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29 janeiro 2014

Na crueldade somos todos iguais..

Não tive coragem de colocar as fotos do massacre dos golfinhos..

Em algum lugar li que o mundo tinha virado um lugar ruim porque existiam fronteiras entre os países. Se todos tivessem passe livre para qualquer lugar a mente entenderia que somos todos iguais, mas fronteiras servem para nos mostrar quem é quem e isso mantém a distância, principalmente de alguns países que acreditam ser superiores. Fronteiras em lugares pequenos e pobres não são a mesma coisa que a fronteira americana, o país mais poderoso do mundo, Estados Unidos, apesar de falido, continua agindo como se fosse o ponto central do universo.

Então a nossa mente desenhou uma figura, existem países ''melhores'' e países onde todos estão na merda. Isso permite que países ''melhores'' escondam as mãos, não mostrem o que realmente fazem, já que coisas ruins só acontece em lugares pouco ''civilizados''.

E essa semana aconteceram duas coisas que mostram bem a linha que divide o mundo. Na Dinamarca existe um ritual sem eira nem beira, sem nenhuma explicação lógica, os dinamarqueses vão a costa onde golfinhos se aproximam pela temperatura da água e matam todos a pauladas. Quando isso acontece e a imprensa mostra as imagens os dinamarqueses correm a dizer que isso acontece em uma ilha que não pertence a Dinamarca. Mas todos se enrolam, finalmente acontece e não é um lugar miserável onde as pessoas entrem no mar para comer a carne do animal, matam por tradição. Tem gente  dizendo que a morte dos animais acontece porque eles estão intoxicados e contaminados, então seria uma espécie de cuidados com a saúde da população, mesmo assim matar um animal a pauladas não tem desculpa, não tem argumento nem perdão.

E os japoneses também matam golfinhos assim, apesar de ser uma cultura milenar em um país tão avançado.

E notícias de pena de morte no Oriente Médio sempre estão aparecendo e ninguém se surpreende com aqueles tribunais improvisados nem com os métodos, já escutei gente falando que países daqueles lados são ''cheios de bárbaros'' e o que acontece lá é fruto da ''ignorância''. Vemos nas notícias mulheres condenadas à morte porque não quiseram ter relações com o marido, depois de um casamento forçado e o mundo se choca.

Mas semana passada um mexicano que tinha sido condenado a pena de morte no Texas foi executado, isso apesar dos seus advogados terem mostrado ao juiz que o crime, o assassinato de um policial, era cheio de buracos, não apareceu a arma do crime, não tinha testemunha e o mexicano quando foi preso não teve seus direitos reconhecidos, existe um trato entre México e Estados Unidos, onde os americanos se comprometem a fornecer um advogado que fale espanhol e o acusado pode pedir ajuda a Embaixada do México, mas nada disso foi feito, todos os direitos do mexicano foram ignorados. 

Não seria só a questão da pena de morte, mas sim um incidente diplomático entre dois países, um deles que quebrou a lei porque é o mais forte. 
Como era de se esperar o México não reagiu e o preso foi executado, além disso trocaram os remédios que são usados na execução por motivos técnicos, um estava faltando, e isso aumentou a agonia do prisioneiro.

Podia ser uma história do Oriente Médio e dos prisioneiros sem nome que existem por lá, mas não é, pelo contrário, é uma história de um prisioneiro em um país poderoso e conhecido por adorar falar de ''direitos humanos''.

Podem existir países que são melhores para viver, mas a essência humana está em todos, na hora do vamos ver cada um faz o que quer, a hora que quer e usa sua justiça como melhor lhe parece.

Esse é o nosso único traço de igualdade, somos todos iguais diante da maldade, quem não pratica ela consente no seu silêncio. Não é o amor que nos une, é a crueldade, é esse sentimento que uniformiza o planeta e nos mostra que não existe lugar ''bom''.

O coração humano é tenebroso, sombrio, e não precisa estar em uma ilha perdida para matar um animal, nem em um país remoto para condenar um suspeito à morte. Isso acontece diante de todos nós e a parte mais assustadora é que já vemos isso como normal, parece que no fundo da alma sentimos que é essa crueldade que nos faz irmãos vivendo no mesmo planeta.

Iara De Dupont




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