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20 fevereiro 2014

Minha orelha foi tua


Quando te contei sobre o que minha prima tinha me dito, enchendo meu saco com a roupa, pelo meu peso, você me disse- Iara, de quem são as porras das orelhas?
Eu disse que minhas e você respondeu:

- Então use quando quiser, escute o que quiser, se tua prima disse merda o problema é dela, mas se você escuta então o problema é teu! Não vem ficar de chorona, da próxima vez tampe os ouvidos.

E olha só, talvez eu fechei minhas orelhas para muito, menos para você. Não sei porque fiz isso, não sei que lua foi, mas eu te escutei e hoje não consigo acreditar que tudo ali era mentira.


Já sei daquela teoria, na hora que as coisas foram ditas não eram mentira, foi o momento, mas eu acreditei em você. Fui ingênua, mas na minha inocência tinha amor, talvez seja apenas isso, você não conhece um amor puro.


Do que adianta bater o pé e chorar? A culpa nem é tua, foi minha que escutei e acreditei, talvez porque naquela hora eu precisava daquilo, depois de tantas mentiras e enganos, pensei - E se dessa vez for verdade?


Te dei o voto de confiança que nunca dei a ninguém e se eu sofro com isso ou não, sei que o problema é meu. Fui eu que acreditei, que vivi ali e me construí nas tuas palavras.


Mas não temos conta em aberto, você não me deve nada por uma simples razão, nunca, nunca, no meio dos teus discursos você me disse que estava falando a verdade, isso nunca foi dito. Você apenas me dizia o que queria dizer e eu acreditava. 

Não tampei meus ouvidos com você e hoje tudo o que foi dito desce pela minha garganta como se fosse ácido. Mentiras são assim, não importa a hora, elas machucam.

O tempo volta para desenterrar o que estava lá no fundo. O sol aparece para queimar tudo o que um dia pensamos e palavras dançam sem achar seu dono.


Ah, mais foi fofo e lindo o que um dia foi dito, no meio de uma tarde qualquer. É, eu só queria ter sido avisada que era tudo mentira. Teria mudado alguma coisa? Não sei, orelhas filtram muitas coisas, talvez eu teria perdido essa parte.


Na última noite, aquela que te disse que parecia uma noite longa e estranha, te contei do xamã  que dizia que orelhas são uma extensão do coração, o que entra ali vai direto sem filtro para o coração e fica por lá mesmo. E você sorriu e disse alguma coisa sobre '' respeitar '' as orelhas alheias. 


E sei que nada doí em você depois desse noite e vou te explicar porque. O que você me disse era um monte de mentiras, sonhos quebrados, momentos remendados, objetivos turvos, respostas frias, frases atravessadas, tudo isso que você me deu entrou pela minha orelha e virou ácido, queimou metade do meu coração. E você não sente a mesma dor que eu sinto porque nunca menti para você, tudo o que disse era verdade e transparente. O dito por mim foi sincero e real, desceu pelas tuas orelhas como ouro líquido e deve manter teu coração iluminado por um bom tempo, ao contrário do meu que se queimou logo.


Essa é a diferença entre a verdade e a mentira, uma desce e ilumina, a outra desce queimando, destruindo tudo pela frente.


Vontade louca de avançar no tempo e avisar a próxima mulher que cruzar tua vida para tampar as orelhas perto de você, que não se engane com teu sorriso, teu veneno é um dos piores que conheci. Se alguma mulher tampar os ouvidos perto de você tenho certeza que será muito feliz.

Mas ninguém me avisou e fiquei de coração quebrado.

E nem sei se um dia vou entender porque você mentiu tanto, o que via em mim que precisava dizer tantas mentiras, tantas coisas absurdas e vazias.


Dessa vez aprendi o que o xamã me disse, tudo entra pela orelha e vai direto ao coração. Quer proteger o coração? Tampe os ouvidos. Eu devia ter lembrado disso, agora já é tarde.



Iara De Dupont 



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