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01 maio 2014

Você é reacionária (mas não é Iara Reacinha?)

Menino Bernardo, onze anos

Em algum momento da minha vida tive vontade de ser psiquiatra forense, mas esbarrei em vários problemas, um deles é que não gosto de acordar cedo nem de dormir mal, coisas típicas da vida de médico e também a questão principal, tudo me dá nojo, jamais poderia ser médica. Mas disse a uma pessoa que fiquei frustrada, sou apaixonada por psiquiatria, pela mente humana, principalmente um fator que sempre me assombra, a crueldade. E essa pessoa me disse:
-Não adianta nada estudar psiquiatria, o máximo que vão te dizer é que por falta de uma conexão assim ou assado a pessoa nasceu psicopata e saiu matando, mas a realidade é outra, a maldade do ser humano corre nas veias, saí da alma e circula pelo corpo inteiro, não está na mente, está no coração.

Depois dessa explicação sosseguei um pouco porque acreditei nela, a maldade e toda a loucura que tanto me assusta está na alma da pessoa, não na mente, eu diria que a mente só executa o que o coração manda.

Em quatro anos de blog já aconteceram muitas coisas, apenas pelo fator comum, nunca sei quem vai ler. 
E um POST me mostrou bem isso, era sobre um menino de cinco anos morto durante um assalto aqui em São Paulo. Nos últimos tempos as crianças vem me comovendo muito e fiquei profundamente revoltada com esse caso, no calor da emoção escrevi um post sobre pena de morte, dizendo ser a favor.

Vi meu twitter ser invadido e eu assinava por lá Iara Sindrominha e começaram a me perseguir chamando de ''Iara Reacinha''. 
Achei que isso ia passar em umas semanas, mas como me recusei a tirar o post até hoje recebo e-mails me chamando de conservadora, retrógrada, reacionária e de direita extremista.

Dois meses depois escrevi outro post, ficou uma semana no blog, mas em uma correção perdi ele e tive preguiça de escrever de novo. Ficou uma semana no ar e não recebi nenhum e-mail. Nele eu dizia que um suspeito da morte do menino Bryan tinha sido levado a delegacia, foi preso e misteriosamente foi torturado e morto. Isso aconteceu na prisão e ele era apenas suspeito, porque as pessoas que assaltaram e mataram o menino usavam máscaras, então ficava mais difícil reconhecer o criminoso.

Quando eu escrevi sobre isso me fazia uma pergunta, eu fui muito ofendida por defender a pena de morte a quem mata uma criança, mas por que ninguém se incomodou com a morte de um ''suspeito''? Ele estava debaixo da custódia do Estado, era obrigação do Estado manter sua integridade física, então o que aconteceu?
A moral paulistana, foi isso que ocorreu. Não falo de outros lugares porque não conheço, mas nasci e cresci em São Paulo e conheço bem essa moral que navega entre conservadora e um suposto ''liberalismo jeca'', uma mistura explosiva nesta cidade. Falar de pena de morte, pedir para jogar o assunto na roda não pode, é chato, faz as pessoas questionarem a ''índole'' de quem escreve ou diz isso, mas se um ''suspeito'' é torturado e morto na prisão, tudo bem, isso os paulistanos não se aborrecem, até porque é como diz um "Eu não mando na prisão, lá tem lei própia!".

Ah, então moramos em um lugar onde existem dois códigos, o penal e o da cadeia. Então tá bom! Só fica chato pedir para jogar o assunto de pena de morte na mesa, mas aceitar que na cadeia tem outra ''lei'' e ignorar que o preso está debaixo da custódia do Estado, bom, sobre isso os paulistanos não querem saber.

Eu que me dane e fique aguentando e-mails me chamando de reacionária, quem mandou falar disso? Devia ter feito como todo mundo, me lixar para o assunto. E por que volto nele? Porque semana passada um menino, Bernardo de onze anos foi morto, até agora só existem dois suspeitos, o pai e a madrasta.

Minha lógica e sem estudar psiquiatria é a seguinte, se uma pessoa consegue cruzar todos os limites humanos e matar o própio filho em que momento ela pode se recuperar e voltar a sociedade? Não acredito nisso. E se a madrasta, suspeita, matou o menino? A que horas ele pode ser considerada normal, depois de matar uma criança indefesa e voltar ao convívio de todos?

Não vejo nenhuma questão complexa nesse caso, caso fique provado que o pai e a madrasta mataram o menino considero caso de prisão perpétua ou pena de morte. O que essas duas pessoas podem contribuir para a sociedade depois disso ou quem poderia confiar em alguém que mata uma criança inocente?

Essa hipocrisia dos paulistanos me tira do sério, pena de morte não é coisa que se fale, mas que ''suspeitos'' sejam mortos tudo bem, acontece né? E no meio dessa discussão, do que pode ou não ser dito, de esconder o debate, de dizer se é certo ou errado falar, ficam as crianças, os inocentes, sendo mortos por covardes, que no fim da conversa são os protegidos, ganham tempo com essa discussão, mantém seus direitos preservados, ficam menos de dez anos na prisão e voltam as ruas.

É, aquela pessoa estava certa, maldade não é coisa da mente, está na alma. E pena que o Brasil não tenha leis contra ela, pelo contrário, o que puder fazer para proteger os ''coitadinhos psicopatas'' vai fazer. Orgulho de ser brasileira.


Iara De Dupont

3 comentários:

Patricia disse...

concordo,concordo,concordo,Iara....vamos deixar a hipocrisia de lado,esse assunto de só os inocentes sofrerem já deu mesmo!

C.Belo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Suzana Neves disse...

O meu problema com pena de morte é que vão começar a matar um monte de ladrão de margarina.

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