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02 fevereiro 2014

O lado bom de ser otária


Tenho centenas de posts contando histórias sobre meus dias de trouxa e otária. Sempre falo como é importante abrir os olhos e perceber o mundo ao redor e as intenções das pessoas.


Mas existem curvas no caminho de todo mundo, aquelas perigosas, escondidas e tensas, e o que somos vem à tona de um jeito ou outro. Se alguma parte de mim continua otária é um defeito da natureza, que eu tento todos os dias combater, caso contrário meu tempo de sobrevivência neste planeta estaria comprometido.


Peguei uma curva dessas em um momento de carência, fiz uma péssima avaliação em relação a uma pessoa. Eu sentia alguma coisa diferente nos últimos dias, mas tanto tem acontecido que não parei para pensar com clareza.


Quando tudo acabou me vi obrigada a dizer na frente do espelho que eu de novo tinha sido ''trouxa'', fui tão ingênua que até meu irmão me deu uma ótima sugestão para não sofrer desta vez, jogar a culpa no calor, que não me deixou pensar bem, já que na cidade que moro, São Paulo, as últimas semanas não desce de trinta graus no termômetro.


Mesmo diante de tudo sou obrigada a reconhecer que uma coisa boa aconteceu ,conheci pela primeira vez o lado bom da trouxice, de ter sido uma otária.


Como uma bobinha me apaixonei, mas não era correspondida. No começo parecia que sim, mas de repente senti a pessoa recuando e começaram a chover desculpas conhecidas, aquelas tão clichês que a gente se recusa a acreditar, na base de ''estou sem tempo'', ''tenho muito trabalho''.


Em outra época tudo isso teria sido um péssimo sinal, mas como também estou correndo com outras coisas achei que era normal, coisas da vida moderna. Mas foi só perguntar algumas coisas ao sentir a pessoa sair de fininho que veio aquela frase- Eu não queria te ver sofrer.

Então estava saindo a francesa para evitar uma coisa que não se evita. É? Ah, Jesus!  Mesmo assim quando volto a história percebo meu grau de boba, recados que não são respondidos são um sinal de alguma coisa.

Mas assim que a onda passou descobri uma coisa boa, assumo que fui boba e ingênua, mas percebi que não estou tão contaminada como pensei. Se em um momento sombrio da minha vida me apaixonei sinceramente então ainda existe alguma coisa pura dentro de mim, porque sentimentos como esse a gente não cria, não finge, essas coisas vem da profundeza da alma e não temos controle, elas mostram quem somos na nossa essência e se tive tantos sentimentos bons, talvez ainda exista um pouco de luz na minha crença em relação ao ser humano.


Achei que nesta altura do campeonato pensaria duas vezes antes de cair em uma paixão, mas percebi que apesar dos meus cuidados a intensidade ainda me atrai e ainda tenho algum ponto interno que acredita nas pessoas.


Sei que não deixa de ser otarice, mas sentir alguma coisa sincera e boa por alguém sempre tem uma certa pureza, ainda é nosso melhor lado e o que nos faz estar um pouco mais perto das leis divinas.


É a primeira vez que saio de uma história assim com a cabeça tranquila, sei que errei, onde errei e mesmo assim se tivesse que voltar o tempo erraria de novo, porque não havia margem de manobra para mudar o que senti desde o começo.


E não tenho raiva da pessoa, eu sabia desde o começo onde estava me metendo, nunca houve da parte dele nenhum movimento para disfarçar quem era, reconheço que ele não tem culpa de ter tido um comportamento que provavelmente sempre teve.


É a primeira vez que ser trouxa não tem nada a ver com o outro, mas comigo. O que o outro fez ou deixou de fazer será problema dele, mas não me sinto tão mal porque nem eu conhecia minha capacidade de me encantar com alguém assim.


Descobrir que fui capaz de sentir uma coisa tão pura, no meio de tanta lama, alegra até o coração de um amigo que sonha em me ver  ''ser salva por Jesus''. Diz ele que tudo isso que passei foi um sinal divino, que Deus queria me mostrar que ainda sou decente e nobre. Mas eu sou mais realista, isso não tem nada a ver com Deus, a  maneira como me apaixonei pela pessoa errada no momento errado parece mais outra coisa. Mesmo assim fico feliz porque entendo a importância de ter alguma coisa boa dentro da alma, talvez isso mostre um caminho e talvez exista uma chance de redenção para mim.


Iara De Dupont

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