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20 abril 2014

Amor caranguejo (poxa mulherada, não façam isso!)

Caranguejo, o pior tipo de amor
Cristina Saralegui: dando o exemplo

Não sei se é verdade, mas minha avó dizia que se você colocar caranguejos em um balde eles não conseguem sair de lá, porque poderiam fazer uma fila indiana e sair, mas não fazem isso, ficam lá e cada vez que um tenta sair os outros vão e puxam ele de volta.

Pra mim essa é a melhor definição de um amor, se é que pode ser chamado de amor, que vem me traumatizando há anos. Venho de família de mulheres inteligentes e criativas, mas caíram no ''balde'' com seu caranguejo e cada vez que tentam sair ele puxa de volta à merda.


A melhor explicação dessa teoria escutei de uma jornalista cubana, Cristina Saralegui. Ela deu uma entrevista e falou do seu primeiro casamento, foi muito criticada pelo o que disse, mas dá para entender seu ponto de vista muito bem. Ela nasceu em Cuba e em 1960, com 12 anos, fugiu da ilha com sua família por culpa do regime cubano, foram todos para Miami. Lá ela se formou em jornalismo e começou a trabalhar em revistas e se casou com um bombeiro.


Depois do casamento os dois resolveram comprar uma casa e tiveram uma filha. E nesse ponto segundo ela, o barco virou. Tanto ela como o marido eram imigrantes, estavam em outro país e ela queria mais, pensava que se era só para ter uma casa, então por que fugiu de Cuba? Já que estava no Estados Unidos queria o sonho americano, mas seu marido achava tudo isso bobagem e pensava que o futuro estava garantido, a casa já estava paga e era só tocar a vida pra frente. Então ela disse na entrevista '' Ele ficou pequeno para mim e meus sonhos''. E foi criticada, imagina, falar assim do marido, um rapaz trabalhador e sério, mas ele tinha virado seu ''amor caranguejo, se ela tentava sair daquela vida que levavam ele puxava de volta.


Ela se separou e conheceu seu atual marido, Marcos Avila, um músico que trabalhava com Emilio Estefan, casado com Glória Estefan e amiga de Cristina. Marcos era como Cristina, os dois eram imigrantes e ambiciosos, juntos perceberam que o mercado não tinha uma jornalista que falasse espanhol em programas da tarde e ofereceram um projeto a uma emissora que comprou. Marcos dirigia o programa e Cristina apresentava, viraram uma força de trabalho que construiu um império em menos de dez anos e foi questão de meses para entrarem na lista dos mais ricos e influentes de Miami. E o mais importante, Cristina explorou todo seu potencial, é dona de revistas e programas de televisão.

Acredito que estamos no mundo para explorar nossos talentos, levar eles ao limite. Caso ela tivesse se deixado levar pelo marido sem ambição seria uma jornalista fazendo ''bicos'' , nunca teria conhecido o tamanho do seu talento e também não poderia dar a filha a vida que a menina leva hoje.

Ela teve a sorte de achar alguém como ela, mas primeiro foi corajosa de sair de um casamento apenas porque o rapaz não tinha suas ambições, mulher ainda é educada para jogar seus sonhos no lixo, caso Romeu não concorde.


E isso veio à tona porque fiquei sabendo de uma amiga que recusou um mestrado na Espanha porque acabou de se casar e o marido achou mais importante ''cementar a relação'' e ela desistiu do mestrado. Fez isso porque é burra, mas eu entendo o lado dela, mulheres são educadas para empurrarem seus sonhos embaixo da cama e não é só educação, os Romeus apertam o que podem, porque a situação encosta em dois nervos, o primeiro são ambições que não batem e o segundo é o pânico dos homens de terem mulheres superiores a eles em tudo.


Meus últimos dois namoros acabaram por milhões de motivos, mas o futuro sempre foi um deles, meus sonhos eram maiores do que os deles e não gostaram disso, um Romeu até chegou a dizer que eu precisaria de um homem velho e rico para ter o que queria, passou por cima de mim como se eu não existisse e trabalhasse, esqueceu que eu não preciso de um ''velho rico'' porque eu me viro sozinha, os sonhos são meus, não do ''velho rico''. 


Meu ponto nessa questão e isso eu falo depois de ver todas as mulheres da minha família engolindo seus sonhos, cheguei a uma conclusão espiritual, mulheres devem fugir de homens que não apoiam seus sonhos e as obrigam a guardar eles em caixas, porque em teoria ninguém está no mundo para se casar, mas todos estamos para evoluir e dar ao planeta a melhor versão de si mesmo e como fazer isso com um caranguejo te puxando a perna? Não dá. Temos que ser egoístas e pensar que é preciso andar pra frente e ser alguém neste planeta, conquistar seus sonhos e se Romeu tem um problema com eles ou seus sonhos são diferentes então a separação é inevitável. Não dá para destruir o que se sonha para manter a relação, isso é romântico demais e atrasa o planeta.


Minha amiga trabalha com sustentabilidade, ao recusar o mestrado atrasa sua vida profissional e a longo prazo o planeta vai se prejudicar. O mundo precisava dela fazendo o mestrado e desenvolvendo suas ideais para conseguir ajudar a parar a destruição, mas em um gesto mesquinho ela decidiu pelo bem do seu amor, o ''benhê'' é mais importante do que o planeta.


E não é apenas nessa escala, eu me pergunto, a pessoa pode sonhar com uma coisa simples, mas o Romeu não quer nem saber disso, poxa, vale a pena dividir a cama com alguém que nem um sonho simples vai apoiar? Que porra de amor é esse? Tenho amigas que renunciaram a ter filhos, a empregos melhores e tudo isso apenas porque ''Romeu '' não queria nada disso.


Não estamos no mundo para agradar Romeu, estamos para realizar nossos sonhos e ser inteiras com o mundo e o que queremos. 


Ainda tentei argumentar com minha amiga, mas ela foi clara:

-Eu fiz uma escolha e pronto. Para mim meu casamento é mais importante do que meu mestrado, escolhi ficar com meu marido.

Ah, mas que sonho pode dar certo se precisa do outro? E que amor é esse de apenas uma via? Tudo bem ela renunciar seu mestrado, mas o benhê não quer se mexer?


Amor é lindo, casamento deve ser fofo, mas a primeira e única responsabilidade que temos é com nós mesmas e nossos sonhos, isso ninguém pode tirar.


Caramba, tantos séculos presas ao pé da cama, sem sonhar, sem viver  e agora no século XXI vamos entregar nossos sonhos de graça? Apenas porque queremos receber amor?


Amor não é isso, faltou a minha amiga saber, mas amor é o que ela devia ter por sua carreira e por ela mesma, a gente como mulher tem que respeitar o que queremos, não podemos entregar nossa vida de bandeja pra ninguém.


Hoje tô revoltada com isso, ver mulheres colocando sua vida a disposição de um homem me faz subir paredes. Minha amiga podia fazer seus mestrado na Espanha e conhecer um homem por lá, pelo menos do tamanho dos seus sonhos.


Não digo para ninguém ficar sozinha no mundo, pelo contrário, namorar é bom demais, mas que seja uma regra procurar e achar um homem do tamanho dos seus sonhos, porque quando ele é pequeno é a mulher que tem que encolher e isso doí. Estamos neste mundo para nos realizar, não para nos encolher apenas porque Romeu quer isso, é quase um pecado ignorar seus sonhos para satisfazer um homem. E vou dizer a pior parte, não vale a pena.


Iara De Dupont

4 comentários:

Anônimo disse...

Iara,

Vc já leu "Complexo de Cinderela"? Talvez responda várias das suas questões. Pra mim foi revelador, recomendo pra vc tb !
Muitas mulheres renunciam seus sonhos e o controle de suas vidas para ser protegidas por um homem. Para elas, basta ver o macho delas se dando bem ...elas se dão bem por tabela. É triste, mas enfrentar a vida e suas duras batalhas não é pra qq uma não!

Anônimo disse...

O seu namorado não se incomodaria com as suas ambições se elas fossem viáveis. Se o seu trabalho rendesse frutos compatíveis com as suas ambições, ele seria capaz de enxergar a sua a futura conquista e tomaria parte no seu processo de realização pessoal. O problema surge quando uma pessoa exige que o outro compartilhe um ideal abstrato de vida, cuja realização ultrapassa visivelmente a capacidade individual dela. Neste caso, o outro se sente compelido a suprir essa incapacidade individual. Nessa situação, o seu namorado tem todo o direito de se sentir instrumentalizado. Você o reduz a meio de realização das suas expectativas pessoais quando condiciona a relação a uma identidade comum de expectativas. Enquanto você achar o outro pequeno demais para os seus sonhos, os seus sonhos serão grandes demais para você mesma. Comece a reconhecer suas limitações, aos invés de reafirmar as suas possibilidades de maneira genérica e incondicional. Isso não é um ato de resignação. Pelo contrário: reconhecendo suas limitações, você se potencializa.

Iara De Dupont disse...

Já li e recomendo muito, deveria ser leitura na primeira série.....rsrssr, beijo!

Iara De Dupont disse...

Essa parte ficou difícil de entender anonimo, te pergunto se você conhece minhas ambições para saber se são viáveis ou não? E quem pode dizer a outro ser humano se suas ambições são viáveis ou não? Enfim, questão complexa...mas sou uma pessoa de sorte, não preciso de namorado nem de homem nenhum para realizar minhas ambições, sejam elas grandes ou pequenas, isso não faz diferença, sou grata por ser livre e não precisar de nenhum homem para nada na minha vida.

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