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29 novembro 2013

Perséfone: entendeu agora a receita da felicidade?

Perséfone e o frouxo do marido, Daniel

A vida pode ser mais simples do que parece. Dia desses a novela ''Amor à vida'' mostrou isso. Depois de muitos capítulos onde a personagem Perséfone era humilhada pelos colegas de trabalho por ser gorda e o marido ficava envergonhado e não dizia nada, ela finalmente teve uma conversa breve com ele e pediu um tempo, disse a ele que nunca a defendeu e não aceitava o fato dela ser gorda.

O silêncio dele e a rapidez com a qual pegou sua mala e foi embora mostrou que de amor ele não ia morrer, não agiu como homem apaixonado, pelo contrário, ficou parecendo até aliviado. Já arrastei situações patéticas apenas porque não tive uma conversa assim e já sai de situações estranhas com uma conversa simples dessas.

Tem horas que não dá, a gente tem que ser direto e falar o que pensa, ela estava certa, o marido nem gostava tanto assim dela e nunca se preocupou em defender ela quando os colegas do trabalho tiravam sarro.

A tendência do ser humano em um relacionamento é acreditar em duas  falsas verdades, uma delas é ''ninguém é perfeito'' e  ''ninguém pode adivinhar o que você quer''.

Essas duas frases acabam com a vida de qualquer pessoa, porque escondem mentiras. A primeira delas  ''ninguém é perfeito'' inclui nas entrelinhas que temos que aceitar o outro do jeito que ele é, mas não ser perfeito não quer dizer que podemos aceitar os defeitos dos outros quando estes nos magoam.

Minha avó dizia que na hora de casar tenho que escolher um marido que tenha defeitos que eu possa ''ignorar'', caso eu apenas ''tolere'' então daria errado.

Ter defeitos todo mundo tem, mas nem todos nossos defeitos magoam os outros. No caso do marido da Perséfone o defeito dele é ser frouxo, mas esse defeito magoa ela, porque sente que o marido não se preocupa com ela de uma maneira positiva.

A outra frase ''ninguém pode adivinhar o que você quer'' também parece correta, mas não é. Durante anos eu escutei que sempre tinha altas expectativas em meus namoros e por isso davam errado, porque eu agia como se meu namorado tivesse que adivinhar meus pensamentos. Demorei anos para perceber que ''adivinhar '' uma situação não é a mesma coisa que ter senso comum, o famoso semancol.

Ninguém precisa adivinhar nada, é só ter senso comum e na dúvida se perguntar ''E se fosse comigo, eu ia gostar?''.
O marido de Perséfone nunca agiu com senso comum, mesmo sabendo desde o começo que ela era gorda vivia enchendo o saco dela, especialmente na hora da refeição, quem tivesse um mínimo de semancol ia sacar que esse assunto não se traz a mesa.

E também tinha aquela babaquice dela de querer brincar de princesa em conto de fadas, mas finalmente ela acordou, viu que isso é lindo nos livros, mas a vida real exige mais estômago e não adianta agir como idiota nos relacionamentos, é preciso estar atenta e perceber quando não somos amadas nem aceitas.

No fim da conversa depois que ele vai embora, ela diz -Eu preciso primeiro gostar de mim.

É, Perséfone, essa é a chave da porta que leva ao paraíso, essa é a senha de toda a felicidade neste mundo e a garantia de uma vida plena. É essa frase que atrai os melhores homens que existem no mundo, porque quem se gosta não vive na base de frases sintéticas penduradas no bolso. Quem se ama sabe disso, o amor próprio é como um filtro em tudo, ali não passa lixo nem poeira, só a água pura consegue atravessar o filtro, só as coisas boas da vida conseguem passar. É bem melhor se amar do que acreditar em contos de fadas, porque o amor próprio sempre escreve melhores histórias do que esses contos artificiais e sintéticos.

Iara De Dupont

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