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24 abril 2014

Quando o amor vira pó


Todo mundo que me conhece sabe que adoro teorias e tenho uma memória incrível, então me contam as coisas e eu guardo.

E ficam lá na mente até um dia qualquer, quando eu me pego fazendo alguma coisa e lembrando do que me foi dito. E hoje aconteceu isso.


Um pouco antes do ano 2000 me disseram de umas mudanças no planeta, aquelas explicações místicas de gente que acredita no ser humano e enxerga tudo como um processo evolutivo. E essa pessoa me contou que algumas coisas iam começar a se mexer internamente nas pessoas, mas só íamos perceber o tamanho disso a partir do ano 2012, que coincidia com o calendário maia, onde muitos diziam que seria o fim do mundo, mas era apenas o fim de uma ''era''.


Depois de 2012 as emoções de todas as pessoas começaram a vir à tona, para uma espécie de limpeza astral, é importante esse processo porque para o planeta avançar precisa da sensação de coletividade, e isso só pode acontecer depois que as emoções começam a ser filtradas.


Duas coisas iriam acontecer a partir de 2012, estaríamos mais conscientes dos nossos sentimentos e emoções muito rasas seriam descartadas para dar espaço a emoções novas, mas ao mesmo tempo esse processo iria exigir um comportamento egoísta e centrado apenas em si mesmo.


O processo de limpeza emocional ligado ao astral é parecido a uma faxina em uma casa, até arrastar todos os móveis não podemos sair jogando baldes de água, por isso durante o processo ficamos mais superficiais e rasos, porque não temos mais espaço para guardar nada até limpar o que está lá dentro.


E no ano passado, eu me apaixonei loucamente, nunca achei que ia sentir isso de novo, mas senti. Por motivos que desconheço ele terminou o namoro depois de uns meses. No começo não surtei, porque eu me sentia ligada a ele mentalmente, era tanta identificação mental que pensei que era mútua e não achei que seria possível ele ir embora de maneira tão fria. Tinha certeza que ia voltar, as pessoas me perguntavam e eu fugia da resposta, mas eu sabia no fundo da minha alma, ou achava isso, que ele voltaria. Conforme o tempo passou percebi que isso não ia acontecer e ficava claro que fui a única ali que amei.


Ele ficou noivo e então eu comecei uma lenta descida, nem sei como sobrevivi, sentia que me faltava ar, que meu coração ia parar. Já estive com pessoas porque me atraiam fisicamente, espiritualmente, emocionalmente, artisticamente, mas ele era como um imã mental para mim, por isso eu não entendia como ele não sentia saudades a ponto de ligar nem de me procurar, tudo isso dava voltas na minha cabeça e eu sofri demais.


Ficaram algumas coisas dele aqui na minha casa e há menos de um mês uma amiga me perguntou se eu ia jogar no lixo ou mandar para ele. Esse assunto já tinha rendido posts aqui, mas lembro que aquele dia não consegui nem falar, de tanto que eu chorava. As coisas dele pareciam ser um cristal quebrado na minha frente e eu ainda jurava que ele voltaria, mesmo que há um mês completaríamos pelo menos uns oito meses de separados.


E hoje esfriou onde moro, São Paulo e como a maioria dos paulistas tenho a mania de jogar a roupa de frio no fundo do armário, ao puxar minha blusa caiu em cima de mim a bolsa com as coisas do meu ex-namorado. Guardei de volta e lembrei dessa teoria de limpeza emocional, porque não senti absolutamente nada. Nos primeiros minutos que percebi isso me senti um monstro, pensei, como era possível estar louca de amor há umas semanas e agora com a blusa dele na mão não sentir nada? 


Liguei correndo para uma amiga e disse isso, ela me respondeu que percebeu que há semanas parei de falar nele, ela achou que eu estava ''pegando jeito'', mas não foi isso, ele virou uma nuvem, virou pó, de repente fiquei vazia e não senti mais nada.


Entendi o que me disseram sobre a teoria de que estamos tão cheios de sentir que agora tudo que sentimos é superficial, parece que vale ali na hora, mas não vai além. E não sei pelos outros, mas digo por mim, isso não é do meu temperamento, eu sou de amar profundamente e arrastar durante anos a dor ou o amor, não sei me desapegar de nada, ainda durmo com um urso de pelúcia que ganhei aos quatro anos de idade.


Mas senti o pó quando peguei a bolsa que caiu, de repente aquilo ali não era nada e a menos de um mês me fez chorar o dia inteiro. Me senti mal, como se eu fosse uma pessoa fria e distante e tivesse imaginado o amor que sentia. E fiquei pensando, poxa, tanto que amei e não sobrou nem um pouquinho pra guardar na lembrança? Não, não sobrou nada, sei lá como, ele não significa mais nada. E venho sentindo isso em relação a muitas coisas, mas eu achava que era porque estava ficando madura, mas já percebi que não, é mesmo essa mudança de limpeza emocional, para uma nova humanidade surgir todos têm que limpar as emoções passadas, cada época exige uma emoção e estamos no momento de tirar todas as ruins e egoístas para dar espaço as que estão ligados a um todo, ao coletivo.


Como não estou acostumada a nada fora do normal no meu mundo emocional mandei um e-mail para um amigo místico, contando o que aconteceu e ele me respondeu dizendo que emoções são como água, temos que deixar elas irem no seu ritmo e se meu amor era água que evaporou, paciência, são os novos tempos, onde o velho tem que ser tirado para dar lugar ao novo. Nem todas as emoções são rios que chegam ao mar, algumas secam no meio do caminho e deixam essa sensação estranha que tive, quando segurei a bolsa e senti o pó foi como se tudo tivesse derretido ali.


E meu amigo disse que não é momento de bater a cabeça na parede nem de filosofar, apenas de deixar fluir o que sentimos, mesmo que possa parecer sem sentido, raso, superficial e frio. São muitas emoções guardadas e nem todas valiam a pena e essa limpeza venceu a todos pelo cansaço, fica difícil estar tão cheio de emoções e sentir mais ainda, fisicamente segundo meu amigo, não resistiríamos, o mundo está nesse momento, de muitas emoções bem rasas e sem sentido, sem profundidade, sem futuro.


Se vamos voltar a ser uma humanidade apaixonada, que se rasgava no amor, se jurava na paixão, só Deus sabe, mas a superficialidade é o que tem pra hoje.


E disse ao meu amigo ''O que eu faço?'', e ele respondeu:

-Descubra o lado bom de sentir pouco, de amar de maneira rasa, divirta-se.

Iara De Dupont

Um comentário:

C.Belo disse...

Essa ideia da mudança coletiva no pensamento das pessoas, de conscientização geral e etc., eu li no livro "A Profecia Celestina". A sensação foi de que o livro foi escrito por alguém muito otimista, mas a sua explicação faz sentido: De fato, para se começar essa "limpeza" do que é ruim, primeiramente temos que nos "esvaziar". Aí sim, faz sentido e eu consigo identificar no comportamento das pessoas atualmente...esse vazio.

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