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02 abril 2014

Minha cama é pequena demais pra isso (#aftersex selfie)

CASAL FAZENDO AFTERSEX SELFIE: PELA CARA O SEXO FOI ÓTIMOOOO

Não digo que seja impossível me adaptar, mas começo a desconfiar que vou precisar de mais tempo. 

Uma amiga me sugeriu namorar algum rapaz na casa dos vinte, para ver se consigo entender um pouco mais dos novos tempos em vez de ficar arregalando os olhos o tempo inteiro e perguntando ''é sério isso?''.
Já falei tanto disso aqui e mesmo assim não entendo nada, tento escrever para ver se consigo ter outro panorama.

No ano passado escrevi sobre uma mulher que foi ao motel com o marido e colocou uma foto deles depois do sexo, com a legenda mais cafona do mundo ''aff, me acabei''.


Naquele  POST comentei que minha noção de intimidade era outra, mas parece que a moça estava certa, já era uma onda nova que surgia e a moda já bateu o martelo, sexo bom é sexo postado, depois dele o casal faz uma foto, a famosa (selfie).

Vi um texto sobre isso hoje (LINK), então é isso, se tira foto mesmo depois do sexo.

Corri para ver minha cama e achei ela muita pequena, é gente demais ali, eu, um namorado e um celular? Fica cheio demais pra mim. Postar uma foto depois de transar? Mas isso é o que exatamente, uma espécie de confirmação de evolução ou que os humanos ainda praticam sexo? Será que já ficamos tão frios e distantes de qualquer contato humano que agora temos que provar que ainda somos capazes de tirar a roupa e ter relações?


O mundo chegou a um ponto que ninguém mais acredita que uma pessoa precise ou tenha vontade de de relacionar fisicamente com outra, então se postam fotos para provar que é possível largar o celular por cinco minutos, apenas isso, para interagir com outro ser humano.


Nem falo mais da noção de intimidade, isso já é um assunto medieval, mas nos meus tempos era legal, ninguém tinha necessidade de registrar nada, nem de sair contando para meio mundo, mas hoje é importante fazer isso, talvez seja nosso último sinal de que ainda somos um pouco humanos, uma gota só, mas está ali, ainda conseguimos interagir com outra pessoa por uns minutos.


Eu aqui criticando, detonando, horrorizada com essa nova moda e estou ignorando olimpicamente que tem seu lado bom, prova que muita gente no mundo consegue ficar no mesmo espaço que outra pessoa sem tentarem se matar, nem brigando pelo celular. É, as coisas melhoraram, hoje as pessoas não precisam mais das outras, tudo foi neutralizado e é só usar aplicativos, pra que perder tempo com o outro e sua pele? Essas fotos mostram que ainda nos sobram uns minutos de tolerância com o outro, talvez até podemos sonhar com a possibilidade de usar esses minutos em rápidas reuniões mundiais e tentar um acordo para a paz mundial.


É, tá valendo uns minutos. Eu fiquei meio ambiciosa porque venho de tempos de muita riqueza, já cheguei a ficar na cama com um Romeu a noite inteira! A noite inteira! A noite inteira! Foi tempo pacas, mais do que esses cinco minutos antes do ''selfie''. 


A quem nunca conheceu tanta riqueza nem abundância, poxa, não sei nem o que dizer, mas tudo bem, melhor cinco minutos do que nada né?


E alguém uma vez me disse que sou uma boa pessoa, uma alma nobre, eu devo ser mesmo, porque tolero Romeu mais do que cinco minutos na minha cama, não sou alérgica ao contato humano passando esse tempo. Mas eu sou estranha mesmo, onde todos correm, eu fico, onde todos fogem, eu encontro, onde todos amam, eu odeio.


Mas se tiver que ficar sem sexo, eu fico, mas minha cama é pequena e não tem espaço para um celular nem sua fome louca de selfies. Ah, mas sem isso Romeu não quer! Tá bom, azar o dele. Já fiz minhas contas, se o limite de sexo, de contato com o outro é de cinco minutos, eu já tive mais do que isso, então talvez já tive sexo para a vida inteira. Poxa, podiam ter me avisado, para ter feito mais reserva de emoções, mas agora já foi, prefiro ficar sem sexo do que deitar com um celular. Nos meus tempos, ah, meus tempos, era só eu e o Romeu. E aquilo ali valia por mil vidas.


Iara De Dupont

3 comentários:

Juliana disse...

Descobri seu blog por acaso, seu texto, por destino.
Eu precisava ouvir que o mundo e o peso real de coisas que aprendi e percebi, ainda é compartilhado por alguns.
Me senti bem, me senti viva, me senti normal.
brigada!
Ps: perdoe as próclises enjambradas.
Juliana

Ricardo disse...

As pessoas estão vivendo a vida pros outros, uma vida onde mais vale quão feliz os outros acham que eu sou do que eu realmente sou. Já não bastasse essa obsessão com celular na hora de dirigir, caminhar, estar com amigos. Era só questão de tempo até aparecer na hora do sexo.

Alessandra Tofoli disse...

Muitos perderam a noção do que é compartilhar alguma coisa e do que é exposição excessiva.
Já não existe mais limite para a auto promoção ou auto exposição.
Tenho preguiça de gente que posta fotos de todos os banheiros que frequenta, que tem que mostrar todos os pratos que come, e por aí vai.
Preguiça é a palavra certa, pq. até pra me preocupar com esse povo já não perco mais meu tempo.

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