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06 abril 2014

Poxa, nunca cobrei...


Chega um e-mail dizendo '' adoro teu blog, mas acho o seguinte, falar tanto de homens te faz parecer uma puta''.

Um dos maiores problemas deste país é a interpretação de texto, também escorrego nela e já confundi muitas coisas que li, principalmente em provas que o texto vem desenhando na pegadinha.

Mas gostaria de deixar clara uma coisa, puta ou prostituta significa: ''Aquela que se dedica ao exercício da prostituição; mulher que faz relações sexuais por dinheiro.Pej. Tabu. Meretriz, rameira ou puta.
(Etm. do latim: prostituta)''.


Sou uma alma idealista, apesar de tanta água que já caiu na minha cabeça e nos meus tempos livres sou uma romântica, de vez em quando um sonhadora que acredita que sexo não envolve dinheiro, mas isso é o que eu penso, não o mundo, nunca fui para cama com ninguém por dinheiro, por isso usar a palavra ''puta'' para tentar me ofender não me magoa, porque nunca cobrei.

Essa relação entre sexo e dinheiro é tão antiga que exigiria tempo demais falar sobre isso, mas as mulheres conhecem bem a visão dos homens sobre o assunto.

Não sei como funciona em outros meios, mas pelo menos no teatro eu vi isso algumas vezes, homens oferecendo dinheiro a algumas atrizes, nunca vi nenhuma aceitar, pelo menos na minha frente, mas esse convite é mais comum do que parece.

Quando eu trabalhava em uma escola de idiomas me mandaram substituir uma professora, que tinha viajado. O aluno dela era um executivo francês, extremamente charmoso e simpático. Dei aula para ele durante três semanas e nada parecia fora do normal. Na quarta semana ele quis saber quanto eu ganhava, já que ele pagava para a escola, não direto a mim. Ficou chocado ao saber a quantidade, porque a escola tirava uma porcentagem, tinha os impostos e eu ficava com o que sobrava, que era pouco. Me disse que ia pensar em uma solução, mas eu não dei bola nem vi maldade.
Na quinta semana ele me foi direto ao ponto, poderia pela empresa manter o contrato com a escola, assim eu continuaria recebendo o meu pagamento, mas me oferecia cinco vezes mais para ser sua acompanhante, era um estrangeiro em outro país e gostaria de uma companhia que pudesse ir com ele a todos os lugares, incluindo sexo.
Fiquei constrangida e envergonhada, era boba e ingênua, não entendia ainda o mundo nem conhecia o suficiente sobre nada. Como a aula tinha terminado fingi que não escutei nada e sai da sala.

No dia seguinte contei esse episódio para a professora que eu estava substituindo, que era minha colega de trabalho. Na minha burrice não pensei que ela queria me puxar o tapete, mas ela foi direto a dona da escola e contou o episódio de maneira distorcida, disse que eu oferecia a alunos ''serviço de acompanhante''. A dona da escola ficou horrorizada e me despediu. Só fiquei sabendo meses depois do que tinha acontecido, na época achei que a desculpa que me deram era válida, estavam ''enxugando'' as contas e precisavam tirar funcionários.

E recentemente passei por outra situação, tinha um amigo, gostava demais dele, me divertia muito. Mas ele tinha uma abordagem muita direta e sempre me convidava para ''transar''. Nunca gostei de abordagens assim, me sinto constrangida e com vontade de sair correndo, tenho alergia a homens que abordam o assunto de uma maneira tão grotesca. Falei isso para ele, mas a coisa não mudava. Eu me sentia na parede, achava ele lindo, adorava o jeito dele pensar, mas a maneira de colocar o sexo na roda me deixava sempre desconfortável. Mesmo assim fomos amigos durante dois anos, ele jogava o assunto, eu desviava e a conversa ia pra outro lado, assim deu pra manter a amizade.

Um dia saímos para jantar e de novo ele perguntou quando eu ia ''transar'' com ele. Eu morria de vontade de dizer que aquela abordagem me afastava, mas não sei porque fiquei quieta, preferi dizer que ele procurava uma coisa e eu outra, então não tinha acordo.

De repente ele se vira e me diz:
-Você é atriz e usa perfumes caros, rala demais trabalhando né? Então, você sabe que grana não é problema pra mim, me diz quanto?

Como éramos amigos eu tive um ataque de riso, nunca ri tanto. Mas ele estava sério diante de mim. Ele tirou a carteira, abriu o cheque e disse:

-Quanto Iara?

Nessa hora me irritei demais, como brincadeira já tinha passado o limite e soltei os cachorros, falei que nunca tinha dado espaço para essa falta de respeito e que eu não era prostituta. Tranquilamente ele me disse:

-É apenas uma troca de favores, tenho tesão por você e quero transar e você enrola, então o dinheiro pode desenrolar isso, você me dá o que eu quero e te dou em uma noite o que você ganha em seis meses.

A tranquilidade dele me deu vontade de chorar, mas ele percebeu que a coisa ali não ia pra frente, se levantou e foi embora. Quando pedi a conta no restaurante para ir embora fui informada que ele já tinha pago, assim como o táxi. Cheguei em casa chorando e pensando como tudo tinha virado daquele jeito. Eu teria transado com ele, era meu tipo de homem, lindo, cheiroso e engraçado. E justo aquela noite eu aceitei o convite do jantar com outras intenções.

Essa parte parece que foge do entendimento dos homens, mulheres têm vontades e desejos, ninguém no mundo é feito de cera. Quando o executivo francês me ofereceu para ser ''acompanhante'' quebrou meu coração, ele era um charme de homem, eu teria aceito um convite para jantar e com certeza teria transado com ele, que mulher se negaria a um homem charmoso depois de uma noite incrível? Para que jogar na roda o dinheiro?

Com meu amigo pensei a mesma coisa, também era meu tipo de homem e eu teria ido pra cama com ele se sua abordagem tivesse sido diferente.

Não sei em que planeta as pessoas vivem, mas eu vivo cercada de mulheres que vão para cama por amor, tesão, por milhões de motivos, mas o dinheiro não está incluído nisso. O máximo que conheço de mulheres que recebem dinheiro por sexo são as que trabalham nas ruas.

Se é para me ofender, não me ofende, mandar e-mail dizendo que sou uma puta não me faz chorar, sei que nunca transei por dinheiro, fui idealista demais e sempre fui para cama movida por sentimentos e sensações, nunca por grana.

A única coisa que me ofende e machuca porque sei que é verdade é quando dizem que eu sou uma otária, isso é verdade, sou otária sim que caí em conversa de homem, que acredita nos sentimentos, que acha que sexo precisa de emoções e que dinheiro não foi inventado para comprar o ''corpo de alguém''.

Dos Romeus que escrevo aqui eles mesmo podem comprovar o que eu digo, transei por amor, por vontade, porque quis, jamais por dinheiro.

E não me justifico nem detono quem faz isso, o que me irrita é o machismo que tenta neutralizar nossas vontades e tesão, tenta provar por todos os lados que a única coisa que faz a mulher pular na cama é o dinheiro. Não é. E homem que precisa disso é um besta, incompetente que não sabe conquistar uma mulher nem para levar pra cama.


Mulheres são como homens, têm milhões de motivos para pular em uma cama e dinheiro não é o único.

Iara De Dupont



Um comentário:

Suzana Neves disse...

Nao sei o que dizer idiota imbecil bobão narcisista ,nunca fiz sexo por dinheiro nem me esforço muito.pra agradar sou só eu mesma minha preguiça.
Não quero luxo nem lixo meu sonho é ser imortal
Nao quero luxo nem lixo quero energia prad
gozar no final.

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