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29 abril 2014

Maria UPP e eu ( também já passei de mil...)



Patrícia Alves, a Maria UPP e suas fotos íntimas

De vez em quando eu acordo sem querer acordar. Então lembro que estou no Brasil e prefiro continuar dormindo. Não são todos os dias que consigo lidar bem com nosso espírito ''jeca'' de viver, às vezes é demais.

Como ontem, quando percebi que o atraso da mentalidade no Brasil é pior do que parece e mais grave do que se pensa.


No programa da Luciana Gimenez, ''Superpop'', estavam entrevistando uma moça, Patrícia Alves. O mérito que levou a moça ao programa foi ter dito que já transou com mais de mil homens fardados, policiais da UPP do Rio de Janeiro.


Ela ficou ali no programa como se fosse atração de circo, enquanto os outros convidados, incluindo a apresentadora, mostravam sua surpresa, ora, uma mulher que teve relações com mil homens? E a garota disse mais, já se meteu em orgias com seis homens!


Nessa hora a apresentadora, Luciana, surtou e perguntou ao sexólogo que estava ali:

-Mas como ela ''aguenta'' seis homens?

O sexólogo dominado pelo seu machismo não leu a pergunta de maneira emocional nem psicológica, foi direto ao ponto:


-É para isso que inventaram Hipóglos ( uma pomada para assaduras)

Mas não é? Bendita Hipóglos! Aplausos para o químico que inventou a pomada!


O que me deixou horrorizada foi perceber como no Brasil a sexualidade feminina incomoda tanto e é tratada como se fosse uma aberração da natureza, um erro hormonal. Como é possível uma mulher querer e ter relações com mil homens? Ora, o corpo é dela e se não houve estupro qual o problema?


Achei inacreditável que o Rio de Janeiro vive uma guerra, liderada por questões sombrias das UPPs ( Unidades de Polícia Pacificadora) e nada disso interessa, o que deixa a todos de queixo caído é uma mulher que se atreve a dizer que gosta de sexo com homens fardados.


Como a grande maioria dos brasileiros acreditei nos projetos das UPP e pensei que poderia ser uma boa solução para o problema da violência nas comunidades e das milícias que agem clandestinamente. Mas as UPPS viraram alguma coisa que ninguém entende, denúncias de extorsão, torturas e mortes.


Mas quem se importa com isso? O assunto é a Maria UPP, a moça que já transou com mil homens nessas unidades!


O Brasil não se surpreende com a tortura e morte de ninguém, nem com o dinheiro desviado, mas uma mulher que assume gostar de sexo é coisa de outro mundo aqui. O destino da moça é o mesmo das aberrações de circo no Brasil, vai ganhar muito dinheiro tirando a roupa e depois virando apresentadora, porque aqui é assim, mulher que assume sua sexualidade vira apresentadora, de tão raro que é uma mulher gostar de sexo.


Nada nos horroriza como brasileiros, nem água em São Paulo que some, nem os inocentes mortos no Rio de Janeiro, mas uma mulher falando que faz sexo com seis homens é uma coisa histórica.


País machista, atrasado, retrogrado, medieval, jeca, por isso não saímos do lugar, porque aqui a mulher é tratada como se fosse um animal e todos se assustam se ela assume gostar de sexo. Vão dizer que ela se expôs, que é uma vadia, mas vamos ser sinceros, que mulher no Brasil está na mídia sem nunca ter tirado a roupa ou se envolvido em algum escândalo de índole sexual? Ninguém faz pautas nos programas chamando alguma mulher que já tenha lido mais de mil livros, mas chamam quem já fez sexo com mais de mil homens, essa é a matemática de um país no lixo, sexista e parado no tempo.


A moça está se promovendo com o horror que causa a todos os brasileiros (mil homens?), e se faz isso é porque vai ganhar alguma coisa e só ganhamos quando fazemos alguma coisa que chama a atenção. Essa moça não ia conseguir nada na Suécia, um país avançado em relação a sexualidade feminina, mas aqui no Brasil ela é séria candidata a se tornar outra milionária da mídia. É culpa dela? Não, é o país que não passa de um lugar conservador e medieval, perdido nas trevas da ignorância e horrorizado com as mulheres que gostam de sexo.


A diferença entre a moça e eu é apenas nosso gosto, eu gosto de escrever, já escrevi mais de mil posts, ela gosta de sexo, já transou com mais de mil homens. Mas no Brasil ela é absorvida pelo sistema e vai se beneficiar dele, enquanto eu sou abortada, porque mulher que escreve incomoda. É nesse ponto que eu me pergunto o que ainda faço neste lugar, este fim de mundo, porque fica claro para mim que não tenho nada a dizer que interesse ao sistema.


Iara De Dupont

Um comentário:

Anônimo disse...

Pois é... e enquanto o Brasil-sil-sil fica chocado porque, ó, mulheres gostam de transar (difícil acreditar que ninguém até hoje saiba disso), a garota faz seu pé de meia. E quer saber? Bem feito pra esse bando de jecas machistas. Vão ficar aí feito bestas engordando a conta bancária da moça enquanto ela não tá nem aí pra os imbecis e continua fazendo o que quer.

P.S. Pra esse sexólogo babaca que aparentemente nem terminou a faculdade: a vagina é elástica. Ela aguenta coisas com vinte vezes o seu tamanho e peso e volta ao normal. Se por ela passa um bebê sem problemas, um pênis é moleza. Uma mulher provavelmente pode transar mais vezes que um homem no mesmo dia. Vontade de fugir voando pra algum mundo onde a evolução não tenha parado...

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