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30 junho 2014

Romeus brasileiros eu amo vocês!


Desde que a Copa do Mundo começou muitas coisas vem me irritando. Uma delas é a insistência da imprensa e dos programas de televisão na babaquice que as mulheres brasileiras sonham em encontrar seu príncipe estrangeiro.

Pode parecer fofo, mas de longe é terrível. Eu conheci uma professora brasileira e negra casada com um americano, ele tinha um negócio de carros e ela tinha todos os doutorados possíveis, estudava nos Estados Unidos quando foi comprar um carro e conheceu seu marido. Mas ela me contou que tudo isso era ignorado pelas pessoas, quando viam ela negra e brasileira e ele branco e americano logo perguntavam se tinham se conhecido no ''samba, carnaval, mulatas''.

Essa é a imagem do Brasil lá fora e a maneira como as brasileiras são vistas, principalmente as que se casam com estrangeiros.

Na época que eu morava no México namorei um libanês, mas o namoro não foi para a frente porque a família dele não queria saber dele envolvido com  ''uma brasileira'', falavam isso como se fosse sinônimo de prostituição.

E hoje no programa Fantástico da Rede Globo o tema veio à tona pela Copa, como paquerar ''gringos'', já que pelo visto elas adoram as brasileiras e as moças também gostam deles.

Na reportagem o programa ignorou um ponto importante, gente jovem movida a bebida que se encontra em um lugar sempre acaba se entendendo, é a natureza do ser humano se relacionar, não tem nada a ver com brasileiras e estrangeiros.

Não gosto da maneira como ressaltam os estrangeiros, como se eles fossem uma coisa melhor do que os brasileiros. Homens são homens no mundo inteiro, infelizmente, não é uma questão de nacionalidade o caráter, isso é coisa de sorte, não de passaporte.

Já conheci mais estrangeiros do que poderia lembrar e posso garantir isso, a essência humana não precisa de países nem de origem, ela aparece sempre, seja para bem ou para mal.

Mas acho falta de respeito diminuir os brasileiros dessa maneira, como se fossem inferiores aos estrangeiros, esses que parecem enlouquecer com as brasileiras.

Tenho centenas de posts detonando os brasileiros, cansei de chorar o comportamento da maioria, mimados, folgados, preguiçosos e encostados, mas não sou tão otimista para acreditar que são os únicos assim e eles também tem seu lado bom, os homens mais diretos e honestos que conheci são os brasileiros. São charmosos, doces, engraçados, apaixonados e são nossos, finalmente são o que temos.

O ser humano é estranho mesmo e dado a subidas e descidas, não é porque nasceu no sul ou no norte que vai ser melhor ou pior, tudo isso é preconceito.

Se eu pudesse pedir a Deus o homem perfeito pediria muitas características de outros países, mas faria questão do charme brasileiro e do jeito ''vem neném'' deles na hora de beijar, disso não abro mão.

Amo meus Romeus brasileiros, não gosto de ver como são desprezados pela mídia e ignorados como se fossem leprosos.


É verdade que até hoje não tive muita sorte com eles, mas acredito nos brasileiros e não acho que a mulher tenha tantos motivos assim para sonhar com os ''gringos'', não tem nada neles que possa garantir que são todos ótimas pessoas.

O que todos esses programas fazem ao dizer que as brasileiras procuram ''gringos'' desesperadamente é tratar as mulheres como prostitutas que sonham em sair do país e os homens daqui como cafetões. É verdade que a realidade aqui em relação as mulheres é deprimente, os números de violência doméstica são altos, mas vão me dizer que ''gringos'' não batem, estupram e matam mulheres?

O mundo é perigoso para as mulheres, não importa o lugar. E não existem ''príncipes'', nem brasileiros nem gringos. E caso o pessoal do programa Fantástico não saiba eu conto, nós brasileiras não somos prostitutas na beira do mar sonhando em viver às custas de um ''gringo''. Essas matérias que mostram brasileiras e estrangeiros faltam com o respeito a todos, inclusive aos ''gringos'' que sempre são mostrados como idiotas hipnotizados pela beleza das mulheres daqui.

Essa brincadeira de brasileiras e gringos já deu. Precisamos de um país melhor para todas as brasileiras e isso não vai ser construído reforçando a ideia de que somos todas umas prostitutas sonhando em abandonar o Brasil.

Iara De Dupont

2 comentários:

Anônimo disse...

Quando vem de for esse tipo de tratamento é lamentavel,mas de dentro é revoltante e o pior é que a maioria de nós considera sim os estrangeiros melhores. Eu concord completamente com voce de que homem é homem em qualquer lugar do mundo embora eu ja tenha comentado aqui que admire muito a cultura de alguns países,principalmente a de não tratar a mulher como empregada. Pelo que tenho observado de longe nessa copa,os brasileiros não estao preocupados em mudar essa imagem de que somos mulheres disponiveis.

Anna

Anônimo disse...

Passado tanto tempo, ainda pesquiso este assunto e cheguei ao seu texto.
Em nome dos brazucas, agradeço as palavras. Naqueles dias de troca de ofensas, após serem classificadas como vadias, etc, por muitos brasileiros nas redes sociais, uma parte da resposta feminina foi justamente fazer a seguinte generalização: Eles, os gringos, são melhores que nós. Eu vejo tudo isso como reflexo da estranha baixa auto estima do brasileiro. Na copa coube as mulheres demonstrarem essa triste característica deste país,que afeta brasileiros e brasileiras. A questão da moral sexual foi a superfície. Apedrejaram-se as brasileiras pela dor da rejeição. E cada um escolheu a sua própria pedra, do tamanho da sua moral, do seu preconceito, de suas convicções, do seu interesse particular. Foi um momento raro em que homens brancos héteros de classe média foram rejeitados, não por algo pessoal, mas simplesmente pela sua nacionalidade, e justamente pelas mulheres de sua comunidade. Tive um vislumbre do que devem sentir as vítimas de preconceitos, como negros, homossexuais ou mulheres.
É louvável que você tenha analisado este fenômeno por esta ótica, afinal as agressões verbais que as brasileiras sofreram naquela ocasião com muita intensidade, explicam porque de tanta coisa que li, do Brasil e do exterior,este texto é o único que leio, que faz uma crítica ao fetiche por gringo que tanto assolou nossas praias.
Um grande abraço,
Carlos Palpitador.

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