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25 abril 2014

A falecida (o dia que eu morri)

AS ''GORDAS LARGADAS''

Deve ser meu sangue indígena, mas existem coisas no mundo que eu prefiro manter em ordem. Uma delas é que sou muito reta com meus inimigos. Considero inimigo qualquer pessoa que tenha me feito mal e se me machucou sem motivos eu considero ''inimigo jurado''. Não mudo de ideia e lembro da minha avó dizendo que se um inimigo se aproximar para pedir perdão e te abraçar, ele apenas está procurando um lugar ''mole'' nas tuas costas para enfiar a faca de novo.

Se a pessoa um dia me sacaneou pode escrever na pedra,  não volto a ligar nem aparecer, mas espero o mesmo. Não sou a pessoa ideal para crises de arrependimento nem pedido de desculpas, prefiro o respeito, esse que mantém meus inimigos longe. Podem me odiar à vontade, mas perto não quero eles.


E já me falaram que exagero, mas as duas únicas vezes que mudei de ideia, pressionada pelas pessoas, e perdoei quem não devia perdoar paguei caro demais, a pessoa me prejudicou mil vezes mais do que a primeira vez, então entendi a lição, quem é sacana uma vez, vai ser sacana.


E nem precisa ser muito, como sou sensível poucas coisas são suficientes para despertar meu ódio eterno, como uma pessoa que me viu hoje e me cumprimentou.


Não falo com ele há oito anos, mas moramos na mesma rua e sempre nos encontramos, hoje sei lá porque ele tentou se aproximar, mas escolheu o dia errado e a pessoa errada, não sou a mesma e mandei à merda. Quem ele um dia conheceu está morta, esqueci de avisar e convidar para o velório.


Meus dias de meiguice acabaram e não vão voltar, estou finalmente agindo por conveniência  e não é mais conveniente para mim ser meiga e tonta.


O  problema desse infeliz é que gostei dele em algum ponto da minha vida, há oito anos. Ele me dava corda e fomos juntos à festas, mas hoje analisando com calma percebo que era só amizade, mas tenho certeza que ele sabia que eu gostava dele.


Em um churrasco na casa dos seus amigos estávamos sentados à mesa quando uma garota começou a fazer brincadeiras e insinuar que éramos um casal bonito. Como eu estava a fim, fiquei quieta, mas de repente ele se virou e disse:


-Imagina, somos só amigos.

E  garota insistiu e ele respondeu:


-A Iara não é meu tipo de mulher.

E lá foi a garota:


-Mas ela é bonita! 

E ele:


-Ela é gordinha e não gosto de mulher assim, acho muito descuido, poxa, como você vai namorar alguém que não se cuida?

A  garota percebeu a mancada dele e tentou argumentar, dizendo que ser gordinha não era feio e eu era uma ''gordinha bonita''. E tudo isso acontecendo na mesa onde eu estava sentada, ao lado dele que me tratava como se fosse invisível, ainda tentei me meter e dizer que não era uma ''gordinha largada'', mas ele afirmou:


-Na boa Iara, todas as mulheres nos relacionamentos são iguais, elas vão pegando confiança e se largando com o tempo. Se eu começasse um namoro com você agora, já não é meu tipo físico de mulher, com o tempo você se acomoda na relação e em poucos meses eu vou estar namorando uma gorda, uma obesa. E pra dar um fora? Todo mundo vai me recriminar, dizendo que dei um fora porque você engordou! Sou prático, pra mim a mulher que já entra em um namoro como você, assim desleixada com o próprio peso, deve ser um pesadelo em tudo, deve deixar ''pra lá'' tudo na vida, mulher gordinha não é mulher de ''atitude''.


Só consegui chamar ele de canalha e fui embora da festa. E não esqueço esse dia porque na porta da casa, eram várias casas, tinha acontecido alguma coisa e a polícia estava ali e não deixava ninguém sair nem entrar, eu tentei sair e não me deixaram, mas fiquei tão estressada, devo ter dado um chilique, não lembro, mas me liberaram na hora.


Encontrei várias pessoas que estavam no churrasco muitas vezes, porque todas moram perto e a maioria abaixava a cabeça quando me via.


Uma amiga me disse que não foi tão pessoal o que ele disse, era apenas o gosto dele, não gosta de ''gordas'' e tem o direito de não gostar, mas me cansei de gente se ''expressando'' de gordas assim, também penso muitas coisas de várias pessoas e por educação fico quieta, então já não tolero quem se expressa de gordas de maneira discriminatória, porque não gostar é uma coisa, mas tem respeitar.


E durante oito anos tenho visto esse canalha. Posso até afirmar que o vejo todos os dias, porque sua empresa fica na frente do meu prédio. Os motivos pelos quais se aproximou só ele sabe, eu não quero nem saber. Até minha mãe ficou com dó, dizendo que ele deve ter ensaiado durante meses para se aproximar, mas eu quero que ele exploda.


Nunca fui e não conheço gorda desleixada, largada. As que eu conheço,  me incluo nelas, podem estar fora dos padrões estéticos, mas são vaidosas, arrumam o cabelo, usam maquiagem e roupas legais. Tudo o que ele disse me ofendeu demais e foi discriminatório, absurdo e até hoje me pergunto da onde tirou essa ideia de que mulheres gordinhas ''pegam confiança'' no namoro e ficam obesas.


E ele devia se olhar no espelho, porque em oito anos melhorei muito, minha auto estima mudou e isso me deu segurança, já ele parece que envelheceu demais, deve inclusive estar namorando, porque está mais gordinho.


Dos meus inimigos só quero distância, mas se forem generosos agradeço o respeito, não quero desculpas, nem explicações. Para mim pessoas que me magoam têm seu destino selado na minha vida. E não tem volta, nem perdão e sei que alguns passam por aqui e digo bem claramente, aquela Iara trouxa que vocês conheceram morreu, a otária faleceu, já foi enterrada, meus dias de meiga e idiota acabaram. Agora inimigo meu é inimigo jurado.


Iara De Dupont

6 comentários:

Alessandra Tofoli disse...

Ainda bem que amadurecemos e ficamos cada vez mais prontas para lidar com situações como essas e não deixar mais que pessoas como essas, com comentários como esses pisoteiem na nossa auto estima e nos façam ter dúvidas sobre nós mesmas.

Paula Santos disse...

Mandar a merda foi até pouco!

Eu também estou precisando parar com a meiguice e mandar muitos a merda! Como mudei de cidade, não encontro meus desafetos aqui em SP. Mas estou pra voltar a morar em minha cidade, aí certamente os encontrarei. E mesmo depois de, sei lá, mais de 10 anos sem ve-los, quero muito manda-los a varios lugares, caso venham dar uma de "legais" e resolvam falar comigo.

Vagner Maciel disse...

Não adianta perdoar: pessoas não mudam.

C.Belo disse...

Bem, nem preciso comentar o quão babaca esse cara é...

E, de fato, as pessoas dificilmente mudam pra melhor. Apenas aperfeiçoam seus pontos fortes, e se o ponto forte da pessoa for a filha da putice né...

Agora é engraçado relacionar gordura com desleixo pq eu mesma JAMAIS fui relaxada com minha aparência, aliás, já fui bem magrinha e nessa época sim, eu era bem brega. O que, para quem puder ter o mínimo de inteligência, dá pra concluir que "desleixo" não tem a ver com ser gordo ou magro, e sim tem a ver com o amadurecimento de nossos gostos e apuração de nosso estilo pessoal. Relacionar uma coisa com outra, portanto, só mostra a gordofobia por trás desse discurso.

Carolina disse...

Fez bem em ter mandado à merda. Achei até muito educado da sua parte.
Beijos,
Carol

Anônimo disse...

Pessoas nao mudam!!!
Eu aprendi isso na marra e nao adianta da uma, duas, três chances!!!
Uma vez vi um programa na tv que falava uma coisa certa qdo a pessoa tem uma atitude ruim, desrespeitosa, ou seja, se mostra um ou uma filha da puta, a própria pedida ja está de mostrando, porque vc vai duvidar???

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