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01 fevereiro 2014

Quero ser água


Há algum tempo uma amiga me apresentou seu primo. Desde o começo a gente se deu bem, tínhamos um humor parecido e gostos similares. Não sei se ele cogitou um namoro, mas eu cheguei a pensar nisso, mesmo assim não disse nada e continuamos amigos. Conforme o tempo passava e a intimidade crescia as discussões eram frequentes, nem sei porque discutíamos, hoje me arrisco a pensar que entramos em uma guerra de poder, um sempre queria impor sua opinião. Aquilo começou a exigir demais dele e de mim e começamos a nos cansar.
Um dia marcamos de nos ver no centro e acabamos conversando, lá ele me disse que gostava muito de mim, mas aquilo não era namoro nem amizade, porque ele não discutia assim com seus amigos. Eu disse que éramos parecidos, de planetas similares e valia a pena continuar nem que fosse a amizade. Ele ficou quieto, de repente se levantou e disse- É, Iara, tem razão, somos de planetas similares, mas o problema é que nossos planetas colidem.

Depois desse dia nunca mais vi ele, sei que ainda pergunta por mim, mas nunca soube nada dele e só guardei essa frase, não sei porque nunca esqueci.

Até hoje sinto falta dos papos dele e me perguntei muito porque nossos universos chegaram ao ponto da colisão.
Depois cai em algumas situações parecidas, me sentia atraída por pessoas de temperamento forte e o choque era fatal.

Fui me cansando de tantas colisões, mas eu tinha um problema técnico, não sabia nem tinha definido o que eu queria em um relacionamento, nunca pensei nisso. Minhas respostas eram sempre vagas, eu queria '' um cara legal'', mas depois dessa frase me enrolava.

Fiquei um bom tempo sem saber até que morei com meu irmão uma época. Tudo ali era fácil, a risada, a piada, o ser e estar. 
Comecei a pensar então que gostaria de um namorado que me tratasse como meu irmão me trata. É mais simples de viver, de querer. A gente se diverte, até quando não estamos de acordo o máximo que acontece é voar uma almofada na cabeça de alguém.

E recentemente encontrei uma pessoa e aquilo virou um choque não de planetas, mas de trens em alta velocidade. E me pego perguntando  '' mas que porra é essa?''.
É tanto potencial perdido em discussões, em buracos que não se conseguem fechar, em curvas que desviam tudo.

Não tenho mais paciência nem pilha para discutir nada com ninguém no mundo, só se for uma coisa muito fora da linha, caso contrário acho um porre.

Meu único objetivo em relação a isso é descer dos planetas e ficar na água, quero aprender a ter a capacidade de contornar uma situação, como a água faz, sem ter que colidir com nada nem ninguém. Quero ser a água que desvia os obstáculos e continua seu caminho sem se desgastar, fazendo parte da paisagem, quero ser todos os rios que levam ao mar, sem explosões no meio do caminho.

É só  isso que quero, deixar de ser um planeta e virar água. Aquela água que está no planeta, mas não é o planeta. É apenas parte de um todo, sem colidir com nada. E se eu passar pelo teu planeta que minha presença seja a vida que a água traz, não o fim que uma explosão causa.


Iara De Dupont

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