de casada que nasceu um programa do Discovery Channel chamado "Com Quem $%# Me Casei?", e tenho certeza que não foi um bom negócio pras mulheres que contam suas histórias no programa.

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