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15 fevereiro 2014

A terceira Iara



Para muitas pessoas meu temperamento, meu jeito de ser, confundem elas. Mas posso garantir que ninguém ficava mais confusa do que eu, não entendia porque fazia as coisas que fazia.

Passei por psicólogos, analistas, procurando uma resposta, por que eu super reagia diante de coisas bobas e congelava em situações importantes?
Nunca entendi, até que por uma casualidade um amigo me levou a um xamã, era outro assunto, mas esse veio à tona. Naquele dia eu estava chateada com alguma coisa e o xamã leu essa energia.

Então me explicou que todo o ser humano é a união de duas energias, masculina e a feminina são a base, mas depois existe o que ele chamava de ''energia do ser'', ou seja, duas pessoas se unem em uma para gerar uma criança, apenas uma, mas ali estão duas maneiras de ver e sentir a vida. Se essas energias são compatíveis a criança já nasce em harmonia, mas se são duas energias que brigam, uma querendo superar a outra, a criança nasce já com conflitos internos.

E além disso tem o fator ''hora que foi gerado'', que energia existia entre o casal? Era amor, ódio, raiva, tesão, poder, ressentimento, mágoa, paixão? Tudo isso entra e vai formando a energia ao redor do bebê.

Ele me disse que como eu vinha de pais que tinham uma maneira oposta de viver, eu brigava no meu interior por isso, o que eu precisaria fazer seria primeiro entender o temperamento e a maneira de viver do meu pai, depois da minha mãe e levando em conta que são dois extremos, eu teria que decidir em que momento vou dar espaço para cada energia.

Esse é o poder da criança, ela tem o espaço para decidir se vai ser como a mão ou o pai em certas situações, ou vai ser como o xamã dizia '' o terceiro passo'', que a pessoa já entendeu como essas duas energias funcionam e cria sua própria energia, a terceira, e vai agir de acordo com isso. Eu seria uma Iara, do meu pai, outra Iara da minha mãe e finalmente a terceira Iara, que seria a versão superior dessas duas anteriores.

Ele explicava que a genética ignora, hoje já se fala disso, mas o temperamento pode ser hereditário, ele dizia que era uma espécie de carma familiar, a gente tem que passar por aquilo e nasce com a energia específica para superar e melhorar nosso ser.

Meu amigo não tinha pai, então o xamã mandou ele investigar quem era o pai e tentar saber como ele agia, para que meu amigo tivesse uma ideia mais clara de quem era. E quem fosse adotado? A mesma coisa, ele dizia que os adotados eram 50% da energia dos pais que tinham gerado e 50% dos pais que tinham criado, caso eles estivessem bem não precisariam saber como são os pais biológicos, mas se estivessem inquietos eram bom dar uma procurada.

Depois que ele me ensinou a separar os dois jeitos, apenas observando e pensando, se queria ou não ser assim e aceitando que era minha escolha diante das situações comecei a entender um pouco minha maneira de agir, mesmo assim não é uma ciência, ainda erro, ainda tento, ainda falho, até porque conhecer um pouco dos pais leva seu tempo. E a minha mistura foi de opostos, o que eu tento fazer é como o xamã me disse, não misture os opostos, se vai reagir de um jeito, faça isso e assuma, se vai reagir de outro faça e assuma, mas não reaja misturando duas maneiras de ser, porque isso confunde todo mundo e me causa dor. Se eu estou em uma energia, fico nela ou mudo para a outra, não faço misturadinho de nada.

O importante de separar as energias é que ela permite que a terceira energia possa vir à tona, ou seja, quem eu realmente sou, não apenas a mistura dos meus pais.

A única coisa que eu tenho tido certa dificuldade é ainda em saber como vou reagir as coisas, tem horas que seguro, mas tem horas que nem eu sei da onde veio a minha reação, como ontem a noite que tive uma reação descontrolada diante de uma situação aparentemente sem sentido, eu senti a situação na hora como meu pai, mas pensei como minha mãe e quis agir, sem saber misturando os dois, claro que aquilo explodiu.

Mas essa orientação do xamã tem me ajudado muito, me deu uma compreensão enorme de quem eu sou, pude avaliar melhor as coisas e entender que sou a mistura de dois opostos e depende de mim que eles vivam em harmonia dentro de mim, bem usados eles são um motor, mal usados são uma bomba relógio. Já sei que tenho essas duas energias que não se encontram, não se harmonizam, depende de mim manter elas afastadas para que a terceira energia, quem eu realmente sou, possa vir à tona sem causar dor.


Iara De Dupont

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