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15 dezembro 2013

Quando a classe média alta quer usar o elevador...


Moro perto de um shopping e vou lá direto, naquela facilidade de ir a um lugar que tem tudo ali dentro, desde farmácia até correio. O shopping tem sete andares e uns dez elevadores, dos quais seis sempre estão funcionando e nesse tempo que frequento o lugar nunca vi ninguém morrer pela falta deles.

Peguei o elevador e nele tinham cinco pessoas, parou em outro andar e de repente entraram dez pessoas, levando o elevador a ficar lotado e o sistema da porta se recusar a fechar, avisando que estava com gente demais. As pessoas que entraram empurraram a todos, era um grupo de pessoas na faixa dos cinquenta anos.

Eu disse que era melhor eles esperarem outro elevador, caso contrário o elevador não sairia do lugar. Começou então um bate-boca sem o menor sentido, eles diziam que ''iam a uma estréia de cinema'' e ''tinham todo o direito de usar o elevador''. Uma moça carregando um bebê se irritou e saiu do elevador, assim a porta se fechou e ele subiu, mas a discussão continuou. Eu disse que não custava esperar outro elevador, aquilo ali não era metrô, não era o único vagão e que sentido comum não é tão difícil de usar. Uma senhora respondeu que eles não tinham porque esperar elevador, ora, eles eram convidados do cineasta, por isso não tinham que esperar nada, além do mais já sabiam desde antes que esse shopping não ''era boa coisa'' nem ''bem frequentado''.
  São essas coisas que a gente vive e não acredita. Eles pareciam de dinheiro, pelas roupas e jóias, mas é aquela mesma jequice da classe média, neste caso alta, acham que podem tudo e não tem porque esperar o elevador, já que eles pagam em dia a sua empregada e cumprimentam o porteiro, sendo assim podem tudo.

É essa mentalidade jeca que me tira do sério, esse verniz de filhos de coronéis, de achar que apenas porque se abriu a porta do elevador eles podiam invadir e empurrar todo mundo. Meu único consolo é que só se pode ser jeca aqui no Brasil, lá  fora, pelo menos em países civilizados ninguém tolera esse tipo de comportamento, as pessoas não estão acostumadas a serem tratadas como escravas de sinhá e não aceitam esse tipo de cafonice em nenhuma circunstância.

Gritar, empurrar, mostrar a carteira, só funciona aqui ou na Guatemala e lugares similares, mas no resto do mundo é visto com um gesto grosseiro, de gente jeca e de miseráveis exibicionistas.

Finalmente o elevador chegou no cinema e eles saíram aliviados, deve ter sido uma experiência traumatizante para todos eles  que ficaram dois minutos no elevador com pessoas que não eram da ''mesma classe social'', mas eles saíram vivos e uma senhora ainda disse ao seu marido:

- E olha, estamos no centro de São Paulo, olha onde essa ''gentinha'' chegou, imagina como deve ser o shopping lá em Aricanduva? Aff!

Eu não tinha porque dizer nada, mas não resisti e disse:


- Olha, a senhora falou direitinho ''Aricanduva '', deve ser de lá né?

E ela respondeu:

- Meu bem, eu nasci e fui criada em Higienópolis.

Uia! Essa classe média alta de São Paulo é a coisa mais nojenta que eu conheço, nascem em um bairro sem a menor importância e acreditam a vida inteira que foram paridas no melhor bairro de Paris. A pior jequice é a mental, o problema não é a pessoa ser jeca, o problema é achar que é elegante.


Iara De Dupont



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