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08 março 2014

Quer me surpreender? Mande chocolates (dos bons!)


Estou tentando um exercício que um amigo me ensinou, tentar ver qualquer situação com a devida distância. Assim fica mais simples de entender e todas as emoções são avaliadas.

Uso meu pouco, quase nada, conhecimento que tenho do ser humano, isso me permite ser cínica a respeito e tentar deixar de lado minha mania de ver as coisas em apenas um ângulo.


A história é bem simples, igual a milhões. Uma pessoa me puxou o tapete da maneira mais sórdida que já vi nos últimos tempos. Quem está próximo a mim correu para ver se eu estava bem, porque era lógico que eu ia ficar mal. Mas não fiquei por um motivo bizarro, que até eu desconhecia. A minha primeira reação ao ter meu tapete puxado foi de chorar, mas depois me deu um ataque de riso que continua até hoje.


O motivo do meu riso é que eu sempre soube que a pessoa não valia nada, que era um dos maiores filhos da puta que já conheci nesta vida, eu tinha tanta certeza disso que cheguei a comentar com a pessoa, disse que não confiava. A pessoa riu e disse que eu era ''trágica'', fazia drama de tudo, julgava sem conhecer. Ah, mas o instinto conhece.


Mas o meu ponto é esse, o ser humano me surpreende pouco no mal, fico chocada, horrorizada e com dor de barriga, mas não me surpreendo tanto, parece que o mal é uma coisa natural neste mundo, então por que se surpreender se já sabemos de antemão que pessoas ruins são maioria?


Nos últimos tempos meu caminho se cruzou com tantas pessoas malvadas que hoje me surpreendo horrores quando conheço gente oposta a isso. Vejo no meu blog, eu abro os e-mails e tem lá uns gigantes, fãs de alguém, machistas, ou sei lá o que são, me detonando e ofendendo. Não me surpreende, se tem uma coisa que o ódio não conhece é a preguiça, a pessoa com ódio tem todo o tempo do mundo para sentar e mandar e-mail ofendendo. Mas quando abro meu e-mail e tem lá algum recado de uma pessoa que eu não conheço, de duas linhas, dizendo que gosta do meu blog, meu coração fica feliz o dia inteiro. Acho incrível alguém se dar o trabalho de elogiar, quando isso não é regra no mundo.


Boas pessoas, gente decente e legal, esses me surpreendem todos os dias, sempre me deixam muda. Mas os filhos da puta não, principalmente como essa última pessoa, que por mais que eu tento achar um nome para a sacanagem que me fez não consigo, de tão absurdo que foi.


Ah, mas se eu sabia que era filha da puta, por que fui lá? Porque eu não sabia, eu achava que era, foi instinto, não tive certeza, mas já errei antes e conheci pessoas que pareciam péssimas e eram ótimas.


A maldade humana não me parece rara nem difícil de encontrar, por isso não merece da minha parte comentários muito profundos. Prefiro a bondade, as pessoas que me surpreendem apenas porque são boas. E existem bastantes, eu posso colocar a mão na cintura e dizer que pelo meu blog conheci muitas.


Se essa pessoa queria me surpreender e calar minha boca a melhor coisa era ter mandado uma caixa de chocolates, então eu ficaria surpresa e pensaria que foi injusta e errei, julguei mal a pessoa, mas fazer uma sacanagem só confirmou tudo o que penso ou pelo menos sentia.


A bondade, o coração nobre, esses sempre me deixam de boca aberta, acho a coisa mais linda do mundo e a mais inesperada, mas a maldade é tão comum que  se demora acho estranho.


E tempos modernos mesmo, hoje ninguém enrola muito para puxar o tapete de outra pessoa, parece que a maioria vive na maior ansiedade de sacanear alguém. E ninguém parece surpreso.


Uma vez estava na porta do prédio quando um vizinho entrou correndo, desesperado, na hora o porteiro disse:


-Ixi, outro que foi assaltado!

Dias depois alguém contou o mistério, o vizinho entrou correndo o prédio por uma dor de barriga, não por um assalto, mas estamos tão acostumados as coisas ruins que as normais passam batido.


E quem puxou meu tapete só posso dizer isso, não me surpreendi em nada, até acho que demorou. Surpresa mesmo seria ver na minha porta uma caixa de chocolates, mas eu pensaria antes, será que não estão envenenados? Mesmo assim ficaria surpresa e poderia rever tudo o que pensava dessa pessoa. Mas sua filha da putice me fez apenas levantar o carimbo e colocar ali: FDP. Mesmo assim sou de coração nobre e não posso deixar de dizer uma coisa, eu lamento ter confirmado minhas suspeitas, se fosse minha escolha preferia estar errada em relação a pessoa e comendo chocolate, dos bons.


Iara De Dupont



2 comentários:

Tadeu Diniz disse...

Iara, sao 1:27 da manha. Fico ansioso por mais um post... Amo esse blog... Vi sobre o livro, quando sairá? Quero ir ao lançamento, dar-te um abraço e ganhar um autógrafo...

Suzana Neves disse...

Deve existir alguem decente por ai de verdade, espero

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