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03 fevereiro 2014

Me mandou à merda por medo ou canalhice?


De qué vale tanto orgullo, tanta estúpida pelea y perder en un segundo, lo que has buscado una vida entera. Alejandro Sanz


Posso me sentar na calçada e reclamar de qualquer coisa, menos do meu blog. Tenho encontrado gente incrível aqui, sempre disposta a me dar seu amor e apoio. É tão maluco isso, porque eu não conheço as pessoas, mas acabo sentindo que fazem parte da minha vida. E uma dessas pessoas que apareceu foi um rapaz estudante de teologia, sempre caloroso e de sorriso aberto no Skype. Ele escolhe uns posts que coloco aqui durante a semana e me pede um tempo para falar sobre eles, tenta me convencer a mudar a perspectiva de algumas coisas, para ver se assim me sinto melhor.

E hoje ele estava lá e me perguntou sobre uns posts recentes onde eu aparecia interessada em alguém. Disse a ele que no momento eu estava babando de ódio, me segurando de tanta raiva, porque eu, de novo e sem saber como de tão rápido que foi, tinha caído na conversa de um cafajeste. Logo eu que me sinto vacinada contra esse tipo de vermes sociais.

Ele me perguntou se era isso mesmo, um cafajeste e eu garanti que sim, meu argumento foi a saída, cafajestes sempre fazem a mesma coisa, eles sabem que se a mulher ficar morrendo de ódio não vão mais procurar eles, assim não se arriscam a ter uma mulher pegando no pé, antes de sair falam coisas horrorosas e dolorosas, para machucar bastante e garantir que a mulher fique ferida o suficiente para nunca mais se aproximar deles. É tão típico que me senti como uma retardada agora que ele fez isso.

E meu amigo me disse- Você pensou se podia ser medo? Porque o medo usa todos os disfarces do mundo.

Medo eu conheço bem, tive síndrome do pânico durante vinte anos e é uma doença tão devastadora que a única sensação que você tem sempre é a de medo, tem medo de ter um ataque de pânico, tem medo durante o ataque de pânico e medo depois do ataque. 

Mas minha vó dizia que não podemos ter medo de nada nesta vida, ela dizia que na Bíblia estava escrito que devemos ter medo apenas de ter medo. Não sei se é verdade, nunca li a Bíblia.

Medo de vez em quando empurra, isso é verdade.
Tentei argumentar com meu amigo, o fora que levei foi de profissional, hoje o homem tem que ter doutorado em canalhice para me dar um banho como esse último fez.

E meu amigo dizia- Tem certeza? 

Tenho. 

E meu amigo tenta de novo- Você não é ele! Por que tem certeza? Cadê a procuração que ele te deu pra afirmar que não é medo?

Não tenho e fiquei  pensando nisso. Esse Romeu insistia em uma coisa durante o tempo que me conheceu, que eu tinha medo. Dizia mil vezes por dia que eu afastava ele e tinha medo, cansou de usar uma frase, tatuada no espelho- Dê uma chance para nós.
Tanto disse que eu acreditei, pensei mesmo que era eu com o medo, nunca vi o medo dele, nem sei se tinha. Nas conversas ficava claro que se a coisa continuasse no ritmo que começou, onde parecia um encontro de almas, de outras vidas, então teríamos sim um problema, desde emocional até geográfico. Eu recuava e ele dizia que era medo e essa palavra aparecia a cada dois segundos, até que eu comecei a acreditar. Hoje penso que o medo era dele e projetava em mim, por isso falava tanto.

Meu amigo insistiu- Não lembra de mais nada além disso?

Sim, lembrei, uma data se aproximava, o dia cinco e talvez algumas coisas mudassem depois disso.

Então meu amigo insistiu- É medo!

Mas e se for medo, ele te dá direito de magoar alguém de caso pensado? Insisto que saiu como canalha, dos piores, vai entrar na minha galeria mental como um clássico da canalhice contemporânea. E vou ser justa, faz anos, anos, muitos anos, que eu não topava com um canalha desse nível, me surpreendeu do nada, me pegou na curva, jamais pensei que seria capaz de uma coisa tão monstruosa, mas sou obrigada a reconhecer que ele é bom nisso, fez tudo de um jeito que eu fiquei na história como maluca e ele como o grande ''cara''. Profissional é pouco, ele é mais do que isso, é um mestre na canalhice, ainda conseguiu convencer outras pessoas de que quem não presta aqui sou eu. Parabéns, isso foi um golpe perfeito e eu reconheço, é canalhice de primeiro time.

Meu amigo insiste e me diz para pensar bem, se for medo ele merece meu perdão mental, de longe tenho que perdoar, mas isso não vai rolar em mil anos.

Ainda estou machucada e morrendo de raiva, sem vontade de justificar ninguém, cansei de dar moleza para os outros, de aliviar para o lado de todo mundo, hoje não dou mais desconto. E se for medo ou canalhice não importa, o que ele fez não tem perdão nem de Deus nem das Deusas que ele acredita.

E espero do fundo do meu coração que tenha sido canalhice premeditada, pensada friamente, porque se for medo eu vou ficar com pena dele, qualquer homem que perde uma mulher como eu, que estava ali na palma das mãos, eu ficaria com pena, porque sei que podem rodar o mundo e não vão achar outra nem em Marte.

Se ele saiu da minha vida da maneira mais vil que eu já vi, que tenha sido por cafajeste, porque se foi por medo vou ficar além de pena com ódio dele, de ter estragado uma coisa que poderia ter sido legal para os dois.

Mudar dois destinos por medo é uma coisa triste demais para ser verdade, me recuso a acreditar nisso.

Mas sei que neste mundo tudo é possível, até isso, alguém perder uma musa como eu por medo de encarar o que vinha depois.

Enfim, o que tenha sido vai virar apenas teoria aqui no meu blog, provavelmente nunca vou saber e nem quero saber, não me interessa, porque tenho uma lei na vida, não importa o que aconteça, não se quebra o coração de uma pessoa assim, isso sempre é um sinal de que a pessoa que fez é ruim de alma, quebrar o coração alheio é a pior coisa que alguém pode fazer e na hora que os cacos estão espalhados no chão não interessa se foi por  medo ou por canalhice. Isso não muda nada para mim, que mais uma vez vou ter que catar o que caiu e grudar os pedaços sozinha.


Iara De Dupont

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