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13 fevereiro 2014

O problema não está no peso, mas na autoestima baixa

Não adianta ser poderosa sem atitude

Quem é magro não pode imaginar o inferno que um gordo passa. Pensamentos são energia e quem é gordo vive preso a milhões de ideias em relação ao seu próprio peso, já que todos mencionam isso o tempo inteiro.

Se eu ganhasse um centavo por cada vez que pensei ou mencionei meu peso seria a garota mais rica do planeta.


E hoje tive que levar um tapa na cara, digamos, simbólico, para acordar para essa realidade novamente.


Em 2008 acabou um namoro, coisa que comemoro todos os anos, porque foi uma relação abusiva e dolorosa. Eu corri para estudar outras coisas, conhecer outras pessoas e acabei descobrindo que tinha um problema de saúde e comecei a fazer um tratamento. Nesses anos a única coisa que me importava de novo era meu peso, meu peso e meu peso. Falo disso aqui, falo disso fora daqui, meu norte é o meu peso. 


Nesse meio tempo conheci alguns homens, outros dei um fora, mas tudo me indicava que eu já tinha superado a fase de abusos e maus tratos. Com isso resolvido meu peso voltava ao centro da minha vida.


E hoje ao conversar com uma pessoa descobri que voltei ao ponto zero, ele detona tudo o que eu sou e o que penso, parece ser o contrário do que me faria bem e eu não queria perceber isso. Resisti, mesmo sentindo que alguma coisa ali não estava bem, mas não sabia o que era. Então ele disse alguma coisa e meus sentidos despertaram, só pude escutar os anjos me dizendo ''De novo Iara? É isso que você quer, um homem que te detona, passa por cima do que é importante pra você e te falta com o respeito?''.


Fiquei absolutamente chocada, horrorizada, asqueada comigo mesma, de um jeito que tenho anos sem ficar. Tanto pensei nestes anos todos sobre meu peso que esqueci de trabalhar minha autoestima, larguei ela em um canto como se fosse uma coisa garantida.


Mas autoestima é como um leão que não é alimentado, você só vai lembrar dele quando pular no teu pescoço.


Não jogo a culpa no meu peso, jogo a culpa no descaso em relação a qualquer assunto que não fosse meu peso.


Percebi em segundos como me dediquei os últimos anos a estudar, melhorar minha saúde, mas não cuidei da minha autoestima, achei que ela já vinha no pacote, pensei que ao emagrecer um pouco eu iria fortalecer ela automaticamente, mas não foi isso que aconteceu. É tudo tão frágil que me doí dizer que hoje estou muito mais bonita do que estava há cinco anos atrás e não digo pelo peso, digo pelo fato de me conhecer melhor e ter uma noção mais clara do que quero, então por que cai de novo no mesmo círculo?


É tão complexo, mas lembro de uma amiga dizendo que autoestima era como um bebê recém-nascido, a gente não larga nem na hora de tomar banho, é um cuidado vinte e quatro horas. Temos que nos vigiar, policiar e amar o dia inteiro, caso contrário, brechas de abrem e caímos de novo no mesmo buraco.


Achei que se emagrecesse um pouco, pelo menos o que o médico indicou e isso nunca foi demais, eu teria de volta minha autoestima e jamais meu caminho se cruzaria com um abusador novamente.


Mas aconteceu o contrário porque não trabalhei questões internas, joguei debaixo do sofá assuntos que nunca quis resolver e achei a minha vida inteira que se fosse magra minha autoestima se recuperaria depois de tantos anos quebrada.


Hoje vi que não, os cacos de vidro continuam no chão e não posso jogar a culpa na balança, já estive mais gorda e nem por isso melhor de amor própio. Percebi depois do tapa simbólico que levei,  como tanta gente tinha razão ao me dizer que amor própio não se pesava e não tinha nada a ver com estar gorda ou magra.


O tratamento de saúde que fiz era tão chato e longo que pensei rápido que emagreceria e um dia seria feliz, todos meus relacionamentos ruins ficariam no passado. E nem estou magra, ainda luto com o peso, a diferença hoje é que estou melhor do que estava antes, mesmo assim parece que minha autoestima ficou congelada.


Bom, que esse tapa tenha servido para isso, foi uma grande lição, percebi que meu peso nunca foi problema nos relacionamentos, o problema era minha falta de autoestima que abria a porta para tantos abusos. Mas hoje tudo isso chegou quando estou exausta, cansada de tantas restrições alimentares e cheia de dúvidas. Mesmo assim me serviu de muito, todas às vezes que a gente percebe que está com a autoestima no chão, nos mexemos para recuperar ela e a vida melhora. Vai ser assim daqui pra frente, nunca mais largo mão dela, porque quando fiz isso senti a mão de outra pessoa me dando um tapa. Nunca mais.



Iara De Dupont

2 comentários:

Unknown disse...

Adorei o seu texto. Obrigada por compartilhar sua experiência. Bjs

Unknown disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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