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08 março 2014

Jornal Nacional com duas apresentadoras ( pior não fica)

Sandra Annenberg e Patricia Poeta: que vergonha

O machismo é a maior doença do planeta, é ruim em todos os sentidos, mesmo assim consegue ficar pior. Qualquer tentativa de fingir uma situação que não existe é patética.

Hoje o ''Jornal Nacional'' resolveu entregar o comando do programa  a duas jornalistas, Patricia Poeta e Sandra Annenberg, tudo isso para comemorar o dia oito de março, o dia da mulher. 

O programa é em si já carrega todas as bandeiras machistas, sempre é apresentado por um homem e uma mulher, brancos, de classes altas, casados, com filhos, com todas as etiquetas que a ''sociedade'' exige. Rara vez aparece um apresentador negro e quando aparece jogam maquiagem suficiente para que ele fique com aspecto de ''bronzeado''.

Então a emissora Globo quis ''pagar de gatinha'' e no dia das mulheres colocou duas jornalistas. O problema é o de sempre, uma pessoa em pé é uma coisa, de joelhos é outra. A pauta foi respeitada, foi a mesma, mas de resto foi um das coisas mais deprimentes que  já vi, se eu tivesse uma metralhadora teria aberto fogo contra minha televisão.

Mulher é um ser que tem opinião, apesar do mundo jurar de pés juntos que não. E o que se viu no Jornal Nacional foi uma sombra de duas mulheres, tanto Patricia como Sandra mantiveram o tom de voz doce e baixo, se olharam várias vezes naquele olhar de ''ahhhh, coisa fofa'', sorriram em todos os momentos, as roupas eram suaves e os gestos delicados, exatamente como o patriarcado exige das mulheres, se vão falar que sejam doces, submissas e sorriam. Tão mulherzinhas que nem esqueceram de rir quando alguém disse alguma coisa engraçada ou meiga. Apresentaram o jornal no mesmo ritmo que se fala com uma criança pequena, moças educadas assim são.

O patriarcado amou e aplaudiu, eles adoram parecer que são justos e concordam com a emancipação das mulheres. E jogam essas migalhas de vez em quando para dar um ''sossega''  em quem reclama.

Mulher mesmo bate na mesa e dá sua opinião, o que Sandra e Patricia fizeram foi um desserviço a causa, podiam ter ficado sem essa, não tem coisa mais humilhante para a mulher do que ser exatamente o que os machistas querem que ela seja.

Se é pra ver mulher de joelhos e bancando a submissa e cheia de doçura, então prefiro que voltem ao esquema anterior, de homens apresentando, pelo menos sei que é machismo, ainda assim prefiro esse machismo direto do que esse disfarçado de homenagem.

Já que todo o esquema ali é machista, então que se mantenha assim, acho pior colocar mulher, prensar, mandar dizer e se comportar como uma ''fofa'' e querer grudar etiqueta de '' homenagem''.

Eu não aceito essa homenagem, nenhuma mulher como Patricia ou Sandra me representa, não tolero a fofice que o machismo exige, nem a doçura que a misoginia quer. Para mim mulheres são bem distintas do que eu vi nesse programa, ali eram duas bonecas falando, as ordens de algum macho.

Prefiro o machismo que coloca dois apresentadores do que o machismo que coloca duas mulheres de joelhos e vem me dizer que é ''homenagem''.

Como tudo ali era fofo, as matérias sobre o dia da mulher e seus protestos foram devidamente editadas e cortadas, ia ficar chato e talvez até tirasse do rosto de Patricia e Sandra aquele sorriso falso e congelado, aí não dá, tinham que manter elas como bonecas paradas no tempo, sorrindo, enquanto um homem dá as ordens.


Iara De Dupont

2 comentários:

Musicista Feminista disse...

Minha família inteira vive assim! Construir uma família não é fácil...arranjar um machista pra casar e engravidar é a coisa mais fácil do mundo. O que elas chamam de construir a família é aturar marido panaca por décadas e fazer uma imagem que não é a sua. Então ficam com medo de "destruir a família", ou seja, viver do jeito que se sentem melhor.

Lindalva Cordeiro disse...

Achei deprimente e patética essa "homenagem", é com se dissessem só deixaremos duas mulheres (seres inferiores e incompetentes) apresentarem o telejornal mais importante do país hoje, por ser seu dia, depois volta tudo ao normal, a mulher que fique reservada à sua mediocridade, de apenas assessorar o macho "alfa". Penso que as mulheres precisavam protestar contra essa hipocrisia.

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