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16 abril 2014

A vida que sabe


A vida é engraçada, mas sempre somos os últimos a entender o que ela quer.

Um guru, Luiz Gasparetto diz que não importa a situação, a vida sempre ganha, não adianta bater o pé. A gente tem que ser flexível e ir no ritmo dela, que sempre dá giros sem avisar.

E também temos que aprender a abaixar a cabeça, se a vida sabe mais temos que aceitar algumas decisões que ela às vezes se adianta e resolve.

O ano passado conheci um Romeu, mas tudo deu errado e não ficamos juntos. Sofri demais, arrastei Natal, Ano Novo, tudo parecia sem sentido, porque na minha cabeça não existia um motivo real para não estar com ele. Mesmo todo mundo tentando me convencer que ele não tinha ficado porque não gostava o suficiente para ficar, sofri demais.

Mas os meses se passaram e coisas aconteceram na minha vida que me levaram a perceber que não era o momento adequado para ficar com ele. Se eu tivesse ficado desde novembro teria jogado mais stress na minha vida, não teria sido um bom momento para estar com ele, e talvez isso teria feito que tudo terminasse de uma maneira pior.

Mesmo com saudade e ainda de coração apertado sou obrigada a dizer que a vida sabia o que estava fazendo quando afastou ele de mim, caso contrário eu teria me pressionado mais do que me pressiono, para tentar manter um relacionamento legal no meio de uma tempestade.

Já me disseram isso tantas vezes que nem eu explico porque não decorei ainda, mas é verdade, ninguém controla a vida e tentar fazer isso é a fonte dos nossos sofrimentos, admitir que fazemos nossa parte e o resto ela vai fazendo do jeito dela é a única solução para aliviar um pouco a tensão que se carrega, eu diria a agonia.

Eu teria sofrido menos em novembro se tivesse pensado que a vida sabia que logo adiante o namoro não ia ser uma coisa boa para mim, mas eu não pensei assim, achei que se duas pessoas se conhecem e se gostam, então por que não ficar juntos?

Não sei o futuro, talvez esse namoro volte a minha vida em outra situação, talvez não, nesse caso é a vida que sabe.

Mesmo assim não consigo ainda ser essa pessoa livre e desencanada que deixa as coisas correrem soltas, ainda tento controlar e planejar mesmo sabendo que isso não dá em nada.

O meu conflito com a vida nos últimos tempos é que ela me levou a lugares que eu não gostei, até aceitei de boa vontade alguns desvios do caminho, mas as novas estradas que se abriram não me trouxeram nenhuma paz. Mas estou consciente que sou passageira e não mando no piloto, subi no avião com a ideia clara de para onde ia e fazer o que, mas no meio da viagem os planos mudaram sem a minha autorização. Tem horas que tenho vontade de me fechar no banheiro e chorar, até o avião cair e tem horas que consigo ser um pouco adulta e pensar que talvez o caminho mudou, mas o destino vai ser o que eu sempre sonhei. Não sei, me falta fé no desconhecido e nos caminhos que nem sabia que existiam. E nos últimos tempos me vem faltando muita, muita paciência. Mas já conheci a vida para saber que ela sempre ganha e não tenho alternativa, ou abaixo a cabeça ou não sobrevivo, com ela não existe terceira opção, ou você vai no ritmo dela, ou vive em uma roda de sofrimento. É, acho melhor escolher levar o ritmo dela.

Iara De Dupont

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