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07 junho 2014

Quando a corda se rompe


Há dois anos acompanhei uma amiga ao velório de seu pai. Vi ela sofrendo muito, perguntei como estava se sentindo e ela me respondeu:

-É como ser atropelada por um trem.

E depois comentei com uma pessoa que não tinha entendido o porquê de tanta dor se o pai era uma figura distante, ela foi criada pela mãe e viu o pai poucas vezes durante sua vida. A pessoa a qual eu disse isso era mística, estudava  e estuda ainda os mistérios da vida e me deu uma explicação que naquele momento me bastou, me disse que todo ser humano é feito de duas energias, da mãe e do pai, é a energia deles que nos concretiza no mundo da matéria, porque no mundo astral somos feitos de milhões de energias, mas aqui neste planeta dependemos apenas de duas para chegar aqui. Somos a concretização de duas energias e essa pessoa me contou que é tão forte o impacto quando se muda de dimensão que ela conhecia casos de filhos adotivos que nunca conheceram os pais biológicos, mesmo assim  ''sentiram'' a morte deles.


Quando o pai ou a mãe morrem, ou melhor, fazem uma transição ao mundo espiritual a energia física se quebra, é como cortar uma corda, porque ela deixa de existir no plano físico, não podemos mais nos aproximar nem beijar a pessoa, qualquer diálogo só vai acontecer em meditações e sonhos.


Essa pessoa me explicou que é exatamente como um mergulhador, quando os pais morrem a pessoa se ''solta'' do barco, então primeiro vem a sensação de desamparo e medo, depois ele começa a perceber que pode se virar sozinho, mas o desprendimento energético pode levar semanas, porque também depende do estado espiritual da pessoa que morre.


Também existe o outro lado, quando um pai ou mãe morrem eles deixam de ser nossos pais, eram isso aqui na Terra, mas em outra dimensão são seres que nos ajudam a evoluir assim como os ajudamos, mas são parte da nossa família astral, vão mudando, nunca chegam na nossa vida com o mesmo papel. 


O desprendimento doí porque somos feitos da energia física dos dois, ao irem embora nós somos sua única representação energética aqui, é normal que exista esse momento de adaptação, até porque eles mudam de dimensão e nós não temos a real noção de como as coisas funcionam depois, apenas sentimos o golpe da separação.


O impacto da mudança de energia é tão grande que sentimos exatamente o que minha amiga me disse, é como ser atropelada por um trem. Fisicamente em alguns momentos é quase impossível de aguentar a dor, parece que nos afoga.


Eu tinha uma relação complexa e difícil com meu pai, por isso mesmo muita gente se surpreendeu com minha reação, mas eu fui a mais surpreendida, em nenhum momento pensei que fosse doer tanto. Parece que tudo que aprendi sobre o mundo espiritual não valeu de nada no momento de enfrentar a dor. E apesar dos meus esforços ainda não consigo parar de chorar, navego em ondas, de repente estou tranquila e de repente uma enorme tristeza me invade, não entendo ainda que minha experiência com ele neste mundo se acabou, a presença física nunca mais vai existir. Essa parte me machuca demais, mesmo com uma vaga ideia de que as coisas não são bem assim.


Senti dor quando soube, senti os joelhos se dobrando quando o vi morto, entendi perfeitamente o que essa pessoa quis dizer com ''transferência energética'', aquela que o pai e a mãe deixam quando abandonam este mundo, parece que fazem um ''dowload'' de toda a energia que podem antes de ir embora.


Não é consolo, mas me ajuda pensar que parte da minha dor é uma questão astral da corda que foi transferida, porque chega um momento que doí tanto que pensamos ser impossível lidar com a situação.


Lembro que encontrei essa pessoa que me contou sobre a teoria da ''corda astral'' na missa de sétimo dia do pai da minha amiga, que continuava sofrendo. Comentei que esperava que a dor dela passasse logo e ele respondeu:


-Não se preocupe com ela, todos nós vamos passar  por isso, todos nós vamos sentir a corda se cortar o dia que nossos pais morrerem. É uma transferência natural, a vida sabe disso e não deixa ninguém morrer afogado. Uma corda se corta, mas centenas vão nos segurar durante a vida. A lei espiritual é essa, neste mundo ninguém fica sozinho.



Iara De Dupont


3 comentários:

C.Belo disse...

Imagino a dor...mas de fato, tudo na vida passa, ou se transforma. E como sei que vc é uma pessoa do bem, inteligente e centrada, vc vai transformar esta dor em algo bastante positivo na sua vida!

Mesmo sendo pouco, conte comigo sempre que se sentir sozinha, viu?

Carolina disse...

Iara, Querida, apesar da distância seus textos e sua sensibilidade já me ajudaram tanto na vida que te considero uma amiga muito querida. Gostaria de estar aí perto de vc, para te dar um abraço e dizer que vai ficar tudo bem. A pessoa que te disse que ninguém fica sozinho na vida está certa, ninguém fica mesmo.Sei que este é um momento de dor para vc e vou rezar para que ele passe logo, para que a serenidade chegue até vc e vc fique bem o mais rápido possível. Como eu, tenho certeza que muitas pessoas gostam de vc e todas elas estão torcendo para que vc se fortaleça e passe por esse momento. Beijos e conte com a minha amizade. Carol

Alessandra Tofoli disse...

Querida Iara, que cada dia deixe as coisas menos doloridas.
Todo meu carinho.
Beijo grande.

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