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17 dezembro 2013

Querendo ou não, todos temos um lado sombrio


Quando eu tinha uns vinte anos uma amiga se casou. Ela foi um daqueles casos clássicos de pessoas que não receberam a orientação que precisavam na vida. Era péssima estudante, mas  a quilômetros de distância poderia dizer o tecido da roupa de alguém, seu avô tinha uma loja de tecidos e ela aprendeu tudo com ele. Conheci ela com treze anos e ela me ensinou a ver se a roupa tinha bom acabamento e checar as costuras. Mas no mundo nada disso parecia servir, caso tivesse sido bem orientada poderia ter se dedicado a isso, era apaixonada por tecidos e as misturas que poderiam ser feitas com eles.

Nem chegou a pensar em uma faculdade, porque todos diziam que ela era burra demais, não daria certo em nada e ela acreditou, nem tentou uma faculdade de moda, porque disseram que ela não ia dar certo na hora de tirar medidas, já que era pior do que eu em matemática.
Mas ela era linda e convenceram ela que isso era suficiente, logo se apaixonou por um jovem extremamente bem sucedido, filho de dono de banco e com uma carreira brilhante.

Em uma ligação de telefone alguma coisa aconteceu e lamentei muito, porque eu gostava demais dela, mas ela me ligou para me convidar para seu casamento e eu disse que ela era jovem demais para casar, não sei porque ela ficou tão ofendida, mas nunca mais falei com ela nem recebi o convite do casamento.

Anos depois fiquei sabendo que ela tinha se separado depois de dois meses de casamento. Alguma amiga fofoqueira me contou que o marido foi a praia e ela resolveu ir atrás, pensando em fazer uma surpresa, chegando lá pegou ele na casa com um travesti na cama.

Hoje, décadas depois imagino o impacto de tudo isso na cabeça dela. Eu não sei se poderia lidar com isso agora, imagine na casa dos vinte.

A questão não é o travesti, mas é que quando somos jovens ignoramos a coisa mais importante no relacionamento, a comunicação. Achamos que ficar ali só conversando fofuras é suficiente, não tocamos em assuntos penosos nem entramos em partes sombrias da personalidade do outro. Mas essas partes vem à tona e desestabilizam qualquer casal.

O lado fofo é fácil coloca para fora, até fazemos questão de mostrar isso para reforçar nossa conquista, mas os pensamentos estranhos e pesados, esses a gente ignora e nem pergunta para que não nos perguntem também.

Não vejo nada mais importante do que conhecer um pouco o outro lado da pessoa que temos ao lado, porque ignorar isso pode ser fatal.
E falo isso porque só recentemente, de uns anos para cá comecei a perceber e lidar com o lado `b´ dos meus namorados, antes disso eu era daquelas que preferia não escutar nem saber, passava reto na questão. Hoje acho vital colocar as coisas na mesa, principalmente as ligadas a natureza sexual, aprendi a duras penas que uma conversa dói menos do que pegar alguém na cama fazendo alguma coisa que consideramos fora do nosso eixo.

Ah, mas fica chato! Fica mesmo, sentar na mesa e perguntar se o namorado sente atração por homens, travestis ou o que ele pensa desses assuntos pode ser uma conversa meio espinhosa, mas isso também mostra o nível de intimidade de um casal, paciência, essas coisas têm que ser feitas.

Tenho uma conhecida que surtou depois que descobriu que seu namorado colecionava fotos de crianças nuas no seu computador, ela começou tendo crises de vômitos, terminou o namoro e nunca mais quis sair com ninguém. Só Deus sabe o que ela viu ali.

Já passei por isso, mas não eram crianças, fiquei chocada com um namorado e um tipo de pornografia que ele assistia, mas quando  só soube depois do namoro terminar, então nunca falei com ele sobre isso.

Não importa os horrores que a pessoa possa dizer, é melhor escutar da boca dela do que passar por uma situação de ser pega de surpresa. E não adianta encher a história de flores e algodão, todos têm seu lado sombrio e poder falar disso é a melhor maneira de evitar um problema mais adiante. Quem quiser entrar em um relacionamento deve estar consciente que não se pode estar apenas no mel, o veneno vem junto.




Iara De Dupont

2 comentários:

Suzana Neves disse...

Isso é verdade, eu não fecho os olhos para coisas estranhas que fogem do dito normal me acho extremamente tolerante e as vezes eu mesma assisto, mas uma vez fiquei incomodada e perguntei a uma psicologa sobre pornografia que não é porque a pessoa assiste necessariamente quer fazer aquilo que ela vê, agora o caso da crianças deve ter sido difícil para sua amiga, mas ainda bem que ainda era um namoro depois que casa parece ter mais peso mas é impossível saber o que o outro faz.

Poeta da Colina disse...

Como ouvi recentemente nada dessa história de encontrar a metade da laranja, somos todos uma laranja, inteiros, com muito mais coisas por dentro do que por fora que precisam ser exploradas.

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